Questão 7 - UEMS 2024
A questão refere-se ao texto apresentado na sequência. A enumeração dos parágrafos e os grifos visam a facilitar a localização dos enunciados.
20 anos depois, Estatuto do Idoso ainda não se consolidou
[1] Foi para proteger e dar dignidade a esse contingente cada vez maior de brasileiros que, há 20 anos, foi promulgado o Estatuto da Pessoa Idosa, cujo aniversário se celebra neste mês de outubro.
[2] Apesar dos enormes avanços trazidos pela lei, muita coisa ainda pode ser feita em prol da população idosa, como mostrou uma pesquisa nacional sobre o tema conduzida recentemente pelo DataSenado.
[3] Embora 75% da população acima de 16 anos já tenha ouvido falar do diploma, o nível de conhecimento sobre ele ainda é baixo: 49% dos brasileiros consideram ter um nível médio de conhecimento, 35% um nível baixo e 9% nenhum conhecimento. Paradoxalmente, é maior entre os idosos o percentual daqueles que dizem não saber nada sobre a lei (12%). Também é preocupante que 21% das pessoas com 60 anos nem sequer saibam de sua existência.
[4] Mais grave ainda é a percepção de que o estatuto tem sido pouco respeitado no país – uma opinião corroborada por especialistas no tema. [...] Esse sentimento é ainda maior entre aqueles para quem a lei foi feita. Entre os idosos, 20% entendem que ela não é cumprida nunca.
[5] Se é fundamental, portanto, dar mais publicidade ao estatuto e melhorar o seu cumprimento, também é importante manter a lei atualizada diante do aumento da população idosa e das mudanças pelas quais a sociedade brasileira passou nas últimas décadas. Especialistas têm apontado cada vez mais a necessidade de o diploma considerar o envelhecimento como um processo atravessado por diferenças de raça, gênero e classe social, e não um fenômeno homogêneo.
[6] Dados prévios do Atlas da Violência deste ano, a ser divulgado em outubro, mostram, por exemplo, que idosos não negros morrem 6,4 anos mais tarde do que os negros. Tal diferença atinge nada menos que 10,9 anos quando se considera uma mulher não negra e um homem negro. Estratos historicamente marginalizados, também merecem atenção especial. Trata-se, em suma, de reconhecer que grupos vulneráveis têm menos oportunidades de envelhecer com dignidade – e buscar reverter isso.
[7] A longevidade é uma conquista civilizatória. Devemos garantir que todos, sem exceção, possam desfrutá-la com direitos, segurança e bem-estar.
(Fonte: RAMALHO, Dimas [Conselheiro do Tribunal de Contas do estado de São Paulo]. Disponível em: https://www. tce.sp.gov.br/6524-artigo-20-anos-depois-estatuto-idoso--ainda-nao-se-consolidou. Acesso em: 1 nov. 2023. Com supressões, adaptações e grifos nossos)
Sobre as relações de coesão (em que se incluem as de concordância) estabelecidas no texto, está correto o que consta na alternativa:
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