Questões de EFAF Filosofia - Filosofia antiga -
10 Questões
Questão 11 15432593
CBNB 1 ano Ensino Médio 2023TEXTO
Mais que um sentimento, amor é princípio que move a humanidade
Afeto pode ser expressado de diversas formas e consiste em um exercício diário de empatia e autoconhecimento.
Por Artur Ferraz 23/12/19 às 07H07 atualizado em 23/12/19 às 07H24
Por mais que a gente queira criar algo novo, nunca visto antes por ninguém, há clichês que são inevitáveis. Este é um deles. Sem amor, não existe humanidade. Se você é como o narrador desta Vida Plena pré-natalina e busca no jornal assuntos mais “cerebrais” e “informativos”, com afirmações mais diretas e menos emotivas, encare este texto como uma observação social. Se não é, já sente no dia a dia: o amor é o princípio que sustenta a vida ao manter as relações entre as pessoas.
Para constatar isso, olhe ao redor se estiver perto das pessoas com quem convive ou pense no que gosta de fazer, trabalho ou hobby, e em tudo que dá sentido à continuidade de existir. O afeto que envolve cada dia é o que motiva a seguir em frente, superar os conflitos e frear os impulsos mais agressivos. Por essa onipresença e por essa capacidade de se manifestar de diversas formas, o amor é um tema que não se esgota e, mais que um sentimento, deve ser visto como um exercício constante, multilateral e coletivo.
Do ponto de vista filosófico, o amor costuma ser classificado em três variações definidas na Grécia Antiga séculos antes de Cristo: eros, philia e ágape. “Eros é o amor sensual entre duas pessoas. Philia é o amor dos amigos. E ágape é mais gratuito, um amor materno ou paterno, divino, numa dimensão transcendental. Colocando essas três dimensões do amor na nossa realidade, percebemos essas manifestações porque nos completam, edificam e impulsionam. O ágape não é personalizado, é horizontal, para toda a humanidade”, explica o professor de filosofia e teologia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), José Marcos Luna. “Nós precisamos do amor porque a realidade humana é, muitas vezes, marcada pela maldade, mas se edifica com a solidariedade e com o bem”.
Para exercitar esse potencial afetivo, o autoconhecimento é fundamental, visto que ajuda a repensar as próprias emoções e tomar consciência da conduta e das necessidades do outro. Um processo que, de acordo com a psicóloga Alda Roberta Campos, presidente do Conselho Regional de Psicologia de Pernambuco (CRP-PE), não se conclui da noite para o dia. “À medida que você está consigo mesmo, consegue estar bem com as outras pessoas. Quando você está em dificuldade de aceitação e equilíbrio interno, isso dificulta a empatia e a solidariedade. Uma coisa importante é que isso é apreendido, tem a ver com educação, às vezes um esforço mesmo de se deslocar do desejo primitivo do que você quer para aceitar outra pessoa”, diz.
Apesar de o tema sensibilizar muita gente nesta época de Natal e Réveillon, mobilizando ações solidárias em vários lugares, esse exercício deve ser praticado o ano inteiro e envolve até a desconstrução de hábitos do senso comum. “A gente vive numa sociedade capitalista e de competição. Por maior que seja o discurso de solidariedade, as crianças são educadas para serem as melhores, os destaques da turma, ter os melhores brinquedos. E aí, depois, começam a construir relações muito superficiais em que não se aprofunda o afeto. Como podemos ser bons com tanta cobrança de corpo, nota escolar, padrão de beleza?”, reflete Campos.
Uma das principais manifestações práticas do amor pode estar no engajamento em projetos de voluntariado. Para Yablans Nascimento, coordenador de Mobilização da ONG Novo Jeito, que realiza ações de impacto social, o amor é um movimento. “Quando a pessoa se dedica à ação voluntária, ela trabalha a empatia. Isso faz com que a gente comece a olhar para a realidade do outro e pensar: ‘Esse também é um problema meu’”, afirma.
Entre as ações da organização, está a Mais Amor, que distribui abraços e rosas em locais públicos, como o Parque da Jaqueira, onde fizemos a entrevista. “Eu acho muito legal você abordar as pessoas nessa brincadeira, nessa alegria. Trazer uma flor, dar um abraço. Alegrou meu dia”, conta a estudante de letras Vitória Prazeres, 19, ao receber um abraço do grupo.
