Questões de EFAI Português - Interpretação de Texto
643 Questões
Questão 12 16607496
AMA 1 Edição - 9 Ano - Língua Portuguesa 2025Você sabe por que o cérebro é atraído pela música?
Por que amamos música? Todo mundo tem seus próprios motivos. Mas de uma perspectiva evolucionária, nosso amor pela música não faz muito sentido. [...] Acontece que a chave para seus sentimentos musicais pode ser química.
Um estudo de 2011, de Valerie Salimpoor, analisou um grupo de pessoas que seguramente sentia arrepios musicais e pediu-lhes que fizessem uma lista de reprodução de suas canções favoritas de qualquer estilo. Essas pessoas ouviram as faixas enquanto os cientistas monitoravam sua atividade cerebral. Eles descobriram que a música desencadeia a liberação de uma substância química chamada dopamina em uma parte do cérebro chamada striatum. [...]
Quando associamos picos de dopamina ao prazer, com o processamento de recompensas reais, percebemos que os ouvintes tiveram mais dopamina liberada em seus cérebros durante suas partes favoritas. Mas, surpreendentemente, também havia um aumento na quantidade de dopamina em uma parte ligeiramente diferente do cérebro antes que o ouvinte chegasse à sua parte favorita da música. Os autores chamam isso de fase antecipatória da escuta, em que nosso cérebro nos ajuda a prever a chegada de nossa parte favorita. [...]
Uma grande banda ou DJ pode realmente aumentar os níveis de dopamina nesses momentos. A queda pode ser atrasada ou manipulada para intensificar o clímax musical. E o melhor desse trabalho é que ele se estende a todos os gêneros. A música é subjetiva1 e o melhor, você pode obter sua dose de dopamina ouvindo música eletrônica ou música clássica.
*Vocabulário:
1subjetiva: baseada em uma experiência pessoal, ou seja, cada pessoa tem uma experiência diferente.
VAZ, Paulo. Você sabe por que o cérebro é atraído pela música? Portal Popline, 11 jul. 2021. Disponível em: https://meulink.fit/ iuvMtgydZIxqjOB. Acesso em: 22 jan. 2025. Adaptado para fins didáticos. Fragmento. (P00114500_SUP)
Qual trecho desse texto apresenta uma opinião?
Questão 11 16607482
AMA 1 Edição - 9 Ano - Língua Portuguesa 2025Só um Oscar não resolve nada
Ainda Estou Aqui venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional, um feito que coloca o cinema brasileiro no radar global. Mas, e agora? Essa vitória representa um divisor de águas ou apenas um brilho passageiro?
A consagração no Oscar traz benefícios concretos: maior visibilidade internacional, facilitação de acordos de coprodução e, no curto prazo, um renovado interesse pelo cinema brasileiro. Mas será suficiente para garantir um renascimento da indústria nacional? [...]
Historicamente, o Brasil sempre precisou do aval estrangeiro para reconhecer a própria grandeza. No cinema, isso também é evidente: Central do Brasil (1998), Cidade de Deus (2002) e O pagador de promessas (1962) só ganharam status de “clássicos nacionais” após triunfarem lá fora.
Isso levanta uma questão incômoda: até que ponto dependemos desse reconhecimento para valorizar nossa própria cultura? A vitória representa um êxito ou apenas reforça a ideia de que, sem Hollywood, não existimos?
É provável que o sucesso do filme de Salles traga um impulso momentâneo ao cinema brasileiro. Distribuidores podem se interessar por novas produções, e a crítica internacional, por um breve período, olhará para o Brasil com curiosidade. [...]
Para que o Oscar não seja um episódio isolado, é preciso medidas concretas. A primeira é a reconstrução das políticas de incentivo ao audiovisual. [...]
Mas nenhuma política de incentivo ao cinema será eficaz se não houver um público. E isso passa diretamente pela formação do espectador brasileiro. O cinema nacional precisa ser valorizado desde a escola, com programas educativos que promovam o contato dos jovens com a produção audiovisual brasileira. [...]
