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Questão 8355164
AUTORAIS POR 5AF 018 ENU013 2019Perdido num labirinto
Essa encrenca aconteceu o pai do herói Teseu, que era rei de Atenas, tinha de pagar tributos (uma espécie de imposto) ao rei de Creta: todo ano ele deveria enviar sete moças e sete rapazes como prisioneiros para a ilha de Creta. Lá, em um grande labirinto, vivia o Minotauro, monstro antropófago com corpo de homem e cabeça de touro. Quando o navio chegava, os 14 jovens eram presos no labirinto para servir de lanchinho ao monstro. Eles entravam lá, perdiam-se nos corredores, e o Minotauro os devorava.
Teseu seguiu no navio que levava um novo grupo de jovens à ilha de Creta. Chegando lá, foi aprisionado com os outros no tal labirinto. Mas aconteceu que a filha do rei de Creta, Ariadne, apaixonou-se por ele assim que o viu chegar à ilha. Ela ensinou que, para sair do labirinto, era só andar pelos corredores desenrolando um novelo de linha. O herói fez como ela recomendou, achou o Minotauro no centro do labirinto e o matou após uma terrível luta. Depois, enrolou de novo a linha e chegou à saída, onde Ariadne o esperava.
O que esse mito nos ensina? Que, se entrarmos num labirinto, devemos sempre levar um novelo de linha. E que com um pouco de criatividade conseguimos solucionar até a encrenca mais perigosa.
Qual é o gênero do texto acima lido?RIOS, Rosana. O livro das encrencas. São Paulo: Ática, 2008. p. 53-55.
Questão 8355051
AUTORAIS POR 4AF 020 ENU003 2019O bicho-papão
O bicho-papão é o rei dos telhados. Ele vive escondido nas sombras e foi inventado pelos adultos para dar sustos nas crianças que não gostam da hora de dormir. Ele só existe à noite, pois a escuridão sempre dá medo. De dia, a gente vê o céu, vê a rua, vê quem está perto e consegue até ver o que está um pouco longe. Mas, à noite, a coisa muda de figura.
De dia, por exemplo, a pessoa está andando, encontra um buraco na calçada, desvia e vai embora tranquilamente, à noite, mesmo tomando cuidado, pode pisar onde não deve e ficar com a sola do pé bem suja ou cair num buraco, escorregar, ai, ai, quanta dor e confusão o escuro pode causar, porque não dá para ver direito.
Por essas e outras que, quando a noite chega, tem gente que sente tanto medo que nem, consegue pegar no sono. Tem gente que treme mais que gelatina em cima de uma lambreta. Tem gente que molha a cama só de pensar na escuridão da noite.
Quando a luz vai embora, a gente não tem certeza de nada. Uma simples vassoura, virada, encostada num canto, pode ser uma criatura magricela e de cabeleira arrepiada. Um sofá pode ser um boi chifrudo deitado na sala. Uma sacola esquecida em cima da mesa pode ser uma cabeça careca, sem orelhas.
A escuridão parece que tem o dom de ligar os motores da nossa imaginação. Já pensou se o fantasma aparecesse ao meio-dia em uma praia ensolarada, ninguém iria dar atenção, ninguém teria medo, por isso mesmo que coisas que nos dão susto aparecem somente à meia noite.
E em uma noite dessas, o bicho-papão apareceu. Eu não estava conseguindo dormir e o vi pela janela. Vou contar para vocês como ele era.
Vamos fazer assim, eu vou falando e vocês vão imaginando, vamos ver quem é que consegue fazer o retrato do bicho-papão.
Ele tinha pés que pareciam rodas de carro (e tinha chulé); as pernas eram bem gordas pareciam patas de elefante; o seu corpo parecia feito de bexigas, sabe nos aniversários quando as bexigas ficam todas juntas? Então, desse jeito. Tinha quatro braços bem compridos com nove dedos em cada mão e unhas bem compridas também (acho que não as corta); a cabeça parecia uma melancia estragada; ui, tinha meleca saindo pelo nariz que era parecida com uma bolinha pequena; e tinha uma boca enorme, mas não tinha dentes; seus olhos pareciam dois ovos.
Meio maluco esse bicho-papão, não é? Ah, então agora vou contar como foi meu encontro com o bicho-papão.
