Questões de EFAF Filosofia - Interdisciplinaridade
10 Questões
Questão 50 15440538
IFAM Administração 2022Os processos psicológicos básicos são de grande ajuda para entender como os consumidores tomam suas decisões de compra. Estudiosos do marketing desenvolveram modelos para o processo de decisão de compras.
Numere as principais fases apresentadas por Kotler e Armstrong (1999), segundo sua ordem gradual.
( ) Comportamento pós-compra, entendido pelo momento após a compra; se perceber certos aspectos inquietantes ou favoráveis sobre outras marcas, o consumidor pode experimentar alguma dissonância cognitiva.
( ) Decisão de compra, entendida pelo momento em que o consumidor cria preferências entre as marcas do conjunto de escolha e, também, forma a intenção de comprar as marcas preferidas.
( ) Avaliação de alternativas, entendida pelo momento em que o consumidor processa as informações de cada marca concorrente.
( ) Reconhecimento do problema, entendido pelo processo de compra que começa quando o comprador reconhece um problema ou uma necessidade.
( ) Busca de informações, entendida pelo momento em que o consumidor interessado tende a buscar mais informações.
A sequência correta dessa ordenação é
Questão 8 16237317
ONHB Fase 4 2021Por que as meninas não querem fazer ciências exatas?
Desde a primeira mulher a receber um diploma de graduação no Brasil, em 1887, as brasileiras ocuparam cada vez mais as instituições de ensino superior. Segundo o
[http://www.abc.org.br/wp-content/uploads/2019/ 03/resumo_tecnico_censo_da_educacao_superior_ 2016.pdf] Censo da Educação Superior de 2016, as mulheres, que são a maior parte da população brasileira, já representam 57,2% dos estudantes matriculados em cursos de graduação no país. Ainda assim, este aumento não acompanhou a proporção entre homens e mulheres nos cursos de ciências exatas. O mesmo relatório mostra, por exemplo, que no curso de engenharia mecânica a participação feminina está em 10,2%, fenômeno que se repete na engenharia elétrica (13,1%) e na engenharia civil (30,3%). Então, se as brasileiras já são maioria no ensino superior, por que são tão poucas nas ciências exatas e engenharias?

Segundo a socióloga política e acadêmica
[http://www.abc.org.br/link/elisa-maria-daconceicao-pereira-reis/] Elisa Reis – doutora em Ciência Política pelo Massachusetts Institute of Technology, professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro da Academia Mundial de Ciências (TWAS) – a resposta para esta questão está nos processos e mecanismos de socialização, que “fazem tanta gente ainda acreditar que existem características intrínsecas e divisões naturais de funções na sociedade, reservando a homens e mulheres distintos caminhos para aprender e conhecer”. Para Reis, a escolha da carreira se deve muito mais a cultura apreendida durante a infância e adolescência do que a um fator biológico.
A acadêmica alerta para os padrões de socialização no interior das famílias, nas escolas, nos meios de comunicação e em outros nichos de difusão de valores, que se prestam a recriação de mitos e preconceitos sobre habilidades e vocações diferentes para homens e mulheres.

Um exemplo disso são os brinquedos discriminados por gênero, como destaca a física e acadêmica Yvonne Mascarenhas – doutora em química (físico-química) e livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-doutorado pela Universidade de Harvard e professora titular aposentada do Instituto de Física de São Carlos, da USP, ainda em exercício. Ela trabalha há muitos anos com divulgação científica na educação básica, e observa: “São diferentes os brinquedos oferecidos às meninas e meninos, e as meninas tem menor contato nas atividades do pai, que tem uma cultura social mais ligada a temas tecnológicos”.
No Instituto de Estudos Avançados (IEA) – Polo São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), Mascarenhas coordena o projeto Agência Multimídia de Difusão Científica e Educacional Ciência Web, que deu origem ao Portal Ciência Web. No portal são disponibilizados vídeos, jogos e outros conteúdos multimídia como forma de complementar o ensino de ciências em escolas públicas e divulgar a produção universitária.
