Questões de EFAI Português
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Questão 56 11443831
PARANÁ Língua Portuguesa 2023Leia o texto abaixo.
Na toca do coelho
Alice estava começando a cansar-se de ficar sentada sobre o barranco, sem nada para fazer. Uma vez ou duas tinha dado uma olhada no livro que sua irmã estava lendo.
– Para que pode servir um livro sem figuras nem conversas? – pensava, aborrecida.
O calor daquele dia estava deixando Alice com sono. Ela perguntava a si mesma se o prazer de fazer uma guirlanda de margaridas valia o esforço de ir colher as margaridas. Foi quando um coelho branco de olhos cor-de-rosa passou correndo bem pertinho dali.
Não havia nada de extraordinário nisso. Alice não achou verdadeiramente notável, nem mesmo quando o Coelho Branco disse para si mesmo:
– Meu Deus! Meu Deus! Vou chegar atrasado! – mas quando ele tirou um relógio do bolso do colete, olhou as horas e depois continuou seu caminho a toda pressa, Alice levantou-se. Teve a impressão que nunca em sua vida tinha visto um coelho que tivesse um colete com bolso e muito menos um relógio para tirar do bolso. Ardendo em curiosidade, correu atrás do coelho através do campo e, por sorte, chegou justo a tempo de vê-lo mergulhar na abertura de uma grande toca, perto da cerca.
Num instante Alice estava descendo também, sem se perguntar nem por um momento como faria depois para voltar.
A toca continuava reta como um túnel durante um bom pedaço, depois afundava de repente, tão de repente que Alice não teve nem tempo de pensar em parar, antes de perceber que estava caindo num poço muito profundo.
O poço era de fato muito profundo ou ela é que caía muito devagar? A verdade é que, enquanto caía, Alice tinha tempo de olhar ao redor e até de refletir sobre o que iria acontecer [...].
CARROL, Lewis. In: Alice no país das maravilhas. São Paulo: Ática, s/d. Fragmento.
Nesse texto, no trecho “O poço era de fato muito profundo ou ela é que caía muito devagar?” (último parágrafo), o ponto de interrogação indica
Questão 55 11443820
PARANÁ Língua Portuguesa 2023Leia o texto abaixo.
O patinho bonito
[...] Milton era o patinho mais bonito da escola. Todos olhavam para ele e diziam: “Como ele é bonito!”. Ele se olhava no espelho e dizia: “Como eu sou bonito!”. E ficava pensando: “Sou tão bonito que talvez eu nem seja um pato de verdade. Tenho até nome diferente. [...] Quem sabe eu sou gente?”.
E Milton começou a ficar meio besta. Diziam: “Milton, vem nadar!”. Ele respondia: “Eu não. [...]”. Todos os outros patos começaram a achar o Milton meio chato. Ele foi ficando sozinho. E dizia: “Não faz mal. Sou mais bonito. Vou terminar na televisão. Vou ser o maior galã”.
Uma noite Milton resolveu fugir de casa. Foi até a cidade para tentar entrar na televisão. Quando chegou na porta da estação de TV, foi logo dizendo: “Eu me chamo Milton. Além de bonito, acho que eu tenho muito talento artístico”. [...] “Ih, não enche”, disse alguém. “Todo dia alguém arranja uma fantasia de bicho e vem aqui procurar lugar na televisão”.
– Mas você não vê que eu não estou fantasiado? Perguntou Milton. [...]
– Então como é que você sabe falar?
– Mas os patos falam!! disse Milton, quase chorando.
– Não vem com essa, [...] disse um guarda que estava ali perto. Para mim você é um pato mecânico. Deve ser uma espécie de robô com um computador na cabeça! [...]
De repente Milton teve um estremeção. Abriu os olhos e viu que estava em casa. Ele tinha sonhado. Olhou para seus pais, ainda meio assustado, e disse:
– Eu sou um pato... eu sou um pato...
E seus pais disseram:
– Puxa, ainda bem que você se convenceu! [...]
E daí por diante não havia pato mais contente, que tivesse mais vontade de nadar na lagoa, do que o Milton. De vez em quando ele ainda dizia: “Sou um pato! Um pato mesmo!”. E dava um suspiro de alívio.
COELHO, Marcelo. O patinho bonito. In: Banco de Dados Folha. 1989.
Disponível em: http://almanaque.folha.uol.com.br/folhinha_texto_marcelo_patinho.htm . Acesso em: 8 mar. 2016. Fragmento.
Nesse texto, no trecho “‘Como ele é bonito!’” (1° parágrafo), o ponto de exclamação foi usado para indicar
Questão 53 11443804
PARANÁ Língua Portuguesa 2023Leia o texto abaixo:
Tarefa difícil
Ainda é cedo quando um jovem entra na fazenda à procura de serviço. Logo é atendido pelo fazendeiro, que lhe dá a primeira tarefa.
— Tome este banquinho e este balde. Vá ali naquele galpão e tire o leite da Malhada. É minha vaquinha leiteira.
— Certamente, senhor! Vou agora mesmo!
Bastante animado, lá vai o rapaz.
Não demora muito e ouvem-se mugidos e gritaria. O rapaz sai apressadamente do galpão segurando o banquinho em uma mão e o balde, sem nenhuma gota de leite, na outra.
— O que houve? - Perguntou o fazendeiro.
— Senhor, tirar leite da vaca até que é fácil, mas fazer ela sentar no banquinho, não dá mesmo!
Fonte: Livro Bem-te-li. 4ª série. FTD. p. 98.
Há traços de humor no trecho:
Questão 51 11443786
PARANÁ Língua Portuguesa 2023Observe a tirinha abaixo:

Copyright © 2000 Maurício de Sousa Produção Ltda
O humor na tirinha é provocado porque:
Questão 48 11443726
PARANÁ Língua Portuguesa 2023Leia o texto abaixo.
A Vassoura
A vassoura de uma bruxa é uma das mais importantes peças de seu equipamento. Pode ser utilizada em casa, mas também constitui um meio de transporte muito barato.


BIRD, M. Manual prático de bruxaria. 2. ed. São Paulo: Editora Ática, 1997. p. 25
No texto, uma PASSAGEM ENGRAÇADA é
Questão 46 11443680
PARANÁ Língua Portuguesa 2023Leia o texto abaixo.
Criançando
E quando mudamos para a Epitácio Pessoa, de frente para a Lagoa Rodrigo de Freitas, ganhei um livro de Monteiro Lobato! Ai, que maravilha maravilhosamente maravilhosa!
Era o meu primeiro livro com história em português... e minha casa tinha um quintal comprido, como eram os quintais de antes... e ali brinquei de ser Emília.
No quintal, as três mangueiras: manga-espada, manga-rosa e a manga-carlotinha.
Eu brincava com as mangas caídas no chão. A manga-carlotinha tinha um jeito de Emília. A manga-rosa, imponente, era a Dona Benta. [...] A manga-espada era minha mãe, cortando meu brinquedo: espada, faca. Eu odiava ter que tomar banho e vestir meu vestido formal para o jantar! Naquele tempo, as crianças pareciam que estavam endomingadas, só para jantar. E minha avó, Clara, usava vestidos de crepe negro, imponentes.
ORTHOF, Sylvia. Livro aberto: confissões de uma inventadeira de palco e de escrita. 3ª ed. São Paulo: Atual, 1996.
No trecho “No quintal, as três mangueiras: ...” (3° parágrafo), o termo destacado indica
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