Questão 11 - UEG 2024/1
José Leonilson Bezerra Dias (1961-1993) foi um dos expoentes da arte contemporânea brasileira. Estão entre as características marcantes do conjunto de sua obra a intimidade, a sensibilidade, o silêncio e a melancolia. Singela e simples, expressa em economia de recursos visuais, Leonilson desenvolveu uma narrativa de si em seus desenhos, bordados, pinturas e instalações, numa dialética entre vida e obra. A título de exemplo, a obra José (1991), substitui um autorretrato, comum na arte moderna, pelo primeiro nome do artista bordado no canto superior esquerdo sobrei em tela, pequeno, mantendo um imenso vazio no restante da peça.
O uso do silêncio e do vazio está presente, de igual modo, em obras como O Criador de Casos (1989), Jogos perigosos (1990) e Converso no Seio de Cristo (1993). No entanto, há nessas obras uma interação semiótica entre imagem, palavras e frases. A obra O Criador de Casos (1989), na imagem ao lado, possui peso visual na parte superior, mantendo a base vazia. Na parte superior há uma síntese de um tronco e cabeça humanos. Há dois relógios, um no canto esquerdo do tronco e outro sobre a testa. Há, além dessas informações, os escritos, de um lado, “hora da razão”, de outro, “hora do coração” e, definindo o eixo horizontal que divide o papel em duas partes, o texto “o criador de casos”

Leonilson, O Criador de Casos, 1989. Tinta de caneta permanente e guache sobre papel. 17,2 x 8,7 cm. Disponível em:https://petitesmelodies.files.wordpress.com/2014/11/lao7.jpg. Acesso em 20 de out. 2023.
Leonilson, ao usar uma interação semiótica entre imagem e palavras na obra “O Criador de Casos”, com a construção do significado em duas linguagens, teve o objetivo de produzir
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