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Questões de Espanhol

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Modo Escuro
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Questão 64 205303
Difícil 00:00

UECE 2ª Fase 1° Dia 2016/2
  • Espanhol
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  • Comprensión lectora
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TEXTO

 

Una momia cubierta de tatuajes

 

[1] Flores de loto en las caderas, vacas en el brazo,  

babuinos en el cuello... Estos son algunos de los  

espectaculares tatuajes hallados en el cuerpo de  

una momia egipcia. Sus descubridores creen  

[5] que probablemente eran símbolos sagrados, que  

pudieron servir para enfatizar poderes religiosos  

de la mujer que decoró su cuerpo con estas  

imágenes hace más de 3.000 años. 

 

Estos tatuajes, cuyo hallazgo se acaba de  

[10] anunciarse en una conferencia de arqueología  

celebrada en California, son los primeros en una 

momia de Egipto dinástico que muestran 

objetos reales. Sólo unas pocas antiguas  

momias egipcias exhiben tatuajes, y no son más  

[15] que patrones de puntos o guiones. 

Especialmente destacado entre los nuevos  

tatuajes son los llamados ojos wadjet:  

posibles símbolos de protección contra el 

mal que adornan el cuello, los hombros y la  

[20] espalda. "Desde cualquier ángulo que se mire a  

esta mujer, un par de ojos divinos te devuelven  

la mirada", dice Anne Austin, arqueóloga de la  

Universidad de Stanford en California, que  

presentó los resultados en una reunión de la  

[25] Asociación Americana de Antropólogos Físicos. 

 

Austin se dio cuenta de los tatuajes mientras  

examinaba las momias para el Instituto Francés  

de Arqueología Oriental, que lleva a cabo  

investigaciones en Deir el-Medina, un pueblo  

[30] que fue una vez hogar de los antiguos artesanos 

que trabajaron en las tumbas en el cercano 

Valle de los Reyes, informa Nature.com.  

Analizando un torso sin cabeza ni brazos que  

data del 1300-1070 a.C., Austin notó marcas en  

[35] el cuello. Al principio, pensó que habían sido  

pintadas, pero pronto se dio cuenta de que eran  

tatuajes. 

 

Austin conocía la existencia de tatuajes  

descubiertos en otras momias utilizando imagen  

[40] infrarroja, que analiza más profundamente en la  

piel que las imágenes de luz visible. Con la  

ayuda de la iluminación de infrarrojos y un  

sensor de infrarrojos, Austin determinó que la 

momia de Deir el-Medina cuenta con más de 30 

[45] tatuajes, incluyendo algunos oscurecidos por las  

resinas usadas en la momificación que eran  

invisibles para el ojo. 

Los tatuajes identificados hasta el momento  

llevan un poderoso significado religioso. Muchos,  

[50] como las vacas, se asocian con la diosa Hathor, 

una de las deidades más prominentes en el 

antiguo Egipto. Los símbolos en la garganta y  

los brazos pueden haber sido la intención de dar  

a la mujer un impulso de poder mágico mientras  

[55] cantaba o tocaba música durante los rituales de  

Hathor. 

Los tatuajes también puede ser una expresión  

pública de la virtud religiosa de la mujer, dice  

Emily Teeter, un egiptólogo de la Universidad de  

[60] Chicago en Illinois."Hasta ahora no conocíamos 

este tipo de presiones", dice Teeter, agregando  

que ella y otros egiptólogos quedaron  

"estupefactos" cuando se enteraron del  

hallazgo. 

 

La momia tatuada a que se refiere el texto

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Questão 62 205300
Difícil 00:00

UECE 2ª Fase 1° Dia 2016/2
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Resolução comentada

TEXTO

 

Una momia cubierta de tatuajes

 

[1] Flores de loto en las caderas, vacas en el brazo,  

babuinos en el cuello... Estos son algunos de los  

espectaculares tatuajes hallados en el cuerpo de  

una momia egipcia. Sus descubridores creen  

[5] que probablemente eran símbolos sagrados, que  

pudieron servir para enfatizar poderes religiosos  

de la mujer que decoró su cuerpo con estas  

imágenes hace más de 3.000 años. 

 

Estos tatuajes, cuyo hallazgo se acaba de  

[10] anunciarse en una conferencia de arqueología  

celebrada en California, son los primeros en una 

momia de Egipto dinástico que muestran 

objetos reales. Sólo unas pocas antiguas  

momias egipcias exhiben tatuajes, y no son más  

[15] que patrones de puntos o guiones. 

