Redação #734120
Durante o século XVIII, a Revolução Francesa é apresentada como um movimento iconoclasta transformador na medida em que, pela busca da igualdade cidadã, uma maioria paupérrima destituiu do poder uma minoria parasitária e abastada. Nesse sentido, o protagonismo coletivo dos indivíduos contribuiu para a constituição de uma nova realidade social. Contudo, hodiernamente, a população homossexual encontra- se propícia a sofrer ataques físicos e morais que colocam em risco a sua proteção na sociedade. Sob esse viés, são colocados como principais entraves a dissolução da problemática a negligência governamental, em amparar os segmentos, combinada a falta de empatia do indivíduo que persiste em hostilizar e excluir tudo o que é diferente e heterogêneo ao seu modo de pensar.
Primeiramente, a evidente inocuidade Estadual em promover alternativas que visem a proteção e descontrução dos estereótipos referentes a comunidade LGBT é vista como nuance fundamental da temática. À vista disso, é importante perceber que a visão de Michael Foucault o qual afirma que é dever do Governo resolver os problemas sociais e, desse modo, proteger e conscientizar os cidadãos é confrontrada com a tradicional tendência que os líderes têm em investir nas áreas mais rentáveis da nação, enquanto que atividades responsáveis por incutir no indivíduo o respeito e a tolerância ao ser homossexual são negligenciadas. Com isso, ocorre uma dicotomia, enfatizada por Gilberto Dimenstein, em que o direito constitucional a proteção e bem- estar social a essa classe embora seja efetivado na teoria não se concretiza na prática, porquanto os atores sociais se tornam alvos constantes de violência moral e física.
Em segundo plano, o julgamento precipitado da realidade do indivíduo LGBT baseado em concepções limitadas e preconceituosas intensifica as hostilidades inferidas contra essas minorias. Sob tal ótica, apegando-se a visão do filósofo sul coreano Byung Chul Han o qual dita que indivíduos isolados em sua propria afirmação impedem o reconhecimento da tolerância e empatia ao outro é interessante observar os cidadãos heterogêneos por não compartilharem uma sexualidade normalmente aceita e imposta pela sociedade são duramente reprimidos do meio coletivo sofrendo ofensas verbais e ameaças de morte em seu cotidiano. Á vista disso, colocando em prática o ideal de Gilberto Freirei de que a escola deve ultrapassar o conhecimento tecnico cientifico em sala de aula urge uma atuação mais proativa do meio educacional para que a conjuntura exposta seja paulatinamente erradicada.
Destarte, faz-se imprescindível que a Defensoria pública - promotora da defesa dos direitos indivíduais - em parceria com os sindicatos organizem protestos públicos pacíficos em que os enfrentantes da comunidade homoafetiva tecerão discursos enérgicos a favor da proteção aos seus componentes reclamando as autoridades governamentais medidas que assegurem o bem-estar dessa comunidade - como o endurecimento das penas contra os agressores fisicos - a fim de que os indivíduos tenham seus direitos realizados na prática. Outrossim, é mister que o Ministério da Educação - o qual é responsável pela formação da base curricular - propicie a incorporação de aulas interdisciplinares de sociologia e filosofia em que os educadores dissertarão sobre as lutas históricas dos cidadãos LGBT seus dilemas e desafios, bem como a importância da tolerância e respeito a essa comunidade - mediante apostilas instrutivas e conteúdo multimídia - com o objetivo de cultivar a empatia ao diferente no aluno desde a sua mais tenra idade. Assim, como na França do século XVIII, sociedade social será permeada pela harmômia social e concretização dos direitos dos indivíduos.