Questões de EFAF Filosofia - Temática
744 Questões
Questão 3 10767267
UTFPR Verão 2010/2TEXTO DE REFERÊNCIA PARA A QUESTÃO
Um adolescente um pouco sem rumo, estranhando seu próprio comportamento, paradoxalmente desafiador e arrependido, para você na rua e fala: “Estou só passando por uma fase agora. Todo o mundo passa por fases, não é?” Alguém talvez reconheça sua voz. É Holden, o herói do romance O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger.
Aproveitando-se da situação, atrás e ao lado dele se aglomeram pais e mães de adolescentes. Eles também perguntam: “Então, é assim? Vai passar? É só uma fase?”
Resposta de bolso, caso Holden e os pais o parem na rua: “Não. Não é apenas uma fase. Por isso, nada garante que passe”.
Nossos adolescentes amam, estudam ,brigam, trabalham. Batalham com seus corpos, que se esticam e se transformam. Lidam com as dificuldades de crescer no quadro complicado da família moderna. Como se diz hoje, eles se procuram e eventualmente se acham. Mas, além disso, eles precisam lutar com a adolescência, que é uma criatura um pouco monstruosa, sus- tentada pela imaginação de todos, adolescentes e pais. Um mito, inventado no começo do século 20, que vingou sobretudo depois da Segunda Guerra Mundial.
A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época.
Objeto de inveja e de medo, ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e, ao mesmo tempo, a seus pesadelos de violência e desordem.
Objeto de admiração e ojeriza, ela é um poderoso argumento de marketing e, ao mesmo tempo, uma fonte de desconfiança e repressão preventiva.
A Holden e aos pais pode-se responder, assim, que os jovens de hoje chegaram à adolescência numa época que alimenta uma espécie de culto desse tempo da vida. E caberia, então, tentar explicar como isso nos afeta a todos.
(Texto extraído do livro: Caligaris, Contardo. A adolescência, Ed. Publifolha, 2000)
Considere apenas o trecho “A Holden e aos pais pode-se responder, assim, que...”.
Assinale a alternativa que apresenta a única forma correta de reescrever esse trecho quanto à pontuação e à colocação pronominal.
Questão 2 10767266
UTFPR Verão 2010/2TEXTO DE REFERÊNCIA PARA A QUESTÃO
Um adolescente um pouco sem rumo, estranhando seu próprio comportamento, paradoxalmente desafiador e arrependido, para você na rua e fala: “Estou só passando por uma fase agora. Todo o mundo passa por fases, não é?” Alguém talvez reconheça sua voz. É Holden, o herói do romance O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger.
Aproveitando-se da situação, atrás e ao lado dele se aglomeram pais e mães de adolescentes. Eles também perguntam: “Então, é assim? Vai passar? É só uma fase?”
Resposta de bolso, caso Holden e os pais o parem na rua: “Não. Não é apenas uma fase. Por isso, nada garante que passe”.
Nossos adolescentes amam, estudam ,brigam, trabalham. Batalham com seus corpos, que se esticam e se transformam. Lidam com as dificuldades de crescer no quadro complicado da família moderna. Como se diz hoje, eles se procuram e eventualmente se acham. Mas, além disso, eles precisam lutar com a adolescência, que é uma criatura um pouco monstruosa, sus- tentada pela imaginação de todos, adolescentes e pais. Um mito, inventado no começo do século 20, que vingou sobretudo depois da Segunda Guerra Mundial.
A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época.
Objeto de inveja e de medo, ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e, ao mesmo tempo, a seus pesadelos de violência e desordem.
Objeto de admiração e ojeriza, ela é um poderoso argumento de marketing e, ao mesmo tempo, uma fonte de desconfiança e repressão preventiva.
A Holden e aos pais pode-se responder, assim, que os jovens de hoje chegaram à adolescência numa época que alimenta uma espécie de culto desse tempo da vida. E caberia, então, tentar explicar como isso nos afeta a todos.
(Texto extraído do livro: Caligaris, Contardo. A adolescência, Ed. Publifolha, 2000)
“A Holden e aos pais pode-se responder, assim, que os jovens de hoje chegaram à adolescência numa época que alimenta uma espécie de culto desse tempo da vida”.