Especialmente destacado entre los nuevos  

tatuajes son los llamados ojos wadjet:  

posibles símbolos de protección contra el 

mal que adornan el cuello, los hombros y la  

[20] espalda. "Desde cualquier ángulo que se mire a  

esta mujer, un par de ojos divinos te devuelven  

la mirada", dice Anne Austin, arqueóloga de la  

Universidad de Stanford en California, que  

presentó los resultados en una reunión de la  

[25] Asociación Americana de Antropólogos Físicos. 

 

Austin se dio cuenta de los tatuajes mientras  

examinaba las momias para el Instituto Francés  

de Arqueología Oriental, que lleva a cabo  

investigaciones en Deir el-Medina, un pueblo  

[30] que fue una vez hogar de los antiguos artesanos 

que trabajaron en las tumbas en el cercano 

Valle de los Reyes, informa Nature.com.  

Analizando un torso sin cabeza ni brazos que  

data del 1300-1070 a.C., Austin notó marcas en  

[35] el cuello. Al principio, pensó que habían sido  

pintadas, pero pronto se dio cuenta de que eran  

tatuajes. 

 

Austin conocía la existencia de tatuajes  

descubiertos en otras momias utilizando imagen  

[40] infrarroja, que analiza más profundamente en la  

piel que las imágenes de luz visible. Con la  

ayuda de la iluminación de infrarrojos y un  

sensor de infrarrojos, Austin determinó que la 

momia de Deir el-Medina cuenta con más de 30 

[45] tatuajes, incluyendo algunos oscurecidos por las  

resinas usadas en la momificación que eran  

invisibles para el ojo. 

Los tatuajes identificados hasta el momento  

llevan un poderoso significado religioso. Muchos,  

[50] como las vacas, se asocian con la diosa Hathor, 

una de las deidades más prominentes en el 

antiguo Egipto. Los símbolos en la garganta y  

los brazos pueden haber sido la intención de dar  

a la mujer un impulso de poder mágico mientras  

[55] cantaba o tocaba música durante los rituales de  

Hathor. 

Los tatuajes también puede ser una expresión  

pública de la virtud religiosa de la mujer, dice  

Emily Teeter, un egiptólogo de la Universidad de  

[60] Chicago en Illinois."Hasta ahora no conocíamos 

este tipo de presiones", dice Teeter, agregando  

que ella y otros egiptólogos quedaron  

"estupefactos" cuando se enteraron del  

hallazgo. 

 

En el primer párrafo podemos comprender que los tatuajes encontrados

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Questão 61 205298
Difícil 00:00

UECE 2ª Fase 1° Dia 2016/2
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TEXTO

 

Una momia cubierta de tatuajes

 

[1] Flores de loto en las caderas, vacas en el brazo,  

babuinos en el cuello... Estos son algunos de los  

espectaculares tatuajes hallados en el cuerpo de  

una momia egipcia. Sus descubridores creen  

[5] que probablemente eran símbolos sagrados, que  

pudieron servir para enfatizar poderes religiosos  

de la mujer que decoró su cuerpo con estas  

imágenes hace más de 3.000 años. 

 

Estos tatuajes, cuyo hallazgo se acaba de  

[10] anunciarse en una conferencia de arqueología  

celebrada en California, son los primeros en una 

momia de Egipto dinástico que muestran 

objetos reales. Sólo unas pocas antiguas  

momias egipcias exhiben tatuajes, y no son más  

[15] que patrones de puntos o guiones. 

Especialmente destacado entre los nuevos  

tatuajes son los llamados ojos wadjet:  

posibles símbolos de protección contra el 

mal que adornan el cuello, los hombros y la  

[20] espalda. "Desde cualquier ángulo que se mire a  

esta mujer, un par de ojos divinos te devuelven  

la mirada", dice Anne Austin, arqueóloga de la  

Universidad de Stanford en California, que  

presentó los resultados en una reunión de la  

[25] Asociación Americana de Antropólogos Físicos. 

 

Austin se dio cuenta de los tatuajes mientras  

examinaba las momias para el Instituto Francés  

de Arqueología Oriental, que lleva a cabo  

investigaciones en Deir el-Medina, un pueblo  

[30] que fue una vez hogar de los antiguos artesanos 

que trabajaron en las tumbas en el cercano 

Valle de los Reyes, informa Nature.com.  

Analizando un torso sin cabeza ni brazos que  

data del 1300-1070 a.C., Austin notó marcas en  

[35] el cuello. Al principio, pensó que habían sido  

pintadas, pero pronto se dio cuenta de que eran  

tatuajes. 