Em correlação com a divulgação das lutas e direitos conquistados pelas mulheres no passado e de histórias sobre o sucesso alcançado por mulheres cientistas, a acadêmica vê nos blogs de ciência na Internet um grande aliado para despertar o interesse das meninas em ciência.
No Reino Unido, a campanha Let Toys Be Toys, concebida a partir de um segmento no site parental Mumsnet, tem alertado aos pais sobre o aumento de marketing e propaganda para crianças que reforçam estereótipos de gênero. Eles apoiam que as crianças decidam com o que brincar e também defendem que elas precisam de uma ampla gama de jogos para desenvolver diferentes habilidades.

Este é também o argumento levantado pela farmacêutica e acadêmica Vanderlan Bolzani, doutora em ciências pelo Instituto de Química da USP, com pós-doutorado na Universidade Estadual da Virgínia, EUA, e livre-docente pelo Instituto de Química da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), onde é professora titular.
Ela tem participado ativamente do debate sobre mulheres na ciência. “Eu fui de uma geração em que a minha mãe não queria que eu brincasse com meninos. E eu gostava das brincadeiras dos meninos, achava mais interessantes. Ficava olhando os meninos jogarem bolinha de gude. Se analisarmos friamente, esta é uma brincadeira que exige do cérebro um estímulo maior”, compartilha a acadêmica. Ela assegura: “Quanto mais você colocar uma criança em contato com desafios, com situações que estimulem a capacidade cerebral, melhor”. Reis lembra que, da mesma forma que perpetua o status quo, a família pode transformar crenças e valores.
Bolzani observa ainda que a divulgação científica feita de forma igualitária para ambos os gêneros é também responsabilidade do Estado. “As escolas são muito importantes para colocar para meninas e meninos a importância do conhecimento, e como ele é um instrumento maravilhoso de descoberta dos segredos do mundo”, ela complementa.
Como indica a socióloga Elisa Reis, a quebra de estereótipos que segregam meninas e mulheres corresponde também ao fim de preconceitos que oprimem, de maneira reversa, meninos e homens. “Livres de tais preconceitos todos poderão exercer com mais liberdade suas escolhas, desenvolver melhor suas potencialidades e assim contribuir, plenamente, para o avanço do conhecimento científico e do bem-estar da sociedade”.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal eletrônico ORIGEM: Adaptado de: Manuella Caputo para Ascom ABC | Foto: John Moeses Bauan / Unsplash. Academia Brasileira de Ciências. ”POR QUE AS MENINAS NÃO QUEREM FAZER CIÊNCIAS EXATAS?”. Disponível em: http://www.abc.org.br/2019/03/08/por-que-as-meninas-nao-querem-fazer-ciencias-exatas/ [http://www.abc.org.br/2019/03/08/por-que-as-meninas-nao-querem-fazerciencias-exatas/] http://www.abc.org.br/2019/03/08/por-que-as-meninas-nao-querem-fazer-ciencias-exatas/ CRÉDITOS: Manuella Caputo; Foto: John Moeses Bauan / Unsplash [http://www.abc.org.br/2019/03/08/por-que-as-meninas-nao-querem-fazerciencias-exatas/] GLOSSÁRIO: Academia Brasileira de Ciências PALAVRAS-CHAVE: educação, desigualdade de gênero, ciências
A partir da leitura do texto acima e dos conhecimentos mobilizados em sua equipe, escolha uma alternativa:
Questão 9 10708626
CMBH 1°ano - Prova de Português 2018Texto
Para driblar a depressão, UnB é a 1a do país a ensinar 'Felicidade'. Nova disciplina será ofertada no campus que concentra cursos de engenharia. (Adaptado)
Por Dhiego Maia
[1] Felicidade se ensina? Para a UnB (Universidade de Brasília), a resposta é sim. A instituição é a
primeira do país a criar uma disciplina acadêmica para estudar o tema – tão efêmero e particular.
