Questões de Espanhol
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Questão 56 202590
UECE 2° Fase 1° Dia 2016Texto 2
“Unde Malum”
[65] Os sapatinhos sem meias, a roupa
encharcada, o rosto suavemente deitado
sobre a areia da praia em Bodrum, na
Turquia. Aylan Shenu, o refugiado sírio de 3
anos, parecia adormecido, em uma daquelas
[70] imagens de desconcertante inocência que só
uma criança subitamente vencida pelo
cansaço é capaz de produzir. A sensação boa
dura pouco. Logo se percebe que Aylan está
morto. Seu corpo inerte foi jogado na areia
[75] pelas ondas do Mediterrâneo. A legenda da
foto informa que Aylan morreu afogado com a
mãe, Rehan, e o irmão de 5 anos, Galip,
quando o barco precário que os transportava
afundou. Só Abdullah, o pai do menino,
[80] sobreviveu. Como dezenas de milhares de
outros sírios vêm fazendo em desespero, os
Shenu lançaram-se ao mar para fugir da
guerra civil insana que arrasa o seu país.
As cenas do corpo de Aylan na areia – e,
[85] em outra foto, carregado nos braços por um
policial turco – foram fortes demais mesmo
para um mundo anestesiado por desgraças
que chegam sem parar a bilhões de pessoas
instantaneamente pela internet. A mente
[90] humana só tem a fé e a arte para não perder
a razão diante de imagens como as de Aylan.
Santo Agostinho, um portento da inteligência
cristã, nunca conseguiu conciliar a ideia de um
Deus onipotente, soberanamente bom, com a
[95] existência do mal no mundo. Sua indagação
em latim “Unde malum” (“De onde vem o
mal?”) atravessa os séculos sem resposta
inteiramente satisfatória. No poema com esse
título, o polonês Czeslaw Milosz, ganhador do
[100] Nobel de literatura em 1980, responde que o
bem e o mal só existem no homem – e se a
espécie humana deixar de existir eles também
desaparecerão.
“El pie del niño aún no sabe que es pie” –
[105] assim o poeta chileno Pablo Neruda descreveu
sua perplexidade metafísica ante os mistérios
da caminhada humana. O escritor americano
Ernest Hemingway famosamente venceu os
amigos em uma disputa literária para ver
[110] quem conseguiria comover os demais com a
história mais curta: “Vendo sapatinho de
bebê. Nunca usado”. Pendendo solto dos
braços do policial turco em Bodrum, os
pezinhos de Aylan, dentro dos sapatos sem
[115] serventia, ainda não sabiam que eram pés.
Isso é que mais dói.
(Carta ao Leitor. Veja. 9/09/2015. p. 12)
O texto inicia-se com uma sequência descritiva, que vai da linha 65 à linha 72 (“produzir”). Assinale o que está INCORRETO no que se diz a respeito desse trecho do texto.
Questão 54 202588
UECE 2° Fase 1° Dia 2016Texto 1
Pessoas habitadas
[1] Estava conversando com uma amiga, dia
desses. Ela comentava sobre uma terceira
pessoa, que eu não conhecia. Descreveu-a
como sendo boa gente, esforçada, ótimo
[5] caráter. "Só tem um probleminha: não é
habitada". Rimos. Uma expressão coloquial na
França - habité‚ - mas nunca tinha escutado
por estas paragens e com este sentido.
Lembrei-me de uma outra amiga que, de forma
[10] parecida, também costuma dizer "aquela ali
tem gente em casa" quando se refere a
pessoas que fazem diferença.
Uma pessoa pode ser altamente confiável,
gentil, carinhosa, simpática, mas, se não é
[15] habitada, rapidinho coloca os outros pra
dormir. Uma pessoa habitada é uma pessoa
possuída, não necessariamente pelo demo,
ainda que satanás esteja longe de ser má
referência. Clarice Lispector certa vez escreveu
[20] uma carta a Fernando Sabino dizendo que
faltava demônio em Berna, onde morava na
ocasião. A Suíça, de fato, é um país de contos
de fada onde tudo funciona, onde todos são
belos, onde a vida parece uma pintura, um
[25] rótulo de chocolate. Mas falta uma ebulição que
a salve do marasmo.
