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Questão 8350847
AUTORAIS POR 4AF 022 ENU001 2021A lenda da Bacaba
Na serra do Tumucumaque, no Amapá, lá no extremo norte do Brasil, vivia um grupo de índios. O chefe Tamacavi preferia viver em paz a guerrear com outras nações. Quase nenhum índio se lembrava da grande batalha que tinha havido muito tempo atrás entre o deus Tupã e Catamã, a entidade do mal. A luta só terminou quando Tupã conseguiu aprisionar Catamã no alto da serra: ele ficaria ali por cem anos.
Durante muito tempo as aldeias viveram em paz. Pouco antes de completar o centésimo ano, Catamã deu o primeiro sinal do que estava por vir: uma doença atacou as mãos e os pés das pessoas, impedindo-as de andar e trabalhar. Como não podiam caçar, pescar nem plantar, começaram a morrer de fome. Porém, depois de seis luas, as pessoas se curaram, e a vida voltou ao normal.
Certa noite, uma das mulheres de Tamacavi, Tairã, que estava grávida, sonhou com Tupã. "O menino que vai nascer será a única pessoa capaz de destruir Catamã para sempre", disse o deus. "Ele vai se chamar Bacaba."
A criança nasceu e cresceu forte, sendo treinada em todos os tipos de combate. Tornou-se líder do grupo e em pouco tempo passou a chefiar todos os grupos que ocupavam a serra do Tumucumaque.
Uma noite, quando todos dormiam, uma onça atacou Tairã. Quando Bacaba viu a mãe morta, entoou o canto de guerra e comunicou ao Grande Conselho que iria enfrentar o gênio do mal. O xamã deu ervas venenosas para Bacaba jogar nos olhos de Catamã e cegá-lo. O guerreiro pintou o corpo e muniu-se dos instrumentos de guerra. Chegando ao topo da serra, deu de cara com uma onça enorme, que se atirou sobre ele. Dois dias e duas noites durou a batalha. Depois disso, tudo silenciou.
Tamacavi reuniu os guerreiros e subiu a serra. Lá, encontraram uma onça com uma lança enfiada no peito e os olhos arrancados da cara. Ao lado do animal estava o guerreiro, com o corpo estraçalhado. Bacaba havia vencido o monstro, mas isso custara-lhe a vida.
Os índios enterraram o rapaz ao lado da mãe. Entristecido com a perda da mulher e do filho, o chefe ficou recolhido durante duas luas. Passado esse tempo, foi visitar o local em estavam enterrados. Para sua surpresa, encontrou uma grande palmeira com as folhas em forma de lança, voltadas para cima; das folhas brotavam flores brancas e frutos vermelhos. Em memória do guerreiro morto, a palmeira recebeu o nome de bacaba.
Os índios colheram as frutinhas e com elas fizeram vinho. Forte como Bacaba, o caule da árvore foi usado para fazer arcos e lanças. Com o tempo, outras palmeiras iguais a essa brotaram, e seu caule continuou a ser usado para fazer as armas de combate e caça. Segundo a lenda, todas elas são abençoadas por Tupã.
Inspirada em "A lenda da bacaba", coletada por Joseli Dias em Mitos e lendas do Amapã. Fonte: SALERNO, Silvana. Viagem pelo Brasil em 52 histórias. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2006, p. 24-25.
Marque um verbo no tempo presente.
Questão 8350846
AUTORAIS POR 4AF 022 ENU001 2021A lenda da Bacaba
Na serra do Tumucumaque, no Amapá, lá no extremo norte do Brasil, vivia um grupo de índios. O chefe Tamacavi preferia viver em paz a guerrear com outras nações. Quase nenhum índio se lembrava da grande batalha que tinha havido muito tempo atrás entre o deus Tupã e Catamã, a entidade do mal. A luta só terminou quando Tupã conseguiu aprisionar Catamã no alto da serra: ele ficaria ali por cem anos.
Durante muito tempo as aldeias viveram em paz. Pouco antes de completar o centésimo ano, Catamã deu o primeiro sinal do que estava por vir: uma doença atacou as mãos e os pés das pessoas, impedindo-as de andar e trabalhar. Como não podiam caçar, pescar nem plantar, começaram a morrer de fome. Porém, depois de seis luas, as pessoas se curaram, e a vida voltou ao normal.
Certa noite, uma das mulheres de Tamacavi, Tairã, que estava grávida, sonhou com Tupã. "O menino que vai nascer será a única pessoa capaz de destruir Catamã para sempre", disse o deus. "Ele vai se chamar Bacaba."
A criança nasceu e cresceu forte, sendo treinada em todos os tipos de combate. Tornou-se líder do grupo e em pouco tempo passou a chefiar todos os grupos que ocupavam a serra do Tumucumaque.
Uma noite, quando todos dormiam, uma onça atacou Tairã. Quando Bacaba viu a mãe morta, entoou o canto de guerra e comunicou ao Grande Conselho que iria enfrentar o gênio do mal. O xamã deu ervas venenosas para Bacaba jogar nos olhos de Catamã e cegá-lo. O guerreiro pintou o corpo e muniu-se dos instrumentos de guerra. Chegando ao topo da serra, deu de cara com uma onça enorme, que se atirou sobre ele. Dois dias e duas noites durou a batalha. Depois disso, tudo silenciou.
