Questão 15 - UFG Matutino 2025/2
Leia o texto a seguir.
Desmedicar a vida: alternativa urgente?
No Brasil e no mundo, a percepção do aumento no sofrimento mental da população tem sido compartilhada não apenas por profissionais de saúde, mas também por observadores de diversas áreas. Outros dois fenômenos acompanharam esse primeiro: o crescimento explosivo nos diagnósticos dos chamados “transtornos mentais” e a meteórica multiplicação das prescrições de remédios psiquiátricos. Mas seriam esses caminhos corretos para lidar com o sofrimento? Ou atores econômicos estão se beneficiando indevidamente? É o que debate o recém-publicado livro Desmedicar – a luta global contra a medicalização da vida, organizado por Paulo Amarante, psiquiatra e pesquisador, e Robert Whitaker, jornalista norte-americano.
Amarante destacou o papel do poderoso setor farmacêutico como um processo de “medicalização da vida”, representado pelo aumento “abusivo” de diagnósticos e prescrições. “Há um processo de patologização avançado, com a participação da indústria farmacêutica e da grande mídia, que não influencia apenas a psiquiatria, afeta também a educação”, afirma o psiquiatra. Para ele, é preciso se abrir à hipótese de desmedicar, isto é, é preciso procurar em outro lugar, que não o saber médico, as respostas possíveis para o sofrimento que aflige a população.
ARRUDA, G. Disponível em: https://outraspalavras.net/outrasaude/desmedicar-a-vida-alternativa urgente/. Acesso em: 14 mar. 2025. [adaptado].
No texto, a abordagem do sofrimento mental se estrutura com base na
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