Questão 69 - USP FUVEST - Simulado Oficial - 1ª Fase (1ª edição) 2026
O chocolate não foi comido, mas ingerido sob forma líquida em 90% de sua longa história. E, desse período maior de tempo, apenas 20% é posterior à queda da capital asteca, em 1521.
O início da aclimatação da cultura do cacau deu-se entre os olmecas, a complexa cultura da costa do Golfo do México, por volta de 1500 a.C.. Os maias trouxeram a palavra cacao desses ancestrais.
Ao que tudo indica, os astecas bebiam o chocolate – chamado por eles de cacahuatl – frio e preparado à moda maia. As sementes de cacau eram trituradas, pulverizadas e deixadas de molho. Adicionava-se, então, pouca água, e o preparado era ventilado, filtrado e coado. Em seguida, o líquido era entornado repetidamente de uma vasilha a outra, para que se formasse uma espuma pequena.
Ao final do século XVII, o encontro de conquistado e conquistador, também expresso na culinária, já havia modificado o uso da bebida até então consumida amarga e fria. Nessa época, o cacau encontraria um outro produto também proveniente de cultivo adaptado. O açúcar chegava às Américas por meio de um longo processo de transplantação continental e oceânica: a cana de açúcar saiu da Ásia, atravessou o Mediterrâneo e as ilhas atlânticas, para desembarcar em Santo Domingo e, por fim, nos Estados controlados pela família de Hernán Cortez, no México. A combinação permitiu o preparo do chocolate quente e doce.
Kenneth Maxwell. A verdadeira história do chocolate. In: Chocolates, piratas e outros malandros: ensaios tropicais. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999. Adaptado.
O texto recupera, desde longínquos séculos passados, etapas da história do que, no século XVII, passou a se chamar de chocolate. A leitura permite reconhecer
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