Questões de EFAF Filosofia - Temática -
8 Questões
Questão 2 9545308
IFSul - Rio-Grandense Inverno 2019Texto
A vida perdeu o valor
O modo exploratório e invasivo com que lidamos com ___ natureza levou ao desequilíbrio
ambiental, ____ instabilidade climática, ___ exaustão de determinados recursos naturais; mas
também levou ___ insustentabilidade social, ___ desigualdade econômica, ao descaso com a
vida.
[5] Se por um lado a indústria farmacêutica deu saltos incríveis, por outro nos tornamos cada
vez mais dependentes dos médicos e de medicação, especialmente psiquiátrica, nos tornamos
uma sociedade medicada. E suicida. Os impressionantes avanços da medicina nas últimas
décadas fizeram com que morrêssemos cada vez menos de doenças, mas estamos hoje vivendo
um crescente surto de depressão e automutilação, mais do que tudo entre jovens e crianças.
[10] O suicídio é hoje a segunda principal causa de mortes de crianças e jovens entre 12 e 18
anos nos Estados Unidos. “A taxa de suicídios infanto-juvenis é maior do que a soma das mortes
por câncer, doenças cardíacas e respiratórias, problemas de nascimento, derrame, pneumonia e
febre”. As tentativas de suicídio e automutilação nesta faixa etária mais que dobraram nos
Estados Unidos na última década.
[15] Mas não apenas nos Estados Unidos. O Brasil, que já foi tão cantado por sua alegria de
viver, também padece; segundo a OMS, o suicídio é hoje a terceira causa de morte de jovens de
15 a 19 anos no Brasil, ficando atrás apenas de acidentes de trânsito e homicídios, especialmente
nas periferias das grandes cidades. Destas mortes, mais de 80% é de negros, e 90% dos que
morrem são homens; um verdadeiro genocídio da juventude negra brasileira.
[20] Se considerarmos de 1980 até 2014, o índice de suicídios subiu quase 30% nesta faixa
etária no Brasil. Ainda mais grave é saber que este índice aumenta quanto mais a idade diminui;
segundo o mapa da violência de 2017, organizado pelo Ministério da Saúde, de 2002 a 2012 o
índice de suicídios entre 10 e 14 anos subiu 40% no Brasil. Uma constatação alarmante. Ao
mesmo tempo, aumentam em todo o mundo os ataques terroristas, na maioria ações suicidas,
[25] com algum tipo de causa ou não, que se caracterizam por deixar atrás de si um rastro de outras
mortes.
Quando grande parte dos adultos está deprimida e medicada e quando a segunda maior
causa de morte de jovens em todo o mundo é o suicídio, alguma coisa muito errada se deu no
processo civilizatório. Quando a medicina se sofistica a ponto de operar crianças ainda no útero
[30] da mãe, e ao mesmo tempo a soma das cinco doenças que mais matam crianças nos Estados
Unidos é menor do que as que tiram suas próprias vidas, isso somente pode dizer que algo deu
muito errado com as escolhas civilizatórias que fizemos.
Os dados mostram que nos últimos anos quanto menor a idade, maior a taxa de suicídios.
A vida se tornou um peso, uma carga que os jovens, adolescentes e crianças não estão
[35] conseguindo carregar. É como se o próprio processo civilizatório estivesse se autoavaliando,
como se cada suicídio tivesse uma placa dizendo: “Eu não quero a civilização com as suas
incríveis conquistas, eu não quero viver”.
MOSÉ, Viviane. A vida perdeu o valor. In: ______. Nitzsche Hoje. Petrópolis – RJ: Vozes, 2018. (fragmento)
Qual é a relação sintático-semântica estabelecida pelas locuções conjuntivas “por um lado...por outro” na linha 5?
Questão 3 10171680
IFPR Médio Integrado 2017LEIA ATENTAMENTE OS TEXTOS A SEGUIR QUE SERVIRÃO DE BASE PARA A QUESTÃO.
Agora quando você morrer poderá se transformar na árvore de sua preferência
Adaptado de: http://diariodebiologia.com/2014/10/que-tal-morrer-e-virar-arvore/
TEXTO 1
A BioUrna é um projeto que oferece de maneira inteligente, sustentável e ecologica-
mente correta de superar um dos momentos mais tristes de uma família: a hora da morte.
Embora muitos se sintam incomodados em falar sobre ela, a morte faz parte do ciclo natural de
nossas vidas e este projeto provavelmente irá mudar a forma como as pessoas veem a perda
de um ente querido, transformando o fim da vida em “um retorno” através da natureza.