A primeira turma de Felicidade vai contar com 240 vagas e será ofertada a partir de agosto. O titular
da disciplina é o professor Wander Pereira, 50, que leciona “gamificação” no curso de Engenharia de
[5] Software no campus Gama. Ele explica que os alunos serão desafiados a descobrir como é possível ser feliz
no momento em que estão. “A intenção é apresentar estratégias para ajudá-los a lidar com fatores adversos
do dia a dia. Estamos diante de uma geração que não sabe diferenciar os problemas em cada uma das áreas
da vida. Se ele vai mal nos estudos, tudo está ruim”, afirma.
A nova disciplina está amparada nas experiências colhidas pelas universidades americanas Harvard
[10] e Yale, pioneiras no ensino da felicidade. Por aqui, ela vai mergulhar na Psicologia para esmiuçar áreas
como autoconhecimento. Não haverá prova ao final das aulas. Os alunos terão que criar um produto que
gere felicidade entre os colegas. “Pode ser um „site‟, uma peça de teatro, um aplicativo de serviço, uma
ideia de lazer. Qualquer coisa que torne todos mais felizes”, explica.
Triste Gama
[15] Apesar de estar aberta a toda UnB, a disciplina será ofertada presencialmente no Gama, um campus
cujos alunos não têm encontrado motivos para sorrir. A unidade, erguida na cidade-satélite de Brasília,
concentra cinco Engenharias: Automotiva, Energia, Eletrônica, Aeroespacial e Software. Isolados a 35 km
do plano-piloto da Capital Federal, os futuros engenheiros vivem num mundo particular, sem contato com
outras áreas do conhecimento e pouco intercâmbio com os demais universitários. O resultado disso recai na
[20] evasão. Em média, 6 em cada 10 ingressantes abandonam a graduação no Gama. Quem resolve ser
reintegrado, admite ter sofrido depressão.
Gabriel Libório, 25, está no grupo dos que pediram para sair. Aluno de Engenharia Automotiva,
abandonou o curso por não conseguir dar conta da cultura “preciosista” do lugar. “Eu tive depressão,
busquei ajuda psicológica e até tomei remédio psiquiátrico para segurar a onda”, conta. [...]
[25] Libório voltou para casa. Hoje, cursa Economia em uma faculdade particular de Salvador (BA) e
faz estágio em uma casa de investimentos.
A Felicidade foi então parar na grade curricular da UnB, para tornar a vida dos acadêmicos mais
“leve”, segundo o professor Wander Pereira. A universidade também criou neste ano a Comissão de Saúde
Mental, que presta apoio psicológico e pedagógico para alunos com depressão e dificuldade nos estudos.
[30] Quem já está inserido nos atendimentos terá prioridade na hora da matrícula na disciplina de Felicidade.
Wander diz que o objetivo das aulas não é dar uma “receita de Bolo da Felicidade”, mas apontar caminhos
para se chegar lá. Para ele, é feliz quem “é capaz de alcançar aquilo que deseja sem depender de coisas
materiais”. “Eu só não quero é ficar marcado como o „Professor da Felicidade‟, porque no dia em que eu
estiver triste, eles vão me cobrar”, ri.
Vocabulário:
- Gamificação: Do inglês gamification, define o uso de mecânicas e dinâmicas de jogos para engajar pessoas, resolver problemas e melhorar o aprendizado, motivando ações e comportamentos em ambientes fora do contexto de jogos.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/07para-driblar-depressao-unb-e-a-la-do-pais-a-ensinar-felicidade.shtml . Acesso em 27 jul 2018.)
De acordo com o valor semântico-discursivo dos conectores destacados, assinale a alternativa cuja classificação esteja CORRETAMENTE indicada, na ordem em que se apresentam os termos no período:
“Os alunos terão que criar um produto que gere felicidade entre os colegas.” (Texto,ℓ11eℓ12)
Questão 17 10392945
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2018Texto

Assinale a única alternativa em que se infere a relação correta entre a imagem apresentada nos quadrinhos e a visão de Mafalda acerca de ideias contrárias.
Questão 15 10122158
CMSM 1º Ano - Língua Portuguesa 2005LEIA ATENTAMENTE O TEXTO ABAIXO E RESPONDA O ITEM.