Se quisermos que o Brasil tenha um cinema forte e independente, precisamos parar de buscar validação externa e começar a garantir que nossas histórias sejam contadas, assistidas e celebradas por nós mesmos. Afinal, um cinema não se constrói apenas com prêmios, mas com público.
DIOGO, José Manuel. Só um Oscar não resolve nada. Correio Braziliense, 9 mar. 2025. Disponível em: https://meulink.fit/kyryAllwTgvpeLA. Acesso em: 10 mar. 2025. Adaptado para fins didáticos. Fragmento. (P00126520)
No último parágrafo desse texto, no trecho “Afinal, um cinema não se constrói apenas com prêmios,...”, a palavra destacada indica
Questão 9 16607328
AMA 1 Edição - 9 Ano - Língua Portuguesa 2025Só um Oscar não resolve nada
Ainda Estou Aqui venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional, um feito que coloca o cinema brasileiro no radar global. Mas, e agora? Essa vitória representa um divisor de águas ou apenas um brilho passageiro?
A consagração no Oscar traz benefícios concretos: maior visibilidade internacional, facilitação de acordos de coprodução e, no curto prazo, um renovado interesse pelo cinema brasileiro. Mas será suficiente para garantir um renascimento da indústria nacional? [...]
Historicamente, o Brasil sempre precisou do aval estrangeiro para reconhecer a própria grandeza. No cinema, isso também é evidente: Central do Brasil (1998), Cidade de Deus (2002) e O pagador de promessas (1962) só ganharam status de “clássicos nacionais” após triunfarem lá fora.
Isso levanta uma questão incômoda: até que ponto dependemos desse reconhecimento para valorizar nossa própria cultura? A vitória representa um êxito ou apenas reforça a ideia de que, sem Hollywood, não existimos?
É provável que o sucesso do filme de Salles traga um impulso momentâneo ao cinema brasileiro. Distribuidores podem se interessar por novas produções, e a crítica internacional, por um breve período, olhará para o Brasil com curiosidade. [...]
Para que o Oscar não seja um episódio isolado, é preciso medidas concretas. A primeira é a reconstrução das políticas de incentivo ao audiovisual. [...]
Mas nenhuma política de incentivo ao cinema será eficaz se não houver um público. E isso passa diretamente pela formação do espectador brasileiro. O cinema nacional precisa ser valorizado desde a escola, com programas educativos que promovam o contato dos jovens com a produção audiovisual brasileira. [...]
Se quisermos que o Brasil tenha um cinema forte e independente, precisamos parar de buscar validação externa e começar a garantir que nossas histórias sejam contadas, assistidas e celebradas por nós mesmos. Afinal, um cinema não se constrói apenas com prêmios, mas com público.
DIOGO, José Manuel. Só um Oscar não resolve nada. Correio Braziliense, 9 mar. 2025. Disponível em: https://meulink.fit/kyryAllwTgvpeLA. Acesso em: 10 mar. 2025. Adaptado para fins didáticos. Fragmento. (P00126520)
Qual é a tese desse texto?
Questão 8 16603347
AMA 1 Edição - 9 Ano - Língua Portuguesa 2025Flow
Completamente sem falas, com exceção do som dos animais e da própria natureza que a todo instante parece estar convulsionando, mudando e desafiando a sobrevivência dos personagens, a animação da Letônia chegou tímida assim como o gato preto que protagoniza essa aventura distópica1. Para além de ser uma bela história sobre empatia, companheirismo e sacrifícios, fora das telas, a animação conquistou um espaço inédito na história do cinema mundial, com alguns dos primeiros prêmios recebidos pelo país europeu.
A trama acompanha um felino vivendo em um mundo tomado pelos comandos da natureza: as florestas crescem sem pedir licença, os mais variados tipos de criaturas podem surgir no cenário e enchentes são uma ameaça constante no desafio da sobrevivência. É neste mundo semelhante ao nosso, mas sem a aparente presença de humanos (vivos, pelo menos) que uma família disfuncional se forma em um exercício de solidariedade acima das diferenças. [...]
