Questão 32 - UFVJM 2º fase - Seriado 2024
“CANUDOS
Victoria!
Victoria é a ordem do dia.
Victoria é o echo que se repercute de quebrada em quebrada no imenso territorio brasileiro.
É que os nossos heroicos soldados, depois de mil difficuldades e perigos que sempre venceram, guiados pelo nobilíssimo sentimento de amor da Patria, disciplina militar, animados pelos exemplos de seos irmãos de armas que tanto se distinguiram nas famosas jornadas do Paraguay, conseguiram al fin entrar em Canudos, o [...] reduto dos conselheiristas, tudo desbaratando, tudo reduzindo a ruinas, aniquilando tudo!”
Fonte: GAZETA DE OLIVEIRA. Oliveira, 11 de julho de 1897, ano XI, n. 515, p. 1. Disponível em: https://www.gazetademinas.com.br/file share/3b58ffd8-3079-4c9a-b2f1-1b8d379c5602. Acesso em: 1º de junho de 2024.
FOTOGRAFIA DA IGREJA DO BOM JESUS EM CANUDOS.

Fonte: BARROS, Flávio. Igreja do Bom Jesus (nova) [Canudos]. Rio de Janeiro, Museu da República (Ibram), Arquivo Histórico e institucional, 1897. Disponível em: https://atom-museurepublica.museus.gov.br/index.php/igreja-do-bom-jesus-nova. Acesso em: 31 de maio de 2024.
[...] parece não haver dúvida que foi a partir desse contexto e da criação de um clima conspiratório e revolucionário que o governo federal preparou a quarta e última expedição para destruir, ‘destroçar’ Canudos, como diria o presidente. Pouco interessado nas reais motivações para a reunião de um grupo de seguidores do beato Antônio Conselheiro, e sem qualquer preocupação em comprovar a dimensão do verdadeiro perigo representado pelo arraial, Prudente de Moraes se viu diante da urgência do extermínio. Eliminar os canudenses passou a ser uma questão crucial para a sobrevivência política do projeto civil, e àquela altura paulista, de consolidação da República no Brasil. Diferentemente das três primeiras expedições, esta última foi estrategicamente planejada e contou com forças mobilizadas em diversos pontos do país. Comandada pelo general Arthur Oscar de Andrade Guimarães – um ‘florianista vermelho’ que, segundo acreditavam seus aliados, liquidaria sem demora o perigoso foco monarquista -, a quarta expedição à Canudos reuniu quase 10.000 soldados e o mais moderno armamento bélico disponível. Mas nem assim foi fácil debelar os revoltosos, já que esta etapa final da guerra durou mais de seis meses. Preparada desde março de 1897, só teria fim em outubro desse mesmo ano, sem a rendição dos subversivos e sem a comprovação de que o arraial servia diretamente à causa restauradora. (p.16)
Fonte: HERMANN, Jacqueline. Canudos destruído em nome da República. Uma reflexão sobre as causas políticas do massacre de 1897. Tempo, Rio de Janeiro, v. 2, n. 3, 1996, p. 81-105. Disponível em:
http://conhecer.org.br/download/cp/HISTORIA%20DO%20BRASIL/LEITURA%20ANEXA%20MODULO%20III%20-%20d.pdf. Acesso em: 31 maio 2024.
Os conflitos em Canudos foram marcados pela/as:
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