Questões de Espanhol
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Questão 58 6305814
PUC-GO 2018/1TEXTO
Romana — Vai ficá que nem estaca na porta, entra!
Tião (a Otávio) — Eu queria conversá com o senhor!
Otávio — Comigo?
Tião (firme) — É.
Otávio — Minha gente, vocês querem dá um pulo lá
fora, esse rapaz quer conversá comigo.
Romana — Eu preciso mesmo recolhê a roupa!
João — Já vou indo, então. Até logo, seu Otávio, e parabéns!
Otávio — Obrigado! (Saem. Tião e Otávio ficam a sós.) Bem, pode falá.
Tião — Papai...
Otávio — Me desculpe, mas seu pai ainda não chegou. Ele deixou um recado comigo, mandou dizê pra você que ficou muito admirado, que se enganou. E pediu pra você tomá outro rumo, porque essa não é casa de fura-greve!
Tião — Eu vinha me despedir e dizer só uma coisa: não foi por covardia!
Otávio — Seu pai me falou sobre isso. Ele também procura acreditá que num foi por covardia. Ele acha que você até que teve peito. Furou a greve e disse pra todo mundo, não fez segredo. Não fez como o Jesuíno que furou a greve sabendo que tava errado. Ele acha, o seu pai, que você é ainda mais filho da mãe! Que você é um traidô dos seus companheiro e da sua classe, mas um traidô que pensa que tá certo! Não um traidô por covardia, um traidô por convicção!
Tião — Eu queria que o senhor desse um recado a meu pai
Otávio — Vá dizendo.
Tião — Que o filho dele não é um “filho da mãe”. Que o filho dele gosta de sua gente, mas que o filho dele tinha um problema e quis resolvê esse problema de maneira mais segura. Que o filho é um homem que quer bem!
Otávio — Seu pai vai ficá irritado com esse recado, mas eu digo. Seu pai tem outro recado pra você. Seu pai acha que a culpa de pensá desse jeito não é sua só. Seu pai acha que tem culpa...
Tião — Diga a meu pai que ele não tem culpa nenhuma
Otávio (perdendo o controle) — Se eu te tivesse educado mais firme, se te tivesse mostrado melhor o que é a vida, tu não pensaria em não ter confiança na tua gente...
Tião — Meu pai não tem culpa. Ele fez o que devia. O problema é que eu não podia arriscá nada. Preferi tê o desprezo de meu pessoal pra poder querer bem, como eu quero querer, a tá arriscando a vê minha mulhé sofrê como minha mãe sofre, como todo mundo nesse morro sofre! Tião — Meu pai não tem culpa. Ele fez o que devia. O problema é que eu não podia arriscá nada. Preferi tê o desprezo de meu pessoal pra poder querer bem, como eu quero querer, a tá arriscando a vê minha mulhé sofrê como minha mãe sofre, como todo mundo nesse morro sofre!
Otávio — Seu pai acha que ele tem culpa!
Tião — Tem culpa de nada, pai!
Otávio (num rompante) — E deixa ele acreditá nisso, se não, ele vai sofrê muito mais. Vai achar que o filho dele caiu na merda sozinho. Vai achar que o filho dele é safado de nascença. (Acalma-se repentinamente.) Seu pai manda mais um recado. Diz que você não precisa aparecê mais. E deseja boa sorte pra você
Tião — Diga a ele que vai ser assim. Não foi por covardia e não me arrependo de nada. Até um dia. (Encaminha-se para a porta.)
Otávio (dirigindo-se ao quarto dos fundos) — Tua mãe, talvez, vai querê falá contigo... Até um dia! (Tião pega uma sacola que deve estar debaixo de um móvel e coloca seus objetos. Camisas que estão entre as trouxas de roupa, escova de dentes, etc.)
(GUARNIERI, Gianfrancesco. Eles não usam black-tie. 8. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1995. p. 108-109.)