Flow consegue transmitir o sentimento dos animais de maneira muito clara. Sem se apegar a caricaturas, o diretor Gints Zilbalodis e sua equipe de animadores tiveram um trabalho delicado ao apresentar as emoções dos bichinhos [...]. Apegados ao hiper-realismo, os profissionais tentam replicar movimentos e maneirismos das espécimes com todo o tipo de peculiaridade que envolve a vida de um gato, de um cachorro, de uma ave serpentário, de um lêmure e de uma capivara. Aliás, alguns dos peixes mais bonitos e inventivos do cinema estão aqui. [...]
Assim, o trabalho sonoro se preocupa também a colaborar nessas emoções e, da mesma forma como sabemos que nosso pet está feliz ou triste, conseguimos notar tais sinais em Flow.
Por exemplo: o gato protagonista é tão curioso e teimoso quanto a capivara é sossegada (uma paz de espírito danada!). O lêmure colecionador é desconfiado ao mesmo tempo em que o cachorrinho segue ao estereótipo de um animal bobo e empolgado. Não existem recursos visuais extras que ajudem a delimitar essas características, mas o comportamento de cada um os concede uma personalidade palpável. Assim como na “vida real”, o olhar diz muito.
*Vocabulário:
1distópica: sociedade fictícia caracterizada por condições de vida extremamente difíceis.
CARLOS, Diego Souza. Flow. AdoroCinema, 2025. Disponível em: https://meulink.fit/zAmuBlZGeeaXIqM. Acesso em: 10 mar. 2025. Adaptado para fins didáticos. Fragmento. (P00126518_SUP)
Nesse texto, no trecho “... a animação da Letônia chegou tímida assim como o gato preto que protagoniza essa aventura distópica.” (1º parágrafo), a expressão destacada foi utilizada para
Questão 7 16603345
AMA 1 Edição - 9 Ano - Língua Portuguesa 2025Flow
Completamente sem falas, com exceção do som dos animais e da própria natureza que a todo instante parece estar convulsionando, mudando e desafiando a sobrevivência dos personagens, a animação da Letônia chegou tímida assim como o gato preto que protagoniza essa aventura distópica1. Para além de ser uma bela história sobre empatia, companheirismo e sacrifícios, fora das telas, a animação conquistou um espaço inédito na história do cinema mundial, com alguns dos primeiros prêmios recebidos pelo país europeu.
A trama acompanha um felino vivendo em um mundo tomado pelos comandos da natureza: as florestas crescem sem pedir licença, os mais variados tipos de criaturas podem surgir no cenário e enchentes são uma ameaça constante no desafio da sobrevivência. É neste mundo semelhante ao nosso, mas sem a aparente presença de humanos (vivos, pelo menos) que uma família disfuncional se forma em um exercício de solidariedade acima das diferenças. [...]
Flow consegue transmitir o sentimento dos animais de maneira muito clara. Sem se apegar a caricaturas, o diretor Gints Zilbalodis e sua equipe de animadores tiveram um trabalho delicado ao apresentar as emoções dos bichinhos [...]. Apegados ao hiper-realismo, os profissionais tentam replicar movimentos e maneirismos das espécimes com todo o tipo de peculiaridade que envolve a vida de um gato, de um cachorro, de uma ave serpentário, de um lêmure e de uma capivara. Aliás, alguns dos peixes mais bonitos e inventivos do cinema estão aqui. [...]
Assim, o trabalho sonoro se preocupa também a colaborar nessas emoções e, da mesma forma como sabemos que nosso pet está feliz ou triste, conseguimos notar tais sinais em Flow.
Por exemplo: o gato protagonista é tão curioso e teimoso quanto a capivara é sossegada (uma paz de espírito danada!). O lêmure colecionador é desconfiado ao mesmo tempo em que o cachorrinho segue ao estereótipo de um animal bobo e empolgado. Não existem recursos visuais extras que ajudem a delimitar essas características, mas o comportamento de cada um os concede uma personalidade palpável. Assim como na “vida real”, o olhar diz muito.
*Vocabulário:
1distópica: sociedade fictícia caracterizada por condições de vida extremamente difíceis.
