Questão 21 - UEMG 2015/2
“(...) a Olinda prosseguiu centrada em seu próprio e íntimo desastre: ‘ ele faz desse jeito, chega em casa com os bifes já tirado, põe na geladeira e manda eu fritar dois só pra ele sozinho. Eu e os meninos comemos sem carne sem mistura(...). (...)Se ele me vê aqui conversando com a senhora, ai, ai (...) mas, homem é assim mesmo, né?’
PRADO, 2011, 2014, p. 101 – 102.
“ (...) pra dizer a verdade, pegar a tansagem é só uma desculpa, eu queria mesmo é arrumar um cinquenta com a senhora, porque o menino meu pegou do pai emprestado e vence hoje. Se não pagar, o Inácio pode surrar o coitadinho e eu ando muito desacorçoada de briga e discussão, é uma fraqueza que sinto, dona Ceres. Vi que ainda não era a hora de dizer para Olinda que o Inácio é um monstro.”
PRADO, 2011, 2014, p. 141 – 142.
As duas passagens apresentadas acima foram retiradas de diferentes contos do livro Filandras, de Adélia Prado, e ambos referem-se a uma mesma personagem: Olinda. Ela, uma mulher que convive com um marido que a maltrata e maltrata os filhos, e que abaixa a cabeça porque acredita que as coisas são assim. Olinda é a representação de muitas mulheres que conviveram e convivem em sociedades, países, cidades ou comunidades machistas e patriarcais. Durante muitos séculos, as mulheres, apesar de algumas exceções, viveram submetidas, apanharam caladas e não tinham os mesmos direitos que os homens.
No decorrer do século XX, essa situação começa a mudar, e alguns eventos ajudaram a impulsionar a luta pela mudança na condição feminina.
Dentre esses eventos, encontramos

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