Lea la siguiente habla de Otávio, extraída del Texto “Se eu te tivesse educado mais firme, se te tivesse mostrado melhor o que é a vida, tu não pensaria em não ter confiança na tua gente”.
Escoja, a seguir, la alternativa que mejor la traduzca:
Questão 41 6305726
PUC-GO 2018/1TEXTO
Yaqub partiu para o Líbano com os amigos do pai e regressou a Manaus cinco anos depois. Sozinho. “Um rude, um pastor, um ra’í. Olha como o meu filho come!”, lamentava-se Zana.
Ela tentou esquecer a cicatriz do filho, mas a distância trazia para mais perto ainda o rosto de Yaqub. As cartas que ela escreveu!
Dezenas? Centenas, talvez. Cinco anos de palavras. Nenhuma resposta. As raras notícias sobre a vida de Yaqub eram transmitidas por amigos ou conhecidos que voltavam do Líbano. Um primo de Talib que visitara a família de Halim avistara Yaqub no porão de uma casa. Estava sozinho e lia um livro sentado no chão, onde havia um monte de figos secos. O rapaz tentou falar com ele, em árabe e português, mas Yaqub o ignorou. Zana passou a noite culpando Halim, e ameaçou viajar para o Líbano durante a guerra. Então ele escreveu aos parentes e mandou o dinheiro da passagem de Yaqub.
Isso Domingas me contou. Mas muita coisa do que aconteceu eu mesmo vi, porque enxerguei de fora aquele pequeno mundo. Sim, de fora e às vezes distante. Mas fui o observador desse jogo e presenciei muitas cartadas, até o lance final.
(HATOUM, Milton. Dois irmãos. 19. reimpr. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 23.)
El Texto menciona la cantidad de cartas que Zana le escribió a Yaqub como decenas o centenas, pero no cita un valor exacto.
Si en lugar de eso se hubiese dicho que ella escribió 7.648 cartas ¿cómo se escribiría por extenso esa cantidad? Señale la alternativa correcta:
Questão 29 6304892
PUC-GO 2018/1TEXTO
1
Eu tinha uns quatro anos no dia em que minha mãe morreu. Dormia no meu quarto, quando pela manhã acordei com um enorme barulho na casa toda. Eram gritos e gente correndo para todos os cantos. O quarto de dormir de meu pai estava cheio de pessoas que eu não conhecia. Corri para lá, e vi minha mãe estendida no chão e meu pai caído em cima dela como um louco. A gente toda que estava ali olhava para o quadro como se estivesse em um espetáculo. Vi então que minha mãe estava toda banhada em sangue, e corri para beijá-la, quando me pegaram pelo braço com força. Chorei, fiz o possível para livrar-me. Mas não me deixaram fazer nada. Um homem que chegou com uns soldados mandou então que todos saíssem, que só podia ficar ali a polícia e mais ninguém.
Levaram-me para o fundo da casa, onde os comentários sobre o fato eram os mais variados. O criado, pálido, contava que ainda dormia quando ouvira uns tiros no primeiro andar. E, correndo para cima, vira o meu pai com o revólver na mão e minha mãe ensanguentada. “O doutor matou a dona Clarisse!” Por quê? Ninguém sabia compreender.
O que eu sentia era uma vontade desesperada de ir para junto de meus pais, de abraçar e beijar minha mãe. Mas a porta do quarto estava fechada, e o homem sério que entrara não permitia que ninguém se aproximasse dali. O criado e a ama, diziam, estavam lá dentro em interrogatório. O que se passou depois não me ficou bem na memória.
À tarde o criado leu para a gente da cozinha os jornais com os retratos grandes de minha mãe e de meu pai. Ouvi aquilo como se fosse uma história de Trancoso. Pareciam-me tão longe, já, os fatos da manhã, que aquela narrativa me interessava como se não fossem os meus pais os protagonistas. Mas logo que vi na página de um dos jornais a minha mãe estendida, com os cabelos soltos e a boca aberta, caí num choro convulso. Levaram-me então para a praça que ficava perto de minha casa. Lá estavam outros meninos do meu tamanho, e eu brinquei com eles a tarde toda. As criadas é que conversavam muito sobre o meu pai e a minha mãe, contando umas às outras coisas a que eu não prestava atenção, pois no que eu cuidava era nos meus brinquedos com os amigos.
