Questões de EFAF Filosofia - Temática
744 Questões
Questão 3 10736458
CMBH 6° Ano - Português 2007A PEDRA NO CAMINHO
Conta-se a lenda de um rei que viveu num país além-mar há muitos anos. Ele era muito sábio e não poupava esforços para ensinar bons hábitos a seu povo. Freqüentemente fazia coisas que pareciam estranhas e inúteis; mas tudo que fazia era para ensinar o povo a ser trabalhador e cauteloso.
– Nada de bom pode vir de uma nação – dizia ele – cujo povo reclama e espera que outros resolvam seus problemas. Deus dá as coisas boas da vida a quem lida com os problemas por conta própria.
Uma noite, enquanto todos dormiam, ele pôs uma enorme pedra na estrada que passava pelo palácio. Depois foi se esconder atrás de uma cerca, e esperou para ver o que acontecia.
Primeiro veio um fazendeiro com uma carroça carregada de sementes que ele levava para moagem na usina.
– Quem já viu tamanho descuido? – disse ele contrariadamente, enquanto desviava sua parelha e contornava a pedra. – Por que esses preguiçosos não mandam retirar essa pedra da estrada? – E continuou reclamando da inutilidade dos outros, mas sem ao menos tocar, ele próprio, na pedra.
Logo depois, um jovem soldado veio cantando pela estrada. A longa pluma do seu quepe ondulava na brisa, e uma espada reluzente pendia à sua cintura. Ele pensava na maravilhosa coragem que mostraria na guerra.
O soldado não viu a pedra, mas tropeçou nela e se estatelou no chão poeirento. Ergueu-se, sacudiu a poeira da roupa, pegou a espada e enfureceu-se com os preguiçosos que insensatamente haviam largado uma pedra imensa na estrada. Então, ele também se afastou, sem pensar uma única vez que ele próprio poderia retirar a pedra.
Assim correu o dia. Todos que por ali passavam reclamavam e resmungavam por causa da pedra colocada na estrada, mas ninguém a tocava.
Finalmente, ao cair da noite, a filha do moleiro por lá passou. Era muito trabalhadora, e estava cansada, pois desde cedo andava ocupada no moinho.
Mas disse a si mesma: “Já está quase escurecendo, alguém pode tropeçar nesta pedra à noite e se ferir gravemente. Vou tirá-la do caminho.”
E tentou arrastar dali a pedra. Era muito pesada, mas a moça a empurrou, e empurrou, e puxou, e inclinou, até que conseguiu retirá-la do lugar. Para sua surpresa, encontrou uma caixa debaixo da pedra.
Ergueu a caixa. Era pesada, pois estava cheia de alguma coisa. Havia na tampa os seguintes dizeres: “Esta caixa pertence a quem retirar a pedra.”
Ela abriu a caixa e descobriu que estava cheia de ouro.
A filha do moleiro foi para casa com o coração feliz. Quando o fazendeiro e o soldado e todos os outros ouviram o que havia ocorrido, juntaram-se em torno do local na estrada onde a pedra estava. Revolveram o pó da estrada com os pés, na esperança de encontrar um pedaço de ouro.
– Meus amigos – disse o rei –, com freqüência encontramos obstáculos e fardos no caminho. Podemos reclamar em alto e bom som enquanto nos desviamos deles se assim preferirmos, ou podemos erguê-los e descobrir o que eles significam. A decepção é normalmente o preço da preguiça.
Então o sábio rei montou em seu cavalo e com um delicado boa-noite retirou-se.
(Autor desconhecido. O Livro das Virtudes. Ed. Nova Fronteira, 1996)
A frase que caracteriza o clímax da história é:
Questão 2 10736457
CMBH 6° Ano - Português 2007A PEDRA NO CAMINHO
Conta-se a lenda de um rei que viveu num país além-mar há muitos anos. Ele era muito sábio e não poupava esforços para ensinar bons hábitos a seu povo. Freqüentemente fazia coisas que pareciam estranhas e inúteis; mas tudo que fazia era para ensinar o povo a ser trabalhador e cauteloso.
