Questões de EFAF Filosofia
844 Questões
Questão 3 10225072
CMBH 1° ano prova de Língua portuguesa 2014TEXTO 1
MINIMAMENTE FELIZ
A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele
momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade
com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida. Afinal, desde que nos
entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele
[5] outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio
da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os
contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.
Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-do-sol
aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um
[10] homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos
empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até
grandes (ainda que fugazes) alegrias.
'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', diz Fabiana, também adepta da felicidade homeopática.
'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito
[15] menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo'.
Elis conta que cresceu esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me
imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares
mágicos. Agora, viajando com frequência por causa de seu trabalho, ela descobriu que dá pra ser feliz
no singular: 'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de
[20] pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.
Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o
marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma',
respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'. Criada para viver grandes momentos, grandes
amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais
[25] simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando
acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.
Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de
felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega
Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um
[30] emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos
distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem
coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os
príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria
Beckham?
[35] Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas
recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição,
que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos.
Que digam. Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso
de espera.
(Disponível em: www.revistamarie-claire.globo.com/marieclaire.html)
TEXTO 2
SER FELIZ É QUESTÃO DE CÁLCULO
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Forma suprema do pensamento abstrato, que, por sua vez, é manifestação suprema do intelecto humano,
a Matemática deveria ser a maneira mais eficiente de transmitir emoções. Mas não é. Embora os
professores de Matemática, às vezes, façam seus alunos chorar, ninguém se comove com uma equação
ou se alegra com um algoritmo. Mas essa fronteira pode estar começando a cair. Um grupo de
[5] neurocientistas do University College de Londres acredita ter encontrado o que seria a fórmula
matemática da felicidade. Usando scanners cerebrais, os pesquisadores mediram a reação de um grupo
de pessoas diante de prêmios e recompensas obtidos num joguinho simples de computador. Munido dos
dados sobre em que momento da atividade elas mais registravam satisfação, aliados a outras variáveis,
um programa comparou expectativas e resultados e chegou à fórmula. Ela foi em seguida aplicada a
[10] milhares de voluntários. Na maioria dos casos, a fórmula acertou quais jogadores sairiam “felizes” ou
“infelizes” do jogo. Nada muito sério ou ambicioso, o experimento londrino, no entanto, parece ser
capaz de descrever matematicamente a sensação de felicidade de curta duração. A equação da felicidade
do University College, em essência, define a satisfação em termos da comparação matemática entre a
expectativa da pessoa sobre algo e o que ela efetivamente obtém. Sempre que a expectativa é superada,
[15] a pessoa sente algo parecido com o que chamamos felicidade. A equação da felicidade feita pelos
neurocientistas de Londres já está sendo aprimorada. A nova equação vai levar em conta a, talvez, mais
preponderante variável de satisfação ou frustração do ser humano: o outro. Os pesquisadores esperam
aprender a calcular o peso, na equação da felicidade, da comparação que cada um faz de suas próprias
conquistas em relação às dos amigos, parentes e vizinhos. Nem é preciso esperar o resultado. O peso vai
[20] ser muito grande.
VEJA. São Paulo: Editora Abril; v. 34, n. 2387, ago 2014.
Leia os excertos abaixo retirados do texto 1 e do texto 2, respectivamente:
I. “... cresceu esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural.” (texto 1, l. 16)
II. “A nova equação vai levar em conta a, talvez, mais preponderante variável de satisfação ou frustração do
ser humano: o outro.” (texto 2, l. 16 e 17)
As ideias contidas nos trechos podem ser confirmadas pelas seguintes citações, EXCETO:
Questão 2 10225036
CMBH 1° ano prova de Língua portuguesa 2014TEXTO
MINIMAMENTE FELIZ
A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele
momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade
com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida. Afinal, desde que nos
entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele
[5] outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio
da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os
contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.
Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-do-sol
aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um
[10] homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos
empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até
grandes (ainda que fugazes) alegrias.
'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', diz Fabiana, também adepta da felicidade homeopática.
'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito
[15] menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo'.
Elis conta que cresceu esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me
imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares
mágicos. Agora, viajando com frequência por causa de seu trabalho, ela descobriu que dá pra ser feliz
no singular: 'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de
[20] pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.
Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o
marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma',
respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'. Criada para viver grandes momentos, grandes
amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais
[25] simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando
acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.
Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de
felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega
Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um
[30] emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos
distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem
coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os
príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria
Beckham?
[35] Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas
recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição,
que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos.
Que digam. Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso
de espera.
(Disponível em: www.revistamarie-claire.globo.com/marieclaire.html)
A ideia de que a felicidade deve ser vivida, todos os dias e paulatinamente, pode ser comprovada pela seguinte passagem do texto, EXCETO:
A passagem do texto que confirma a ideia contida nesse período é:
Questão 10 10205999
IFCE* 1° Ano 2014/2O MERCADO MANDA MESMO?