Era uma noite fria, estava super escuro, as estrelas não estavam no céu e a lua tinha se escondido atrás das nuvens-até parecia que elas estavam com medo de dormir. De repente ouvi um som mais ou menos assim:
— FIIIII, FIIIII, FIIIII.
Então gritei:
— MAMÃEEEEEE!
Minha mamãe apareceu, e lhe contei tudinho: que não tinha lua, nem estrelas e que tinha um barulho esquisito. Ela me disse para não ter medo, o barulho era somente o vento e que dormisse de uma vez. Mas eu sabia que alguma coisa estava errada, e falei:
— Acho que o bicho-papão está lá em cima, no telhado. Eu não consigo dormir e ainda por cima deixei meu quarto bagunçado e todo mundo sabe que ele gosta de quarto bagunçado.
Mamãe falou pra eu não ficar com medo e dormir logo, falou também que bicho-papão não existe, que é coisa da minha imaginação. Fiquei louca da vida! Adulto é engraçado, não é? Inventa as coisas e depois fica falando que não existe. Eu pedi para mamãe dormir comigo, mas ela não quis e disse que para o bicho-papão ir embora era só cantar.
"BICHO-PAPÃO SAI DE CIMA DO TELHADO, DEIXA A QUIRA DORMIR SOSSEGADA, VAI-TE PAPÃO, VAI-TE EMBORA DO TELHADO, DEIXA A QUIRA DORMIR SOSSEGADA."
Então eu cantei, cantei, estava quase conseguindo dormir quando escutei:
— FIIIII, FIIIII, FIIIII.
Cantei de novo, e de novo, e de novo, e bem alto, mas não estava funcionado, quanto mais cantava, mais alto e pertinho estava o som. De repente ouvi "BUM", alguma coisa entrou no meu quarto. Eu estava escondida embaixo das cobertas, mas tomei coragem e fui espiando devagarzinho.
— Me ajudem... tinha pés de... pernas de... corpo de... cabeça de... Quando vi o bicho por completo ele abriu a boca e...
— BUUUUUU!
Eu tomei mais a coragem ainda, resolvi ver o que o bicho queria, levantei e disse:
— BUUU, então foi isso que você veio fazer aqui?
O bicho ficou um pouco assustado e começou a conversar comigo. Ele me contou que o nome dele era Bicho-Papão Papusso e que morava na Papolândia, lá eles gostam de tudo que é sujo, por isso que bicho-papão só aparece em quarto bagunçado. Na Papolândia morava vários bichos-papões, cada um de um jeito diferente. Durante o dia eles dormem lá na Papolândia e à noite eles ficam em cima de telhados esperando as crianças dormirem para pegar meias sujas, que é o alimento preferido dos bichos-papões. Então entendi por que é as vezes um pé de meia desaparece. Eles também pegam muitas sujeiras com os seus quatro braços e levam tudo para Papolândia. Assustam as crianças para que elas durmam logo e possam pegar mais meias sujeiras. Como o Bicho-Papão Papusso não conseguiu me assustar e estava muito frio para ficar esperando lá no telhado, ele decidiu me falar toda a verdade sobre os bichos-papões e é por isso que eu sei dessa história.
Então Papusso pegou algumas sujeiras lá do meu quarto e foi-se embora. Depois disso, dormi, mas nunca mais deixei meu quarto bagunçado, pois dessa vez tive a sorte de encontrar o Bicho-Papão Papusso que é bonzinho e não aprendeu assustar, mas vai que na próxima aparece um bicho-papão malvado e assustador de verdade.
Depois que a mãe explicou que bicho-papão não existe, o sentimento da criança em relação aos adultos foi de:CLEMENTE, Rosa. Poesia: O Bicho Papão.
Questão 8355048
AUTORAIS POR 4AF 020 ENU003 2019O bicho-papão
O bicho-papão é o rei dos telhados. Ele vive escondido nas sombras e foi inventado pelos adultos para dar sustos nas crianças que não gostam da hora de dormir. Ele só existe à noite, pois a escuridão sempre dá medo. De dia, a gente vê o céu, vê a rua, vê quem está perto e consegue até ver o que está um pouco longe. Mas, à noite, a coisa muda de figura.
