Questões de EFAF Filosofia - Temática
744 Questões
Questão 2 15432554
CBNB 1 ano Ensino Médio 2023TEXTO
Mais que um sentimento, amor é princípio que move a humanidade
Afeto pode ser expressado de diversas formas e consiste em um exercício diário de empatia e autoconhecimento.
Por Artur Ferraz 23/12/19 às 07H07 atualizado em 23/12/19 às 07H24
Por mais que a gente queira criar algo novo, nunca visto antes por ninguém, há clichês que são inevitáveis. Este é um deles. Sem amor, não existe humanidade. Se você é como o narrador desta Vida Plena pré-natalina e busca no jornal assuntos mais “cerebrais” e “informativos”, com afirmações mais diretas e menos emotivas, encare este texto como uma observação social. Se não é, já sente no dia a dia: o amor é o princípio que sustenta a vida ao manter as relações entre as pessoas.
Para constatar isso, olhe ao redor se estiver perto das pessoas com quem convive ou pense no que gosta de fazer, trabalho ou hobby, e em tudo que dá sentido à continuidade de existir. O afeto que envolve cada dia é o que motiva a seguir em frente, superar os conflitos e frear os impulsos mais agressivos. Por essa onipresença e por essa capacidade de se manifestar de diversas formas, o amor é um tema que não se esgota e, mais que um sentimento, deve ser visto como um exercício constante, multilateral e coletivo.
Do ponto de vista filosófico, o amor costuma ser classificado em três variações definidas na Grécia Antiga séculos antes de Cristo: eros, philia e ágape. “Eros é o amor sensual entre duas pessoas. Philia é o amor dos amigos. E ágape é mais gratuito, um amor materno ou paterno, divino, numa dimensão transcendental. Colocando essas três dimensões do amor na nossa realidade, percebemos essas manifestações porque nos completam, edificam e impulsionam. O ágape não é personalizado, é horizontal, para toda a humanidade”, explica o professor de filosofia e teologia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), José Marcos Luna. “Nós precisamos do amor porque a realidade humana é, muitas vezes, marcada pela maldade, mas se edifica com a solidariedade e com o bem”.
Para exercitar esse potencial afetivo, o autoconhecimento é fundamental, visto que ajuda a repensar as próprias emoções e tomar consciência da conduta e das necessidades do outro. Um processo que, de acordo com a psicóloga Alda Roberta Campos, presidente do Conselho Regional de Psicologia de Pernambuco (CRP-PE), não se conclui da noite para o dia. “À medida que você está consigo mesmo, consegue estar bem com as outras pessoas. Quando você está em dificuldade de aceitação e equilíbrio interno, isso dificulta a empatia e a solidariedade. Uma coisa importante é que isso é apreendido, tem a ver com educação, às vezes um esforço mesmo de se deslocar do desejo primitivo do que você quer para aceitar outra pessoa”, diz.
Apesar de o tema sensibilizar muita gente nesta época de Natal e Réveillon, mobilizando ações solidárias em vários lugares, esse exercício deve ser praticado o ano inteiro e envolve até a desconstrução de hábitos do senso comum. “A gente vive numa sociedade capitalista e de competição. Por maior que seja o discurso de solidariedade, as crianças são educadas para serem as melhores, os destaques da turma, ter os melhores brinquedos. E aí, depois, começam a construir relações muito superficiais em que não se aprofunda o afeto. Como podemos ser bons com tanta cobrança de corpo, nota escolar, padrão de beleza?”, reflete Campos.
Uma das principais manifestações práticas do amor pode estar no engajamento em projetos de voluntariado. Para Yablans Nascimento, coordenador de Mobilização da ONG Novo Jeito, que realiza ações de impacto social, o amor é um movimento. “Quando a pessoa se dedica à ação voluntária, ela trabalha a empatia. Isso faz com que a gente comece a olhar para a realidade do outro e pensar: ‘Esse também é um problema meu’”, afirma.