A forma INADEQUADA de reescrever-se essa frase é:
Questão 1 10767244
UTFPR Verão 2010/2TEXTO DE REFERÊNCIA PARA A QUESTÃO
Um adolescente um pouco sem rumo, estranhando seu próprio comportamento, paradoxalmente desafiador e arrependido, para você na rua e fala: “Estou só passando por uma fase agora. Todo o mundo passa por fases, não é?” Alguém talvez reconheça sua voz. É Holden, o herói do romance O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger.
Aproveitando-se da situação, atrás e ao lado dele se aglomeram pais e mães de adolescentes. Eles também perguntam: “Então, é assim? Vai passar? É só uma fase?”
Resposta de bolso, caso Holden e os pais o parem na rua: “Não. Não é apenas uma fase. Por isso, nada garante que passe”.
Nossos adolescentes amam, estudam ,brigam, trabalham. Batalham com seus corpos, que se esticam e se transformam. Lidam com as dificuldades de crescer no quadro complicado da família moderna. Como se diz hoje, eles se procuram e eventualmente se acham. Mas, além disso, eles precisam lutar com a adolescência, que é uma criatura um pouco monstruosa, sus- tentada pela imaginação de todos, adolescentes e pais. Um mito, inventado no começo do século 20, que vingou sobretudo depois da Segunda Guerra Mundial.
A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época.
Objeto de inveja e de medo, ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e, ao mesmo tempo, a seus pesadelos de violência e desordem.
Objeto de admiração e ojeriza, ela é um poderoso argumento de marketing e, ao mesmo tempo, uma fonte de desconfiança e repressão preventiva.
A Holden e aos pais pode-se responder, assim, que os jovens de hoje chegaram à adolescência numa época que alimenta uma espécie de culto desse tempo da vida. E caberia, então, tentar explicar como isso nos afeta a todos.
(Texto extraído do livro: Caligaris, Contardo. A adolescência, Ed. Publifolha, 2000)
Marque F (falso) ou V (verdadeiro) para inferências a partir do texto.
I) Mesmo atingindo a idade cronológica do adulto, a pessoa pode continuar tendo um comportamento próprio da adolescência.
II) A sociedade de hoje atribui à adolescência uma importância que nunca havia sido dada.
III) Quando o adulto adota um comportamento adolescente, ele se torna violento e desordeiro.
IV) O prisma permite aos adolescentes e adultos contemplarem a adolescência a partir do mesmo ponto de vista.
V) A adolescência é objeto de inveja e admiração, porque permite que se faça o que bem entender.
VI) A sociedade adota uma postura de repressão preventiva em face dos adolescentes.
Assinale a alternativa que corresponde à sequência correta:
Questão 13 10180865
IFCE* 1° Ano 2010/2TORNAR-SE PESSOA – UM EMPREENDIMENTO
Para compreender a “aventura de tornar-se cônscio de si mesmo” e descobrir as fontes de vigor e
segurança íntima que são a recompensa do empreendimento, comecemos por indagar: “Que é esta pessoa,
este senso de self que procuramos?”
Há alguns anos, um psicólogo adquiriu um chimpanzé da mesma idade de seu filho bebê. Com a ideia
[5] de fazer uma experiência, como é hábito entre os de sua especialidade, criou o ser humano e o macaco juntos
em sua casa. Durante os primeiros meses, os dois evoluíram mais ou menos no mesmo ritmo, brincando juntos
e revelando poucas diferenças. Mas, após um ano, uma transformação começou a manifestar-se no bebê, e daí
em diante a diferença entre os dois tornou-se pronunciada.
Deu-se exatamente o que era de se esperar, pois existe pouca diversidade entre o ser humano e
[10] qualquer filhote de mamífero, desde a origem do feto no ventre materno, passando pelo primeiro pulsar do
coração, até a expulsão no momento do parto, o início da respiração independente e os primeiros meses de
vida. Mas aos dois anos, mais ou menos, surge no ser humano a mais importante e radical ocorrência no
processo evolutivo, isto é, a autoconsciência. Ele começa a perceber que é um “eu”. Quando feto, no ventre
materno, fazia parte do “nós original” com sua mãe. Mas, àquela altura, a criança, pela primeira vez, toma
[15] consciência de sua liberdade. Sente-a, segundo Gregory Bateson, no contexto do relacionamento com os pais.
Sente a si mesma como um indivíduo independente, capaz de opor-se a eles, se necessário. Esta notável
ocorrência constitui o nascimento da pessoa no animal humano.
