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Questão 8356008
AUTORAIS POR 3AF 014 ENU001 2019Leia este texto de Ruth Rocha.
Sobrou pra mim
Quando tinha uns oito anos, eu morava com minha avó e com a irmã dela, tia Emília.
Nossa rua era sossegada, quase não passava carro nem caminhão.
Eu ia à escola de manhã e de tarde, eu fazia minhas lições e ia brincar com meus amigos.
Às cinco e meia em ponto, bem no finalzinho da tarde, minha avó me chamava para tomar banho e rezar. Minha avó e minha tia rezavam todas as tardes às seis horas.
Depois do jantar, ficávamos na sala: eu lendo; minha avó e minha tia, bordando ou costurando. Televisão a gente só via vez ou outra. Minha avó me deixava ver jogos de futebol e basquete, mas tinha horror a novelas e a programas de auditório.
Era chato de matar.
A sala estava uma penumbra, porque a minha avó tinha mania de fazer economia. Ela dizia que não era sócia da companhia de luz.
Então, quando a noite chegava, eu cansava de ler e ficava inventando outras coisas para fazer. Eu ficava desenhando e brincava com minhas joaninhas...
Uma vez, eu amarrei um fio de linha na perna de um besouro e quando ele voou, com o fio pendurado, minha tia levou o maior susto.
Outra vez, eu inventei uma coisa legal:
Enquanto minha avó e minha tia ficavam rezando, às seis horas, eu amarrei um fio de linha na perna da cadeira de balanço. Depois do jantar, nós fomos para a sala. Então, em vez de rezar, eu puxava o fio e a cadeira dava uma balançadinha.
No começo elas não viram nada.
Até que tia Emília, muito assustada, chamou a atenção da vovó:
— Ó Amélia, você não viu a cadeira balançar?
Minha avó não ligou muito, mas minha tia ficou de olho.
Daí a pouco ela cutucou minha avó:
— Olha só, Amélia, ainda está balançando.
Minha avó olhou e ficou desconfiada.
As duas se olharam e fizeram sinais para não assustar o menino...
Naquele dia, eu não mexi mais na cadeira.
Mas, no dia seguinte, eu fiz tudo de novo, só a minha tia é que viu a cadeira balançar.
Ela está apavorada!
Então eu deixei passar uns dois dias e de novo dei uma balançadinha na cadeira.
E dessa vez as duas viram!
Gente, que susto elas tomaram! Me agarraram pela mão e correram para o oratório para rezar
Até aí eu estava me divertindo!
Mas o que eu não podia imaginar é que no dia seguinte, na hora em que eu costumava ir para rua brincar, minha avó me mandou tomar banho, e me vestir e me levou à igreja.
Durante nova segundas-feiras, eu tive que ir à igreja com minha tia e minha avó pra rezar.

Releia o trecho:
"Gente, que susto elas tomaram! Me agarram pela mão e correram para o oratório para rezar."
Assinale a seguir o significado que mais combina com a palavra destacada.
Questão 8356003
AUTORAIS POR 3AF 014 ENU001 2019Em qual alternativa todas as palavras estão escritas corretamente?
Questão 8356002
AUTORAIS POR 3AF 014 ENU001 2019Leia o conto árabe a seguir
Assinale a única alternativa que indica corretamente o assunto do conto.A história do asno e do boi: o conto dos bons e maus conselhos
Era uma vez um boi e um asno que viviam no mesmo modesto estábulo de uma pequena granja, propriedade da família de um humilde lavrador.O asno servia para levar na garupa o lavrador quando ele precisava se deslocar até o povoado mais próximo da granja. Já o boi, sem cessar, trabalhava de sol a sol com o serviço mais pesado.
