Questão 54 - Mackenzie 2 Dia 2026
Leia este fragmento de reportagem.
No ano passado, um excedente de quase um milhão de mortes em relação ao número de nascimentos fez o Japão ter o maior declínio populacional desde o início da série histórica, que se iniciou em 1968.
O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, descreveu a crise demográfica de seu país, com o envelhecimento da população e as baixas taxas de natalidade, como uma “emergência silenciosa”.
Ele também prometeu políticas favoráveis às famílias, como creches gratuitas e horários de trabalho mais flexíveis.
No entanto, os esforços para reverter o declínio nas taxas de natalidade entre as mulheres japonesas tiveram pouco impacto até o momento.
Novos dados divulgados pelo Ministério de Assuntos Internos e Comunicações no dia 6 de agosto mostram que o número de cidadãos japoneses caiu em 908.574 em 2024.
O Japão teve 686.061 nascimentos, o menor número desde o início da série histórica em 1899, enquanto foram registradas cerca de 1,6 milhão de mortes.
Isso significa que, para cada bebê nascido, mais de duas pessoas morreram.
Essa diferença marca o décimo sexto ano consecutivo de declínio populacional, o que gera pressões sobre os sistemas de previdência e de saúde do país.
Japão perde 1 milhão de habitantes: o que explica maior declínio populacional em mais de 50 anos. BBC News Brasil, 09 ago. 2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c04rdx3qqzpo. Acesso em 28 set. 2025.
Considerando a realidade demográfica atual do Japão, avalie as proposições a seguir.
I. Devido à escassez de mão de obra, o governo japonês tem incentivado a entrada de imigrantes, sobretudo do Extremo Oriente e do Sudeste Asiático. Na última década, 6,2 milhões de estrangeiros se estabeleceram no país. Esse número corresponde a 8% da população total do Japão na atualidade.
II. Pessoas com mais de 65 anos representam cerca de 42% da população japonesa atual, maior proporção do mundo, de acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde.
III.O governo japonês tenta aumentar as taxas de natalidade com incentivos que vão desde subsídios para moradia até licença parental remunerada. No entanto, barreiras culturais e econômicas profundamente enraizadas persistem e atrapalham essas iniciativas. O alto custo de vida e uma cultura de trabalho rígida, entre outros fatores, desencorajam muitos jovens a constituir família.
É correto o que se afirma em
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