Questão 33 - UNITINS Prova 1 2024/2
Texto para as questão.
A inundação do negacionismo climático
A tragédia que assola o Rio Grande do Sul exige responsabilidades sociais e ambientais urgentes
Creio não ser necessário elencar os assustadores dados referentes à tragédia anunciada no Rio Grande do Sul. Diariamente observamos estes dados nas manchetes, no avanço das águas do rio Guaíba enchendo os olhos de lágrimas de quem assiste este espetáculo dantesco dos já mais de dois milhões de pessoas atingidas, e que, até o momento, se restringe a um único estado, mas que segundo os cientistas, é proclive a se estender por outros estados do país e até ao próprio planeta, pela depredação ambiental provocada pela ação do homem.
Velozes mudanças, evidentes e trágicas, que desmentem categoricamente o negacionismo climático, o qual vem emergindo no mundo com o avanço das águas barrentas das ideologias da ultra direita, um vendaval de ideias nefastas para a humanidade, que tudo arrasta em nome do lucro neoliberal, principalmente vidas. A desolação ambiental provocada no Rio Grande do Sul é o exemplo mais devastador de tudo isto.
É claro que também a centro esquerda institucional e os seus partidos e alianças governamentais não está isenta de culpa quando parlamentares dessas correntes também sucumbem às benesses do vil metal oferecidas pelas grandes corporações, nacionais e multinacionais, para aprovar licenças ambientais. Este cenário partidário provoca uma disputa eleitoreira antecipada e fora de lugar entre fãs do governo federal e oposição nas redes sociais, desrespeitando o único que deve ser feito agora para ajudar, impulsionar a mobilização popular no país.
A tragédia que assola o Rio Grande do Sul, uma situação catastrófica com vidas ceifadas, imensos prejuízos econômicos, devastação e reconfiguração territorial nalguns casos, realocação de famílias inteiras, êxodos parciais ou totais, exige responsabilidades sociais e ambientais urgentes, dos poderes locais, regionais, estaduais e federais, com vigilância extrema da sociedade civil organizada.
Não é possível, depois de um acontecimento de tamanho estrago ambiental e humanitário, deixar novamente os afazeres institucionais a curto e longo prazo apenas em órgãos que outorgam licenciamentos com total irresponsabilidade e que não atendem com a devida atenção e respeito entidades que congregam cientistas, pesquisadores e militantes das questões climáticas, pessoas que se debruçam durante toda a sua vida no estudo destas mudanças que vêm afetando o planeta.
Disponível em: https://www.brasildefators.com.br/. Acesso em: 18 maio 2024.
O autor, ao falar sobre a tragédia ambiental, menciona que “é proclive a se estender por outros estados do país e até ao próprio planeta”.
Seu objetivo é
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