Questão 39 - UENP 2024
Considere os fragmentos de texto a seguir para a questão.
TEXTO 1
Diante dos altos índices de feminicídio no Brasil, a socióloga Wânia Pasinato, que até o final do ano passado esteve à frente da ONU Mulheres, faz o alerta. “Nós não trabalhamos com a educação da mesma forma que atuamos na repressão. Acontece que esse caminho de apenas pedir punição para os agressores não funciona. Só quando a gente investir em educação e levar essa formação de igualdade de gênero para a formação de nossas crianças é que nós vamos quebrar esse padrão que acompanha e alimenta o feminicídio.” Na análise das estratégias que precisam ser repensadas, ela inclui outro ponto crucial. Deixar de concentrar a cobrança apenas na melhoria do atendimento policial. “Todo o discurso ainda é feito como se a Delegacia da Mulher fosse uma mágica. Ela foi uma mágica lá nos anos 80, quando não existia nada. Hoje a gente tem uma política nacional que nos diz como nós devemos trabalhar, já sabemos que temos que agir em rede, temos duas legislações que dizem o que é a violência contra a mulher e o tipo de resposta que precisa ser dada. Não é possível que a gente mantenha a mesma demanda”. Wânia pesquisa sobre o tema desde a década de 90. Em entrevista, concedida por telefone, a assessora da USP Mulheres faz uma série de reflexões sobre o quanto e como a luta em favor da igualdade de gênero ainda precisa avançar. [...]
Fonte: CARVALHO, C. O padrão de mortes ainda é o mesmo da década de 40. 2018. Disponível em: https://produtos.ne10.uol.com.br/umaporuma/no-interior-a-face-maisbrutal-do-machismo.php#padrao-de-mortes-e-o-mesmo.
TEXTO 2
No século XX, o Brasil experimentou intensas transformações na sua estrutura populacional e padrão de morbimortalidade. A partir da segunda metade do século, a constante queda da taxa de natalidade, mais acentuada que a verificada nas taxas de mortalidade, tem provocado uma diminuição nas taxas de crescimento populacional. Paralelamente, temse verificado um aumento da expectativa de vida ao nascer, que passa de 45,9 anos em 1950 para 68,5 anos em 2000, refletindo o processo de envelhecimento da população, com aumentos contínuos e significativos na proporção de indivíduos com idade superior a 60 anos.
Para entendermos as modificações na estrutura demográfica, faz-se necessária uma análise das recentes tendências no padrão de morbimortalidade. Uma das mais importantes tendências diz respeito à redução nas taxas de mortalidade infantil (TMI), intensificada a partir da década de 60 [...]. As tendências para os dois componentes da taxa de mortalidade infantil (neonatal e pós-neonatal) evidenciam que essa redução foi mais acentuada para a mortalidade infantil pós-neonatal. Esse componente associa-se, mais fortemente, com fatores relacionados ao ambiente, concentrando maior proporção de óbitos por doenças infecciosas, particularmente as infecções intestinais. Entretanto, a mortalidade neonatal relaciona-se, principalmente, com fatores ligados à assistência pré e pós-natal. [...]
Fonte: CARMO, E. H.; BARRETO, M. L.; SILVA JR., J. B. Mudanças nos padrões de morbimortalidade da população brasileira: os desafios para um novo século. Epidemiol. Serv. Saúde [online], v. 12, n. 2, p. 63-75, 2003. Disponível em: http://scielo.iec.gov.br.
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação parcial ou integralmente INCORRETA.
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