Questão 4 - CESMAC Dia 1 2024/2
USP guarda os originais de “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos
Arquivo do escritor é um dos destaques da série “Acervos do Mês”, do Instituto de Estudos Brasileiros da USP
23/10/2020 - Claudia Costa.
O acervo do escritor alagoano Graciliano Ramos (1892 1953), sob a guarda do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP desde 1980, inclui os manuscritos originais de um de seus principais livros, Vidas Secas, publicado em 1938. O arquivo conserva também a edição de 1952, publicada pela Livraria Jose Olympio Editora, fotografias da edição em turco, de 1990, notas de lançamentos e críticas publicadas em jornais e até a prova tipográfica da segunda edição, de 1946, com 200 folhas e correções de Graciliano Ramos. Destaque para a carta enviada ao jornalista João Condé, em 1944, em que o escritor revela a origem de Vidas Secas a partir do conto Baleia, escrito no início de 1937, e comenta a forma como compreende sua história e suas personagens, rebatendo uma opinião de Octávio de Faria, segundo a qual se esgotara a possibilidade de romances do sertão.
O arquivo de Graciliano Ramos é um dos destaques da série Acervos do Mês, iniciativa do IEB que tem como objetivo divulgar o vasto acervo do instituto. Além dos documentos referentes ao autor de Vidas Secas, a série ainda destaca neste mês outros dois arquivos, o do escritor Mário de Andrade (1893-1945) e o da historiadora e economista Alice Piffer Canabrava (1911-2003).
Um dos nomes mais destacados da literatura e da cultura brasileira do século XX, Mário de Andrade é autor de Macunaíma, o Herói sem Nenhum Caráter, um dos principais romances modernistas. Publicado em 1928, o livro é uma rapsódia sobre a formação do Brasil, em que vários elementos nacionais se cruzam numa narrativa que conta a história de Macunaíma. O IEB guarda os manuscritos originais da obra. Entre eles, uma versão do prefácio do livro, em que o escritor afirma: “Evidentemente não tenho a pretensão de que meu livro sirva pra estudos científicos de folclore”, e um exemplar de trabalho.
Há centenas de outros itens a respeito de Mário de Andrade, como cartas, telegramas e bilhetes, um deles, de 1944, assinado por Luís da Câmara Cascudo, em que se refere a Mário como “ao querido Macunaíma”.
Mário de Andrade nasceu em São Paulo e atuou como cronista e crítico nos principais periódicos culturais do País. Escreveu diários e pesquisou o folclore brasileiro. Também formou uma coleção de arte representativa do Modernismo e teve cargos de destaque, como o de diretor do Departamento de Cultura do município de São Paulo (1935-1938). Nessa função – equivalente à de secretário municipal de Cultura – planejou a Biblioteca Municipal e implantou a Discoteca Pública. Seu percurso pode ser acompanhado nos mais de 30 mil itens presentes no acervo do IEB, entre correspondências, discos, documentação pessoal, fotografias, literatura popular e partituras.
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Disponível em: https://jornal.usp.br/cultura/usp-guarda-os-originais de-vidas-secas-de-graciliano-ramos/ Acesso em: 31 mar. 2024. Adaptado.
Sobre Vidas Secas, obra de Graciliano Ramos citada no Texto 1, podemos afirmar que
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