Questões de EFAF Filosofia - Temática
744 Questões
Questão 13 10735714
OBM 1ª Fase – Nível 3 2003Você está em um país estrangeiro, a LUCIÂNIA, e não conhece o idioma, o LUCIANÊS, mas sabe que as palavras “BAK” e “KAB” significam sim e não, porém não sabe qual é qual. Você encontra uma pessoa que entende português e pergunta: "KAB significa sim?" A pessoa responde "KAB".
Pode-se deduzir que:
Questão 89 10534164
ENCCEJA* Encceja 2002Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Constituição Federal do Brasil, Parágrafo único do Artigo 1º, Titulo I, 1988.
A expressão “Todo poder emana do povo” assegura um direito fundamental dos cidadãos, com o significado de
Questão 63 10534107
ENCCEJA* Encceja 2002Em uma empresa o chefe impede a promoção de uma funcionária justificando a dificuldade que os demais funcionários teriam em aceitar uma mulher ocupando um cargo de chefia.
Esta atitude representa
Questão 5 15394356
Colégio Pedro II 2024Texto
RACISTA, NÃO-RACISTA E ANTIRRACISTA
“Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista.”
A princípio, esse raciocínio parece romper com um paradigma(1) composto de apenas
duas posturas possíveis (“racista” e “não-racista”) para estabelecer um modelo de reflexão
ternário(2), onde a postura “antirracista” surge como terceira possibilidade, distinta e
[5] independente das duas anteriores. Contudo, o que parece escapar às pessoas,
especialmente às pessoas brancas, é que, segundo o próprio enunciado, apenas uma
dessas três posturas é aceitável no âmbito do efetivo combate ao racismo, enquanto as
outras duas não o são, e eis aí a evidência de que ainda estamos em um modelo de reflexão
binário(3): de qualquer forma, existem duas, e apenas duas, posturas possíveis: a postura
[10] aceitável, que efetivamente combate o racismo, e a postura inaceitável, que não o combate.
Dessa perspectiva, a postura “racista” e a postura “não-racista” apresentam-se como
variações de uma mesma coisa (são duas maneiras distintas de se estar em conformidade
com racismo), enquanto a postura “antirracista”, em contraste, opõe-se a elas, sugerindo a
efetiva desconstrução das estruturas sociais que privilegiam brancos em todas as esferas.
[15] O fato de a postura “racista” ser fundamentalmente ativa talvez incline a maior parte
de nós a considerá-la mais perversa do que a postura “não-racista”, que é, em essência,
passiva. Mas, quando reflito sobre essas duas posturas, sempre chego à conclusão de que
são, pelo menos, igualmente perversas. A omissão é paradoxal(4) por natureza: não praticar
ato algum é também praticar um ato.
[20] Quando um professor branco percebe-se integrante de um quadro de professores
constituído apenas por brancos como ele próprio ou majoritariamente por brancos como ele
próprio, deveria entender que, para início de conversa, nem mesmo deveria estar ali, e que
é absolutamente condenável a sua permanência naquele lugar, se não de uma perspectiva
legal, pelo menos de uma perspectiva moral. E, claro, o mesmo serve para políticos
[25] brancos, escritores brancos, editores brancos, cineastas brancos, repórteres brancos,
enfim, brancos ocupando qualquer espaço de poder de maneira total ou majoritária(5).
É dessa perspectiva que percebo a postura “não-racista” que não chega a ser
“antirracista” tão perversa e digna de repúdio quanto a própria postura “racista”, se não
ainda mais perversa e digna de repúdio. Porque, dado o nosso contexto social atual, a
[30] postura “não-racista” que não chega a ser “antirracista” consegue algo que nem mesmo a
própria postura francamente “racista” consegue: naturalizar o privilégio branco. (...)
A postura “não-racista” que não chega a ser “antirracista” — postura do branco
privilegiado que não abre mão dos próprios privilégios, embora eventualmente os condene
de maneira verbal ou por escrito — é uma contribuição direta para a manutenção do racismo
[35] estrutural.
“Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista”.