Toda noite, no estábulo, enquanto o boi tombava cansado de seu esforço diário, o asno, ocioso e feliz, mostrava-se cheio de energia e bom humor. Eis que, certa vez, o boi disse ao asno:
— Minha vida é muito injusta. O patrão cuida de você com todo o zelo, sempre lhe favorece com a melhor comida e com a água mais límpida para beber. No entanto, seu único trabalho é às vezes levá-lo ao povoado. Só posso sentir inveja do muito que descansa e do pouco que trabalha. Quanto a mim - o boi balançou a cabeça lastimado -, sou, de fato, o mais infeliz dos animais desta granja. Amarraram-me a uma pesada carreta, que sou obrigado a puxar, me fazem arar a terra, põem cargas em minhas costas, isso, claro, sem um dia de folga. E, para piorar, à noite, restam-me apenas alguns grãos secos para comer e poucas horas de descanso.
O asno não ficou com pena do boi, pelo contrário, começou a rir de suas lamentações e disse:
— É por isso que um animal feito você tem fama de tonto. Você dá a vida por nada a serviço do patrão, sem tirar nenhum proveito de sua capacidade.
— Que capacidade é essa? - o boi perguntou, surpreso.
— Simples, meu amigo! Veja só" Amanhã, quando tentarem amarrá-lo ao arado, dê umas boas chifradas à direita e à esquerda, sem deixar de mugir com fúria. Em seguida, atire-se no chão com bravura e não saia de lá, aconteça o que acontecer. Hão de temer você, vão deixá-lo em paz, sem obrigação de serviço. Acredite no que digo - aconselhou o asno.
O boi se manteve pensativo por um bom tempo. Vencido pelo cansaço, acabou adormecendo. No dia seguinte, entretanto, quando o lavrador e seus filhos vieram buscá-lo como faziam toda manhã, ele decidiu colocar em prática o conselho do asno.
No instante em que amarravam as cordas em seu cangote, o boi reagiu furioso. Parecia disposto a chifrar e ferir quem dele se aproximasse. O lavrador estranhou, ficou surpreso e logo percebeu que seria impossível vencer a ira do boi e obrigá-lo a cumprir seu trabalho.
— Bom, não sei o que acontece, mas penso que é melhor deixar o boi sossegado. Com certeza, está doente. Vamos pegar o asno para fazer o serviço que antes cabia ao boi - disse o lavrador aos filhos.
O asno ficou surpreso quando os filhos do lavrador o levaram ao campo. Nele amarraram o arado e lhe deram chicotadas para colocar-se em marcha, obrigado-o a trabalhar o dia inteiro. No final do dia, ataram o asno à carroça e o fizeram transportar, numa andança sem fim, muitos produtos pesados na granja. No início da noite, o asno mal conseguia ficar de pé. Ao chegar ao estábulo, viu o boi sossegado, deitado, descansando, risonho e bem alimentado.
— Meu amigo, obrigado! - falou, com sinceridade, o boi. Seu conselho foi tudo de bom!
O asno não respondeu, pois sabia que era culpado por tudo isso que havia acontecido com ele e precisava arrumar um jeito de resolver. No dia seguinte, para sua desgraça, tudo se repetiu, e o boi continuou sendo poupado.
Esgotado e chateado, sentindo-se morto, sabendo que não aguentaria muito tempo aquela rotina, pois era apenas um simples asno e não tinha a força do boi, teve a ideia mais luminosa de sua vida.
— Penso que será melhor eu me despedir de você!
— Mas por quê" Está pensando em fugir da granja" - perguntou o boi, espantado com o comentário do asno.
— Não! nada disso, meu amigo! - retrucou então o asno. - O caso é que ouvi nosso dono dizer aos filhos que, se você não trabalha mais, não tem mais uma utilidade e vão levá-lo ao matadouro para vender sua carne.
O boi se apavorou, não dormiu aquela noite e na manhã seguinte, antes mesmo de amanhecer completamente, estava ele na porta do estábulo, todo dócil, esperando pelo lavrador e seus filhos, demonstrando-se disposto a trabalhar como era antes.
estábulo: área coberta onde se abriga o gado.
zelo: grande preocupação que se dedica a alguém ou algo.
límpida: clara, transparente, luminosa.
ira: intenso sentimento de ódio, de rancor ou de raiva.
cangote: nuca, região localizada na parte posterior e inferior da cabeça.
granja: pequena propriedade rural em que se explora uma atividade agrícola.