Na hora de dormir foi que senti de verdade a ausência de minha mãe. A casa vazia e o quarto dela fechado. Um soldado ficara tomando conta de tudo. As criadas de perto queriam vir conversar por ali. O soldado não consentia. Botaram-me para dormir sozinho. E o sono demorou a chegar. Fechava os olhos, mas me faltava qualquer coisa. Pela minha cabeça passavam, às pressas e truncados, os sucessos do dia. Então comecei a chorar baixinho para os travesseiros, um choro abafado de quem tivesse medo de chorar.
(REGO, José Lins do. Menino de engenho. 102. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2010. p. 25-26.)
En el Texto, se encuentran varios verbos con pronombres complemento, algunos en posición proclítica (“me pegaram”, “me deixaram”, “se aproximasse” y “me faltava”) y otros en posición enclítica (“beijá-la”, “livrarme”, “Levaram-me”, “Pareciam-me” y “Botaram-me”).
Señale la alternativa que presenta una síntesis de las reglas sobre colocación pronominal en español:
Questão 11 6108350
UEA - Geral 2018Leia o texto para responder à questão.
Rosa Montero: “El feminismo no es solo cosa de chicas”
No todas las mujeres que incluye en su libro eran “buenas”: “las había de todos los colores, pero no tenemos la obligación de ser santas, sí de ser libres”, agregó. En un encuentro con periodistas, la escritora española destacó que la diferencia de esta “oleada” feminista frente a otras es que “por primera vez incluye de una forma muy notable a los hombres”.
“Hay que reconstruir una historia milenaria y si estamos cambiando el mundo, completando la historia, también cambiará la vida de los hombres. ¿Cómo no les va a interesar?”, se preguntó Montero, Premio Nacional de las Letras 2017.
Nosotras. Historias de mujeres y algo más fue en 1995 una obra pionera en la reivindicación del auténtico papel de las mujeres en la historia frente al “escamoteo al que han sido sometidos sus logros”. Entre ellos, hechos tan desconocidos como que el primer texto firmado en la historia de la humanidad fue escrito por una mujer, Enheuanna, en el año 2300 a.C., una princesa mesopotámica que además hizo las primeras anotaciones astronómicas y musicales que existen, recordó la autora.
“Hay montones de mujeres importantísimas en la historia que no han sido reflejadas en los canales: es tremenda la montaña de olvido que nos aplasta de tal forma que hay que empezar siempre de cero”, recalcó la escritora y periodista, que dijo que la cultura es una “trenza” en la que se debe pasar el testigo, que la sociedad “ha robado” a las mujeres.
Entre las 90 nuevas biografías, la escritora ha destacado cómo todas ellas tienen en común la tremenda dificultad que tuvieron históricamente para educarse, ya que la mujer no pudo acceder a la universidad hasta entrado el siglo XX, de tal forma que fueron autodidactas y llegaron a ser eruditas de una forma “clandestina”. Por último, Montero resaltó la necesidad de una “educación desde la cuna” en contra la violencia contra las mujeres.
(www.el-nacional.com, 29.05.2018. Adaptado.)
En el cuarto párrafo,
Questão 10 6108347
UEA - Geral 2018Leia o texto para responder à questão.
Rosa Montero: “El feminismo no es solo cosa de chicas”
No todas las mujeres que incluye en su libro eran “buenas”: “las había de todos los colores, pero no tenemos la obligación de ser santas, sí de ser libres”, agregó. En un encuentro con periodistas, la escritora española destacó que la diferencia de esta “oleada” feminista frente a otras es que “por primera vez incluye de una forma muy notable a los hombres”.