Concordo. Não basta dizer que os privilégios brancos são injustos. É preciso abrir mão
deles.
JOSÉ FALERO. Disponível em: https://www.matinaljornalismo.com.br. Acesso em: 24.ago.2023. Adaptado.
VOCABULÁRIO
(1) Paradigma: modelo.
(2) Ternário: que diz respeito a três termos.
(3) Binário: que diz respeito a dois termos.
(4) Paradoxal: contraditório.
(5) Majoritária: que diz respeito à maioria, maior parte.
Ao retomar o final do Texto, concluímos que o autor critica a postura não-racista, por ser uma postura que
Questão 4 15394349
Colégio Pedro II 2024Texto
RACISTA, NÃO-RACISTA E ANTIRRACISTA
“Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista.”
A princípio, esse raciocínio parece romper com um paradigma(1) composto de apenas
duas posturas possíveis (“racista” e “não-racista”) para estabelecer um modelo de reflexão
ternário(2), onde a postura “antirracista” surge como terceira possibilidade, distinta e
[5] independente das duas anteriores. Contudo, o que parece escapar às pessoas,
especialmente às pessoas brancas, é que, segundo o próprio enunciado, apenas uma
dessas três posturas é aceitável no âmbito do efetivo combate ao racismo, enquanto as
outras duas não o são, e eis aí a evidência de que ainda estamos em um modelo de reflexão
binário(3): de qualquer forma, existem duas, e apenas duas, posturas possíveis: a postura
[10] aceitável, que efetivamente combate o racismo, e a postura inaceitável, que não o combate.
Dessa perspectiva, a postura “racista” e a postura “não-racista” apresentam-se como
variações de uma mesma coisa (são duas maneiras distintas de se estar em conformidade
com racismo), enquanto a postura “antirracista”, em contraste, opõe-se a elas, sugerindo a
efetiva desconstrução das estruturas sociais que privilegiam brancos em todas as esferas.
[15] O fato de a postura “racista” ser fundamentalmente ativa talvez incline a maior parte
de nós a considerá-la mais perversa do que a postura “não-racista”, que é, em essência,
passiva. Mas, quando reflito sobre essas duas posturas, sempre chego à conclusão de que
são, pelo menos, igualmente perversas. A omissão é paradoxal(4) por natureza: não praticar
ato algum é também praticar um ato.
[20] Quando um professor branco percebe-se integrante de um quadro de professores
constituído apenas por brancos como ele próprio ou majoritariamente por brancos como ele
próprio, deveria entender que, para início de conversa, nem mesmo deveria estar ali, e que
é absolutamente condenável a sua permanência naquele lugar, se não de uma perspectiva
legal, pelo menos de uma perspectiva moral. E, claro, o mesmo serve para políticos
[25] brancos, escritores brancos, editores brancos, cineastas brancos, repórteres brancos,
enfim, brancos ocupando qualquer espaço de poder de maneira total ou majoritária(5).
É dessa perspectiva que percebo a postura “não-racista” que não chega a ser
“antirracista” tão perversa e digna de repúdio quanto a própria postura “racista”, se não
ainda mais perversa e digna de repúdio. Porque, dado o nosso contexto social atual, a
[30] postura “não-racista” que não chega a ser “antirracista” consegue algo que nem mesmo a
própria postura francamente “racista” consegue: naturalizar o privilégio branco. (...)
A postura “não-racista” que não chega a ser “antirracista” — postura do branco
privilegiado que não abre mão dos próprios privilégios, embora eventualmente os condene
de maneira verbal ou por escrito — é uma contribuição direta para a manutenção do racismo
[35] estrutural.
“Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista”.
Concordo. Não basta dizer que os privilégios brancos são injustos. É preciso abrir mão
deles.
JOSÉ FALERO. Disponível em: https://www.matinaljornalismo.com.br. Acesso em: 24.ago.2023. Adaptado.
VOCABULÁRIO
(1) Paradigma: modelo.
(2) Ternário: que diz respeito a três termos.
(3) Binário: que diz respeito a dois termos.
(4) Paradoxal: contraditório.
(5) Majoritária: que diz respeito à maioria, maior parte.
