Questão 24 - UCS Verão 2022
Nesse contexto, a questão abaixo abordará o eixo temático o “Homem Vitruviano” de Leonardo da Vinci.
“Homem Vitruviano de Leonardo da Vinci”

Leonardo da Vinci (1452-1519), um dos maiores gênios da humanidade, não foi só o pintor de Mona Lisa, a obra mais famosa já pintada, reproduzida e parodiada de todos os tempos; ele também era matemático, engenheiro, cientista, inventor, botânico, poeta e músico. Por volta de 1490, Da Vinci produziu vários desenhos para um diário. Entre eles, está o celebre Homem Vitruviano, baseado em uma passagem do arquiteto Marcus Vitruvius Pollio na sua série de dez livros intitulada “De Architectura”, em que, no terceiro livro, são descritas as proporções do corpo humano masculino.
O Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci, é apontado como uma figura de proporções ideais, segundo o modelo clássico de beleza e harmonia. De maneira geral, as obras literárias produzidas durante o Classicismo também privilegiam essas características, já que são derivadas da nova visão de mundo da época. Assim, os sonetos, poemas constituídos de 14 versos, organizados em 2 quartetos e 2 tercetos, representam a parte mais conhecida da lírica de Luís Vaz de Camões, considerado o maior poeta renascentista português e uma das vozes mais expressivas da Língua Portuguesa. Os versos de 10 sílabas métricas (decassílabos) também passaram a ser adotados, na época, como medida nova, em substituição à preferência medieval pelos versos redondilhos (de 5 e 7 sílabas), chamados pelos renascentistas de medida velha. Tais características são evidenciadas no poema que segue.
Eu cantarei de amor tão docemente (Camões)
Eu cantarei de amor tão docemente,
por uns termos em si tão concertados,
que dous mil acidentes namorados
faça sentir ao peito que não sente.
Farei que amor a todos avivente,
pintando mil segredos delicados,
brandas iras, suspiros magoados,
temerosa ousadia e pena ausente.
Também, Senhora, do desprezo honesto
De vossa vista branda e rigorosa,
Contentar-me-ei dizendo a menos parte.
Porém, pera cantar de vosso gesto
A composição alta e milagrosa
Aqui falta saber, engenho e arte.
Fonte: CAMÕES, Luís. In: Rimas. Eu cantarei de amor tão docemente. Edição de A. J. da Costa Pimão. Coimbra: Atlántida Editora, 1973
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No poema acima, é possível observar elementos da poesia lírica de Luís Vaz de Camões, tais como:
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