Redação #2613766
No jogo "Detroit: Becomen Human" é retratado uma realidade distópica em que androides realizam tarefas cotidianas com perfeição, o que ocasionou em desemprego, crises sociais e dilemas acerca da consciência. Fora da ficção, a realidade atual mostra-se análoga já que a Inteligência Artificial tem evoluído cada vez mais, gerando impactos semelhantes aos representados no videogame. Dessa forma, fica imprescindível analisar as consequências dessa problemática: o desgaste ambiental e o emburrecimento coletivo.
Diante desse cenário, é lícito postular que a sobrecarga no meio ambiente é um dos principais impactos proporcionados pelo advento da IA. De acordo com a História, o Brasil passou por cinco grandes ciclos de exploração dos recursos naturais, o que causou a destruição de alguns cursos como exemplificado pela extinção das árvores nativas da Mata Atlântica. Nesse raciocínio, a continua extração de matéria-prima, como os minérios usados na construção e a água no resfriamento de data centers, caracteriza o mais novo ciclo predatório que em larga escala possui enorme potencial de alavancar ainda mais a destruição ambiental, sendo inviesado no lucro assim como os outros. Por conseguinte, o território nacional irá sofrer graves danos se as empresas e governantes não considerarem os riscos ambientais dos sistemas autônomos inteligentes. Assim, fica evidente o impacto na natureza impulsionado pela IA.
Além disso, a imbecialização do ensino é outro fator discriminante do implento da Inteligência Artificial no cotidiano da população. É fato que, a criação do ChatGPT, tecnologia inteligente baseada nos algoritmos com caracterização versátil, pela OpenAI se destaca por dilemas éticos, pois ao mesmo tempo em que ampliou as capacidades de aprendizagem aprofundou a lacuna educacional brasileira pela utilização de forma inadequada. Isso porque, ele é capaz de formular respostas de atividades, produzir textos e elaborar trabalhos, habilidades fundamentais no desenvolvimento cognitivo dos jovens, os quais muitas vezes preocupados apenas em atingir as notas altas que são requeridas pelo sistema acabam por recorrerem ao uso indevido das ferramentas tecnológicas, o que limita seu aprendizado e senso crítico, como no caso do professor que reprovou 32 dos 35 alunos após detectar uso da IA. Consequentemente, o declínio cognitivo e criativo se torna uma lamentável realidade no âmbito educativo. Logo, é preciso mitigar o problema discutido.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater os impactos da inteligência artificial na contemporaniedade brasileira. Nesse viés, cabe ao governo regulamentar a construção dos data centers, por meio de leis que delimitem as áreas ambientais a serem preservadas, para que a exploração dos recursos naturais não destrua mais biomas. Concomitantemente, a escola deve modificar o processo avaliativo, por intermédio do Ministério da Educação, focando em valorizar o esforço, aprendizado e constância do aluno, a fim de que as notas não signifiquem a prioridade máxima mas sim o conhecimento adquirido erradicando o emburrecimento coletivo. Dessa maneira, o país poderá ser um lugar melhor distanciando-se do cenário destacado no jogo.