Bruxaria LTDA
01 Desde que o homem deixou de ser macaco e passou a escrever cartas de amor, dançar ba-
lalaica e usar fio-dental, foi acometido por uma série de dúvidas terríveis: será que viverei bastan-
te? Me casarei com a Gisele Bündchen? Vai chover no domingo?
Diante de tanto questionamento, não é de admirar que todos os povos tenham tido seus
05 gurus e feiticeiros, gente que se dizia capaz de prever o dia de amanhã, o dia de depois de amanhã
e inclusive o de depois de depois de amanhã daqui a vinte e sete anos e dois meses.
Cada cultura criou seu método: os negros vindos da África trouxeram os búzios, os judeus
estudavam a cabala, os ciganos liam as mãos e os gregos cortavam a barriga de uma pomba ou de
um bezerro e, de acordo com o “caimento” das vísceras, prediziam a sorte de alguém. Chegamos
10 ao século 21. Temos aviões a jato, computadores, secadores de cabelo que parecem as naves de
Guerra nas Estrelas e, no entanto, a única previsão que somos capazes de fazer é se choverá ou não
no domingo (mesmo assim, com uma margem de erro grande). E o que faz a humanidade diante de
suas angústias existenciais? Recorre aos métodos de sempre: leitura de mãos, búzios, tarô. Propo-
nho criarmos novas técnicas de previsão do futuro, mais de acordo com o mundo contemporâneo.
15 Leitura de Lego - Baseada nos ancestrais métodos dos búzios, a leitura de lego substitui
aquelas conchinhas feias por peças coloridas e higiênicas. Joga-se um punhado delas sobre uma
bandeja de aço inox (nada de cercado de palha) e o guru faz as previsões.
Leitura de tênis – Em seu calçado estão impressas todas as suas características. A parte da
frente da sola é mais gasta que a de trás? Pessoa ousada, impulsiva. O dedinho molda a parte ex-
20 terna do tênis, como se quisesse escapar? Sujeito criativo, com pendores artísticos. Por aí vai...
Interpretação psico-automotiva – Você é o seu carro. Se no interior tiver quilos de anúnci-
os de prédios, latas de Coca-Cola e recibos de pedágio, você é um caos. Farol queimado? Alguma
doença nos olhos ou dificuldade financeira.
Cerdologia cósmica – A maneira como você escova os dentes reflete sua posição na vida
25 e essa fica impressa nas cerdas. Observando cada fiozinho de náilon, seu “nível de inclinação” e o
chamado “teor de gastança”, pode-se prever o futuro, prevenir doenças. Há ainda muitas outras ci-
ências ocultas da sociedade tecnológica, como a decifração de mouses, a leitura de bitucas e a es-
carafunchação mochílica, mas não há espaço para falar de tudo. Espero que, com essas dicas, os
velhos gurus possam se reciclar e ficar mais de acordo com o mundo em que vivemos. Teremos,
30 então, as respostas às nossas velhas angústias? Não sei, mas acabo de jogar um punhado de legos
numa bandeja e um pai-de-santo clubber de cabelo moicano me olha, atentamente, prestes a ilumi-
nar minhas dúvidas.
(Antonio Prata. Capricho, 19/10/2003.)
Considerando o período: “Diante de tanto questionamento, não é de admirar que todos os povos tenham tido seus gurus e feiticeiros, gente que se dizia capaz de prever o dia de amanhã, o dia de depois de amanhã e inclusive o de depois de depois de amanhã daqui a vinte e sete anos e dois meses”, pode-se dizer que as vírgulas marcam respectivamente:
Questão 37 10780661
COLUNI/UFV 1° Dia 2020Leia a charge abaixo da cartunista Laerte, publicada em 2011.

BRAICK, Patrícia Ramos. Estudar História: das origens do homem à era digital. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2015, p. 249.
A respeito de questões suscitadas pela charge sobre a desigualdade racial no Brasil, é INCORRETO afirmar que:
06
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