Disponível em: https://www.folhape.com.br/noticias/mais-que-um-sentimento-amor-e-principio-que-move-ahumanidade/125760. Acesso em: 20/07/2022.
TEXTO II
amor s.m. (1275) 1. forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguineidade ou de relações sociais. 2. atração baseada no desejo sexual. 3. p. ext. relação amorosa. 4. p. ext. atração sexual natural entre espécies animais. 5. afeição baseada em admiração, benevolência ou interesses comuns, forte amizade. 6. p. met. a pessoa ou a coisa amada. 7. devoção, adoração. 8. fig. devoção de uma pessoa ou um grupo de pessoas por um ideal concreto ou abstrato. 9. p. met. o objeto de tal interesse ou veneração. 10. demonstração de zelo, de dedicação. 11. mit. divindade que personifica o amor, como cupido ou eros. 12. mit. cada uma das divindades infantis subordinadas a vênus e a cupido.
(HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. 1ª ed. Rio de Janeiro, 2009.)
Observe o trecho abaixo, extraído do Texto I:
Do ponto de vista filosófico, o amor costuma ser classificado em três variações definidas na Grécia Antiga séculos antes de Cristo: eros, philia e ágape. “Eros é o amor sensual entre duas pessoas. Philia é o amor dos amigos. E ágape é mais gratuito, um amor materno ou paterno, divino, numa dimensão transcendental.
Considerando o trecho acima, em relação à definição de amor do texto II, podemos afirmar que:
Questão 8 15432584
CBNB 1 ano Ensino Médio 2023TEXTO
Mais que um sentimento, amor é princípio que move a humanidade
Afeto pode ser expressado de diversas formas e consiste em um exercício diário de empatia e autoconhecimento.
Por Artur Ferraz 23/12/19 às 07H07 atualizado em 23/12/19 às 07H24
Por mais que a gente queira criar algo novo, nunca visto antes por ninguém, há clichês que são inevitáveis. Este é um deles. Sem amor, não existe humanidade. Se você é como o narrador desta Vida Plena pré-natalina e busca no jornal assuntos mais “cerebrais” e “informativos”, com afirmações mais diretas e menos emotivas, encare este texto como uma observação social. Se não é, já sente no dia a dia: o amor é o princípio que sustenta a vida ao manter as relações entre as pessoas.
Para constatar isso, olhe ao redor se estiver perto das pessoas com quem convive ou pense no que gosta de fazer, trabalho ou hobby, e em tudo que dá sentido à continuidade de existir. O afeto que envolve cada dia é o que motiva a seguir em frente, superar os conflitos e frear os impulsos mais agressivos. Por essa onipresença e por essa capacidade de se manifestar de diversas formas, o amor é um tema que não se esgota e, mais que um sentimento, deve ser visto como um exercício constante, multilateral e coletivo.
Do ponto de vista filosófico, o amor costuma ser classificado em três variações definidas na Grécia Antiga séculos antes de Cristo: eros, philia e ágape. “Eros é o amor sensual entre duas pessoas. Philia é o amor dos amigos. E ágape é mais gratuito, um amor materno ou paterno, divino, numa dimensão transcendental. Colocando essas três dimensões do amor na nossa realidade, percebemos essas manifestações porque nos completam, edificam e impulsionam. O ágape não é personalizado, é horizontal, para toda a humanidade”, explica o professor de filosofia e teologia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), José Marcos Luna. “Nós precisamos do amor porque a realidade humana é, muitas vezes, marcada pela maldade, mas se edifica com a solidariedade e com o bem”.
Para exercitar esse potencial afetivo, o autoconhecimento é fundamental, visto que ajuda a repensar as próprias emoções e tomar consciência da conduta e das necessidades do outro. Um processo que, de acordo com a psicóloga Alda Roberta Campos, presidente do Conselho Regional de Psicologia de Pernambuco (CRP-PE), não se conclui da noite para o dia. “À medida que você está consigo mesmo, consegue estar bem com as outras pessoas. Quando você está em dificuldade de aceitação e equilíbrio interno, isso dificulta a empatia e a solidariedade. Uma coisa importante é que isso é apreendido, tem a ver com educação, às vezes um esforço mesmo de se deslocar do desejo primitivo do que você quer para aceitar outra pessoa”, diz.
