Questão 33 - UEG Medicina 2025/2
Leia os textos.
Ocorrida em meados do século III, entre os anos de 249 e 265 d.C. [...], a chamada peste de cipriano teve como causador um agente ainda incerto para os epidemiologistas. [...] Em relação ao número de mortos pela epidemia, há uma grande controvérsia, mas estimativas contam que tenha morrido entre 2% e 50% da população [atingida]. Alguns pesquisadores apontam que cerca de 5 mil pessoas morriam no Império Romano diariamente no auge da epidemia.
CAMPOS, Ludmila Caliman; SOARES, Carolline da Silva. Entre o medo e a conversão: reflexões sobre a peste de cipriano a partir dos escritos de Cipriano de Cartago e Dionísio de Alexandria (249-265 d.C.). Diálogos Mediterrânicos, n. 19, p. 101-102, 2020.
O surto de peste negra em 1348 foi, sem dúvida, um dos piores desastres já registrados pelo homem. […] os testemunhos da época parecem ter atribuído, quase de modo unânime, a origem da epidemia à Ásia Central, onde ela, aparentemente, existia de modo endêmico. […] as altas taxas de mortalidade [cerca de um terço de toda a população da Europa ocidental] parecem ter alterado na população a percepção quanto à proximidade da morte; esta, de fato, era sentida pela maioria como iminente.
QUÍRICO, Tamara. Peste Negra e escatologia: os efeitos da expectativa de morte sobre a religiosidade no séc. XIV. Mirabilla, n. 14, p. 135, 2012.
A pandemia de covid-19, enquanto fenômeno sociocultural, tem a morte como sua face mais evidente. […] A morte como figura central cria um cenário paradoxal no qual é necessário conciliar o medo de morte repentina (sua ou de entes próximos) e a minimização do luto, aos padrões pós-modernos que associam a improdutividade e a tristeza comuns a esse momento.
ANDRADE, Ivani Coelho et. al. O fenômeno religioso na Pandemia da covid-19. Último Andar, vol. 24, n. 38, p. 119-120, 2021.
A partir dos excertos acima, verifica-se que
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