– Nada de bom pode vir de uma nação – dizia ele – cujo povo reclama e espera que outros resolvam seus problemas. Deus dá as coisas boas da vida a quem lida com os problemas por conta própria.
Uma noite, enquanto todos dormiam, ele pôs uma enorme pedra na estrada que passava pelo palácio. Depois foi se esconder atrás de uma cerca, e esperou para ver o que acontecia.
Primeiro veio um fazendeiro com uma carroça carregada de sementes que ele levava para moagem na usina.
– Quem já viu tamanho descuido? – disse ele contrariadamente, enquanto desviava sua parelha e contornava a pedra. – Por que esses preguiçosos não mandam retirar essa pedra da estrada? – E continuou reclamando da inutilidade dos outros, mas sem ao menos tocar, ele próprio, na pedra.
Logo depois, um jovem soldado veio cantando pela estrada. A longa pluma do seu quepe ondulava na brisa, e uma espada reluzente pendia à sua cintura. Ele pensava na maravilhosa coragem que mostraria na guerra.
O soldado não viu a pedra, mas tropeçou nela e se estatelou no chão poeirento. Ergueu-se, sacudiu a poeira da roupa, pegou a espada e enfureceu-se com os preguiçosos que insensatamente haviam largado uma pedra imensa na estrada. Então, ele também se afastou, sem pensar uma única vez que ele próprio poderia retirar a pedra.
Assim correu o dia. Todos que por ali passavam reclamavam e resmungavam por causa da pedra colocada na estrada, mas ninguém a tocava.
Finalmente, ao cair da noite, a filha do moleiro por lá passou. Era muito trabalhadora, e estava cansada, pois desde cedo andava ocupada no moinho.
Mas disse a si mesma: “Já está quase escurecendo, alguém pode tropeçar nesta pedra à noite e se ferir gravemente. Vou tirá-la do caminho.”
E tentou arrastar dali a pedra. Era muito pesada, mas a moça a empurrou, e empurrou, e puxou, e inclinou, até que conseguiu retirá-la do lugar. Para sua surpresa, encontrou uma caixa debaixo da pedra.
Ergueu a caixa. Era pesada, pois estava cheia de alguma coisa. Havia na tampa os seguintes dizeres: “Esta caixa pertence a quem retirar a pedra.”
Ela abriu a caixa e descobriu que estava cheia de ouro.
A filha do moleiro foi para casa com o coração feliz. Quando o fazendeiro e o soldado e todos os outros ouviram o que havia ocorrido, juntaram-se em torno do local na estrada onde a pedra estava. Revolveram o pó da estrada com os pés, na esperança de encontrar um pedaço de ouro.
– Meus amigos – disse o rei –, com freqüência encontramos obstáculos e fardos no caminho. Podemos reclamar em alto e bom som enquanto nos desviamos deles se assim preferirmos, ou podemos erguê-los e descobrir o que eles significam. A decepção é normalmente o preço da preguiça.
Então o sábio rei montou em seu cavalo e com um delicado boa-noite retirou-se.
(Autor desconhecido. O Livro das Virtudes. Ed. Nova Fronteira, 1996)
O fazendeiro com a carroça carregada de sementes ficou contrariado porque
Questão 1 10736455
CMBH 6° Ano - Português 2007A PEDRA NO CAMINHO
Conta-se a lenda de um rei que viveu num país além-mar há muitos anos. Ele era muito sábio e não poupava esforços para ensinar bons hábitos a seu povo. Freqüentemente fazia coisas que pareciam estranhas e inúteis; mas tudo que fazia era para ensinar o povo a ser trabalhador e cauteloso.
– Nada de bom pode vir de uma nação – dizia ele – cujo povo reclama e espera que outros resolvam seus problemas. Deus dá as coisas boas da vida a quem lida com os problemas por conta própria.
Uma noite, enquanto todos dormiam, ele pôs uma enorme pedra na estrada que passava pelo palácio. Depois foi se esconder atrás de uma cerca, e esperou para ver o que acontecia.