MAY, R. O homem à procura de si mesmo. Trad. Áurea Brito Weissenberg. 32 ed. Petrópolis: Vozes, 02001.
Do ponto de vista literário, no tocante aos estilos de época, pode-se considerar um traço naturalista na seguinte consideração:
Questão 12 10180794
IFCE* 1° Ano 2010/2TORNAR-SE PESSOA – UM EMPREENDIMENTO
Para compreender a “aventura de tornar-se cônscio de si mesmo” e descobrir as fontes de vigor e
segurança íntima que são a recompensa do empreendimento, comecemos por indagar: “Que é esta pessoa,
este senso de self que procuramos?”
Há alguns anos, um psicólogo adquiriu um chimpanzé da mesma idade de seu filho bebê. Com a ideia
[5] de fazer uma experiência, como é hábito entre os de sua especialidade, criou o ser humano e o macaco juntos
em sua casa. Durante os primeiros meses, os dois evoluíram mais ou menos no mesmo ritmo, brincando juntos
e revelando poucas diferenças. Mas, após um ano, uma transformação começou a manifestar-se no bebê, e daí
em diante a diferença entre os dois tornou-se pronunciada.
Deu-se exatamente o que era de se esperar, pois existe pouca diversidade entre o ser humano e
[10] qualquer filhote de mamífero, desde a origem do feto no ventre materno, passando pelo primeiro pulsar do
coração, até a expulsão no momento do parto, o início da respiração independente e os primeiros meses de
vida. Mas aos dois anos, mais ou menos, surge no ser humano a mais importante e radical ocorrência no
processo evolutivo, isto é, a autoconsciência. Ele começa a perceber que é um “eu”. Quando feto, no ventre
materno, fazia parte do “nós original” com sua mãe. Mas, àquela altura, a criança, pela primeira vez, toma
[15] consciência de sua liberdade. Sente-a, segundo Gregory Bateson, no contexto do relacionamento com os pais.
Sente a si mesma como um indivíduo independente, capaz de opor-se a eles, se necessário. Esta notável
ocorrência constitui o nascimento da pessoa no animal humano.
MAY, R. O homem à procura de si mesmo. Trad. Áurea Brito Weissenberg. 32 ed. Petrópolis: Vozes, 02001.
O que, diferentemente do que ocorre em “... que era de se esperar...” (linha 9), não tem função sintática em
Questão 8 10180774
IFCE* 1° Ano 2010/2TORNAR-SE PESSOA – UM EMPREENDIMENTO
Para compreender a “aventura de tornar-se cônscio de si mesmo” e descobrir as fontes de vigor e
segurança íntima que são a recompensa do empreendimento, comecemos por indagar: “Que é esta pessoa,
este senso de self que procuramos?”
Há alguns anos, um psicólogo adquiriu um chimpanzé da mesma idade de seu filho bebê. Com a ideia
[5] de fazer uma experiência, como é hábito entre os de sua especialidade, criou o ser humano e o macaco juntos
em sua casa. Durante os primeiros meses, os dois evoluíram mais ou menos no mesmo ritmo, brincando juntos
e revelando poucas diferenças. Mas, após um ano, uma transformação começou a manifestar-se no bebê, e daí
em diante a diferença entre os dois tornou-se pronunciada.
Deu-se exatamente o que era de se esperar, pois existe pouca diversidade entre o ser humano e
[10] qualquer filhote de mamífero, desde a origem do feto no ventre materno, passando pelo primeiro pulsar do
coração, até a expulsão no momento do parto, o início da respiração independente e os primeiros meses de
vida. Mas aos dois anos, mais ou menos, surge no ser humano a mais importante e radical ocorrência no
processo evolutivo, isto é, a autoconsciência. Ele começa a perceber que é um “eu”. Quando feto, no ventre
materno, fazia parte do “nós original” com sua mãe. Mas, àquela altura, a criança, pela primeira vez, toma
[15] consciência de sua liberdade. Sente-a, segundo Gregory Bateson, no contexto do relacionamento com os pais.
Sente a si mesma como um indivíduo independente, capaz de opor-se a eles, se necessário. Esta notável
ocorrência constitui o nascimento da pessoa no animal humano.
MAY, R. O homem à procura de si mesmo. Trad. Áurea Brito Weissenberg. 32 ed. Petrópolis: Vozes, 02001.
A expressão isto é (linha 13) evidencia a equivalência nas ideias de
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