Apesar de o tema sensibilizar muita gente nesta época de Natal e Réveillon, mobilizando ações solidárias em vários lugares, esse exercício deve ser praticado o ano inteiro e envolve até a desconstrução de hábitos do senso comum. “A gente vive numa sociedade capitalista e de competição. Por maior que seja o discurso de solidariedade, as crianças são educadas para serem as melhores, os destaques da turma, ter os melhores brinquedos. E aí, depois, começam a construir relações muito superficiais em que não se aprofunda o afeto. Como podemos ser bons com tanta cobrança de corpo, nota escolar, padrão de beleza?”, reflete Campos.
Uma das principais manifestações práticas do amor pode estar no engajamento em projetos de voluntariado. Para Yablans Nascimento, coordenador de Mobilização da ONG Novo Jeito, que realiza ações de impacto social, o amor é um movimento. “Quando a pessoa se dedica à ação voluntária, ela trabalha a empatia. Isso faz com que a gente comece a olhar para a realidade do outro e pensar: ‘Esse também é um problema meu’”, afirma.
Entre as ações da organização, está a Mais Amor, que distribui abraços e rosas em locais públicos, como o Parque da Jaqueira, onde fizemos a entrevista. “Eu acho muito legal você abordar as pessoas nessa brincadeira, nessa alegria. Trazer uma flor, dar um abraço. Alegrou meu dia”, conta a estudante de letras Vitória Prazeres, 19, ao receber um abraço do grupo.
Disponível em: https://www.folhape.com.br/noticias/mais-que-um-sentimento-amor-e-principio-que-move-ahumanidade/125760. Acesso em: 20/07/2022.
Releia o parágrafo abaixo, retirado do texto:
Uma das principais manifestações práticas do amor PODE estar no engajamento em projetos de voluntariado. Para Yablans Nascimento, coordenador de Mobilização da ONG Novo Jeito, que realiza ações de impacto social, o amor é um movimento. “Quando a pessoa se dedica à ação voluntária, ela trabalha a empatia. Isso faz com que a gente comece a olhar para a realidade do outro e pensar: ‘Esse também é um problema meu’”, afirma.
A forma verbal em destaque (“pode”) está na terceira pessoa do singular porque:
Questão 7 15432581
CBNB 1 ano Ensino Médio 2023TEXTO
Mais que um sentimento, amor é princípio que move a humanidade
Afeto pode ser expressado de diversas formas e consiste em um exercício diário de empatia e autoconhecimento.
Por Artur Ferraz 23/12/19 às 07H07 atualizado em 23/12/19 às 07H24
Por mais que a gente queira criar algo novo, nunca visto antes por ninguém, há clichês que são inevitáveis. Este é um deles. Sem amor, não existe humanidade. Se você é como o narrador desta Vida Plena pré-natalina e busca no jornal assuntos mais “cerebrais” e “informativos”, com afirmações mais diretas e menos emotivas, encare este texto como uma observação social. Se não é, já sente no dia a dia: o amor é o princípio que sustenta a vida ao manter as relações entre as pessoas.
Para constatar isso, olhe ao redor se estiver perto das pessoas com quem convive ou pense no que gosta de fazer, trabalho ou hobby, e em tudo que dá sentido à continuidade de existir. O afeto que envolve cada dia é o que motiva a seguir em frente, superar os conflitos e frear os impulsos mais agressivos. Por essa onipresença e por essa capacidade de se manifestar de diversas formas, o amor é um tema que não se esgota e, mais que um sentimento, deve ser visto como um exercício constante, multilateral e coletivo.
Do ponto de vista filosófico, o amor costuma ser classificado em três variações definidas na Grécia Antiga séculos antes de Cristo: eros, philia e ágape. “Eros é o amor sensual entre duas pessoas. Philia é o amor dos amigos. E ágape é mais gratuito, um amor materno ou paterno, divino, numa dimensão transcendental. Colocando essas três dimensões do amor na nossa realidade, percebemos essas manifestações porque nos completam, edificam e impulsionam. O ágape não é personalizado, é horizontal, para toda a humanidade”, explica o professor de filosofia e teologia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), José Marcos Luna. “Nós precisamos do amor porque a realidade humana é, muitas vezes, marcada pela maldade, mas se edifica com a solidariedade e com o bem”.