“Hay que reconstruir una historia milenaria y si estamos cambiando el mundo, completando la historia, también cambiará la vida de los hombres. ¿Cómo no les va a interesar?”, se preguntó Montero, Premio Nacional de las Letras 2017.
Nosotras. Historias de mujeres y algo más fue en 1995 una obra pionera en la reivindicación del auténtico papel de las mujeres en la historia frente al “escamoteo al que han sido sometidos sus logros”. Entre ellos, hechos tan desconocidos como que el primer texto firmado en la historia de la humanidad fue escrito por una mujer, Enheuanna, en el año 2300 a.C., una princesa mesopotámica que además hizo las primeras anotaciones astronómicas y musicales que existen, recordó la autora.
“Hay montones de mujeres importantísimas en la historia que no han sido reflejadas en los canales: es tremenda la montaña de olvido que nos aplasta de tal forma que hay que empezar siempre de cero”, recalcó la escritora y periodista, que dijo que la cultura es una “trenza” en la que se debe pasar el testigo, que la sociedad “ha robado” a las mujeres.
Entre las 90 nuevas biografías, la escritora ha destacado cómo todas ellas tienen en común la tremenda dificultad que tuvieron históricamente para educarse, ya que la mujer no pudo acceder a la universidad hasta entrado el siglo XX, de tal forma que fueron autodidactas y llegaron a ser eruditas de una forma “clandestina”. Por último, Montero resaltó la necesidad de una “educación desde la cuna” en contra la violencia contra las mujeres.
(www.el-nacional.com, 29.05.2018. Adaptado.)
En “Entre ellos, hechos tan desconocidos como el primer texto firmado en la historia”, tercer párrafo, el pronombre subrayado se refiere a
Questão 9 6108308
UEA - Geral 2018Leia o texto para responder à questão.
Rosa Montero: “El feminismo no es solo cosa de chicas”
No todas las mujeres que incluye en su libro eran “buenas”: “las había de todos los colores, pero no tenemos la obligación de ser santas, sí de ser libres”, agregó. En un encuentro con periodistas, la escritora española destacó que la diferencia de esta “oleada” feminista frente a otras es que “por primera vez incluye de una forma muy notable a los hombres”.
“Hay que reconstruir una historia milenaria y si estamos cambiando el mundo, completando la historia, también cambiará la vida de los hombres. ¿Cómo no les va a interesar?”, se preguntó Montero, Premio Nacional de las Letras 2017.
Nosotras. Historias de mujeres y algo más fue en 1995 una obra pionera en la reivindicación del auténtico papel de las mujeres en la historia frente al “escamoteo al que han sido sometidos sus logros”. Entre ellos, hechos tan desconocidos como que el primer texto firmado en la historia de la humanidad fue escrito por una mujer, Enheuanna, en el año 2300 a.C., una princesa mesopotámica que además hizo las primeras anotaciones astronómicas y musicales que existen, recordó la autora.
“Hay montones de mujeres importantísimas en la historia que no han sido reflejadas en los canales: es tremenda la montaña de olvido que nos aplasta de tal forma que hay que empezar siempre de cero”, recalcó la escritora y periodista, que dijo que la cultura es una “trenza” en la que se debe pasar el testigo, que la sociedad “ha robado” a las mujeres.
Entre las 90 nuevas biografías, la escritora ha destacado cómo todas ellas tienen en común la tremenda dificultad que tuvieron históricamente para educarse, ya que la mujer no pudo acceder a la universidad hasta entrado el siglo XX, de tal forma que fueron autodidactas y llegaron a ser eruditas de una forma “clandestina”. Por último, Montero resaltó la necesidad de una “educación desde la cuna” en contra la violencia contra las mujeres.
(www.el-nacional.com, 29.05.2018. Adaptado.)
O livro Nosotras. Historias de mujeres y algo más expõe o “escamoteo al que han sido sometidos los logros de las mujeres”, ou seja, o livro revela como as conquistas femininas foram, ao longo da História,
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