Retornando ao assunto: pessoas habitadas
são aquelas possuídas por si mesmas, em
diversas versões. Os habitados estão
[30] preenchidos de indagações, angústias,
incertezas, mas não são menos felizes por
causa disso. Não transformam suas
"inadequações" em doença, mas em força e
curiosidade. Não recuam diante de
[35] encruzilhadas, não se amedrontam com
transgressões, não adotam as opiniões dos
outros para facilitar o diálogo. São pessoas que
surpreendem com um gesto ou uma fala fora
do script, sem nenhuma disposição para serem
[40] bonecos de ventríloquos. Ao contrário,
encantam pela verdade pessoal que defendem.
Além disso, mantêm com a solidão uma relação
mais do que cordial.
Então são as criaturas mais incríveis do
[45] universo? Não necessariamente. Entre os
habitados há de tudo, gente fenomenal e
também assassinos, pervertidos e demais
malucos que não merecem abrandamento de
pena pelo fato de serem, em certos aspectos,
[50] bastante interessantes. Interessam, mas
assustam. Interessam, mas causam dano. Eu
não gostaria de repartir a mesa de um
restaurante com Hannibal Lecter, "The
Cannibal", ainda que eu não tenha dúvida de
[55] que o personagem imortalizado por Anthony
Hopkins renderia um papo mais estimulante do
que uma conversa com, sei lá, Britney Spears,
que só tem gente em casa porque está grávida.
Que tenhamos a sorte de esbarrar com
[60] seres habitados e ao mesmo tempo
inofensivos, cujo único mal que possam fazer
seja nos fascinar e nos manter acordados uma
madrugada inteira. Ou a vida inteira, o que é
melhor ainda.
MEDEIROS, Martha. In: Org. e Int. SANTOS, Joaquim Ferreira dos. As Cem Melhores Crônicas Brasileiras. Objetiva, 324-325.
Assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso em relação ao que se diz sobre o excerto transcrito: “Uma pessoa pode ser altamente confiável, gentil, carinhosa, simpática, mas, se não é habitada, rapidinho coloca os outros pra dormir. Uma pessoa habitada é uma pessoa possuída, não necessariamente pelo demo, ainda que satanás esteja longe de ser má referência” (linhas 13-19).
( ) Ser confiável, gentil, carinhoso e simpático são qualidades desejáveis para todo ser humano, mas são qualidades que não bastam para que alguém seja “uma pessoa habitada”.
( ) Entenda-se, neste contexto, que colocar rapidinho os outros para dormir significa ser enfadonho, não ter nada de interessante para dizer.
( ) Quando se diz que alguém é uma pessoa possuída ou uma pessoa que está possuída, pensa-se logo na possessão demoníaca, algo extremamente indesejável. Há, no entanto, uma quebra de expectativa: a possessão de que se fala não é a demoníaca. O fato de não se tratar desse tipo de possessão não invalida a possibilidade de que a de satanás possa ser uma boa referência desse fenômeno.
( ) O raciocínio exposto acima configura um raciocínio que leva à noção gramatical de concessão.
Está correta a sequência
Questão 59 202275
UECE 2016TEXTO
LOS ÁRBOLES DEL PLANETA TIERRA
[1] Es el tipo de pregunta que deja sin guardia
a cualquier padre y que ni las mejores mentes
han podido responder de forma satisfactoria:
¿Cuántos árboles hay en el mundo?
[5] Un nuevo estudio acaba de aportar el
cálculo más preciso hasta el momento y los
resultados son sorprendentes, para lo bueno y
para lo malo. Hasta ahora se pensaba que hay
400.000 millones de árboles en todo el planeta,
[10] o 61 por persona. El recuento se basaba en
imágenes de satélite y estimaciones del área
forestal, pero no en observaciones sobre el
terreno. Después, en 2013, estudios basados en
recuentos directos confirmaron que solo en el
[15] Amazonas hay casi 400.000 millones de árboles,
por lo que la pregunta seguía en el aire. Y se
trata de un dato crucial para entender cómo
funciona el planeta a nivel global, en especial el
ciclo del carbono y el cambio climático, pero
[20] también la distribución de especies animales y
vegetales o los efectos de la actividad humana
en todos ellos.
El nuevo recuento, que publica hoy la
revista Nature, muestra que en realidad hay tres
[25] billones de árboles en todo el planeta, unas ocho
veces más que lo calculado anteriormente. De
media hay 422 árboles por cada humano.