Para exercitar esse potencial afetivo, o autoconhecimento é fundamental, visto que ajuda a repensar as próprias emoções e tomar consciência da conduta e das necessidades do outro. Um processo que, de acordo com a psicóloga Alda Roberta Campos, presidente do Conselho Regional de Psicologia de Pernambuco (CRP-PE), não se conclui da noite para o dia. “À medida que você está consigo mesmo, consegue estar bem com as outras pessoas. Quando você está em dificuldade de aceitação e equilíbrio interno, isso dificulta a empatia e a solidariedade. Uma coisa importante é que isso é apreendido, tem a ver com educação, às vezes um esforço mesmo de se deslocar do desejo primitivo do que você quer para aceitar outra pessoa”, diz.
Apesar de o tema sensibilizar muita gente nesta época de Natal e Réveillon, mobilizando ações solidárias em vários lugares, esse exercício deve ser praticado o ano inteiro e envolve até a desconstrução de hábitos do senso comum. “A gente vive numa sociedade capitalista e de competição. Por maior que seja o discurso de solidariedade, as crianças são educadas para serem as melhores, os destaques da turma, ter os melhores brinquedos. E aí, depois, começam a construir relações muito superficiais em que não se aprofunda o afeto. Como podemos ser bons com tanta cobrança de corpo, nota escolar, padrão de beleza?”, reflete Campos.
Uma das principais manifestações práticas do amor pode estar no engajamento em projetos de voluntariado. Para Yablans Nascimento, coordenador de Mobilização da ONG Novo Jeito, que realiza ações de impacto social, o amor é um movimento. “Quando a pessoa se dedica à ação voluntária, ela trabalha a empatia. Isso faz com que a gente comece a olhar para a realidade do outro e pensar: ‘Esse também é um problema meu’”, afirma.
Entre as ações da organização, está a Mais Amor, que distribui abraços e rosas em locais públicos, como o Parque da Jaqueira, onde fizemos a entrevista. “Eu acho muito legal você abordar as pessoas nessa brincadeira, nessa alegria. Trazer uma flor, dar um abraço. Alegrou meu dia”, conta a estudante de letras Vitória Prazeres, 19, ao receber um abraço do grupo.
Disponível em: https://www.folhape.com.br/noticias/mais-que-um-sentimento-amor-e-principio-que-move-ahumanidade/125760. Acesso em: 20/07/2022.
Sabe-se que todo texto apresenta características específicas quanto ao uso da linguagem, a fim de atingir determinadas intenções comunicativas.
Quanto aos recursos linguísticos empregados no texto, assinale a alternativa que indica as principais características linguísticas e o objetivo discursivo desses usos.
Questão 6 15432571
CBNB 1 ano Ensino Médio 2023TEXTO
Mais que um sentimento, amor é princípio que move a humanidade
Afeto pode ser expressado de diversas formas e consiste em um exercício diário de empatia e autoconhecimento.
Por Artur Ferraz 23/12/19 às 07H07 atualizado em 23/12/19 às 07H24
Por mais que a gente queira criar algo novo, nunca visto antes por ninguém, há clichês que são inevitáveis. Este é um deles. Sem amor, não existe humanidade. Se você é como o narrador desta Vida Plena pré-natalina e busca no jornal assuntos mais “cerebrais” e “informativos”, com afirmações mais diretas e menos emotivas, encare este texto como uma observação social. Se não é, já sente no dia a dia: o amor é o princípio que sustenta a vida ao manter as relações entre as pessoas.
Para constatar isso, olhe ao redor se estiver perto das pessoas com quem convive ou pense no que gosta de fazer, trabalho ou hobby, e em tudo que dá sentido à continuidade de existir. O afeto que envolve cada dia é o que motiva a seguir em frente, superar os conflitos e frear os impulsos mais agressivos. Por essa onipresença e por essa capacidade de se manifestar de diversas formas, o amor é um tema que não se esgota e, mais que um sentimento, deve ser visto como um exercício constante, multilateral e coletivo.
Do ponto de vista filosófico, o amor costuma ser classificado em três variações definidas na Grécia Antiga séculos antes de Cristo: eros, philia e ágape. “Eros é o amor sensual entre duas pessoas. Philia é o amor dos amigos. E ágape é mais gratuito, um amor materno ou paterno, divino, numa dimensão transcendental. Colocando essas três dimensões do amor na nossa realidade, percebemos essas manifestações porque nos completam, edificam e impulsionam. O ágape não é personalizado, é horizontal, para toda a humanidade”, explica o professor de filosofia e teologia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), José Marcos Luna. “Nós precisamos do amor porque a realidade humana é, muitas vezes, marcada pela maldade, mas se edifica com a solidariedade e com o bem”.