Primeiro veio um fazendeiro com uma carroça carregada de sementes que ele levava para moagem na usina.
– Quem já viu tamanho descuido? – disse ele contrariadamente, enquanto desviava sua parelha e contornava a pedra. – Por que esses preguiçosos não mandam retirar essa pedra da estrada? – E continuou reclamando da inutilidade dos outros, mas sem ao menos tocar, ele próprio, na pedra.
Logo depois, um jovem soldado veio cantando pela estrada. A longa pluma do seu quepe ondulava na brisa, e uma espada reluzente pendia à sua cintura. Ele pensava na maravilhosa coragem que mostraria na guerra.
O soldado não viu a pedra, mas tropeçou nela e se estatelou no chão poeirento. Ergueu-se, sacudiu a poeira da roupa, pegou a espada e enfureceu-se com os preguiçosos que insensatamente haviam largado uma pedra imensa na estrada. Então, ele também se afastou, sem pensar uma única vez que ele próprio poderia retirar a pedra.
Assim correu o dia. Todos que por ali passavam reclamavam e resmungavam por causa da pedra colocada na estrada, mas ninguém a tocava.
Finalmente, ao cair da noite, a filha do moleiro por lá passou. Era muito trabalhadora, e estava cansada, pois desde cedo andava ocupada no moinho.
Mas disse a si mesma: “Já está quase escurecendo, alguém pode tropeçar nesta pedra à noite e se ferir gravemente. Vou tirá-la do caminho.”
E tentou arrastar dali a pedra. Era muito pesada, mas a moça a empurrou, e empurrou, e puxou, e inclinou, até que conseguiu retirá-la do lugar. Para sua surpresa, encontrou uma caixa debaixo da pedra.
Ergueu a caixa. Era pesada, pois estava cheia de alguma coisa. Havia na tampa os seguintes dizeres: “Esta caixa pertence a quem retirar a pedra.”
Ela abriu a caixa e descobriu que estava cheia de ouro.
A filha do moleiro foi para casa com o coração feliz. Quando o fazendeiro e o soldado e todos os outros ouviram o que havia ocorrido, juntaram-se em torno do local na estrada onde a pedra estava. Revolveram o pó da estrada com os pés, na esperança de encontrar um pedaço de ouro.
– Meus amigos – disse o rei –, com freqüência encontramos obstáculos e fardos no caminho. Podemos reclamar em alto e bom som enquanto nos desviamos deles se assim preferirmos, ou podemos erguê-los e descobrir o que eles significam. A decepção é normalmente o preço da preguiça.
Então o sábio rei montou em seu cavalo e com um delicado boa-noite retirou-se.
(Autor desconhecido. O Livro das Virtudes. Ed. Nova Fronteira, 1996)
A personagem principal do texto é o (a):
Questão 4 10717034
IFAL 6° Ano - Português e Matemática 2007Leia o texto a seguir:
T E X T O

"Pensamos demasiadamente e sentimos
muito pouco.
Necessitamos mais de humildade que de
máquinas;
Mais de bondade e ternura que de inteligência.
Sem isso a vida se tornará violenta e tudo
se perderá".
(CHAPLIN, Charles. In: http://www.releituras.com/frases_03.asp)
Marque a alternativa que não esteja de acordo com a declaração de Chaplin, contida no TEXTO:
Questão 52 10531591
ENCCEJA* Encceja 2007Fiquei perplexo com a reportagem “A TV que você conhece vai acabar”. Já falaram que o rádio iria acabar, que as salas de cinema iriam acabar, que o rock iria acabar, que as monarquias iriam acabar, que as agências bancárias do futuro teriam apenas um cachorro para tomar conta e um gerente para lhe dar comida, porque tudo seria automatizado. Mas inventar a motocicleta não significa o fim da bicicleta. É inquestionável que a internet iniciou um rebuliço sem precedentes nos meios de comunicação, mas os livros de celulose continuam sendo editados, pois é muito ruim ler em tela de computador. E sai muito mais caro imprimir, em casa, em jato de tinta. Enfim, viva a diversidade. Parem com esse negócio de que “vai acabar”. “Vai coexistir” fica bem mais simpático.