 

Austin conocía la existencia de tatuajes  

descubiertos en otras momias utilizando imagen  

[40] infrarroja, que analiza más profundamente en la  

piel que las imágenes de luz visible. Con la  

ayuda de la iluminación de infrarrojos y un  

sensor de infrarrojos, Austin determinó que la 

momia de Deir el-Medina cuenta con más de 30 

[45] tatuajes, incluyendo algunos oscurecidos por las  

resinas usadas en la momificación que eran  

invisibles para el ojo. 

Los tatuajes identificados hasta el momento  

llevan un poderoso significado religioso. Muchos,  

[50] como las vacas, se asocian con la diosa Hathor, 

una de las deidades más prominentes en el 

antiguo Egipto. Los símbolos en la garganta y  

los brazos pueden haber sido la intención de dar  

a la mujer un impulso de poder mágico mientras  

[55] cantaba o tocaba música durante los rituales de  

Hathor. 

Los tatuajes también puede ser una expresión  

pública de la virtud religiosa de la mujer, dice  

Emily Teeter, un egiptólogo de la Universidad de  

[60] Chicago en Illinois."Hasta ahora no conocíamos 

este tipo de presiones", dice Teeter, agregando  

que ella y otros egiptólogos quedaron  

"estupefactos" cuando se enteraron del  

hallazgo. 

 

De acuerdo con las dos primeras líneas del texto, NO SON cosas o animales tatuados en diversas partes del cuerpo de la momia:

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Questão 60 205296
Difícil 00:00

UECE 2ª Fase 1° Dia 2016/2
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QUERIDO ÉRICO

Lygia Fagundes Telles

 

[1] Érico Veríssimo, meu querido: 

 

  Tão prontamente aceitei o convite para  

escrever uma página sobre você, com tanta  

alegria fui dizendo sim que em seguida nem  

[5] pude me lamentar pelo que paguei — pelo que  

tenho pago sempre por essa minha face  

arrebatada e fácil no sentido de não calcular.  

Não prever os cipós nos quais acabo me  

enrolando todas as vezes que saio do meu  

[10] gênero e faço outra coisa que não seja  

nitidamente a minha ficção. Fico insegura.  

Gauche. E então? Medo de ser pedante. Medo  

de ser sentimental. Aceitam os senhores da  

Globo um conto com Érico na pele de  

[15] personagem principal? – tive vontade de  

perguntar. 

  Como descobrir a palavra exata, num  

depoimento tão pessoal, sem tocar nas  

detestáveis pontas que pareciam me aguardar  

[20] com a implacabilidade do monstro de duas  

cabeças desafiando o viajante na  

encruzilhada? A cabeça da direita — a da  

razão — soltando fogo e fumo pelas narinas, a  

cabeça da esquerda — a do coração —  

[25] soltando a mesma massa espessa de fumaça  

e chamas, tão perigosas quanto as da sua  

irmã gêmea. Nem possessa nem lúcida. 

  Sentei-me diante da folha em branco,  

tirei do copo de pedra minha caneta Bic e  

[30] fiquei olhando, através da transparência  

plástica, a veia estática de tinta vermelha — 

sangue do pensamento ainda não pensado. E  

então? — perguntei-me ainda naquele estado  

de perplexidade que me faz crepúsculo, nem  

[35] dia nem noite, mas uma coisa ambígua à  

espera do milagre de uma definição. A caneta  

plena e eu oca. E essa ideia do conto? Hein?  

Não serve um conto?... 

  Nem pedante nem sentimental, que ele  

[40] não merece isso, repeti e fiquei sorrindo,  

porque nesse instante senti que você sorriu  

também. O sorriso foi se transformando num  

riso lento e descontraído, sem nenhuma  

ironia, apenas divertido. Rimos juntos  

[45] enquanto tomei um café e acendi meu  

cigarro: você tem razão, Érico, por que a 

palavra exata? Lá sei por onde andará a  

palavra exata, tão melhor usar nosso habitual  

diálogo, testemunho de que não só a arte é  

[50] diálogo, mas principalmente a amizade. E  

como amizade também é memória, quero me  

estender à margem do rio do Passado Mais  

que Perfeito e ficar olhando a correnteza com  

a mesma antiga voz e a mesma cor, em meio  

[55] do alarido delirante do presente [...]. Sou raiz  

que se apega e sou folha que se abandona  

nessa evocação orientada apenas pela terna  

vigilância de quem escreve a um amigo com a  

espontaneidade de poder dizer lá no alto: meu  

[60] querido. 

