Questões de EFAI Português - Gêneros Textuais
560 Questões
Questão 15 11846245
Pref. de São Paulo 4º ano 2º Bimestre (Sem Gabarito) 2020Leia o texto e responda à questão.
Gruta da comadre onça
A onça caiu da árvore e por muitos dias esteve de cama seriamente enferma e como não podia caçar, padecia de fome. Em tais apuros imaginou um plano.
— Comadre Irara, corra o mundo e diga à bicharada que estou à morte e que venham me visitar.
A irara partiu, deu o recado e os animais, um a um, começaram a visitar a onça.
Vem o veado, vem a capivara, vem a cutia, vem o porco-do-mato. Veio também o jabuti.
Mas o jabuti, antes de entrar na toca, teve a lembrança de olhar para o chão. Viu só rastros entrantes: não viu nenhum rastro sainte. E desconfiou: — Hum!... Nesta casa, quem entra não sai. Em vez de visitar a onça doente, eu vou rezar por ela...
E foi o único que se salvou.
Fonte: PASSOS, Lucina Maria Marinho. Alegria do Saber, 2006, p.46.
O jabuti não entrou na toca da onça pois
Questão 12 11846224
Pref. de São Paulo 4º ano 2º Bimestre (Sem Gabarito) 2020Leia o texto e responda à questão.
A incapacidade de ser verdadeiro
Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragõesda-independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos feito um queijo, ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o doutor Epaminondas abanou a cabeça: — Não há nada a fazer, dona Colo. Este menino é mesmo um caso de poesia.
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Editora Record, 1981.
As personagens dessa história são
Questão 8 11846203
Pref. de São Paulo 4º ano 2º Bimestre (Sem Gabarito) 2020Leia o texto e responda à questão.
Prática e versátil, a mochila já faz parte do nosso dia a dia. Muito mais espaçosas que as bolsas comuns, elas são úteis para levar o material da escola, os equipamentos de alpinismo, ou o notebook ao trabalho, por exemplo. Por estas e outras, quem teve a ideia brilhante de criar a mochila mereceria um prêmio! Uma das principais teorias é a de que, na época em que os homens ainda caçavam, usavam mochilas feitas de couro dos animais capturados para carregar a caça e os equipamentos.
Com o tempo, as mochilas passaram a ser utilizadas para outros objetivos, como carregar estoques militares dos exércitos nos EUA e na Alemanha. Também se tornaram mais leves, compactas e fabricadas com materiais que atendessem a estes requisitos, como o nylon. Dizem que, antes disso, elas já foram feitas com estruturas de madeira ou alumínio. [...]
O inventor responsável por dar origem à mochila como conhecemos hoje era um apaixonado alpinista chamado Dick Kelty. Em 1952, com a ajuda de sua esposa, Kelty tornou a fabricação de mochilas um negócio, e adicionou a este acessório alças almofadadas e bolsos com zíper.
Disponível em: http://migre.me/pFeCV. Acesso em: 5 ago. 2014. Fragmento. (P030029EJ_SUP)
Esse texto foi escrito para
Questão 6 11846195
Pref. de São Paulo 4º ano 2º Bimestre (Sem Gabarito) 2020Leia o texto e responda à questão.

Disponível em: https://viajandoonomundodaleitura.wordpress.com/2018/09/26/recontando-o-conto-quadrinhos-em-acao/ Acesso em: 10 mar. 2020.
No terceiro quadrinho, Cascão afirma que ganhou, pois, provavelmente,
Questão 3 11846177
Pref. de São Paulo 4º ano 2º Bimestre (Sem Gabarito) 2020Leia o texto abaixo e responda à questão.
A Cumbuca de Ouro
Eram dois vizinhos, um rico e outro pobre, que viviam turrando. O gosto do rico era pregar peças no pobre.
Certa vez a pobre foi à casa do rico propor um negócio. Queria que ele lhe arrendasse um pedaço de terra que servisse para a plantação duma roça de milho. O rico imediatamente pensou num pedaço de terra que não valia coisa nenhuma, tão ruim que nem formiga dava. Fez-se o negócio.
O pobre voltou para sua choupana e foi com sua mulher ver a tal terra. Lá chegados, descobriram uma cumbuca.
— Chi, mulher, esta cumbuca está cheia de moedas, venha ver!
— E de ouro! — disse a mulher. — Estamos arrumados!…
— Não — disse o marido, que era homem de muita honestidade. — A cumbuca não está em terra minha e portanto não me pertence. Meu dever é dar conta de tudo ao dono da propriedade.
