Questão 11 - CEFET MG 2024
Texto I
No martírio da reclusão a que por último se votara, era seguro a lembrança de Leonília o seu maior tormento. [...] Então, desistindo da cama e dos livros, pôs-se à janela, muito triste, e ficou longo tempo a consultar a noite silenciosa. Lá fora a lua, inda mais triste, iluminava a cidade adormecida e no alto as estrelas pareciam que pestanejavam de tédio. Nada lhe mandava um ar de consolação para aquela infindável tortura de desejar o proibido.
AZEVEDO, Aluísio de. “O impenitente”. In: BORGES et al. (Org). Coletânea de contos fantásticos, de terror e de realismo mágico. Belo Horizonte: LED, 2021. p. 101-102 (adaptado).
Texto II
Como o silêncio acabasse por aterrar-me, abri uma das janelas, para escutar o som do vento, se ventasse. Não ventava. A noite ia tranquila, as estrelas fulguravam, com a indiferença de pessoas que tiram o chapéu a um enterro que passa, e continuam a falar de outra coisa. Encostei-me ali por algum tempo, fitando a noite, deixando-me ir a uma recapitulação da vida, a ver se descansava da dor presente. [...] Aqui o temor complicou o remorso. Senti que os cabelos me ficavam de pé.
ASSIS, Machado de. “O enfermeiro”. In: BORGES et al. (Org). Coletânea de contos fantásticos, de terror e de realismo mágico. Belo Horizonte: LED, 2021. p. 61-62.
Com base nesses textos, analise as seguintes afirmações:
I- Nos dois fragmentos, a noite silenciosa assusta o narrador personagem.
II- Nos dois fragmentos, a noite é cenário da introspecção do narrador personagem.
III- No primeiro fragmento, o sentimento do Frei Álvaro é transmitido para a adjetivação da lua.
IV- No segundo fragmento, a insensibilidade do enfermeiro Procópio é expressa pela caracterização do brilho das estrelas.
Estão corretas apenas as afirmativas
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