De dia, por exemplo, a pessoa está andando, encontra um buraco na calçada, desvia e vai embora tranquilamente, à noite, mesmo tomando cuidado, pode pisar onde não deve e ficar com a sola do pé bem suja ou cair num buraco, escorregar, ai, ai, quanta dor e confusão o escuro pode causar, porque não dá para ver direito.
Por essas e outras que, quando a noite chega, tem gente que sente tanto medo que nem, consegue pegar no sono. Tem gente que treme mais que gelatina em cima de uma lambreta. Tem gente que molha a cama só de pensar na escuridão da noite.
Quando a luz vai embora, a gente não tem certeza de nada. Uma simples vassoura, virada, encostada num canto, pode ser uma criatura magricela e de cabeleira arrepiada. Um sofá pode ser um boi chifrudo deitado na sala. Uma sacola esquecida em cima da mesa pode ser uma cabeça careca, sem orelhas.
A escuridão parece que tem o dom de ligar os motores da nossa imaginação. Já pensou se o fantasma aparecesse ao meio-dia em uma praia ensolarada, ninguém iria dar atenção, ninguém teria medo, por isso mesmo que coisas que nos dão susto aparecem somente à meia noite.
E em uma noite dessas, o bicho-papão apareceu. Eu não estava conseguindo dormir e o vi pela janela. Vou contar para vocês como ele era.
Vamos fazer assim, eu vou falando e vocês vão imaginando, vamos ver quem é que consegue fazer o retrato do bicho-papão.
Ele tinha pés que pareciam rodas de carro (e tinha chulé); as pernas eram bem gordas pareciam patas de elefante; o seu corpo parecia feito de bexigas, sabe nos aniversários quando as bexigas ficam todas juntas? Então, desse jeito. Tinha quatro braços bem compridos com nove dedos em cada mão e unhas bem compridas também (acho que não as corta); a cabeça parecia uma melancia estragada; ui, tinha meleca saindo pelo nariz que era parecida com uma bolinha pequena; e tinha uma boca enorme, mas não tinha dentes; seus olhos pareciam dois ovos.
Meio maluco esse bicho-papão, não é? Ah, então agora vou contar como foi meu encontro com o bicho-papão.
Era uma noite fria, estava super escuro, as estrelas não estavam no céu e a lua tinha se escondido atrás das nuvens-até parecia que elas estavam com medo de dormir. De repente ouvi um som mais ou menos assim:
— FIIIII, FIIIII, FIIIII.
Então gritei:
— MAMÃEEEEEE!
Minha mamãe apareceu, e lhe contei tudinho: que não tinha lua, nem estrelas e que tinha um barulho esquisito. Ela me disse para não ter medo, o barulho era somente o vento e que dormisse de uma vez. Mas eu sabia que alguma coisa estava errada, e falei:
— Acho que o bicho-papão está lá em cima, no telhado. Eu não consigo dormir e ainda por cima deixei meu quarto bagunçado e todo mundo sabe que ele gosta de quarto bagunçado.
Mamãe falou pra eu não ficar com medo e dormir logo, falou também que bicho-papão não existe, que é coisa da minha imaginação. Fiquei louca da vida! Adulto é engraçado, não é? Inventa as coisas e depois fica falando que não existe. Eu pedi para mamãe dormir comigo, mas ela não quis e disse que para o bicho-papão ir embora era só cantar.
"BICHO-PAPÃO SAI DE CIMA DO TELHADO, DEIXA A QUIRA DORMIR SOSSEGADA, VAI-TE PAPÃO, VAI-TE EMBORA DO TELHADO, DEIXA A QUIRA DORMIR SOSSEGADA."
Então eu cantei, cantei, estava quase conseguindo dormir quando escutei:
— FIIIII, FIIIII, FIIIII.
Cantei de novo, e de novo, e de novo, e bem alto, mas não estava funcionado, quanto mais cantava, mais alto e pertinho estava o som. De repente ouvi "BUM", alguma coisa entrou no meu quarto. Eu estava escondida embaixo das cobertas, mas tomei coragem e fui espiando devagarzinho.
— Me ajudem... tinha pés de... pernas de... corpo de... cabeça de... Quando vi o bicho por completo ele abriu a boca e...
— BUUUUUU!
Eu tomei mais a coragem ainda, resolvi ver o que o bicho queria, levantei e disse:
— BUUU, então foi isso que você veio fazer aqui?
