Redação #2601339
A novela "Chiquititas" apresenta a personagem Gabriela, a qual interviu no processo de luto e abandono com medicamentos, os quais tiraram sua autonomia como indivíduo.Das telas para a realidade brasileira,observa-se um cenário paralelo, uma vez que a população têm intervido nos processos naturais por meio da medicalização,com isso, a dependência em químicos se sobrepõe a autonomia individual para lidar com as situações do cotidiano sem dependência em fármacos.Isto é, utilização desnecessária de remédios para lidar com eventos naturais da vida, trás consequências negativas como diagnósticos precoces com a perda da autonomia em consonância com os riscos a saúde os quais também são desafios para lidar com a medicalização.
Diante desse contexto, a utilização de químicos da maneira incorreta, não somente ocorre por uma atitude do indivíduo, como também, por diagnósticos precipitados sendo esse um dos empecilhos para a resolução do problema. Um exemplo é a rotulagem de comportamentos infantis- agitação- como uma diagnose para (TDAH)como consequência a criança perde sua autonomia para pensar, brincar e reproduzir comportamentos naturais infantis agitados devido aos efeitos "calmantes" dos medicamentos, causando também um uso desnecessário de psicoestimulantes. Visto isso, é evidente como a medicalização pode afetar a vida do ser humano ainda na infância mediante o diagnósticos por rótulos para evitar ações normais de uma fase da vida.
Ademais, a dependência é um dos entraves para enfrentar esse tipo de uso dos fármacos. pesquisas realizadas pelo(Instituto Cactus) revela que 5,1% da populaçãp brasileira fazem acompanhamento terapêutico, enquanto 16,6% fazem uso de medicamentos controlados, ou seja, a maioria dos indivíduos preferem recorrer à prescrição química direta do que a um tratamento correto.Esse fator contribui para uma dependência e seus sintomas como- tolerância, necessitando aumentar a dose, sintomas de abstinência, insônia,ansiedade, tremores e até convulsões, podendo também comprometer o cognitivo e causar danos hepáticos em casos de altas dosagens. Em outras palavras, a medicalização associada a auto-medicação trás danos à saúde, comprometendo tanto o mental quanto o físico da pessoa.
Portanto, é evidente a necessidade de medidas resolutivas para lidar com o cenário de uso de medicamentos com o fim de intervir de forma desnecessária nos processos da vida, uma vez que essa situação tem consequências negativas para a população. Logo, o Ministério da Saúde em consonância com os meios midiáticos (TIK-TOK e instagram) deverão realizar postagens que visam a concientização dos indivíduos que fazem uso da medicalização, para que estes busquem os tipos de ajuda corretar e não a prescrição direta de químicos desnecessários, para que a situação de depêndencia diminua. Além disso, o mesmo órgão governamental deverá adicionar uma nova ordem de fatores e exigências para diagnoses de transtornos tanto para adultos quanto infantis, para que diagnoses erradas por meio de rótulos sociais não sejam feitas, visando que o indivíduo possa ser autônomo sem que haja intervenção de psicoativos desnecessários. Por meio dessas ações será possível distanciar o cenário brasileiro do contexto da novela citada.