Questão 19 - UDESC Manhã 2026/2
Polilaminina: entenda a esperança e os testes ainda necessários
A pesquisa com a polilaminina, desenvolvida por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com a farmacêutica Cristália, alcançou grande visibilidade nos últimos dias. O trabalho é liderado pela bióloga Tatiana Sampaio Coelho, que descobriu a substância por acaso quando ela tentava dissociar as partes que compõem a laminina, uma proteína presente em várias partes do nosso corpo. Ao testar um solvente, ela viu que, ao invés de se partir, as moléculas de laminina começaram a se juntar umas com as outras, formando uma rede, a polilaminina. A partir daí, Tatiana passou a pesquisar possíveis usos para a rede de lamininas e descobriu que, no sistema nervoso, essas proteínas atuam como base para a movimentação dos axônios, partes dos neurônios parecidas com caudas, responsáveis pela transmissão de sinais elétricos e químicos. Quando ocorre uma fratura na medula, os axônios são rompidos, o que interrompe a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo, a partir do ponto em que foi o ferimento. Essa ruptura é a causa da paralisia. Normalmente, as células do sistema nervoso não são capazes de se regenerar sozinhas. O que se pretende testar, portanto, é a capacidade da polilaminina de oferecer uma nova base para que os axônios do paciente voltem a crescer e se comunicar, restabelecendo a conexão que transmite os comandos do cérebro. Destaca-se ainda que muitos testes ainda são necessários para se confirmar a eficácia da polilaminina.
Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/polilaminina-entenda-esperanca-e-os-testes-ainda-necessarios. Acesso em: 10 mar. 2026. [Adaptado.]
Com base no Texto e em seus conhecimentos em biologia, assinale a alternativa correta.
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