O bicho ficou um pouco assustado e começou a conversar comigo. Ele me contou que o nome dele era Bicho-Papão Papusso e que morava na Papolândia, lá eles gostam de tudo que é sujo, por isso que bicho-papão só aparece em quarto bagunçado. Na Papolândia morava vários bichos-papões, cada um de um jeito diferente. Durante o dia eles dormem lá na Papolândia e à noite eles ficam em cima de telhados esperando as crianças dormirem para pegar meias sujas, que é o alimento preferido dos bichos-papões. Então entendi por que é as vezes um pé de meia desaparece. Eles também pegam muitas sujeiras com os seus quatro braços e levam tudo para Papolândia. Assustam as crianças para que elas durmam logo e possam pegar mais meias sujeiras. Como o Bicho-Papão Papusso não conseguiu me assustar e estava muito frio para ficar esperando lá no telhado, ele decidiu me falar toda a verdade sobre os bichos-papões e é por isso que eu sei dessa história.
Então Papusso pegou algumas sujeiras lá do meu quarto e foi-se embora. Depois disso, dormi, mas nunca mais deixei meu quarto bagunçado, pois dessa vez tive a sorte de encontrar o Bicho-Papão Papusso que é bonzinho e não aprendeu assustar, mas vai que na próxima aparece um bicho-papão malvado e assustador de verdade.
CLEMENTE, Rosa. Poesia: O Bicho Papão.
Leia o trecho e responda:
"É que quando a luz vai embora, não tem certeza de nada."
A expressão destacada refere-se
Questão 8355044
AUTORAIS POR 4AF 020 ENU003 2019O bicho-papão
O bicho-papão é o rei dos telhados. Ele vive escondido nas sombras e foi inventado pelos adultos para dar sustos nas crianças que não gostam da hora de dormir. Ele só existe à noite, pois a escuridão sempre dá medo. De dia, a gente vê o céu, vê a rua, vê quem está perto e consegue até ver o que está um pouco longe. Mas, à noite, a coisa muda de figura.
De dia, por exemplo, a pessoa está andando, encontra um buraco na calçada, desvia e vai embora tranquilamente, à noite, mesmo tomando cuidado, pode pisar onde não deve e ficar com a sola do pé bem suja ou cair num buraco, escorregar, ai, ai, quanta dor e confusão o escuro pode causar, porque não dá para ver direito.
Por essas e outras que, quando a noite chega, tem gente que sente tanto medo que nem, consegue pegar no sono. Tem gente que treme mais que gelatina em cima de uma lambreta. Tem gente que molha a cama só de pensar na escuridão da noite.
Quando a luz vai embora, a gente não tem certeza de nada. Uma simples vassoura, virada, encostada num canto, pode ser uma criatura magricela e de cabeleira arrepiada. Um sofá pode ser um boi chifrudo deitado na sala. Uma sacola esquecida em cima da mesa pode ser uma cabeça careca, sem orelhas.
A escuridão parece que tem o dom de ligar os motores da nossa imaginação. Já pensou se o fantasma aparecesse ao meio-dia em uma praia ensolarada, ninguém iria dar atenção, ninguém teria medo, por isso mesmo que coisas que nos dão susto aparecem somente à meia noite.
E em uma noite dessas, o bicho-papão apareceu. Eu não estava conseguindo dormir e o vi pela janela. Vou contar para vocês como ele era.
Vamos fazer assim, eu vou falando e vocês vão imaginando, vamos ver quem é que consegue fazer o retrato do bicho-papão.
Ele tinha pés que pareciam rodas de carro (e tinha chulé); as pernas eram bem gordas pareciam patas de elefante; o seu corpo parecia feito de bexigas, sabe nos aniversários quando as bexigas ficam todas juntas? Então, desse jeito. Tinha quatro braços bem compridos com nove dedos em cada mão e unhas bem compridas também (acho que não as corta); a cabeça parecia uma melancia estragada; ui, tinha meleca saindo pelo nariz que era parecida com uma bolinha pequena; e tinha uma boca enorme, mas não tinha dentes; seus olhos pareciam dois ovos.
Meio maluco esse bicho-papão, não é? Ah, então agora vou contar como foi meu encontro com o bicho-papão.