Questão 8355997
AUTORAIS POR 3AF 014 ENU001 2019Leia o conto árabe a seguir
A história do asno e do boi: o conto dos bons e maus conselhos
Era uma vez um boi e um asno que viviam no mesmo modesto estábulo de uma pequena granja, propriedade da família de um humilde lavrador.O asno servia para levar na garupa o lavrador quando ele precisava se deslocar até o povoado mais próximo da granja. Já o boi, sem cessar, trabalhava de sol a sol com o serviço mais pesado.
Toda noite, no estábulo, enquanto o boi tombava cansado de seu esforço diário, o asno, ocioso e feliz, mostrava-se cheio de energia e bom humor. Eis que, certa vez, o boi disse ao asno:
— Minha vida é muito injusta. O patrão cuida de você com todo o zelo, sempre lhe favorece com a melhor comida e com a água mais límpida para beber. No entanto, seu único trabalho é às vezes levá-lo ao povoado. Só posso sentir inveja do muito que descansa e do pouco que trabalha. Quanto a mim - o boi balançou a cabeça lastimado -, sou, de fato, o mais infeliz dos animais desta granja. Amarraram-me a uma pesada carreta, que sou obrigado a puxar, me fazem arar a terra, põem cargas em minhas costas, isso, claro, sem um dia de folga. E, para piorar, à noite, restam-me apenas alguns grãos secos para comer e poucas horas de descanso.
O asno não ficou com pena do boi, pelo contrário, começou a rir de suas lamentações e disse:
— É por isso que um animal feito você tem fama de tonto. Você dá a vida por nada a serviço do patrão, sem tirar nenhum proveito de sua capacidade.
— Que capacidade é essa? - o boi perguntou, surpreso.
— Simples, meu amigo! Veja só" Amanhã, quando tentarem amarrá-lo ao arado, dê umas boas chifradas à direita e à esquerda, sem deixar de mugir com fúria. Em seguida, atire-se no chão com bravura e não saia de lá, aconteça o que acontecer. Hão de temer você, vão deixá-lo em paz, sem obrigação de serviço. Acredite no que digo - aconselhou o asno.
O boi se manteve pensativo por um bom tempo. Vencido pelo cansaço, acabou adormecendo. No dia seguinte, entretanto, quando o lavrador e seus filhos vieram buscá-lo como faziam toda manhã, ele decidiu colocar em prática o conselho do asno.
No instante em que amarravam as cordas em seu cangote, o boi reagiu furioso. Parecia disposto a chifrar e ferir quem dele se aproximasse. O lavrador estranhou, ficou surpreso e logo percebeu que seria impossível vencer a ira do boi e obrigá-lo a cumprir seu trabalho.
— Bom, não sei o que acontece, mas penso que é melhor deixar o boi sossegado. Com certeza, está doente. Vamos pegar o asno para fazer o serviço que antes cabia ao boi - disse o lavrador aos filhos.
O asno ficou surpreso quando os filhos do lavrador o levaram ao campo. Nele amarraram o arado e lhe deram chicotadas para colocar-se em marcha, obrigado-o a trabalhar o dia inteiro. No final do dia, ataram o asno à carroça e o fizeram transportar, numa andança sem fim, muitos produtos pesados na granja. No início da noite, o asno mal conseguia ficar de pé. Ao chegar ao estábulo, viu o boi sossegado, deitado, descansando, risonho e bem alimentado.
— Meu amigo, obrigado! - falou, com sinceridade, o boi. Seu conselho foi tudo de bom!
O asno não respondeu, pois sabia que era culpado por tudo isso que havia acontecido com ele e precisava arrumar um jeito de resolver. No dia seguinte, para sua desgraça, tudo se repetiu, e o boi continuou sendo poupado.
Esgotado e chateado, sentindo-se morto, sabendo que não aguentaria muito tempo aquela rotina, pois era apenas um simples asno e não tinha a força do boi, teve a ideia mais luminosa de sua vida.
— Penso que será melhor eu me despedir de você!
— Mas por quê" Está pensando em fugir da granja" - perguntou o boi, espantado com o comentário do asno.
