Questão 2 - UFV 2023
Para responder à questão, leia o texto a seguir, publicado na Folha de São Paulo, durante a semana das comemorações de 200 anos da Independência do Brasil.
A independência que falta fazer
Para muitos brasileiros, falamos uma língua que ainda não nos pertence
"Nesse monstrengo político existe uma língua oficial emprestada e que não representa nem a psicologia, nem as tendências, nem a índole, nem as necessidades, nem os ideais do simulacro de povo que se chama o povo brasileiro. Essa língua oficial se chama língua portuguesa e vem feitinha de cinco em cinco anos dos legisladores portugueses."
O parágrafo acima foi escrito há quase cem anos pelo poeta Mário de Andrade (1893-1945) para tratar de uma realidade que, na essência, pouco mudou. Uma parcela enorme dos brasileiros acha que aqui falamos – errado, claro – uma língua que não nos pertence.
Não se trata de uma dependência formal. Insidiosa, ela se manifesta por exemplo em salas de aula toda vez que uma criança leva cascudos ao escrever numa redação sobre as férias: "Me diverti muito". Se divertiu, não: divertiu-se! Logo lhe ensinam que pronome oblíquo átono em início de frase é crime.
(RODRIGUES, Sérgio. A independência que falta fazer. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio rodrigues/2022/09/a-independencia-que-falta-fazer.shtml. Acesso em: 13 set. 2022. Adaptado.)
Segundo Mauro Ferreira, na obra Aprender e praticar gramática, “derivação é um processo que forma palavra nova a partir de uma única palavra já existente”. O texto lido, logo em seu início, apresenta o termo “monstrengo”, derivado de “monstro”. Entre as opções a seguir, SOMENTE NÃO CORRESPONDE ao mesmo processo de derivação que formou “monstrengo”:
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