Era uma noite fria, estava super escuro, as estrelas não estavam no céu e a lua tinha se escondido atrás das nuvens-até parecia que elas estavam com medo de dormir. De repente ouvi um som mais ou menos assim:
— FIIIII, FIIIII, FIIIII.
Então gritei:
— MAMÃEEEEEE!
Minha mamãe apareceu, e lhe contei tudinho: que não tinha lua, nem estrelas e que tinha um barulho esquisito. Ela me disse para não ter medo, o barulho era somente o vento e que dormisse de uma vez. Mas eu sabia que alguma coisa estava errada, e falei:
— Acho que o bicho-papão está lá em cima, no telhado. Eu não consigo dormir e ainda por cima deixei meu quarto bagunçado e todo mundo sabe que ele gosta de quarto bagunçado.
Mamãe falou pra eu não ficar com medo e dormir logo, falou também que bicho-papão não existe, que é coisa da minha imaginação. Fiquei louca da vida! Adulto é engraçado, não é? Inventa as coisas e depois fica falando que não existe. Eu pedi para mamãe dormir comigo, mas ela não quis e disse que para o bicho-papão ir embora era só cantar.
"BICHO-PAPÃO SAI DE CIMA DO TELHADO, DEIXA A QUIRA DORMIR SOSSEGADA, VAI-TE PAPÃO, VAI-TE EMBORA DO TELHADO, DEIXA A QUIRA DORMIR SOSSEGADA."
Então eu cantei, cantei, estava quase conseguindo dormir quando escutei:
— FIIIII, FIIIII, FIIIII.
Cantei de novo, e de novo, e de novo, e bem alto, mas não estava funcionado, quanto mais cantava, mais alto e pertinho estava o som. De repente ouvi "BUM", alguma coisa entrou no meu quarto. Eu estava escondida embaixo das cobertas, mas tomei coragem e fui espiando devagarzinho.
— Me ajudem... tinha pés de... pernas de... corpo de... cabeça de... Quando vi o bicho por completo ele abriu a boca e...
— BUUUUUU!
Eu tomei mais a coragem ainda, resolvi ver o que o bicho queria, levantei e disse:
— BUUU, então foi isso que você veio fazer aqui?
O bicho ficou um pouco assustado e começou a conversar comigo. Ele me contou que o nome dele era Bicho-Papão Papusso e que morava na Papolândia, lá eles gostam de tudo que é sujo, por isso que bicho-papão só aparece em quarto bagunçado. Na Papolândia morava vários bichos-papões, cada um de um jeito diferente. Durante o dia eles dormem lá na Papolândia e à noite eles ficam em cima de telhados esperando as crianças dormirem para pegar meias sujas, que é o alimento preferido dos bichos-papões. Então entendi por que é as vezes um pé de meia desaparece. Eles também pegam muitas sujeiras com os seus quatro braços e levam tudo para Papolândia. Assustam as crianças para que elas durmam logo e possam pegar mais meias sujeiras. Como o Bicho-Papão Papusso não conseguiu me assustar e estava muito frio para ficar esperando lá no telhado, ele decidiu me falar toda a verdade sobre os bichos-papões e é por isso que eu sei dessa história.
Então Papusso pegou algumas sujeiras lá do meu quarto e foi-se embora. Depois disso, dormi, mas nunca mais deixei meu quarto bagunçado, pois dessa vez tive a sorte de encontrar o Bicho-Papão Papusso que é bonzinho e não aprendeu assustar, mas vai que na próxima aparece um bicho-papão malvado e assustador de verdade.
CLEMENTE, Rosa. Poesia: O Bicho Papão.
Leia e faça o que se pede.
"Os objetos se tornaram criaturas horríveis."
"Nossa imaginação não para de trabalhar."
"Faz muita gente ’molhar’ a cama."
A expressão "molhar a cama" quer dizer
Questão 8354902
AUTORAIS POR 4AF 018 ENU005 2019Selecione a alternativa em que todas as palavras se completam com a letra entre parênteses:
Questão 8354900
AUTORAIS POR 4AF 018 ENU005 2019Leia a frase, analisando os encontros vocálicos e consonantais existentes.
Um verdadeiro livro de um senhor autor não é um prato de comida.
Nas palavras destacadas encontram-se, respectivamente,
06
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