“E, claro, o mesmo serve para políticos brancos, escritores brancos, editores brancos, cineastas brancos, repórteres brancos, enfim, brancos ocupando qualquer espaço de poder de maneira total ou majoritária”. (linhas 24-26)
O efeito de sentido da repetição da palavra branco nesse trecho é
Questão 3 15394341
Colégio Pedro II 2024Texto
RACISTA, NÃO-RACISTA E ANTIRRACISTA
“Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista.”
A princípio, esse raciocínio parece romper com um paradigma(1) composto de apenas
duas posturas possíveis (“racista” e “não-racista”) para estabelecer um modelo de reflexão
ternário(2), onde a postura “antirracista” surge como terceira possibilidade, distinta e
[5] independente das duas anteriores. Contudo, o que parece escapar às pessoas,
especialmente às pessoas brancas, é que, segundo o próprio enunciado, apenas uma
dessas três posturas é aceitável no âmbito do efetivo combate ao racismo, enquanto as
outras duas não o são, e eis aí a evidência de que ainda estamos em um modelo de reflexão
binário(3): de qualquer forma, existem duas, e apenas duas, posturas possíveis: a postura
[10] aceitável, que efetivamente combate o racismo, e a postura inaceitável, que não o combate.
Dessa perspectiva, a postura “racista” e a postura “não-racista” apresentam-se como
variações de uma mesma coisa (são duas maneiras distintas de se estar em conformidade
com racismo), enquanto a postura “antirracista”, em contraste, opõe-se a elas, sugerindo a
efetiva desconstrução das estruturas sociais que privilegiam brancos em todas as esferas.
[15] O fato de a postura “racista” ser fundamentalmente ativa talvez incline a maior parte
de nós a considerá-la mais perversa do que a postura “não-racista”, que é, em essência,
passiva. Mas, quando reflito sobre essas duas posturas, sempre chego à conclusão de que
são, pelo menos, igualmente perversas. A omissão é paradoxal(4) por natureza: não praticar
ato algum é também praticar um ato.
[20] Quando um professor branco percebe-se integrante de um quadro de professores
constituído apenas por brancos como ele próprio ou majoritariamente por brancos como ele
próprio, deveria entender que, para início de conversa, nem mesmo deveria estar ali, e que
é absolutamente condenável a sua permanência naquele lugar, se não de uma perspectiva
legal, pelo menos de uma perspectiva moral. E, claro, o mesmo serve para políticos
[25] brancos, escritores brancos, editores brancos, cineastas brancos, repórteres brancos,
enfim, brancos ocupando qualquer espaço de poder de maneira total ou majoritária(5).
É dessa perspectiva que percebo a postura “não-racista” que não chega a ser
“antirracista” tão perversa e digna de repúdio quanto a própria postura “racista”, se não
ainda mais perversa e digna de repúdio. Porque, dado o nosso contexto social atual, a
[30] postura “não-racista” que não chega a ser “antirracista” consegue algo que nem mesmo a
própria postura francamente “racista” consegue: naturalizar o privilégio branco. (...)
A postura “não-racista” que não chega a ser “antirracista” — postura do branco
privilegiado que não abre mão dos próprios privilégios, embora eventualmente os condene
de maneira verbal ou por escrito — é uma contribuição direta para a manutenção do racismo
[35] estrutural.
“Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista”.
Concordo. Não basta dizer que os privilégios brancos são injustos. É preciso abrir mão
deles.
JOSÉ FALERO. Disponível em: https://www.matinaljornalismo.com.br. Acesso em: 24.ago.2023. Adaptado.
VOCABULÁRIO
(1) Paradigma: modelo.
(2) Ternário: que diz respeito a três termos.
(3) Binário: que diz respeito a dois termos.
(4) Paradoxal: contraditório.
(5) Majoritária: que diz respeito à maioria, maior parte.
“Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista.” (linha 1)
No Texto, a ideia central se desenvolve a ponto de indicar uma possível transformação para a extinção do racismo.
A proposta que, segundo o texto, pode desencadear um caminho para a solução do problema é a que sugere
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