Questões de EFAI Português - Interpretação de Texto
643 Questões
Questão 8 11532833
Pref. Rio de Janeiro 5° Ano 1° Bi Português 2010[...]
O Reformador da Natureza
Américo Pisca-Pisca tinha o hábito de botar defeito em todas as coisas.
— Tolices, Américo?
— Pois então?!... Aqui neste pomar, você tem a prova disso. Lá está aquela
jabuticabeira enorme sustentando frutas pequeninas e mais adiante vejo uma
[5] colossal abóbora presa ao caule duma planta rasteira. Não era lógico que
fosse justamente o contrário? Se as coisas tivessem que ser reorganizadas
por mim, eu trocaria as bolas – punha as jabuticabas na aboboreira e as
abóboras na jabuticabeira. Não acha que tenho razão?
E assim discorrendo, Américo provou que tudo estava errado e só ele
[10] era capaz de dispor com inteligência o mundo.
— Mas o melhor – concluiu – não é pensar nisso, é tirar uma soneca à sombra destas árvores, não acha?
E Américo Pisca-Pisca, pisca-piscando que não acabava mais, estirou-
se de papo para cima à sombra da jabuticabeira.
[15] Dormiu. Dormiu e sonhou. Sonhou com o mundo novo, inteirinho,
reformado pelas suas mãos. Uma beleza!
De repente, porém, no melhor do sonho, plaf! uma jabuticaba cai do
galho bem em cima do seu nariz.
Américo despertou de um pulo. Piscou, piscou. Meditou sobre o caso e
[20] afinal reconheceu que o mundo não era tão mal feito como ele dizia.
E lá se foi para casa, refletindo:
— Que espiga!... Pois não é que se o mundo tivesse sido reformado por mim a
primeira vítima teria sido eu mesmo? Eu, Américo Pisca-Pisca, morto pela
abóbora por mim posta em lugar da jabuticaba? Hum!... Deixemo-nos de
[25] reformas. Fique tudo como está que está tudo muito bem.
E Pisca-Pisca lá continuou a piscar pela vida a fora, mas desde então
perdeu a cisma de corrigir a Natureza.
[...]
LOBATO, Monteiro. A reforma da natureza. São Paulo: Brasiliense, 2002
Podemos identificar um exemplo do conflito gerador da narrativa no trecho
Questão 3 11532738
Pref. Rio de Janeiro 5° Ano 1° Bi Português 2010Desequilíbrio Ecológico
Os coelhos não existiam na Austrália. Então alguns fazendeiros resolveram importar os bichinhos para criar.
Alguns desses coelhos fugiram e se esconderam nos campos. Esses animais se reproduzem com grande velocidade. Em pouco tempo transformaram-se numa verdadeira praga, pois não havia entre os animais da região nenhum que caçasse coelhos.
Fonte: ROCHA, Ruth. Almanaque Ruth Rocha.São Paulo: Ática, 2005.
A expressão em destaque que inca o lugar para onde os coelhos se dirigiam, quando foram importados pelos fazendeiros é
Questão 6 11532698
Pref. Rio de Janeiro 5° Ano 1° Bi Português 2010Texto I

Fonte:http://ppfpm2009.blogspot.com/2009/04/pascoa-por-fora-consumismo-pordentro
Texto II
Páscoa
A Páscoa é uma festa móvel que costuma cair em março ou no começo de abril. Sabe por quê? Porque é comemorada no primeiro domingo após a 1ª lua cheia do início do outono. Também tem outro jeito de contar o dia de Páscoa: é o 47° dia após o Carnaval.
A palavra “páscoa” vem de pessach, que significa “passagem” em hebraico. A Páscoa festeja a ressurreição de Cristo, a passagem da morte para a vida. Por isso na Páscoa tem coelho e ovos, eles são símbolos da fecundidade, da vida.
Fonte: ROCHA, Ruth. Almanaque Ruth Rocha. São Paulo: Ática, 2005
Com relação ao tema tratado nos textos I e II, pode-se dizer que
Questão 4 11532672
Pref. Rio de Janeiro 5° Ano 1° Bi Português 2010SAPATO
É MUITO CHATO,
mas é um fato:
em pata de pato
não cabe sapato.
Não há sapato
pra pata de gato
ou pata de rato.
E eu constato
que nem no mato
se encontra sapato
pra carrapato!
Fonte: CIÇA. Trava-Trela. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
A palavra que retrata o tema da poesia é
Questão 1 11532646
Pref. Rio de Janeiro 5° Ano 1° Bi Português 2010Galo-de-Campina
O galo-de-campina, conhecido na Amazônia por tangará, pertence à família do cardeal. Suas penas são escuras, mas a cabeça e o pescoço são vermelhos. Alimenta-se de sementes, frutinhas e insetos.
Vive em bandos nas caatingas do Nordeste e no Brasil Central, do mesmo jeito que outro pássaro, o currupião. Os dois são considerados as mais belas aves da região.
O galo-de-campina não canta quando está engaiolado. Só canta em liberdade, numa certa época do ano, e de manhã bem cedinho. Em Alagoas, onde ele tem fama de cantor, é treinado e vendido a preços muito elevados.
Fonte: Ler e escrever: Livro de textos do aluno/Secretaria da Educação, São Paulo: FDE, 2008.
De acordo com o texto, o galo-de-campina tem fama de cantor
Questão 21 11844538
Pref. de Sergipe 5º Ano (Sem Gabarito)Leia o texto abaixo.
O rato do mato e o rato da cidade
Um ratinho da cidade foi uma vez convidado para ir à casa de um rato do campo. Vendo que seu companheiro vivia pobremente de raízes e ervas, o rato da cidade convidou-o a ir morar com ele:
— Tenho muita pena da pobreza em que você vive — disse.
— Venha morar comigo na cidade e você verá como lá a vida é mais fácil.
Lá se foram os dois para a cidade, onde se acomodaram numa casa rica e bonita.
Foram logo à despensa e estavam muito bem, se empanturrando de comidas fartas e gostosas, quando entrou uma pessoa com dois gatos, que pareceram enormes ao ratinho do campo.
Os dois ratos correram espavoridos para se esconder.
— Eu vou para o meu campo — disse o rato do campo quando o perigo passou.
— Prefiro minhas raízes e ervas na calma, às suas comidas gostosas com todo esse susto.
Mais vale magro no mato que gordo na boca do gato.
Alfabetização: livro do aluno 2ª ed. rev. e atual. / Ana Rosa Abreu... [et al.]Brasília: FUNDESCOLA/SEF-MEC, 2001. 4v.: p. 60 v. 3
O problema do rato do mato terminou quando ele
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