Questão 29 - UNEMAT 2025/1
Traição, culpa e o direito ao esquecimento
A rede social é um ambiente fértil para o pior das pessoas. Onde se planta chorume, o que nasce é bate-boca, ranço e ansiedade. Para transitar no umbral digital você precisa ter um preparo emocional muito forte, ou então, vai sair de lá pingando ódio, num peculiar estado de esgotamento.
Fiquei impressionada com o poder dos haters na história da Iza (caso você esteja vivendo em Marte ou não se informe por meios virtuais, Iza é a cantora que foi traída pelo namorado, um jogador do Mirassol, aos 6 meses de gravidez). Já tinha visto movimentos parecidos em outros casos de grande comoção feminina nas redes, e não por acaso, com outro jogador de futebol – neste caso um mundialmente famoso com legiões de seguidores fiéis. Quase uma seita.
Iza, ao saber dos prints das conversas bem íntimas do seu boy desaplaudido com uma moça, veio a público e imediatamente disse que não eram mais um casal. Nada de novo sob o sol, se ela não estivesse grávida, um momento delicado e profundamente sensível na vida de qualquer mulher. Imediatamente, as redes sociais foram inundadas de vídeos de apoio a ela. No dia seguinte, os haters viraram a narrativa: disseram que Iza tinha traído o ex-marido com esse cara, e a traição era, portanto, a “lei do retorno”. De Maria Madalena a Geni, a sociedade sempre terá uma pedra na mão para jogar na mulher, mesmo que ela tenha razão. Traída ou traidora, não importa a posição que você ocupe, a culpa sempre será sua, e o castigo agora vem da rede social.
NAUJORKS, Jaqueline. Disponível em: https://primeirapagina.com.br/comportamento/traicao-culpa-e-o-direito-ao-esquecimento/. Acesso: 12 de out. de 2024. (Fragmento adaptado).
No trecho acima, a responsabilidade feminina ocorre na perspectiva de que
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