Questões de Sociologia
6.494 Questões
Questão 57 6102073
ENEM 1° Dia (Prova Azul) 2021Nos setores mais altamente desenvolvidos da sociedade contemporânea, o transplante de necessidades sociais para individuais é de tal modo eficaz que a diferença entre elas parece puramente teórica. As criaturas se reconhecem em suas mercadorias; encontram sua alma em seu automóvel, casa em patamares, utensílios de cozinha.
MARCUSE, h. A Ideologia da sociedade Industria! o homem unidimensonai Rio de Janeiro Zabme, 1979
O texto indica que, no capitalismo, a satisfação dos desejos pessoais é influenciada por
Questão 56 6102045
ENEM 1° Dia (Prova Azul) 2021Mulheres naturalistas raramente figuraram na corrida por conhecer terras exóticas. No século XIX, mulheres como Lady Charlotte Canning eventualmente coletavam espécimes botânicos, mas quase sempre no papel de esposas coloniais, viajando para locais onde seus maridos as levavam e não em busca de seus próprios projetos científicos.
SOMBRIO, M M O Em busca peto campo — Mulheres em expedições centificas no Brasá em meados do século XX Cademos Pagu, n 48, 2016
No contexto do século XIX, a relação das mulheres com o campo científico, descrita no texto, é representativa da
Questão 50 6091555
ENEM 1° Dia (Prova Azul) 2021TEXTO
Em 2016, foram gerados 44,7 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, um aumento de 8% na comparação com 2014. Especialistas previram um crescimento de mais 47%, para 52,2 milhões de toneladas, até 2021.
TEXTO
Há ainda quer exporte deliberadamente lixo eletrônico para o Gana. E mais caro reciclar devidamente os resíduos no mundo industrializado, onde até existem os recursos e a tecnologia. Um negócio muito mais lucrativo é vender o lixo eletrônico à negociantes locais, que o importam alegando tratar-se de material usado. Os negociantes depois vendem o lixo aos jovens no mercado, ou noutro lado, que o desmantelam e extraem os fios de cobre. Estes são derretidos em lareiras ao ar livre, poluindo o ar e, muitas vezes, intoxicando diretamente os próprios jovens.
KALEDZ. |; SOUZA, G. Desponivel em: mun dw com. Acesso em 1204 2019 (adaptado)
No contexto das discussões ambientais, as práticas descritas nos textos refletem um padrão de relações derivado do(a):
Questão 29 5942386
FGV-RJ 2021/2
A judicialização da política é um fenômeno social em que os tribunais, e o processo judicial de maneira mais geral, se tornam uma arena e uma forma para decisão de disputas políticas. Cada vez mais partidos políticos, governos e movimentos sociais recorrem ao sistema judicial para avançar seus interesses e agendas. Por isso, é difícil entender a política brasileira na atualidade sem acompanhar as decisões de ministros e ministras do Supremo Tribunal Federal, ou o posicionamento do Ministério Público em casos de corrupção, por exemplo.
Adaptado de Adaptado de https://pp.nexojornal.com.br/pergunte-a-umpesquisador/2020/11/16.
Sobre a tendência de judicialização da política no Brasil, analise as afirmações a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
() Atores do Poder Judiciário tornaram-se protagonistas da política, valendo-se de ações judiciais para pressionar por reformas ou mudanças institucionais.
() Questões políticas, que eram resolvidas no âmbito do processo político, passaram a ser formuladas como questões de direito, a serem resolvidas pelo sistema judiciário.
() Partidos, instituições e grupos sociais derrotados no processo majoritário, levam suas pautas aos tribunais como estratégia para criar uma nova rodada de disputa por meio da contestação judicial.
As afirmações são, na ordem apresentada, respectivamente
Questão 52 5941511
FGV-RJ 2021/1Texto para a pergunta.
O NEGACIONISMO NO PODER
Como fazer frente ao ceticismo que atinge a ciência e a política
Até pouco tempo atrás, quando queríamos sustentar uma afirmação sem
argumentar demais, bastava dizer: “É comprovado cientificamente.” Mas essa
tática já não tem mais a mesma eficácia, pois a confiança na ciência está
diminuindo. Vivemos hoje um clima de ceticismo generalizado, uma descrença
[5] nas instituições que favorece a disseminação de negacionismos, encampados
por governos com políticas escancaradamente anticientíficas.