La cuenta por países destapa una enorme
desigualdad, con ricos como Bolivia, con más de
[30] 5.000 árboles por persona, y pobres como Israel,
donde apenas tocan a dos. Gran parte del
contraste se debe a factores naturales como el
clima, la topografía o las características del
suelo, pero también al efecto inconfundible de la
[35] civilización. Cuanto más aumenta la población
humana, más disminuye la cuenta de árboles. En
parte se explica porque la vegetación prospera
más donde hay más humedad, los lugares que
también preferimos los humanos para establecer
[40] tierras de cultivo.
El trabajo calcula que, cada año, las
actividades humanas acaban con 15.000 millones
de árboles. La pérdida neta, compensando con la
aparición de nuevos árboles y la reforestación, es
[45] de 10.000 millones de ejemplares. Desde el
comienzo de la civilización, el número de árboles
del planeta se ha reducido en un 46%, casi la
mitad de lo que hubo, indica el estudio,
publicado hoy en Nature.
Nuño Domíngues Periódico EL PAIS – 09/2015 (Texto adaptado.)
El término “hasta” (línea 6) tiene función de
Questão 58 202273
UECE 2016TEXTO
LOS ÁRBOLES DEL PLANETA TIERRA
[1] Es el tipo de pregunta que deja sin guardia
a cualquier padre y que ni las mejores mentes
han podido responder de forma satisfactoria:
¿Cuántos árboles hay en el mundo?
[5] Un nuevo estudio acaba de aportar el
cálculo más preciso hasta el momento y los
resultados son sorprendentes, para lo bueno y
para lo malo. Hasta ahora se pensaba que hay
400.000 millones de árboles en todo el planeta,
[10] o 61 por persona. El recuento se basaba en
imágenes de satélite y estimaciones del área
forestal, pero no en observaciones sobre el
terreno. Después, en 2013, estudios basados en
recuentos directos confirmaron que solo en el
[15] Amazonas hay casi 400.000 millones de árboles,
por lo que la pregunta seguía en el aire. Y se
trata de un dato crucial para entender cómo
funciona el planeta a nivel global, en especial el
ciclo del carbono y el cambio climático, pero
[20] también la distribución de especies animales y
vegetales o los efectos de la actividad humana
en todos ellos.
El nuevo recuento, que publica hoy la
revista Nature, muestra que en realidad hay tres
[25] billones de árboles en todo el planeta, unas ocho
veces más que lo calculado anteriormente. De
media hay 422 árboles por cada humano.
La cuenta por países destapa una enorme
desigualdad, con ricos como Bolivia, con más de
[30] 5.000 árboles por persona, y pobres como Israel,
donde apenas tocan a dos. Gran parte del
contraste se debe a factores naturales como el
clima, la topografía o las características del
suelo, pero también al efecto inconfundible de la
[35] civilización. Cuanto más aumenta la población
humana, más disminuye la cuenta de árboles. En
parte se explica porque la vegetación prospera
más donde hay más humedad, los lugares que
también preferimos los humanos para establecer
[40] tierras de cultivo.
El trabajo calcula que, cada año, las
actividades humanas acaban con 15.000 millones
de árboles. La pérdida neta, compensando con la
aparición de nuevos árboles y la reforestación, es
[45] de 10.000 millones de ejemplares. Desde el
comienzo de la civilización, el número de árboles
del planeta se ha reducido en un 46%, casi la
mitad de lo que hubo, indica el estudio,
publicado hoy en Nature.
Nuño Domíngues Periódico EL PAIS – 09/2015 (Texto adaptado.)
El recuento de los árboles cuyos números están en la revista Nature
Questão 57 202271
UECE 2016TEXTO
LOS ÁRBOLES DEL PLANETA TIERRA
[1] Es el tipo de pregunta que deja sin guardia
a cualquier padre y que ni las mejores mentes
han podido responder de forma satisfactoria:
¿Cuántos árboles hay en el mundo?