— Não! nada disso, meu amigo! - retrucou então o asno. - O caso é que ouvi nosso dono dizer aos filhos que, se você não trabalha mais, não tem mais uma utilidade e vão levá-lo ao matadouro para vender sua carne.
O boi se apavorou, não dormiu aquela noite e na manhã seguinte, antes mesmo de amanhecer completamente, estava ele na porta do estábulo, todo dócil, esperando pelo lavrador e seus filhos, demonstrando-se disposto a trabalhar como era antes.
estábulo: área coberta onde se abriga o gado.
zelo: grande preocupação que se dedica a alguém ou algo.
límpida: clara, transparente, luminosa.
ira: intenso sentimento de ódio, de rancor ou de raiva.
cangote: nuca, região localizada na parte posterior e inferior da cabeça.
granja: pequena propriedade rural em que se explora uma atividade agrícola.
Releia o trecho:
Assinale a única alternativa correta. Na frase, a expressão "ideia mais luminosa" quer dizer:
Questão 8355994
AUTORAIS POR 3AF 014 ENU001 2019Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas corretamente.
Questão 8355984
AUTORAIS POR 3AF 014 ENU001 2019Leia a lenda.
O menino e a onça - Como os Kaiapós conquistaram o fogo
Há muito tempo, os índios não conheciam o fogo, alimentando-se de polpa de madeira, frutos silvestres e carne, que preparavam sobre pedras aquecidas pelo sol.
Certo dia, dois meninos Kaiapós caminhavam pela floresta, quando um deles encontrou, sobre um rochedo, um ninho de araras-vermelhas. Pediu ajuda ao companheiro para encostar um tronco na rocha, conseguindo assim alcançar o ninho. Mas, ao subir, esbarrou numa pedra, que caiu e feriu o amigo. Com raiva, o menino atingido tirou dali o tronco deixando o outro sem meios para descer.
Depois de algumas horas, apareceu no local uma onça macho. Ao ver a sombra do menino, a onça pôde localizá-lo sobre o rochedo, ao lado do ninho das araras-vermelhas, pássaros que sabiam carregar o fogo. Em troca de ajuda, a onça pediu ao menino que lhe jogasse os filhotes. Concordando com a proposta, o índio pôde finalmente descer.
Por haver permanecido muito tempo exposto ao calor, o menino ficou muito corado, fazendo a onça crer que se tratava do filho do sol. Convidou-o para conhecer sua troca, onde a onça fêmea passava o dia assando carne ao fogo e fiando algodão. Apresentou-o a ela, pedindo que o tratasse muito bem, e saiu em seguida para caçar. A fêmea, entretanto, pôs-se a ameaçá-lo, rugindo e lhe mostrando os dentes.
Ao tomar conhecimento disso, a onça macho resolveu ensinar o menino a usar o arco e flecha para que pudesse se proteger. No dia seguinte, assim que o macho saiu, a fêmea tentou atacar o índio, que, com muita habilidade, matou a inimiga à primeira flechada.
Ao voltar, a onça macho soube o que ocorrera, aprovando e elogiando o menino, que facilmente tudo havia aprendido. Pede-lhe que volte à sua aldeia, levando o guizo e uma tocha, e que cuidasse para que a tocha não se apagasse.
Regressando aos seus, o indiozinho os ensinou a usar o fogo e depois a fiar algodão.
Em comemoração, fizeram uma grande festa, na qual o biju, a mandioca, a carne e o peixe foram preparados ao fogo, que mantiveram aceso por muito, alimentando-o com lenha seca.
Certo dia, porém, a chuva apagou a chama, deixando todos muito tristes, então, Begorotire, o homem-chuva, desceu do céu para ensinar os índios a produzirem fogo com dois pedaços de madeira: segurando, com os pés, as extremidades de um deles, que deveria ter um orifício no centro, fez girar entre as mãos o outro, encaixando no primeiro, até o fogo surgir.
Nesse dia, voltou alegria entre os índios Kaiapós.
SILVA, Walde-Mar de Andrade e. Lendas e mitos do índios brasileiros. São Paulo, FTD.
Releia o trecho:
"...alimentando-se de polpa de madeira."
Assinale a seguir o significado mais adequado para para a palavra destacada.
06
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