Quem se dedicar hoje a ler todos os livros, manuais e artigos sobre o que é ser um ''bom profissional'' certamente
vai desistir de tentar qualquer emprego. Em primeiro lugar, as descrições que encontramos são sempre de ''super-
homens'', que nunca têm estresse, não se cansam, são capazes de infinitas adaptações, nunca brigam com a família...
Ou seja, não é descrição de gente.
[5] Em segundo lugar, o conjunto dessas fórmulas é francamente contraditório. O que uns dizem que é bom outros
acham que não. É como se cada autor, cada consultor, cada articulista pegasse uma ideia, transformasse em regra e
quisesse aplicá-la a todos os seres humanos, de qualquer sexo e de qualquer cultura.
Não é preciso muita sociologia para perceber que esse emaranhado todo, ao pretender indicar o bom caminho
para o profissional, desenha uma espécie de ''tipo ideal'' de trabalhador para as necessidades do mercado. E como o
[10] próprio mercado é todo cheio de ambiguidades e necessidades que são contrárias umas às outras, o que sobra para nós
é uma grande perplexidade.
Então que tal parar um pouco de pensar no mercado e pensar em você mesmo? Qual é o ''algo a mais'' que você,
com sua personalidade, suas aptidões, seu jeito de ser, qual é esse ''algo'' que você pode desenvolver? É preciso saber
que formação é a mais adequada para você, não a formação mais adequada para o mercado.
[15] As diferentes cartilhas, as diversas teorias, as fórmulas mágicas servem apenas para tentar conduzir todo mundo
para o mesmo lugar. O desafio é sair desse lugar e se tornar alguém incomum, de acordo com seus desejos e
interesses. Então, não será apenas uma questão de ''empregabilidade'', como dizem, mas de vida.
Pode até não parecer, mas nós somos seres humanos, com dignidade. No mercado, há obviamente mercadorias,
simplesmente com preço. E fazer o melhor por si mesmo, e não pelo mercado, é algo que não tem preço.
(In: FOLHA DE SÃO PAULO - Especial: Empregos, 22 de abril de 2001 - p.10 - texto adaptado)
"Pode até não parecer, mas nós somos seres humanos, com dignidade" (linha 18).
Marque a alternativa que traz um conectivo com sentido correspondente ao conectivo destacado na passagem acima.
Questão 9 10205987
IFCE* 1° Ano 2014/2O MERCADO MANDA MESMO?
Quem se dedicar hoje a ler todos os livros, manuais e artigos sobre o que é ser um ''bom profissional'' certamente
vai desistir de tentar qualquer emprego. Em primeiro lugar, as descrições que encontramos são sempre de ''super-
homens'', que nunca têm estresse, não se cansam, são capazes de infinitas adaptações, nunca brigam com a família...
Ou seja, não é descrição de gente.
[5] Em segundo lugar, o conjunto dessas fórmulas é francamente contraditório. O que uns dizem que é bom outros
acham que não. É como se cada autor, cada consultor, cada articulista pegasse uma ideia, transformasse em regra e
quisesse aplicá-la a todos os seres humanos, de qualquer sexo e de qualquer cultura.
Não é preciso muita sociologia para perceber que esse emaranhado todo, ao pretender indicar o bom caminho
para o profissional, desenha uma espécie de ''tipo ideal'' de trabalhador para as necessidades do mercado. E como o
[10] próprio mercado é todo cheio de ambiguidades e necessidades que são contrárias umas às outras, o que sobra para nós
é uma grande perplexidade.
Então que tal parar um pouco de pensar no mercado e pensar em você mesmo? Qual é o ''algo a mais'' que você,
com sua personalidade, suas aptidões, seu jeito de ser, qual é esse ''algo'' que você pode desenvolver? É preciso saber
que formação é a mais adequada para você, não a formação mais adequada para o mercado.
[15] As diferentes cartilhas, as diversas teorias, as fórmulas mágicas servem apenas para tentar conduzir todo mundo
para o mesmo lugar. O desafio é sair desse lugar e se tornar alguém incomum, de acordo com seus desejos e
interesses. Então, não será apenas uma questão de ''empregabilidade'', como dizem, mas de vida.
Pode até não parecer, mas nós somos seres humanos, com dignidade. No mercado, há obviamente mercadorias,
simplesmente com preço. E fazer o melhor por si mesmo, e não pelo mercado, é algo que não tem preço.
(In: FOLHA DE SÃO PAULO - Especial: Empregos, 22 de abril de 2001 - p.10 - texto adaptado)
"Não é preciso muita sociologia para perceber que esse emaranhado todo, ao pretender indicar o bom caminho para o profissional, desenha uma espécie de ''tipo ideal'' de trabalhador para as necessidades do mercado" (linhas 8 e 9). Nesta passagem, o sujeito do verbo desenhar é _____________, o qual pode ser classificado como __________________.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.