Para exercitar esse potencial afetivo, o autoconhecimento é fundamental, visto que ajuda a repensar as próprias emoções e tomar consciência da conduta e das necessidades do outro. Um processo que, de acordo com a psicóloga Alda Roberta Campos, presidente do Conselho Regional de Psicologia de Pernambuco (CRP-PE), não se conclui da noite para o dia. “À medida que você está consigo mesmo, consegue estar bem com as outras pessoas. Quando você está em dificuldade de aceitação e equilíbrio interno, isso dificulta a empatia e a solidariedade. Uma coisa importante é que isso é apreendido, tem a ver com educação, às vezes um esforço mesmo de se deslocar do desejo primitivo do que você quer para aceitar outra pessoa”, diz.
Apesar de o tema sensibilizar muita gente nesta época de Natal e Réveillon, mobilizando ações solidárias em vários lugares, esse exercício deve ser praticado o ano inteiro e envolve até a desconstrução de hábitos do senso comum. “A gente vive numa sociedade capitalista e de competição. Por maior que seja o discurso de solidariedade, as crianças são educadas para serem as melhores, os destaques da turma, ter os melhores brinquedos. E aí, depois, começam a construir relações muito superficiais em que não se aprofunda o afeto. Como podemos ser bons com tanta cobrança de corpo, nota escolar, padrão de beleza?”, reflete Campos.
Uma das principais manifestações práticas do amor pode estar no engajamento em projetos de voluntariado. Para Yablans Nascimento, coordenador de Mobilização da ONG Novo Jeito, que realiza ações de impacto social, o amor é um movimento. “Quando a pessoa se dedica à ação voluntária, ela trabalha a empatia. Isso faz com que a gente comece a olhar para a realidade do outro e pensar: ‘Esse também é um problema meu’”, afirma.
Entre as ações da organização, está a Mais Amor, que distribui abraços e rosas em locais públicos, como o Parque da Jaqueira, onde fizemos a entrevista. “Eu acho muito legal você abordar as pessoas nessa brincadeira, nessa alegria. Trazer uma flor, dar um abraço. Alegrou meu dia”, conta a estudante de letras Vitória Prazeres, 19, ao receber um abraço do grupo.
Disponível em: https://www.folhape.com.br/noticias/mais-que-um-sentimento-amor-e-principio-que-move-ahumanidade/125760. Acesso em: 20/07/2022.
A coesão de um texto é a articulação, a relação, a conexão gramatical existente entre as palavras, orações, frases, parágrafos e expressões. Em um texto, as informações podem serretomadas ou antecipadas. Isso pode ser realizado através de alguns mecanismos linguísticos como, por exemplo, substituir palavras ou expressões por verbos, advérbios, substantivos e pronomes. (FIORIN, 2007; SAVIOLI, FIORIN, 2001). Observe o trecho a seguir:
“Para exercitar esse potencial afetivo, o autoconhecimento é fundamental, visto que ajuda a repensar as próprias emoções [...].”
(4º parágrafo)
Após a leitura e análise atenta de todo o enunciado e das partes sublinhadas, assinale a alternativa que identifica, respectivamente, dois mecanismos de coesão textual.
Questão 5 15432568
CBNB 1 ano Ensino Médio 2023TEXTO
Mais que um sentimento, amor é princípio que move a humanidade
Afeto pode ser expressado de diversas formas e consiste em um exercício diário de empatia e autoconhecimento.
Por Artur Ferraz 23/12/19 às 07H07 atualizado em 23/12/19 às 07H24
Por mais que a gente queira criar algo novo, nunca visto antes por ninguém, há clichês que são inevitáveis. Este é um deles. Sem amor, não existe humanidade. Se você é como o narrador desta Vida Plena pré-natalina e busca no jornal assuntos mais “cerebrais” e “informativos”, com afirmações mais diretas e menos emotivas, encare este texto como uma observação social. Se não é, já sente no dia a dia: o amor é o princípio que sustenta a vida ao manter as relações entre as pessoas.