Texto publicado em Mensagens dos Leitores. Revista Super Interessante. Edição 237. Março 2007.
Da leitura do texto, pode-se depreender que
Questão 20 10122200
CMSM 1º Ano - Língua Portuguesa 2005LEIA ATENTAMENTE O TEXTO ABAIXO E RESPONDA O ITEM.
Bruxaria LTDA
01 Desde que o homem deixou de ser macaco e passou a escrever cartas de amor, dançar ba-
lalaica e usar fio-dental, foi acometido por uma série de dúvidas terríveis: será que viverei bastan-
te? Me casarei com a Gisele Bündchen? Vai chover no domingo?
Diante de tanto questionamento, não é de admirar que todos os povos tenham tido seus
05 gurus e feiticeiros, gente que se dizia capaz de prever o dia de amanhã, o dia de depois de amanhã
e inclusive o de depois de depois de amanhã daqui a vinte e sete anos e dois meses.
Cada cultura criou seu método: os negros vindos da África trouxeram os búzios, os judeus
estudavam a cabala, os ciganos liam as mãos e os gregos cortavam a barriga de uma pomba ou de
um bezerro e, de acordo com o “caimento” das vísceras, prediziam a sorte de alguém. Chegamos
10 ao século 21. Temos aviões a jato, computadores, secadores de cabelo que parecem as naves de
Guerra nas Estrelas e, no entanto, a única previsão que somos capazes de fazer é se choverá ou não
no domingo (mesmo assim, com uma margem de erro grande). E o que faz a humanidade diante de
suas angústias existenciais? Recorre aos métodos de sempre: leitura de mãos, búzios, tarô. Propo-
nho criarmos novas técnicas de previsão do futuro, mais de acordo com o mundo contemporâneo.
15 Leitura de Lego - Baseada nos ancestrais métodos dos búzios, a leitura de lego substitui
aquelas conchinhas feias por peças coloridas e higiênicas. Joga-se um punhado delas sobre uma
bandeja de aço inox (nada de cercado de palha) e o guru faz as previsões.
Leitura de tênis – Em seu calçado estão impressas todas as suas características. A parte da
frente da sola é mais gasta que a de trás? Pessoa ousada, impulsiva. O dedinho molda a parte ex-
20 terna do tênis, como se quisesse escapar? Sujeito criativo, com pendores artísticos. Por aí vai...
Interpretação psico-automotiva – Você é o seu carro. Se no interior tiver quilos de anúnci-
os de prédios, latas de Coca-Cola e recibos de pedágio, você é um caos. Farol queimado? Alguma
doença nos olhos ou dificuldade financeira.
Cerdologia cósmica – A maneira como você escova os dentes reflete sua posição na vida
25 e essa fica impressa nas cerdas. Observando cada fiozinho de náilon, seu “nível de inclinação” e o
chamado “teor de gastança”, pode-se prever o futuro, prevenir doenças. Há ainda muitas outras ci-
ências ocultas da sociedade tecnológica, como a decifração de mouses, a leitura de bitucas e a es-
carafunchação mochílica, mas não há espaço para falar de tudo. Espero que, com essas dicas, os
velhos gurus possam se reciclar e ficar mais de acordo com o mundo em que vivemos. Teremos,
30 então, as respostas às nossas velhas angústias? Não sei, mas acabo de jogar um punhado de legos
numa bandeja e um pai-de-santo clubber de cabelo moicano me olha, atentamente, prestes a ilumi-
nar minhas dúvidas.
(Antonio Prata. Capricho, 19/10/2003.)
As novas técnicas propostas para a previsão do futuro, a saber, “Leitura de lego, leitura de tênis, interpretação psico-automotiva e cerdologia cósmica”, caracterizam-se, na língua, quanto ao sentido e formação, como:
06
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