E foi ter com o rico, ao qual contou tudo.
— Bem — disse este — nesse caso desmancho o negócio feito. Não posso arrendar terras que dão cumbucas de ouro.
O pobre voltou para sua choupana, e o rico foi correndo tomar posse da grande riqueza. Mas quando chegou lá só viu uma coisa: uma cumbuca cheia de vespas das mais terríveis.
— Ahn! — exclamou. — Aquele patife quis mangar comigo, mas vou pregar-lhe uma boa peça.
Botou a cumbuca de vespas num saco e encaminhou-se para a choupana do pobre.
— Ó compadre, feche a porta e deixe só meia janela aberta. Tenho um lindo presente para você.
O pobre fechou a porta, deixando só meia janela aberta. O rico, então, jogou lá dentro a cumbuca de vespas.
— Aí tem compadre, a cumbuca de moedas que você achou em minhas terras. Regale-se com o grande tesouro — e ficou a rir de não poder mais.
Mas assim que a cumbuca caiu no chão, as vespas se transformaram em moedas de ouro, que rolaram.
Lá de fora o rico ouviu o barulhinho e desconfiou. E disse:
— Compadre, abra a porta, quero ver uma coisa.
Mas o pobre respondeu:
— Não caia nessa. Estou aqui que nem sei o que fazer com tantas vespas em cima. Não quero que elas ferrem o meu bom vizinho. Fuja, compadre!…
E foi assim que o pobre ficou rico e o rico ficou ridículo.
LOBATO, Monteiro. Histórias de Tia Nastácia/Peter Pan. SP: Brasiliense, 1995. p. 594
No texto, a expressão utilizada, no primeiro parágrafo, “viviam turrando” pode ser substituída por viviam
Questão 2 11846176
Pref. de São Paulo 4º ano 2º Bimestre (Sem Gabarito) 2020Leia o texto abaixo e responda à questão.
A Cumbuca de Ouro
Eram dois vizinhos, um rico e outro pobre, que viviam turrando. O gosto do rico era pregar peças no pobre.
Certa vez a pobre foi à casa do rico propor um negócio. Queria que ele lhe arrendasse um pedaço de terra que servisse para a plantação duma roça de milho. O rico imediatamente pensou num pedaço de terra que não valia coisa nenhuma, tão ruim que nem formiga dava. Fez-se o negócio.
O pobre voltou para sua choupana e foi com sua mulher ver a tal terra. Lá chegados, descobriram uma cumbuca.
— Chi, mulher, esta cumbuca está cheia de moedas, venha ver!
— E de ouro! — disse a mulher. — Estamos arrumados!…
— Não — disse o marido, que era homem de muita honestidade. — A cumbuca não está em terra minha e portanto não me pertence. Meu dever é dar conta de tudo ao dono da propriedade.
E foi ter com o rico, ao qual contou tudo.
— Bem — disse este — nesse caso desmancho o negócio feito. Não posso arrendar terras que dão cumbucas de ouro.
O pobre voltou para sua choupana, e o rico foi correndo tomar posse da grande riqueza. Mas quando chegou lá só viu uma coisa: uma cumbuca cheia de vespas das mais terríveis.
— Ahn! — exclamou. — Aquele patife quis mangar comigo, mas vou pregar-lhe uma boa peça.
Botou a cumbuca de vespas num saco e encaminhou-se para a choupana do pobre.
— Ó compadre, feche a porta e deixe só meia janela aberta. Tenho um lindo presente para você.
O pobre fechou a porta, deixando só meia janela aberta. O rico, então, jogou lá dentro a cumbuca de vespas.
— Aí tem compadre, a cumbuca de moedas que você achou em minhas terras. Regale-se com o grande tesouro — e ficou a rir de não poder mais.
Mas assim que a cumbuca caiu no chão, as vespas se transformaram em moedas de ouro, que rolaram.
Lá de fora o rico ouviu o barulhinho e desconfiou. E disse:
— Compadre, abra a porta, quero ver uma coisa.
Mas o pobre respondeu:
— Não caia nessa. Estou aqui que nem sei o que fazer com tantas vespas em cima. Não quero que elas ferrem o meu bom vizinho. Fuja, compadre!…
E foi assim que o pobre ficou rico e o rico ficou ridículo.
LOBATO, Monteiro. Histórias de Tia Nastácia/Peter Pan. SP: Brasiliense, 1995. p. 594
O objetivo do texto é
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