Questão 1 - FCMS/JF Medicina 2025/1
Texto: A importância da linguagem para um profissional de saúde (Adaptado).
Camille Maria de Holanda Angelim Alves
Para quem não gosta da Língua Portuguesa, escolher o setor da saúde parece, à primeira vista, uma opção válida, ainda mais quando se tem a Inteligência Artificial como aliada (ou adversária). “Falar e escrever a contento fica para quem vai ser jornalista ou seguir a área da Pedagogia e do Direito. Não gosto de ler, por isso escolhi outra área”. A linguagem tomou o rumo do “vc”, “plmds”, “vdc” e ou tras siglas mais. O que é isso, afinal? Abreviar se tornou mais fácil do que praticar a velha ortografia correta, tão treinada na alfabetização.
“Até no TCC dá para enrolar, usar o chatGPT e escrever uma boa obra”. De fato, publicam-se “bons” trabalhos ludibriando orientadores que ainda apostam na ética profissional. Uma pena. Entretanto, eis que alguns se interessam pela ciência, querem melhorar o currículo, ensejam a pós-graduação… e lá vem, novamente, a Língua Portuguesa para assombrar.
Escrever bem é uma habilidade que sempre foi valorizada no mercado de atividades, em todas as áreas. Para um profissional da saúde, a boa comunicação, oral e escrita – pasmem! – aumenta as chances de destaque em processos seletivos e marketing pessoal. São as atuais e famosas life skills: aqueles que as têm, passam à frente.
Saber falar bem transmite confiança, seriedade e credibilidade, e consequentemente desperta a consideração do paciente e a lealdade do serviço. As prescrições são absorvidas naturalmente e a comunicação consegue se adequar a qualquer perfil. Faz parte da rotina de um profissional da saúde escrever prontuários, relatórios, evoluções de tratamento… sem falar em artigos, para os que pensam além, almejando valorizar o Lattes e assumir cargos de gestão.
De certo, a linguagem, inicialmente, não é critério de escolha de um paciente. Todavia, quem fala e escreve mal põe em dúvida suas competências profissionais. Você confiaria no tratamento e/ou nas instruções de um [profissional] que não se comunica bem ou, pelo menos, não se faz entender? Acreditaria em um receituário que não diferencia o “mais” do “mas” e do “más”; o “dar” do “dá”; a “cesta” da “sexta” e da “sesta”?
Sob outra perspectiva, o que acharia de um relatório claro e conciso, objetivo e acessível, de fácil leitura? Lembrando que, para variar o nível de complexidade pronunciada e escrita, também se faz necessária a compreensão do idioma. Ambiguidades em um contexto profissional não são bem-vindas. Crer que habilidades relacionadas à linguagem só devem ser preocupação no caminho das ciências humanas é um ledo engano.
A escrita tem um grande peso no exercício da profissão e é possível aprimorá-la adotando o hábito da leitura e pesquisando quando tiver dúvida. Mas cuidado com o que se lê na Internet! Prefira artigos em plataformas conhecidamente fundamentadas. Pratique os verbetes tal como são, diminuindo abreviações e gírias. Quanto mais se treina, mais se aprende. Não é um caminho rápido nem tampouco fácil, mas vale a pergunta: Que nível de expertise quero atingir?
Disponível em: https://universo.uniateneu.edu.br/a-importancia-da-linguagem-em-um-profissional-de-saude/ Acesso em 23 set. 2024.
Sobre o texto acima, é correto afirmar que:
![[Marketing] Primeira Questao](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6e09902a8e108d73cce3c7b9272eb1de_simulado_home_treineiro_desk.png)