Para constatar isso, olhe ao redor se estiver perto das pessoas com quem convive ou pense no que gosta de fazer, trabalho ou hobby, e em tudo que dá sentido à continuidade de existir. O afeto que envolve cada dia é o que motiva a seguir em frente, superar os conflitos e frear os impulsos mais agressivos. Por essa onipresença e por essa capacidade de se manifestar de diversas formas, o amor é um tema que não se esgota e, mais que um sentimento, deve ser visto como um exercício constante, multilateral e coletivo.
Do ponto de vista filosófico, o amor costuma ser classificado em três variações definidas na Grécia Antiga séculos antes de Cristo: eros, philia e ágape. “Eros é o amor sensual entre duas pessoas. Philia é o amor dos amigos. E ágape é mais gratuito, um amor materno ou paterno, divino, numa dimensão transcendental. Colocando essas três dimensões do amor na nossa realidade, percebemos essas manifestações porque nos completam, edificam e impulsionam. O ágape não é personalizado, é horizontal, para toda a humanidade”, explica o professor de filosofia e teologia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), José Marcos Luna. “Nós precisamos do amor porque a realidade humana é, muitas vezes, marcada pela maldade, mas se edifica com a solidariedade e com o bem”.
Para exercitar esse potencial afetivo, o autoconhecimento é fundamental, visto que ajuda a repensar as próprias emoções e tomar consciência da conduta e das necessidades do outro. Um processo que, de acordo com a psicóloga Alda Roberta Campos, presidente do Conselho Regional de Psicologia de Pernambuco (CRP-PE), não se conclui da noite para o dia. “À medida que você está consigo mesmo, consegue estar bem com as outras pessoas. Quando você está em dificuldade de aceitação e equilíbrio interno, isso dificulta a empatia e a solidariedade. Uma coisa importante é que isso é apreendido, tem a ver com educação, às vezes um esforço mesmo de se deslocar do desejo primitivo do que você quer para aceitar outra pessoa”, diz.
Apesar de o tema sensibilizar muita gente nesta época de Natal e Réveillon, mobilizando ações solidárias em vários lugares, esse exercício deve ser praticado o ano inteiro e envolve até a desconstrução de hábitos do senso comum. “A gente vive numa sociedade capitalista e de competição. Por maior que seja o discurso de solidariedade, as crianças são educadas para serem as melhores, os destaques da turma, ter os melhores brinquedos. E aí, depois, começam a construir relações muito superficiais em que não se aprofunda o afeto. Como podemos ser bons com tanta cobrança de corpo, nota escolar, padrão de beleza?”, reflete Campos.
Uma das principais manifestações práticas do amor pode estar no engajamento em projetos de voluntariado. Para Yablans Nascimento, coordenador de Mobilização da ONG Novo Jeito, que realiza ações de impacto social, o amor é um movimento. “Quando a pessoa se dedica à ação voluntária, ela trabalha a empatia. Isso faz com que a gente comece a olhar para a realidade do outro e pensar: ‘Esse também é um problema meu’”, afirma.
Entre as ações da organização, está a Mais Amor, que distribui abraços e rosas em locais públicos, como o Parque da Jaqueira, onde fizemos a entrevista. “Eu acho muito legal você abordar as pessoas nessa brincadeira, nessa alegria. Trazer uma flor, dar um abraço. Alegrou meu dia”, conta a estudante de letras Vitória Prazeres, 19, ao receber um abraço do grupo.
Disponível em: https://www.folhape.com.br/noticias/mais-que-um-sentimento-amor-e-principio-que-move-ahumanidade/125760. Acesso em: 20/07/2022.
Observe o trecho:
“Para exercitar esse potencial afetivo, o autoconhecimento é fundamental, visto que ajuda a repensar as próprias emoções e tomar consciência da conduta e das necessidades do outro.”
A fim de mantermos a relação coesiva adequada e o sentido equivalente ao período acima, a expressão em destaque NÃO poderia ser substituída por:
Questão 4 15432562
CBNB 1 ano Ensino Médio 2023TEXTO
Mais que um sentimento, amor é princípio que move a humanidade
Afeto pode ser expressado de diversas formas e consiste em um exercício diário de empatia e autoconhecimento.
Por Artur Ferraz 23/12/19 às 07H07 atualizado em 23/12/19 às 07H24
Por mais que a gente queira criar algo novo, nunca visto antes por ninguém, há clichês que são inevitáveis. Este é um deles. Sem amor, não existe humanidade. Se você é como o narrador desta Vida Plena pré-natalina e busca no jornal assuntos mais “cerebrais” e “informativos”, com afirmações mais diretas e menos emotivas, encare este texto como uma observação social. Se não é, já sente no dia a dia: o amor é o princípio que sustenta a vida ao manter as relações entre as pessoas.
