Questão 10 - FCMMG 2025
A questão é sobre a obra O último conhaque, de Carlos Herculano Lopes.
Visita à Casa Paterna
Como a ave que volta ao ninho antigo,
Depois de um longo e tenebroso inverno,
Eu quis também rever o lar paterno,
O meu primeiro e virginal abrigo.
Entrei. Um gênio carinhoso e amigo,
O fantasma talvez do amor materno,
Tomou-me as mãos, - olhou-me, grave e terno,
E, passo a passo, caminhou comigo.
Era esta sala... (Oh! se me lembro! e quanto!)
Em que dá luz noturna à claridade,
minhas irmãs e minha mãe... O pranto
Jorrou-me em ondas... Resistir quem há de?
Uma ilusão gemia em cada canto,
Chorava em cada canto uma saudade.
GUIMARÃES, Luís. Visita a Casa Paterna. Disponível em: https://www.pensador.com/frase/MTgxOTY2OQ. Acesso em: 29 jul. 2024. Adaptado.
"E, como se cumprisse um ritual, após passar e repassar várias vezes pela flanela, colocou a carabina não de volta à arca, mas dentro de uma caixa de papelão que tirou de sob a cama onde já deveria estar há muito tempo, e da qual saiu, sendo morta por ele, que a amassou com a ponta do sapato, uma barata gorda e muito vermelha, dessas que as pessoas, mesmo não querendo, acabam sentindo nojo ou repulsa."
No posfácio da 7ª edição do romance O último conhaque, o ensaísta Wander Melo Miranda faz a seguinte observação: "A volta à casa paterna retoma um motivo caro à literatura brasileira, a exemplo da obra de escritores como Raduan Nassar, Lúcio Cardoso e Autran Dourado, que se debruçam sobre o declínio ou ruína da ordem familiar 'como se tudo não houvesse passado de um pesadelo'".
Com base na leitura do soneto de Luís Guimarães e do romance O último conhaque, assinale a alternativa CORRETA.
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