Algumas pesquisas confirmam a crise de confiança que atinge, ao mesmo
tempo, a ciência e a política. O fenômeno da pós-verdade – esse momento que
atravessamos no qual fatos objetivos têm menos influência na opinião pública
[10] do que crenças pessoais – é um sintoma extremo dessa crise. Muita gente não
enxerga que a ciência, assim como a política, existe para beneficiar a
sociedade. E esse desencanto produz um terreno fértil para movimentos
anticiência e teorias da conspiração (além de fomentar extremismos). A pós-
verdade, assim, não designa apenas o uso oportunista da mentira (embora ele
[15] seja frequente). O termo sinaliza, acima de tudo, um ceticismo quanto aos
benefícios das verdades que costumavam compor um repertório comum, o
que explica certo desprezo por evidências factuais usadas na argumentação
científica. Diante disso, contradizer argumentos falsos exibindo fatos reais
pode ter pouca relevância em uma discussão. Evidências e consensos
[20] científicos têm sido facilmente contestados com base em convicções pessoais
ou experiências vividas – como se percebe todos os dias nas redes sociais.
Tatiana Roque, Piauí, No. 161, fevereiro, 2020. Adaptado.
As informações contidas no texto, bem como a maneira como são formuladas, contribuem para confirmar a hipótese de que, no Brasil do século XIX,
Questão 6 5934917
PUC- RJ 2021TEXTO
Foi em uma ambiência escolar marcada por práticas pedagógicas excelentes para uns, e nefastas para outros, que descobri com mais intensidade a nossa condição de negros e pobres. Geograficamente, no Curso Primário experimentei um “apartaid” escolar. O prédio era uma construção de dois andares. No andar superior, ficavam as classes dos mais adiantados, dos que recebiam medalhas, dos que não repetiam a série, dos que cantavam e dançavam nas festas e das meninas que coroavam Nossa Senhora. O ensino religioso era obrigatório e ali como na igreja os anjos eram loiros, sempre. Passei o Curso Primário, quase todo, desejando ser aluna de umas das salas do andar superior. Minhas irmãs, irmãos, todos os alunos pobres e eu sempre ficávamos alocados nas classes do porão do prédio. Porões da escola, porões dos navios. Entretanto, ao ser muito bem aprovada da terceira para a quarta série, para minha alegria fui colocada em uma sala do andar superior. Situação que desgostou alguns professores. Eu, menina questionadora, teimosa em me apresentar nos eventos escolares, nos concursos de leitura e redação, nos coros infantis, tudo sem ser convidada, incomodava vários professores, mas também conquistava a simpatia de muitos outros. Além de minhas inquietações, de meus questionamentos e brigas com colegas, havia a constante vigilância e cobrança de minha mãe à escola. Ela ia às reuniões, mesmo odiando o silêncio que era imposto às mães pobres e quando tinha oportunidade de falar soltava o verbo.
Ao terminar o primário, em 1958, ganhei o meu primeiro prêmio de literatura, vencendo um concurso de redação que tinha o seguinte título: “Por que me orgulho de ser brasileira”. Quanto à beleza da redação, reinou o consenso dos professores, quanto ao prêmio, houve discordâncias. Minha passagem pela escola não tinha sido de uma aluna bem-comportada. Esperavam certa passividade de uma menina negra e pobre, assim como da sua família. E não éramos. Tínhamos uma consciência, mesmo que difusa, de nossa condição de pessoas negras, pobres e faveladas.
(Adaptado de: LEE, B. Y. How Today’s Google Doodle, Dr. Virginia Apgar, Made A Big Difference In: Forbes (online) Pharma and Healthcare. 7 jun. 2018. Disponível em: https://www.forbes.com/sites/brucelee/2018/06/07/how-todays-google-doodle-drvirginia-apgar-made-a-big-difference/#71c42112594f Acesso em: 18 ago. 2018.)
A expressão que resume a mensagem principal do Texto é
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