Questão 8 10205974
IFCE* 1° Ano 2014/2O MERCADO MANDA MESMO?
Quem se dedicar hoje a ler todos os livros, manuais e artigos sobre o que é ser um ''bom profissional'' certamente
vai desistir de tentar qualquer emprego. Em primeiro lugar, as descrições que encontramos são sempre de ''super-
homens'', que nunca têm estresse, não se cansam, são capazes de infinitas adaptações, nunca brigam com a família...
Ou seja, não é descrição de gente.
[5] Em segundo lugar, o conjunto dessas fórmulas é francamente contraditório. O que uns dizem que é bom outros
acham que não. É como se cada autor, cada consultor, cada articulista pegasse uma ideia, transformasse em regra e
quisesse aplicá-la a todos os seres humanos, de qualquer sexo e de qualquer cultura.
Não é preciso muita sociologia para perceber que esse emaranhado todo, ao pretender indicar o bom caminho
para o profissional, desenha uma espécie de ''tipo ideal'' de trabalhador para as necessidades do mercado. E como o
[10] próprio mercado é todo cheio de ambiguidades e necessidades que são contrárias umas às outras, o que sobra para nós
é uma grande perplexidade.
Então que tal parar um pouco de pensar no mercado e pensar em você mesmo? Qual é o ''algo a mais'' que você,
com sua personalidade, suas aptidões, seu jeito de ser, qual é esse ''algo'' que você pode desenvolver? É preciso saber
que formação é a mais adequada para você, não a formação mais adequada para o mercado.
[15] As diferentes cartilhas, as diversas teorias, as fórmulas mágicas servem apenas para tentar conduzir todo mundo
para o mesmo lugar. O desafio é sair desse lugar e se tornar alguém incomum, de acordo com seus desejos e
interesses. Então, não será apenas uma questão de ''empregabilidade'', como dizem, mas de vida.
Pode até não parecer, mas nós somos seres humanos, com dignidade. No mercado, há obviamente mercadorias,
simplesmente com preço. E fazer o melhor por si mesmo, e não pelo mercado, é algo que não tem preço.
(In: FOLHA DE SÃO PAULO - Especial: Empregos, 22 de abril de 2001 - p.10 - texto adaptado)
"Em segundo lugar, o conjunto dessas fórmulas é francamente contraditório" (linha 5).
A palavra em destaque pode ser substituída, sem alteração de sentido, somente por:
Questão 7 10205966
IFCE* 1° Ano 2014/2O MERCADO MANDA MESMO?
Quem se dedicar hoje a ler todos os livros, manuais e artigos sobre o que é ser um ''bom profissional'' certamente
vai desistir de tentar qualquer emprego. Em primeiro lugar, as descrições que encontramos são sempre de ''super-
homens'', que nunca têm estresse, não se cansam, são capazes de infinitas adaptações, nunca brigam com a família...
Ou seja, não é descrição de gente.
[5] Em segundo lugar, o conjunto dessas fórmulas é francamente contraditório. O que uns dizem que é bom outros
acham que não. É como se cada autor, cada consultor, cada articulista pegasse uma ideia, transformasse em regra e
quisesse aplicá-la a todos os seres humanos, de qualquer sexo e de qualquer cultura.
Não é preciso muita sociologia para perceber que esse emaranhado todo, ao pretender indicar o bom caminho
para o profissional, desenha uma espécie de ''tipo ideal'' de trabalhador para as necessidades do mercado. E como o
[10] próprio mercado é todo cheio de ambiguidades e necessidades que são contrárias umas às outras, o que sobra para nós
é uma grande perplexidade.
Então que tal parar um pouco de pensar no mercado e pensar em você mesmo? Qual é o ''algo a mais'' que você,
com sua personalidade, suas aptidões, seu jeito de ser, qual é esse ''algo'' que você pode desenvolver? É preciso saber
que formação é a mais adequada para você, não a formação mais adequada para o mercado.
[15] As diferentes cartilhas, as diversas teorias, as fórmulas mágicas servem apenas para tentar conduzir todo mundo
para o mesmo lugar. O desafio é sair desse lugar e se tornar alguém incomum, de acordo com seus desejos e
interesses. Então, não será apenas uma questão de ''empregabilidade'', como dizem, mas de vida.
Pode até não parecer, mas nós somos seres humanos, com dignidade. No mercado, há obviamente mercadorias,
simplesmente com preço. E fazer o melhor por si mesmo, e não pelo mercado, é algo que não tem preço.
(In: FOLHA DE SÃO PAULO - Especial: Empregos, 22 de abril de 2001 - p.10 - texto adaptado)
Em conformidade com o 5°. parágrafo, qual o maior desafio para a pessoa que está buscando colocar-se no mercado de trabalho?
06
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