Trata-se de uma urna biodegradável, feita com casca de coco, contendo turfa compactada e
celulose, com as quais as suas cinzas serão misturadas. A urna vem com uma semente de
árvore, que irá germinar quando enterrada. Os familiares podem escolher entre diversos tipos
de árvores. O projeto que foi desenvolvido por dois jovens (Roger e Gerard Moliné), visa
principalmente a aceitação do ciclo de vida natural e custa 105 dólares. A pessoa que fizer o
pedido receberá uma única caixa e a semente da árvore escolhida.
É lógico que ninguém quer morrer e muito menos perder um ente querido, mas que com
essa ideia morrer ficou mais confortante: Ah isso ficou!
TEXTO 2

Foto: urnabios
De acordo com o texto 1, o projeto BioUrna torna a morte mais confortante porque:
Questão 1 10171597
IFPR Médio Integrado 2017LEIA ATENTAMENTE OS TEXTOS A SEGUIR QUE SERVIRÃO DE BASE PARA A QUESTÃO.
Agora quando você morrer poderá se transformar na árvore de sua preferência
Adaptado de: http://diariodebiologia.com/2014/10/que-tal-morrer-e-virar-arvore/
TEXTO 1
A BioUrna é um projeto que oferece de maneira inteligente, sustentável e ecologica-
mente correta de superar um dos momentos mais tristes de uma família: a hora da morte.
Embora muitos se sintam incomodados em falar sobre ela, a morte faz parte do ciclo natural de
nossas vidas e este projeto provavelmente irá mudar a forma como as pessoas veem a perda
de um ente querido, transformando o fim da vida em “um retorno” através da natureza.
Trata-se de uma urna biodegradável, feita com casca de coco, contendo turfa compactada e
celulose, com as quais as suas cinzas serão misturadas. A urna vem com uma semente de
árvore, que irá germinar quando enterrada. Os familiares podem escolher entre diversos tipos
de árvores. O projeto que foi desenvolvido por dois jovens (Roger e Gerard Moliné), visa
principalmente a aceitação do ciclo de vida natural e custa 105 dólares. A pessoa que fizer o
pedido receberá uma única caixa e a semente da árvore escolhida.
É lógico que ninguém quer morrer e muito menos perder um ente querido, mas que com
essa ideia morrer ficou mais confortante: Ah isso ficou!
TEXTO 2

Foto: urnabios
Segundo o texto 1, é correto afirmar que:
Questão 1 10167851
CMM 1º Prova de Lingua Português 2017Leia os textos I e II para responder do item.
TEXTO I

Fonte: https://extra.globo.com
TEXTO II
SOBRE A “BALEIA AZUL” E AS TECNOLOGIAS DA MORTE
O suicídio entre os jovens não é um fenômeno novo, mas a discussão ganha impulso diante de um jogo que se desdobra nas malhas tecnológicas atuais. Jovens precisam desenhar utopicamente o horizonte dos seus desejos. Quando as máquinas exercem essa tarefa por nós, nos esvaziamos de fantasias.
O fenômeno macabro “Baleia Azul” ganha destaque, com justificada razão, entre os assuntos que vêm preocupando o mundo (guerra na Síria, eleições na França, guerra nuclear da Coreia do Norte, as já conhecidas investidas de Donald Trump). O fenômeno é dinamizado pela execução gradativa de 50 desafios que vão desde a automutilação até o suicídio.[...]
No Brasil, algumas ocorrências assustam: uma menina de 16 anos morreu no Mato Grosso após se afogar em uma lagoa com cortes nos braços, indício de que participava do jogo da “Baleia Azul”. Em João Pessoa, estudantes participam de grupos de automutilação e morte. Em 2015, um garoto de 13 anos se enforcou na casa do pai, no litoral sul da capital paulista, em condições semelhantes às vítimas do jogo.
Inescapavelmente, esses acontecimentos nos fazem pensar sobre um fenômeno que certamente não é novo (suicídio entre a população jovem), mas que ganha impulso renovado com um jogo que se desdobra nas malhas da tecnologia.
São múltiplos os portões de acesso que nos levam a alguns endereços de resposta (como diria Kafka, as portas são inumeráveis, a saída é uma só, mas as possibilidades de saída são tão numerosas quanto às portas). [...]
Engorda o escopo das justificativas o argumento, segundo o qual, são eles (adolescentes e jovens) que passam mais tempo expostos à internet e às redes sociais, o que os torna alvos fáceis dos serial killers virtuais, denominação atribuída aos desafiantes.
Mas, pera! O que dizer dos desafios que nós adultos aceitamos, sem resistência, no tecnocosmos, ainda que a serviço do bem comum?