  Érico Veríssimo, meu querido, é manhã e  

estamos no ano de 1943. [...] Concorri à vaga  

da Academia de Letras da escola [...] e a  

primeira coisa que me ocorreu fazer foi  

[65] convidar você e Cecília Meireles para uma  

conferência na nossa Academia. [...] 

  No dia da sua chegada, não pudemos  

sequer ir buscá-lo no aeroporto. [...] Não,  

ninguém tinha carro nem nada, os  

[70] motorizados da Faculdade não liam.  

  Sugeri que lhe déssemos uma pequena  

lembrança após a conferência [...] E,  

terminada a sessão, não seria interessante  

oferecer um uísque ao romancista? [...] Em  

[75] que casa seria essa reunião? 

  Lembrei-me de telefonar a Mário de  

Andrade: estava viajando. Fomos procurar  

Oswald de Andrade, que nos recebeu com o  

maior calor, mas esfriou quando um colega  

[80] deu sua baixaria: já que o Mário não estava  

em São Paulo, quem sabe ele, Oswald,  

poderia?... Uma reuniãozinha simpática, com  

uma dúzia de pessoas, quem sabe... Não  

podia, não. Estava fortemente implicado com  

[85]  o gaúcho, que tinha dois defeitos  

irremovíveis: primeiro, não se definia  

politicamente, quer dizer, não caíra nos  

braços do partido quando devidamente  

sondado. “Mas é possível uma coisa dessas?  

[90] Num momento como este que atravessamos,  

um escritor ficar indiferente? Apático?! E  

bebemos mais um copo de cerveja, “enquanto  

Oswald passava ao segundo item da sua  

implicância. Então desatamos a rir, porque era  

[95] mesmo engraçado, aquilo de ele se invocar  

com romancista por ser um romancista feliz.  

“Ele é feliz demais, não pode! Vende os livros,  

joga tênis e se casou, e continua casado a  

vida inteira com uma mulher só, é abusar! Ele  

[100] ainda está casado com a mesma?”, perguntou  

e, antes mesmo de ouvir a resposta, explodiu:  

“O dia em que ele comer o pão que o diabo  

amassou, nesse dia escreverá um grande  

livro, e eu lhe oferecerei uma festa. Mas antes  

[105] tem que ficar desesperado, rasgado, preso e  

corneado até pelo cachorro”. 

  Artista é todo aquele que bebe fel e  

querosene — concluí, enquanto assistia a uma  

aula de Legislação Social, onde sempre me  

[110] entregava a pensamentos sobre Deus, a arte  

e a morte, etecetera. Esse e outros  

preconceitos adquiri e perdi com o tempo: foi  

na carne que senti, um dia, o julgamento de 

um crítico, que ficou uma fúria comigo porque  

[115] eu escrevia coisas mórbidas e em seguida ia  

fazer ginástica e jogar voleibol na Associação  

Cristã dos Moços. Mas como é que pode? 

  “O bom romancista é ao mesmo tempo  

um anjo e um cavalão, trabalha com as asas  

[120] (as coisas mais finas, mais espirituais, mais  

belas) e com as patas, isto é, trabalho braçal,  

a resistência física e a paciência cavalar. Mas  

confio acima de tudo no Instinto. Que o anjo  

trabalhe montado no cavalo. E que no fim  

[125] desapareça de todo a marca das patas e fique  

apenas a luz das asas. Bonito, não?” (Porto  

Alegre, 29 de agosto de 1950.) 

  Você dizia que não gostava nem de  

tango, nem de gato, nem de cachorro. Mas  

[130] gostava de Bach, de criança e de cavalo. Eram  

os primeiros elementos de um gaúcho  

tranquilo que não dançava tango, mas tinha a  

cara do próprio. De um gaúcho discreto, de  

fala baixa, riso breve e fácil comunicação com  

[135] o público, como ficou provado naquela noite  

de invierno, quando nos disse que acreditava,  

acima de tudo, na trilogia tão batida da  

verdade, da bondade e da beleza. Durante um  

dos debates que promovemos, um estudante  

[140] lhe fez uma pergunta, não me lembro da  

pergunta, mas me lembro da sua resposta:  

“sou apenas um contador de histórias”. 

  Fiquei meio chocada: estava no começo  

da carreira e minha autoconfiança e meu  

[145] orgulho não aceitavam esse tipo de confissão.  

Um simples contador de histórias? 