CARLOS, Diego Souza. Flow. AdoroCinema, 2025. Disponível em: https://meulink.fit/zAmuBlZGeeaXIqM. Acesso em: 10 mar. 2025. Adaptado para fins didáticos. Fragmento. (P00126518_SUP)
Esse texto é um exemplo de
Questão 5 16603322
AMA 1 Edição - 9 Ano - Língua Portuguesa 2025Texto 1
Tecnologia na educação: uma questão muito além do celular
O ano letivo de 2025 inicia com um importante desafio para toda a comunidade escolar: a proibição do uso de celulares dentro de estabelecimentos de ensino. E não vai ser tarefa fácil banir o dispositivo, que é parte essencial do cotidiano dos brasileiros. [...]
Um artigo acadêmico [...] sobre os impactos do uso excessivo de celulares em salas de aula proporcionou algumas reflexões sobre o assunto. [...] Entre os resultados, foi registrado que o principal uso do celular nas aulas se dava para consulta de informações (63,7%), seguido do tédio (51,1%) e do entretenimento (34,7%). Dados comprovam que, apesar do celular ser um recurso educacional, ele também é fator de distração.
Outro indicativo destacado pela pesquisa foi um número significativo de estudantes (70,4%) que afirmou utilizar os celulares para acessar aplicativos de estudo ou fazer anotações virtuais, o que reflete um potencial positivo para a tecnologia no contexto educacional. Em contrapartida, o envio de mensagens de texto (72,6%) e o uso de redes sociais (55,5%) é também predominante entre os entrevistados. [...]
As instituições escolares vão ter que compreender que a tecnologia está presente nesses desafios do século XXI. E é preciso buscar o equilíbrio de um mundo híbrido, extraindo o melhor do virtual e do presencial. O equilíbrio que favoreça a concentração, a interação, a socialização e a aprendizagem ativa. É ainda essencial que as comunidades escolares ampliem o debate sobre essas questões, porque a solução não pode ficar circunscrita à sala de aula, precisa existir além dos muros da escola. Porque a proibição do celular no ambiente escolar não resolve por si só o problema do excesso de telas e suas consequências para a saúde física e mental.
CIRILO, José Carlos. Tecnologia na educação: uma questão muito além do celular. Hoje em dia, 20 fev. 2025. Disponível em: https://meulink.fit/aZWuZgfEnKDMVXw. Acesso em: 7 mar. 2025. Adaptado para fins didáticos. Fragmento.
Texto 2
Celular na sala de aula não deve ser banido, e sim usado com orientação
Todos nós sofremos com as distrações causadas pelos smartphones e suas intermináveis notificações [...]. Para uma criança ou adolescente, essa sedução pode ser muito maior: pesquisas indicam que os alunos podem levar até 20 minutos para se concentrar novamente no que estavam aprendendo depois de usarem o celular para atividades não acadêmicas. [...]
Nesse sentido, não resta dúvida de que os alunos não devem ter acesso livre ao equipamento nas aulas. Especialistas defendem que não o usem nem no recreio, pois ele também comprometeria atividades de socialização típicas daquele momento. [...]
As principais evidências que apoiam essa medida vêm do Relatório Global de Monitoramento da Educação, publicado pela Unesco em julho de 2023. [...] A conclusão foi de que os efeitos são negativos, principalmente na memória e na compreensão.
O relatório não sugere a proibição irrefletida, e sim que, se usado em excesso ou para atividades não pedagógicas, os celulares trazem malefícios. “Banir a tecnologia das escolas pode ser legítimo se a integração não melhorar o aprendizado ou piorar o bem‑estar do aluno”, diz uma das conclusões. [...]
A proibição pura e simples preservará a saúde mental e eliminará os graves problemas apontados pela Unesco, o que é essencial! Mas também impedirá a chance de criarmos uma geração que faça um uso consciente de tecnologias que moldarão suas vidas de agora em diante.
SILVESTRE, Paulo. Celular na sala de aula não deve ser banido, e sim usado com orientação. Estadão, 28 out. 2024. Disponível em: https://encurtador.com.br/Etw3X. Acesso em: 7 mar. 2025. Adaptado para fins didáticos. Fragmento.
No Texto 1, há uma opinião no trecho:
06
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