Questão 8 - Unaerp Processo Seletivo 2024/2
Descrédito à vacinação é tragédia anunciada
A adesão à campanha de vacinação de prevenção à gripe e à Covid-19 em nível nacional expõe um novo problema: relegar a segundo plano medidas de prevenção a doenças, o que carrega consequências danosas ao País.
Adoecimentos, internações, sequelas e mortes são a sequência desse abandono gradativo do hábito de vacinar-se. Por parte do Estado, necessidade de investir mais recursos para enfrentar o quadro e, por parte da sociedade, cabe o sofrimento, a revolta por não ter atendimento quando necessita ou ainda dor, seja pelos adoecimentos seja pelas dificuldades que essa situação desperta.
A baixa resposta da população nas campanhas de enfrentamento à Covid-19 e à influenza coloca o Brasil entre os países que passaram a ter parcelas da população avessas à prevenção por meio de vacinas. É um dado cada vez mais robusto em diferentes nações, fomentado por diferentes fatores, alguns deles vinculados à crença e à política.
Exatamente em um período em que a humanidade lida, anualmente, com síndromes gripais agudas e ainda se recupera da pandemia da Covid-19, a postura preocupa. Sinaliza para que aumentem, por vezes, de forma descontrolada, os casos de internação, sem que as cidades tenham estrutura adequada para receber o contingente de doentes, e coloca todo o país em situação de vulnerabilidade em curto, médio e longo prazo, já que o vírus não tem fronteira, viaja rapidamente por diferentes meios.
Estudar a conduta dos brasileiros quanto ao atendimento às campanhas de vacinação tornou-se uma das necessidades nessa área. O Brasil necessita de um perfil o mais completo possível para conhecer e compreender o porquê dessa atitude. A partir desse estudo, será possível estabelecer iniciativas capazes de enfrentar o problema e obter respostas positivas que representem cobertura vacinal em índice satisfatório, população mais bem protegida e esclarecida quanto ao efeito desse comportamento para o conjunto da sociedade. O Brasil possui regiões endêmicas em outras doenças e o governo, nos três níveis, tem muito a fazer. A malária é uma delas.
Reduzir e eliminar problemas em saúde pública é um dos obstáculos à governança. Quando campanhas de vacinação são percebidas como desnecessárias, a produção de problemas assume dimensão mais complexa que exige ser enfrentada e superada em cada cidade onde, de fato, o adoecimento ganha concretude.
Adaptado de ACrítica. Disponível em: https://www.acritica.com/. Acesso em 20 mar 2024.
Em: “Exatamente em um período em que a humanidade lida, anualmente, com síndromes gripais agudas e ainda se recupera da pandemia da Covid-19, a postura preocupa. Sinaliza para que aumentem, por vezes, de forma descontrolada, os casos de internação, sem que as cidades tenham estrutura adequada para receber o contingente de doentes, e coloca todo o país em situação de vulnerabilidade em curto, médio e longo prazo, já que o vírus não tem fronteira, viaja rapidamente por diferentes meios.” (4.º§)
O enunciador explicita sua opinião por meio do seguinte modalizador:
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