  A um entrevistador que lhe fazia  

perguntas agudíssimas William Faulkner  

respondeu de repente; “Sou fazendeiro,  

[150] moço”. O entrevistador um crítico formado em  

Harvard, ficou histérico: “Escritor, diga  

escritor!” Então ele sorriu e se levantou para  

ir embora: “Sou fazendeiro”. Mas nessa época  

eu ainda não tinha lido essa entrevista, que  

[155] poderia ter me impressionado. Nessa época,  

eu ainda tateava no ofício: tamanho  

despojamento não fazia mesmo sentido diante  

da minha ambição. 

  É difícil encontrar uma criatura tão  

[160] coerente no seu comportamento de absoluta  

fidelidade a si próprio e aos outros, aqueles  

nos quais você acreditou. Sua gente. Seus  

amigos. Sua música. Seus livros — ah, com  

que amor você se devotou ao seu doce  

[165] mundo. Já naquele distante 1943 você parecia  

saber que o importante é cuidar da rosa do  

nosso jardim. Sem, contudo, se ausentar sem  

se omitir. E em algum momento você ficou  

indiferente aos problemas do nosso povo? Ao  

[170] sofrimento desse povo? Aí estão os seus  

livros, através dos quais você se manifesta,  

participa deste tempo e deste vento. Sua voz  

transparece na boca das personagens,  

centenas de personagens falando alto da sela  

[175] de um cavalo, da poltrona de uma sala  

governamental, de um coreto. Falando baixo  

do catre de uma prisão, que nas prisões se  

fala em baixo tom. A injustiça — eis o que  

mais fundamente parece tocá-lo —, a injustiça  

[180] e todo o seu leque maldito, que vai da  

servidão à tortura. 

 

Observe o que se diz a respeito dos excertos a seguir:

 

I. O enunciado “Seus livros — ah, com que amor você se devotou ao seu doce mundo.” (linhas 163-165) é interjectivo e se concentra na informação dada pela autora.

II. As interrogações presentes no enunciado “E em algum momento você ficou indiferente aos problemas do nosso povo? Ao sofrimento desse povo?” (linhas 168-170) denunciam não um desejo ou necessidade de saber o que é desconhecido, mas a intenção de confirmar algo que a enunciadora já sabia.

III. No enunciado “Aí estão os seus livros, através dos quais você se manifesta, participa deste tempo e deste vento” (linhas 170-172), podese substituir, sem prejuízo do conceito, a expressão “através dos quais” por: por meio dos quais, por intermédio dos quais e pelos quais.

 

Está correto o que se diz em

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Questão 60 205179
Difícil 00:00

UECE 1ª Fase 2016/2
  • Espanhol
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Resolução comentada

TEXTO

Un gigante vivió hace 1.000 años en al-Ándalus 

 

[1] Hace un milenio, un gigante vivió en una  

población judía empotrada en la al-Ándalus  

musulmana del sur de la península Ibérica. La  

rocambolesca historia de su hallazgo se remonta  

[5] al 20 de octubre de 2006, cuando un vecino de  

Lucena (Córdoba) sacó a su perro a pasear. La  

zona sur del pueblo estaba removida por las  

obras para construir una nueva carretera de  

circunvalación. Después de corretear por el  

[10] terreno, el perro regresó con algo extraño en la  

boca. Era un fémur humano. 

 

Nervioso, el dueño de la mascota llamó a la  

Policía Municipal y, en medio del desconcierto, el  

fémur acabó también rodeado por agentes de la  

[15] Guardia Civil y de la Policía Nacional, presentes  

en el pueblo, de 43.000 habitantes. Daniel  

Botella, el arqueólogo municipal, recuerda que le  

llamaron aquella misma noche. Había más  

huesos desperdigados. “En un principio se pensó 

[20] que eran fosas de la Guerra Civil”, recuerda.  

Pero, tras una buena inspección, se llegó a otra  

conclusión: aquello era un enorme cementerio  

judío con centenares de tumbas. Y en una de  

ellas se encontraban los restos de un gigante que  

[25] murió a los 30 años y fue enterrado, desnudo y  

envuelto en un sudario, con la cara mirando a  

Jerusalén. 

 

“La maquinaria pesada utilizada para construir la  

nueva carretera de Lucena se llevó parte de sus  

[30] piernas por delante, así que no podemos  

confirmar su estatura”, reconoce el antropólogo  

Joan Viciano, que estudió sus restos cuando  

trabajaba en la Universidad de Granada. Sin  

embargo, los científicos hallaron una “mandíbula  

[35] enorme” y otros huesos de gran tamaño que  

sugieren “un probable caso de gigantismo”,  

según los resultados de años de investigación  

que se acaban de publicar en la revista  

especializada Anthropologischer Anzeiger. 

