Questão 12 - USS (Univassouras) Medicina 2025
TEXTO 1
MINISTÉRIO DA SAÚDE DEBATE AVANÇOS E DESAFIOS NA RESPOSTA AO HIV
ESPECIALISTAS DISCUTEM TRATAMENTO ANTIRRETROVIRAL, SUPRESSÃO DA REPLICAÇÃO VIRAL E PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO DO HIV
Publicado em 29/08/2024 16h52
Nesta quarta-feira (28), o Ministério da Saúde, através do Departamento de Ações Estratégicas de
Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente (Daevs/SVSA), promoveu um webinário com o objetivo de
apresentar um panorama abrangente sobre o tratamento antirretroviral, a supressão da replicação viral e a
prevenção da transmissão do HIV, incluindo a eliminação do risco de transmissão sexual do HIV. O evento
[5] reuniu especialistas renomadas(os) da área da saúde, pesquisadoras(es), profissionais de diversas regiões do
país, ativistas, pessoas vivendo com HIV e Aids.
Durante o webinário, foram abordados temas como os avanços recentes no tratamento antirretroviral, que
é fundamental para garantir a supressão da carga viral em pessoas vivendo com HIV. A supressão eficaz da
replicação viral não apenas melhora a qualidade de vida das pessoas, como também impede a transmissão
[10] do HIV. Entre os aspectos abordados, destaca-se a eliminação da transmissão sexual do HIV, tema que deve
ser abordado pelas equipes de saúde com as pessoas vivendo com HIV ou Aids como um direito das pessoas
e sem julgamentos morais. Além disso, o risco zero de transmissão sexual do HIV é um elemento essencial
para combater o estigma e o preconceito, promover os direitos individuais, particularmente os direitos
sexuais e reprodutivos das pessoas vivendo com HIV ou Aids.
[15] As(os) palestrantes destacaram ainda a importância do diagnóstico precoce e da continuidade do tratamento
para alcançar a supressão viral duradoura. Foram discutidas as estratégias de prevenção combinada, que
incluem o uso de preservativos, profilaxia pré-exposição (PrEP) e a própria terapia antirretroviral como forma
de prevenção.
Segundo o coordenador-geral de Vigilância de HIV e Aids do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose,
[20] Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi/MS), Artur Kalichman, “o evento foi importante
porque discutimos de forma abrangente o panorama atual do tratamento antirretroviral e os desafios que
ainda enfrentamos na implementação de políticas públicas que garantam o acesso universal. Também
abordamos a necessidade de campanhas educativas que aumentem a conscientização sobre a importância
da testagem e do tratamento precoce e que induzam a abordagem do tema pelas equipes de saúde, junto
[25] com o aumento da demanda por informações pelas pessoas vivendo com HIV ou Aids. Além disso, tivemos
a oportunidade de apresentar dados recentes que comprovam a eficácia dos tratamentos disponíveis e
exploramos as perspectivas futuras, incluindo as possibilidades de uma cura para o HIV”.
O Dathi vem realizando oficinas de atualização no manejo clínico da infecção pelo HIV e da Aids, em que
tem discutido este tema com as equipes de saúde e com a participação de pessoas vivendo com HIV ou Aids
[30] na abordagem ao tema. A mais recente ocorreu no Congresso Paulista de Infectologia no mesmo dia do
webinário, demonstrando a priorização do assunto pelo Dathi.
O evento contou com a participação de profissionais da saúde, pesquisadores(as) e representantes de
organizações não governamentais que trabalham na prevenção e no tratamento do HIV. Foi enfatizada a
necessidade de políticas públicas robustas e de um sistema de saúde fortalecido para garantir que todas as
[35] pessoas vivendo com HIV tenham acesso ao tratamento e às ferramentas de prevenção.
Ainda de acordo com o coordenador, Arthur Kalichman, “o webinário proporcionou um espaço de troca
de conhecimentos e experiências, ressaltando a importância de continuar investindo em pesquisas e na
disseminação de informações para ampliar a difusão desta evidencia e desta forma combater o estigma
associado ao HIV, assegurar que os avanços científicos cheguem a todos os que precisam e fortalecer os
[40] direitos das pessoas vivendo com HIV ou Aids”.
Marcella Mota
Ministério da Saúde
Disponível em: https://www.gov.br/aids/pt-br/assuntos/noticias/2024/agosto/ministerio-da-saude-debate-avancos-e-desafios-na-resposta-ao-hiv. Acesso em: 16 dez. 2024.
TEXTO 2
ESTUDO REVELA COMO O ESTIGMA E A DISCRIMINAÇÃO IMPACTAM PESSOAS VIVENDO COM HIV E AIDS NO BRASIL
A maioria das pessoas que vivem com HIV e das pessoas que vivem com AIDS no Brasil já passou por pelo
menos alguma situação de discriminação ao longo de suas vidas. É o que indica um estudo feito com 1.784
pessoas, em sete capitais brasileiras, entre abril e agosto de 2019. Os dados fazem parte do Índice de Estigma
em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS – Brasil, realizado pela primeira vez no país.
[5] De acordo com a pesquisa, 64,1% das pessoas entrevistadas já sofreram alguma forma de estigma ou
discriminação pelo fato de viverem com HIV ou com AIDS. Comentários discriminatórios ou especulativos
já afetaram 46,3% delas, enquanto 41% do grupo diz ter sido alvo de comentários feitos por membros
da própria família. O levantamento também evidencia que muitas destas pessoas já passaram por outras
situações de discriminação, incluindo assédio verbal (25,3%), perda de fonte de renda ou emprego (19,6%)
[10] e até mesmo agressões físicas (6,0%).
“O UNAIDS tem destacado, a partir de estudos em todo o mundo, que o estigma e a discriminação estão
entre as principais barreiras para o acesso a serviços de prevenção e testagem para o HIV. Em relação às
pessoas vivendo com HIV/AIDS, a discriminação tem se demonstrado como um dos grandes obstáculos para
o início e a adesão ao tratamento, além de ter um impacto negativo nas relações sociais nos âmbitos familiar,
[15] comunitário, de trabalho, entre outros”, destacou Cleiton Euzébio de Lima, diretor interino do UNAIDS no
Brasil. “Os dados desse estudo trazem um retrato importante e preocupante das situações de discriminação
cotidianas a que estão expostas as pessoas que vivem com HIV/AIDS no Brasil.”
TEXTO 3
SELOS DESENHADOS POR ZIRALDO INTEGRAM CAMPANHA DA ONU CONTRA HIV

5 Dezembro 2011
Trabalho do cartunista estará à venda até o final de 2014 em agências dos correios; projeto é apoiado pela União Postal Universal, UPU, e está sendo realizado em outros países.
Uma série de oito selos, desenhada pelo cartunista Ziraldo, está marcando uma das campanhas das Nações Unidas de combate ao HIV.
Os selos com mensagens como “previna-se” e de uso do preservativo estão sendo vendidos nas agências de correios até 31 de dezembro de 2014.
Disponível em: https://x.com/ONUBrasil/status/1776760501227163666. Acesso em: 18 dez. 2024.
O texto 3, com relação aos textos 1 e 2,
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