Questões de EFAF Filosofia
844 Questões
Questão 35 10659656
CMSM 6º Ano 2013Leia o texto de Paulo Coelho para responder o item.
TEXTO
Reconstruindo o mundo
Paulo Coelho
O pai estava tentando ler o jornal, mas o filho pequeno não parava de perturbá-
lo. Já cansado com aquilo, arrancou uma folha — que mostrava o mapa do mundo —
cortou-a em vários pedaços, e entregou-a ao filho.
“Pronto, aí tem algo para você fazer. Eu acabo de lhe dar um mapa do mundo, e
[5] quero ver se você consegue montá-lo exatamente como é”.
Voltou a ler seu jornal, sabendo que aquilo ia manter o menino ocupado pelo
resto do dia.
Quinze minutos depois, porém, o garoto voltou com o mapa.
“Sua mãe andou lhe ensinando geografia?”, perguntou o pai, aturdido.
[10] “Nem sei o que é isso”, respondeu o menino. “Acontece que, do outro lado da
folha, estava o retrato de um homem. E, uma vez que eu consegui reconstruir o
homem, eu também reconstruí o mundo”.
http://pensador.uol.com.br/poemas de pai para filho/
O sentido figurado expresso na frase “E, uma vez que eu consegui reconstruir o homem, eu também reconstruí o mundo.” (Linhas 11 e 12), é:
Questão 28 10659354
CMSM 6º Ano 2013Leia o texto publicitário abaixo para responder o item.
TEXTO

http://bandodecriacao.blogspot.com.br/2009/08/campanha-magis-dia-dos-pais.html
Observe o seguinte período retirado da publicidade:
"Edificar o caráter de um filho é uma obra que dura para a vida inteira."
Nesse fragmento, temos os seguintes termos pertencentes ao mesmo universo de significação/sentido:
Questão 27 10659247
CMSM 6º Ano 2013Leia o texto publicitário abaixo para responder o item.
TEXTO

http://bandodecriacao.blogspot.com.br/2009/08/campanha-magis-dia-dos-pais.html
Atente para a publicidade da página anterior, observando além do conteúdo escrito, também a imagem.
O conteúdo dessa publicidade permite-nos deduzir que:
Questão 19 10650723
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2013Leia atentamente o texto e responda à questão assinalando a única alternativa correta.
Texto

Disponível em www.google.com.br/search?q=dom+quixote+em+tirinhas
Acesso em 30 de setembro de 2013.
Considerando que, no contexto apresentado pela tirinha, Dom Quixote enxerga um gigante, e Sancho Pança vê um moinho, podemos associá-los respectivamente a
Questão 5 10627053
SENAI 1º Ano - CGE 2067 2013/2O texto abaixo se refere à questão.
RIO DE JANEIRO – Nelson Rodrigues disse certa vez: “Só o rosto é obsceno. Do pescoço para baixo, podíamos andar nus”. Nunca essa frase caiu tão bem quanto no caso da estudante Geisy Arruda, agredida por seus colegas da universidade paulista Uniban por usar um vestido curto, expulsa pelos diretores e, diante da grita universal contra a escola, readmitida por estes.
Para Nelson, a obscenidade não estaria no naco de perna da menina, mas no rosto de seus algozes. Ele se perguntaria se, ao passar a mão na cara, os diretores não sentiriam “a própria hediondez”. E tão imoral quanto a expulsão é o “perdão” (...).
Fonte: CASTRO, R. Perna de fora. Folha de S. Paulo, São Paulo, 11 nov. 2009. Opinião. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1111200905.htm. Acesso em: 18/08/2012.
A citação da fala de Nelson Rodrigues no texto de Ruy Castro é usada para dizer que a obscenidade está
Questão 1 10624474
SENAI 1º Ano - CGE 2062 2013/1O texto abaixo se refere à questão.
Vista cansada
Otto Lara Resende
Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa ideia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.
sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio de seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.
Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.
Fonte: Folha de S. Paulo, 23/02/1992. Em Viva Português. São Paulo: Ática, 2008.
O autor revela no texto que
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