[5] Un nuevo estudio acaba de aportar el
cálculo más preciso hasta el momento y los
resultados son sorprendentes, para lo bueno y
para lo malo. Hasta ahora se pensaba que hay
400.000 millones de árboles en todo el planeta,
[10] o 61 por persona. El recuento se basaba en
imágenes de satélite y estimaciones del área
forestal, pero no en observaciones sobre el
terreno. Después, en 2013, estudios basados en
recuentos directos confirmaron que solo en el
[15] Amazonas hay casi 400.000 millones de árboles,
por lo que la pregunta seguía en el aire. Y se
trata de un dato crucial para entender cómo
funciona el planeta a nivel global, en especial el
ciclo del carbono y el cambio climático, pero
[20] también la distribución de especies animales y
vegetales o los efectos de la actividad humana
en todos ellos.
El nuevo recuento, que publica hoy la
revista Nature, muestra que en realidad hay tres
[25] billones de árboles en todo el planeta, unas ocho
veces más que lo calculado anteriormente. De
media hay 422 árboles por cada humano.
La cuenta por países destapa una enorme
desigualdad, con ricos como Bolivia, con más de
[30] 5.000 árboles por persona, y pobres como Israel,
donde apenas tocan a dos. Gran parte del
contraste se debe a factores naturales como el
clima, la topografía o las características del
suelo, pero también al efecto inconfundible de la
[35] civilización. Cuanto más aumenta la población
humana, más disminuye la cuenta de árboles. En
parte se explica porque la vegetación prospera
más donde hay más humedad, los lugares que
también preferimos los humanos para establecer
[40] tierras de cultivo.
El trabajo calcula que, cada año, las
actividades humanas acaban con 15.000 millones
de árboles. La pérdida neta, compensando con la
aparición de nuevos árboles y la reforestación, es
[45] de 10.000 millones de ejemplares. Desde el
comienzo de la civilización, el número de árboles
del planeta se ha reducido en un 46%, casi la
mitad de lo que hubo, indica el estudio,
publicado hoy en Nature.
Nuño Domíngues Periódico EL PAIS – 09/2015 (Texto adaptado.)
Los datos presentados por el artículo en Nature
Questão 56 202269
UECE 2016TEXTO
LOS ÁRBOLES DEL PLANETA TIERRA
[1] Es el tipo de pregunta que deja sin guardia
a cualquier padre y que ni las mejores mentes
han podido responder de forma satisfactoria:
¿Cuántos árboles hay en el mundo?
[5] Un nuevo estudio acaba de aportar el
cálculo más preciso hasta el momento y los
resultados son sorprendentes, para lo bueno y
para lo malo. Hasta ahora se pensaba que hay
400.000 millones de árboles en todo el planeta,
[10] o 61 por persona. El recuento se basaba en
imágenes de satélite y estimaciones del área
forestal, pero no en observaciones sobre el
terreno. Después, en 2013, estudios basados en
recuentos directos confirmaron que solo en el
[15] Amazonas hay casi 400.000 millones de árboles,
por lo que la pregunta seguía en el aire. Y se
trata de un dato crucial para entender cómo
funciona el planeta a nivel global, en especial el
ciclo del carbono y el cambio climático, pero
[20] también la distribución de especies animales y
vegetales o los efectos de la actividad humana
en todos ellos.
El nuevo recuento, que publica hoy la
revista Nature, muestra que en realidad hay tres
[25] billones de árboles en todo el planeta, unas ocho
veces más que lo calculado anteriormente. De
media hay 422 árboles por cada humano.
La cuenta por países destapa una enorme
desigualdad, con ricos como Bolivia, con más de
[30] 5.000 árboles por persona, y pobres como Israel,
donde apenas tocan a dos. Gran parte del
contraste se debe a factores naturales como el
clima, la topografía o las características del
suelo, pero también al efecto inconfundible de la
[35] civilización. Cuanto más aumenta la población
humana, más disminuye la cuenta de árboles. En
parte se explica porque la vegetación prospera
más donde hay más humedad, los lugares que
también preferimos los humanos para establecer
[40] tierras de cultivo.
El trabajo calcula que, cada año, las
actividades humanas acaban con 15.000 millones
de árboles. La pérdida neta, compensando con la
aparición de nuevos árboles y la reforestación, es
[45] de 10.000 millones de ejemplares. Desde el
comienzo de la civilización, el número de árboles
del planeta se ha reducido en un 46%, casi la
mitad de lo que hubo, indica el estudio,
publicado hoy en Nature.
Nuño Domíngues Periódico EL PAIS – 09/2015 (Texto adaptado.)
De acuerdo con el estudio publicado por la revista Nature,
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