Para constatar isso, olhe ao redor se estiver perto das pessoas com quem convive ou pense no que gosta de fazer, trabalho ou hobby, e em tudo que dá sentido à continuidade de existir. O afeto que envolve cada dia é o que motiva a seguir em frente, superar os conflitos e frear os impulsos mais agressivos. Por essa onipresença e por essa capacidade de se manifestar de diversas formas, o amor é um tema que não se esgota e, mais que um sentimento, deve ser visto como um exercício constante, multilateral e coletivo.
Do ponto de vista filosófico, o amor costuma ser classificado em três variações definidas na Grécia Antiga séculos antes de Cristo: eros, philia e ágape. “Eros é o amor sensual entre duas pessoas. Philia é o amor dos amigos. E ágape é mais gratuito, um amor materno ou paterno, divino, numa dimensão transcendental. Colocando essas três dimensões do amor na nossa realidade, percebemos essas manifestações porque nos completam, edificam e impulsionam. O ágape não é personalizado, é horizontal, para toda a humanidade”, explica o professor de filosofia e teologia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), José Marcos Luna. “Nós precisamos do amor porque a realidade humana é, muitas vezes, marcada pela maldade, mas se edifica com a solidariedade e com o bem”.
Para exercitar esse potencial afetivo, o autoconhecimento é fundamental, visto que ajuda a repensar as próprias emoções e tomar consciência da conduta e das necessidades do outro. Um processo que, de acordo com a psicóloga Alda Roberta Campos, presidente do Conselho Regional de Psicologia de Pernambuco (CRP-PE), não se conclui da noite para o dia. “À medida que você está consigo mesmo, consegue estar bem com as outras pessoas. Quando você está em dificuldade de aceitação e equilíbrio interno, isso dificulta a empatia e a solidariedade. Uma coisa importante é que isso é apreendido, tem a ver com educação, às vezes um esforço mesmo de se deslocar do desejo primitivo do que você quer para aceitar outra pessoa”, diz.
Apesar de o tema sensibilizar muita gente nesta época de Natal e Réveillon, mobilizando ações solidárias em vários lugares, esse exercício deve ser praticado o ano inteiro e envolve até a desconstrução de hábitos do senso comum. “A gente vive numa sociedade capitalista e de competição. Por maior que seja o discurso de solidariedade, as crianças são educadas para serem as melhores, os destaques da turma, ter os melhores brinquedos. E aí, depois, começam a construir relações muito superficiais em que não se aprofunda o afeto. Como podemos ser bons com tanta cobrança de corpo, nota escolar, padrão de beleza?”, reflete Campos.
Uma das principais manifestações práticas do amor pode estar no engajamento em projetos de voluntariado. Para Yablans Nascimento, coordenador de Mobilização da ONG Novo Jeito, que realiza ações de impacto social, o amor é um movimento. “Quando a pessoa se dedica à ação voluntária, ela trabalha a empatia. Isso faz com que a gente comece a olhar para a realidade do outro e pensar: ‘Esse também é um problema meu’”, afirma.
Entre as ações da organização, está a Mais Amor, que distribui abraços e rosas em locais públicos, como o Parque da Jaqueira, onde fizemos a entrevista. “Eu acho muito legal você abordar as pessoas nessa brincadeira, nessa alegria. Trazer uma flor, dar um abraço. Alegrou meu dia”, conta a estudante de letras Vitória Prazeres, 19, ao receber um abraço do grupo.
Disponível em: https://www.folhape.com.br/noticias/mais-que-um-sentimento-amor-e-principio-que-move-ahumanidade/125760. Acesso em: 20/07/2022.
A língua possui unidades que têm por missão reunir orações num mesmo enunciado. Estas unidades são tradicionalmente chamadas conjunções, que se repartem em dois tipos: coordenadas e subordinadas (BECHARA, 2009, p. 268). No texto, há uma relação subordinativa no enunciado:
“À medida que você está consigo mesmo, consegue estar bem com as outras pessoas. [...]”
(4º parágrafo)
A noção semântica estabelecida pelo conector em destaque é de:
06
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