Redação #1535866
A Lei brasileira de Inclusão (LBI) assegura o respeito e a garantia dos direitos básicos de todas as pessoas portadoras de deficiência . Entretanto, tal postulado não é visto em metodologias práticas, uma vez que a inclusão de pessoas com deficiência continua sendo um grande desafio para sociedade.Nesse contexto,torna-se evidente que a problemática retratada ocorre em função da falta de inclusão social, fator que contribui para o aumento do preconceito sofrido por esses indivíduos.
Diante desse cenário, é válido retomar o aspecto supracitado quanto aos desafios para a inclusão de pessoas que possuem necessidades específicas na sociedade,tendo em vista que a falta de acessibilidade em diferentes cenários colabora para a persistência da chaga.Nesse contexto,é fato que diversos ambientes de convívio social comum são idealizados de forma completamente excludente,uma vez que não atende as necessidades específicas de pessoas com deficiência,isso sendo notório em espaços como o teatro -local esse onde,geralmente,não há intérprete de libras- o que consequentemente dificulta a inclusão dos surdos no corpo social.Dessa forma,segundo a antropóloga Lília Schwarcz o Brasil vive uma prática de política de eufemismos,ou seja,diversos problemas são reduzidos ,de forma que não recebem a devida
visibilidade.Sob essa ótica,é perceptível que a redução da problemática acarreta a falta de investimentos em ambientes que sejam acessíveis para todos,como também colabora para a exclusão das pessoas portadoras de deficiência de fatores de bem estar social-como cinema e shows-tendo em vista que a contratação de trabalhadores inclusivos,como intérpretes,é extremamente escassa.Nesse contexto ,torna-se evidente que a falta de acessibilidade provoca um sentimento de vulnerabilidade e insegurança para com os indivíduos prejudicados.
Além disso ,os desafios impostos pela falta de inclusão para com pessoas que apresentam devidas condições genéticas está,consequentemente,acarretando diversos impactos sociais,visto que a problemática retratada colabora para o aumento do preconceito sofrido pelos indivíduos com deficiência .Nesse contexto,é evidente que uma grande parcela da sociedade são alvos de comentários preconceituosos acerca de suas necessidades específicas,o que ocorre em função da desinformação populacional sobre a temática, acarretando como consequência indivíduos excluídos da sociedade, como também o medo e o constrangimento.Tal situação é vista no cenário do filme O Extraordinário,o qual retrata o medo do protagonista Auggie(o qual é portador de uma condição gênica),em frequentar sua primeira escola,pois possui receio de como as pessoas reagirão acerca de sua presença.Nessa perspectiva,fora da produção audiovisual,a realidade do Brasil não se difere, visto que diversas pessoas com deficiência são acometidas pelo medo do preconceito,o que resulta em um forte isolamento social.Ademais,o convívio social desses indivíduos se torna extremamente limitado, visto que pela insegurança de frequentarem espaços coletivos,se isolam em ambientes exclusivos para pessoas portadoras de deficiência,dificultando dessa forma seu exercício de cidadania e a harmonia com o coletivo.
Consequentemente,o preconceito sofrido por esses indivíduos os colocam em posição de invisibilidade e isolamento.
Portanto,nota-se a necessidade pela busca de caminhos para o combate dos desafios impostos pela inclusão de pessoas com deficiência no Brasil.Logo,o Ministério da Educação-órgão responsável pelo ensino de qualidade no país- em conjunto com o Governo Federal,deverá inserir em escolas e canais mídiaticos um debate acerca da problemática de modo que atinja toda população.Sendo assim,tal ação deverá ser implementada a partir do investimento em aplicativos inclusivos de modo que facilitem e permitam a acessibilidade de pessoas com deficiência em locais de convívio social e incentive a igualdade, como também campanhas que apresentem as consequências do preconceito disseminado contra a parcela da população com deficiência.Dessa forma,a problemática será mitigada da sociedade brasileira