Tamacavi reuniu os guerreiros e subiu a serra. Lá, encontraram uma onça com uma lança enfiada no peito e os olhos arrancados da cara. Ao lado do animal estava o guerreiro, com o corpo estraçalhado. Bacaba havia vencido o monstro, mas isso custara-lhe a vida.
Os índios enterraram o rapaz ao lado da mãe. Entristecido com a perda da mulher e do filho, o chefe ficou recolhido durante duas luas. Passado esse tempo, foi visitar o local em estavam enterrados. Para sua surpresa, encontrou uma grande palmeira com as folhas em forma de lança, voltadas para cima; das folhas brotavam flores brancas e frutos vermelhos. Em memória do guerreiro morto, a palmeira recebeu o nome de bacaba.
Os índios colheram as frutinhas e com elas fizeram vinho. Forte como Bacaba, o caule da árvore foi usado para fazer arcos e lanças. Com o tempo, outras palmeiras iguais a essa brotaram, e seu caule continuou a ser usado para fazer as armas de combate e caça. Segundo a lenda, todas elas são abençoadas por Tupã.
Marque um advérbio presente no texto:Inspirada em "A lenda da bacaba", coletada por Joseli Dias em Mitos e lendas do Amapã. Fonte: SALERNO, Silvana. Viagem pelo Brasil em 52 histórias. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2006, p. 24-25.
Questão 8350843
AUTORAIS POR 4AF 022 ENU001 2021Caros meninos, há muito tempo estou sabendo do comportamento de vocês com a minha querida Domitila. Até agora, apenas observei. Chegou o momento de colocarmos os pingos nos is. Não quero saber dessas brincadeiras, nem de outras. Estarei atento a tudo que vocês fizeram em casa, na rua e na escola. Comportem-se. Caso contrário, acertarão as contas comigo.
Receberão notícias minhas.
Qual verbo está conjugado no futuro?Robô Supertudo
Questão 8350839
AUTORAIS POR 4AF 022 ENU001 2021O bicho-papão
O bicho-papão é o rei dos telhados. Ele vive escondido nas sombras e foi inventado pelos adultos para dar sustos nas crianças que não gostam da hora de dormir. Ele só existe à noite, pois a escuridão sempre dá medo. De dia, a gente vê o céu, vê a rua, vê quem está perto e consegue até ver o que está um pouco longe. Mas, à noite, a coisa muda de figura.
De dia, por exemplo, a pessoa está andando, encontra um buraco na calçada, desvia e vai embora tranquilamente, à noite, mesmo tomando cuidado, pode pisar onde não deve e ficar com a sola do pé bem suja ou cair num buraco, escorregar, ai, ai, quanta dor e confusão o escuro pode causar, porque não dá para ver direito.
Por essas e outras que, quando a noite chega, tem gente que sente tanto medo que nem, consegue pegar no sono. Tem gente que treme mais que gelatina em cima de uma lambreta. Tem gente que molha a cama só de pensar na escuridão da noite.
[...]
Eu tomei mais a coragem ainda, [...] levantei e disse:
– BUUU, então foi isso que você veio fazer aqui?
O bicho ficou um pouco assustado e começou a conversar comigo. Ele me contou que o nome dele era Bicho-Papão Papusso e que morava na Papolândia, lá eles gostam de tudo que é sujo, por isso que bicho-papão só aparece em quarto bagunçado. Na Papolândia morava vários bichos-papões, cada um de um jeito diferente. Durante o dia eles dormem lá na Papolândia e à noite eles ficam em cima de telhados esperando as crianças dormirem para pegar meias sujas, que é o alimento preferido dos bichos-papões. Então entendi por que é as vezes um pé de meia desaparece. Eles também pegam muitas sujeiras com os seus quatro braços e levam tudo para Papolândia. Assustam as crianças para que elas durmam logo e possam pegar mais meias sujeiras. Como o Bicho-Papão Papusso não conseguiu me assustar e estava muito frio para ficar esperando lá no telhado, ele decidiu me falar toda a verdade sobre os bichos-papões e é por isso que eu sei dessa história.
Então Papusso pegou algumas sujeiras lá do meu quarto e foi-se embora. Depois disso, dormi, mas nunca mais deixei meu quarto bagunçado, pois dessa vez tive a sorte de encontrar o Bicho-Papão Papusso que é bonzinho e não aprendeu assustar, mas vai que na próxima aparece um bicho-papão malvado e assustador de verdade.
CLEMENTE, Rosa, O Bicho Papão.
Observe o termo destacado no fragmento a seguir “[...] pois dessa vez tive a sorte de encontrar o Bicho-Papão Papusso que é bonzinho e não aprendeu assustar [...]”. O uso do diminutivo indica:
Questão 8350838
AUTORAIS POR 4AF 022 ENU001 2021Com relação ao plural, assinale a alternativa correta.
Questão 8350837
AUTORAIS POR 4AF 022 ENU001 2021Com relação ao uso do hífen na palavra “bicho-papão”, observe as opções abaixo e indique a alternativa na qual o uso está correto.
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