A propósito, em novembro de 2015, escrevi um artigo cujo fragmento se aplica a essa
questão: Não é mais novidade que a Internet, com as redes sociais na dianteira, tornou-se quase um habitat natural de campanhas e desafios que convocam temporariamente o engajamento das pessoas.
[...]
Adicionalmente, podemos dizer que não existem distâncias telescópicas entre o tempo dispensado por jovens e adultos na internet. Uma vez que a gestão da vida passa pelos espaços digitais, mergulhamos profunda e demoradamente no oceano da cibercultura.
Sem desconsiderar completamente esses dois fatores, a saber, que os adolescentes e jovens são influenciados mais facilmente e hoje passam mais tempo frente às telas, suponho ser necessário dar mais algumas voltas no parafuso para se chegar a um ponto em que podemos avistar algo de “novo” ou “específico” neste tipo de jogo.
[...]
Subversão da lógica dos desejos
Nessa atmosfera de excesso de positividade, as máquinas – normalmente um smartphone – devem oferecer tudo que queremos e desejamos.
Comentei em outro artigo, por ocasião da febre do Pokemon Go (curiosamente outro jogo), que os aparelhos nunca desligam porque precisam oferecer não somente o que desejamos, mas também precisam dizer o que desejamos, demonstrando possuir um saber sobre o nosso desejo.
Talvez resida aí, nesse esquadrinhamento dos desejos, umas das chaves explicativas para a adesão ao jogo da morte. Jovens precisam de desenhar utopicamente o horizonte dos seus desejos (...). Quando as máquinas exercem essa tarefa por nós, nos esvaziamos de fantasias, recurso que sustenta o desejo, e um sujeito esvaziado de fantasia, ensina a psicanálise, é um sujeito débil para a produção de laço social. (...)
Sabe-se que as tecnologias (...) vêm alimentando uma plataforma de vida assaz pesada que limita, ou até mesmo interdita, os voos das asas da nossa imaginação para outros lugares não pontuados pelas regras do super-rendimento e da hiperprodutividade.
(...) É preciso desejar para além do que as máquinas nos oferecem (Netflix, Ifood, OpenRice, JustEat, Uber;...). Na impossibilidade de querermos algo para além do que as máquinas acreditam que queremos, só nos resta aceitar, ceder e executar, achando que temos o controle e somos empreendedores de nossa própria existência. “Sabe nada inocente”, já diria o “filósofo” compadre Washington!
Provavelmente, esses jovens estão se dando conta dessas limitações e ousam responder a pergunta que habita as páginas do famoso livro A insustentável leveza do ser: “Então, o que escolher? O peso ou a leveza?”.
Infelizmente, a resposta que está sendo dada pelos jogadores do “Baleia Azul” sucumbe à voracidade da máquina, a grande sequestradora dos desejos nestes tempos bicudos.
Por Rosane Borges — publicado 27/04/2017, 14h36, última modificação 20/07/2017, 12h53.
Glossário:
Kafka: Franz Kafka foi um escritor de língua alemã, autor de romances e contos, considerado pelos críticos como um dos escritores mais influentes do século XX.
Compadre Washington: Integrante do grupo de axé É o Tchan.
Serial killers: Tipos de criminosos de perfil psicopatológico que cometem crimes com uma certa frequência, geralmente seguindo um mesmo modo e, às vezes, deixando sua "assinatura".
Ao analisar os textos I e II, pode-se afirmar que:
Questão 20 10430844
COLÉGIO SÓLIDO* 6° ANO 2015Texto

“Você acha que o amor não é nada além de uma reação bioquímica destinada a garantir que os nossos genes sejam passados adiante?”
Quanto às palavras retiradas do segmento acima, só NÃO se pode afirmar:
Questão 7 10307541
OBR 1° Ano - Nível 4 2011Isaac Asimov, considerado uma espécie de "pai espiritual" dos robôs, traçou para eles os seus três mandamentos, três regras simples que todos os robôs deveriam futuramente seguir:
• 1a: um robô não pode fazer mal a um ser humano e nem, por omissão, permitir que algum mal lhe aconteça.
• 2a: um robô deve obedecer às ordens dos seres humanos, exceto quando estas contrariarem a Primeira Lei.
• 3a: um robô deve proteger a sua integridade física, desde que, com isto, não contrarie a Primeira e a Segunda leis.
Fonte: “Robôs vão obedecer às Leis de Asimov na vida real” - Redação do Site Inovação Tecnológica - 12/09/2008.
Considerando as três leis postuladas por Isaac Asimov, qual das seguintes ações de um robô pode ser considerada como infratora?
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)