[40] El presunto gigante vivió alrededor del año 1050,  

según dataciones con carbono 14 en puntos 

cercanos a su tumba. Era el ocaso del Califato de  

Córdoba. El pueblo de Lucena se llamaba  

entonces Eliossana (“Dios nos salve”, en hebreo)  

[45] y vivía su máximo esplendor. Funcionaba como  

una ciudad judía independiente del poder  

islámico de Córdoba, Sevilla y Granada. “Los  

musulmanes y los cristianos tenían prohibida la  

entrada al interior de su recinto amurallado”,  

[50] explica Botella, director del Museo Arqueológico y  

Etnológico de Lucena. Según Ibn Hawqal, un  

viajero musulmán del siglo X, Lucena era la  

ciudad en la que los judíos castraban a los  

esclavos para destinarlos a los palacios de los  

[55] mandatarios musulmanes. 

El País: elpais.com/elpais/2015/03/26/ciencia/ 1424374084_380009html

 

La preposición “alrededor” (línea 40) nos da la idea de

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Questão 59 205177
Difícil 00:00

UECE 1ª Fase 2016/2
  • Espanhol
  • Sugira
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Resolução comentada

TEXTO

Un gigante vivió hace 1.000 años en al-Ándalus 

 

[1] Hace un milenio, un gigante vivió en una  

población judía empotrada en la al-Ándalus  

musulmana del sur de la península Ibérica. La  

rocambolesca historia de su hallazgo se remonta  

[5] al 20 de octubre de 2006, cuando un vecino de  

Lucena (Córdoba) sacó a su perro a pasear. La  

zona sur del pueblo estaba removida por las  

obras para construir una nueva carretera de  

circunvalación. Después de corretear por el  

[10] terreno, el perro regresó con algo extraño en la  

boca. Era un fémur humano. 

 

Nervioso, el dueño de la mascota llamó a la  

Policía Municipal y, en medio del desconcierto, el  

fémur acabó también rodeado por agentes de la  

[15] Guardia Civil y de la Policía Nacional, presentes  

en el pueblo, de 43.000 habitantes. Daniel  

Botella, el arqueólogo municipal, recuerda que le  

llamaron aquella misma noche. Había más  

huesos desperdigados. “En un principio se pensó 

[20] que eran fosas de la Guerra Civil”, recuerda.  

Pero, tras una buena inspección, se llegó a otra  

conclusión: aquello era un enorme cementerio  

judío con centenares de tumbas. Y en una de  

ellas se encontraban los restos de un gigante que  

[25] murió a los 30 años y fue enterrado, desnudo y  

envuelto en un sudario, con la cara mirando a  

Jerusalén. 

 

“La maquinaria pesada utilizada para construir la  

nueva carretera de Lucena se llevó parte de sus  

[30] piernas por delante, así que no podemos  

confirmar su estatura”, reconoce el antropólogo  

Joan Viciano, que estudió sus restos cuando  

trabajaba en la Universidad de Granada. Sin  

embargo, los científicos hallaron una “mandíbula  

[35] enorme” y otros huesos de gran tamaño que  

sugieren “un probable caso de gigantismo”,  

según los resultados de años de investigación  

que se acaban de publicar en la revista  

especializada Anthropologischer Anzeiger. 

[40] El presunto gigante vivió alrededor del año 1050,  

según dataciones con carbono 14 en puntos 

cercanos a su tumba. Era el ocaso del Califato de  

Córdoba. El pueblo de Lucena se llamaba  

entonces Eliossana (“Dios nos salve”, en hebreo)  

[45] y vivía su máximo esplendor. Funcionaba como  

una ciudad judía independiente del poder  

islámico de Córdoba, Sevilla y Granada. “Los  

musulmanes y los cristianos tenían prohibida la  

entrada al interior de su recinto amurallado”,  

[50] explica Botella, director del Museo Arqueológico y  

Etnológico de Lucena. Según Ibn Hawqal, un  

viajero musulmán del siglo X, Lucena era la  

ciudad en la que los judíos castraban a los  

esclavos para destinarlos a los palacios de los  

[55] mandatarios musulmanes. 

El País: elpais.com/elpais/2015/03/26/ciencia/ 1424374084_380009html

 

Con la lectura del último párrafo, podemos decir con seguridad que

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