Entre as ações da organização, está a Mais Amor, que distribui abraços e rosas em locais públicos, como o Parque da Jaqueira, onde fizemos a entrevista. “Eu acho muito legal você abordar as pessoas nessa brincadeira, nessa alegria. Trazer uma flor, dar um abraço. Alegrou meu dia”, conta a estudante de letras Vitória Prazeres, 19, ao receber um abraço do grupo.
Disponível em: https://www.folhape.com.br/noticias/mais-que-um-sentimento-amor-e-principio-que-move-ahumanidade/125760. Acesso em: 20/07/2022.
Observe o trecho:
“A gente vive numa sociedade capitalista e de competição. Por maior que seja o discurso de solidariedade, as crianças são educadas para serem as melhores, os destaques da turma, ter os melhores brinquedos. E aí, depois, começam a construir relações muito superficiais em que não se aprofunda o afeto. Como podemos ser bons com tanta cobrança de corpo, nota escolar, padrão de beleza?”, reflete Campos.
De acordo com o trecho, considere cada afirmação como Verdadeira (V) ou Falsa (F):
I. A sociedade capitalista e competitiva serve de estímulo à ação solidária.
II. A educação para a competitividade dificulta o estreitamento das relações afetivas.
III. O discurso de solidariedade, afinal, é o mais relevante para que uma cultura de solidariedade se estabeleça.
Está correta a sequência:
Questão 1 15432542
CBNB 1 ano Ensino Médio 2023TEXTO
Mais que um sentimento, amor é princípio que move a humanidade
Afeto pode ser expressado de diversas formas e consiste em um exercício diário de empatia e autoconhecimento.
Por Artur Ferraz 23/12/19 às 07H07 atualizado em 23/12/19 às 07H24
Por mais que a gente queira criar algo novo, nunca visto antes por ninguém, há clichês que são inevitáveis. Este é um deles. Sem amor, não existe humanidade. Se você é como o narrador desta Vida Plena pré-natalina e busca no jornal assuntos mais “cerebrais” e “informativos”, com afirmações mais diretas e menos emotivas, encare este texto como uma observação social. Se não é, já sente no dia a dia: o amor é o princípio que sustenta a vida ao manter as relações entre as pessoas.
Para constatar isso, olhe ao redor se estiver perto das pessoas com quem convive ou pense no que gosta de fazer, trabalho ou hobby, e em tudo que dá sentido à continuidade de existir. O afeto que envolve cada dia é o que motiva a seguir em frente, superar os conflitos e frear os impulsos mais agressivos. Por essa onipresença e por essa capacidade de se manifestar de diversas formas, o amor é um tema que não se esgota e, mais que um sentimento, deve ser visto como um exercício constante, multilateral e coletivo.
Do ponto de vista filosófico, o amor costuma ser classificado em três variações definidas na Grécia Antiga séculos antes de Cristo: eros, philia e ágape. “Eros é o amor sensual entre duas pessoas. Philia é o amor dos amigos. E ágape é mais gratuito, um amor materno ou paterno, divino, numa dimensão transcendental. Colocando essas três dimensões do amor na nossa realidade, percebemos essas manifestações porque nos completam, edificam e impulsionam. O ágape não é personalizado, é horizontal, para toda a humanidade”, explica o professor de filosofia e teologia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), José Marcos Luna. “Nós precisamos do amor porque a realidade humana é, muitas vezes, marcada pela maldade, mas se edifica com a solidariedade e com o bem”.
Para exercitar esse potencial afetivo, o autoconhecimento é fundamental, visto que ajuda a repensar as próprias emoções e tomar consciência da conduta e das necessidades do outro. Um processo que, de acordo com a psicóloga Alda Roberta Campos, presidente do Conselho Regional de Psicologia de Pernambuco (CRP-PE), não se conclui da noite para o dia. “À medida que você está consigo mesmo, consegue estar bem com as outras pessoas. Quando você está em dificuldade de aceitação e equilíbrio interno, isso dificulta a empatia e a solidariedade. Uma coisa importante é que isso é apreendido, tem a ver com educação, às vezes um esforço mesmo de se deslocar do desejo primitivo do que você quer para aceitar outra pessoa”, diz.
