Questão 3 - UFPI EAD 2014
Leia o texto que se segue e responda à questão.
Analfabetismo: dez anos depois, não saímos do lugar. Pesquisa revela que estamos estacionados no mesmo patamar desde 2002: apenas um em cada quatro brasileiros está plenamente alfabetizado
Nos últimos tempos, o acesso à Educação cresceu, mas, a despeito dessa boa notícia, a qualidade
do ensino não melhorou. Há uma década, a porcentagem de cidadãos considerados plenamente
alfabetizados permanece inalterada: 26%, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), realizado
pelo Instituto Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa, em São Paulo. O levantamento avalia, por meio
[5] de uma prova, as habilidades de leitura, escrita e Matemática da população entre 15 e 64 anos. A
classificação prevê quatro níveis: analfabetismo, alfabetismo rudimentar, básico e pleno. Os resultados
divulgados em 2012 também revelam boas (embora discretas) notícias, como a queda de 39% para 27% do
número de analfabetos funcionais - categoria que reúne os níveis analfabeto e alfabetismo rudimentar.
Ao analisar a fundo esses dois cenários - a estagnação de uma categoria e o decréscimo de outra -,
[10] é possível afirmar que estamos fazendo a lição de casa pela metade. "Com a ampliação do acesso à escola,
damos às pessoas a possibilidade de sair da condição de analfabetismo e chegar ao nível básico, mas não
garantimos os meios para que elas atinjam o patamar pleno de alfabetização. Só a qualidade do ensino pode
impulsionar esse salto", diz Ana Lúcia Lima, diretora executiva do Instituto Paulo Montenegro.
A previsão para o futuro não é animadora. Os resultados do Inaf indicam que, se continuarmos com
[15] as atuais políticas públicas de Educação, não vamos avançar: não poderemos contar com o boom nas
matrículas de anos atrás, que ajudou a mudar os dados.
Para erradicar o analfabetismo absoluto nos próximos dez anos, reduzir pela metade o número de
analfabetos funcionais (como prevê o Plano Nacional de Educação - PNE, ainda em tramitação no
Congresso Nacional) e garantir que mais gente alcance o nível pleno, é preciso melhorar a qualidade do
[20]ensino regular e dar atenção à Educação de Jovens e Adultos (EJA). Essa modalidade é a chance para
quem não pode estudar e segue puxando o Inaf para baixo. Uma década sem alfabetizar de verdade.

Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/analfabetismo-dez-anos-depois-nao-saimos-lugar697865.shtml. Acesso em 27: mar. 2014 (com supressões).
É possível afirmar ou inferir que a mudança da situação de estagnação apresentada no texto depende, EXCETO:
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