Apesar de o tema sensibilizar muita gente nesta época de Natal e Réveillon, mobilizando ações solidárias em vários lugares, esse exercício deve ser praticado o ano inteiro e envolve até a desconstrução de hábitos do senso comum. “A gente vive numa sociedade capitalista e de competição. Por maior que seja o discurso de solidariedade, as crianças são educadas para serem as melhores, os destaques da turma, ter os melhores brinquedos. E aí, depois, começam a construir relações muito superficiais em que não se aprofunda o afeto. Como podemos ser bons com tanta cobrança de corpo, nota escolar, padrão de beleza?”, reflete Campos.
Uma das principais manifestações práticas do amor pode estar no engajamento em projetos de voluntariado. Para Yablans Nascimento, coordenador de Mobilização da ONG Novo Jeito, que realiza ações de impacto social, o amor é um movimento. “Quando a pessoa se dedica à ação voluntária, ela trabalha a empatia. Isso faz com que a gente comece a olhar para a realidade do outro e pensar: ‘Esse também é um problema meu’”, afirma.
Entre as ações da organização, está a Mais Amor, que distribui abraços e rosas em locais públicos, como o Parque da Jaqueira, onde fizemos a entrevista. “Eu acho muito legal você abordar as pessoas nessa brincadeira, nessa alegria. Trazer uma flor, dar um abraço. Alegrou meu dia”, conta a estudante de letras Vitória Prazeres, 19, ao receber um abraço do grupo.
Disponível em: https://www.folhape.com.br/noticias/mais-que-um-sentimento-amor-e-principio-que-move-ahumanidade/125760. Acesso em: 20/07/2022.
O principal objetivo comunicativo do texto é:
Questão 5 10772575
IFMG 2023/1Leia o texto a seguir para responder à questão
Verdade x Pós-verdade

\Disponível em: https://www.portaldenoticias.com.br/ler-coluna/1623/a-nova-verdade-vira-quando-a-razao-se-tornar-fato.html. Acesso em: 17 out. 2022.
Qual das charges abaixo apresenta uma crítica similar à da charge Verdade x Pós-verdade?
Questão 4 10682792
CN 2º Dia - Português (Amarela) 2023Texto para responder à questão.
TEXTO
O que há de errado com a felicidade? Assim Bauman começa seu livro A arte da vida. Parece um contradição em termos. Ser feliz é aspiração universa Apesar disso, como adverte o escritor, o caminho variado. Baseado no questionamento de Michael Rustin Zygmunt Bauman identifica como muitos países esta mais ricos, por exemplo, e o dinheiro abundante não vem acompanhado de melhoras expressivas em pesquisa sobre felicidade.
Aqui reside um paradoxo curioso: quase todo lutam por mais dinheiro, mas ele não consegue cumprir sua promessa imediata de satisfação. Por quê? Bauman imagina que uma parte da resposta esteja na transferência da felicidade para o ato que precede a compra. Uma vez adquirido o bem desejado, todo o esforço do mercado e da propaganda é para o bem seguinte.
O prazo de validade do prazer consumista é curto porque o objetivo de tudo não é nossa plena entusiasmada felicidade. A insatisfação permanente garante (lógico!) nossos impulsos permanentes de consumo. Nada busca nossa realização tudo indica nossa falta, carência, desejo.
O consumo é permanente, rápido e provoca esforços que indicam um vazio continuado e forte. Para quem produz e vende, interessa o buraco impossível de preencher, mas que mantenha todos eletrizados pelo novo modelo e novo eu.
Nos filósofos ditos estoicos, a satisfação plena costuma ser inatingível; temos de controlar o ato de desejo incessante mais do que comprar as coisas indicadas pelo desejo.
Traduzindo: Não se trata de ganhar mais, porém gastar menos. Aprofundando, a felicidade para um estoico - não pode passar perto da ideia de mostrar a mundo "o que eu tenho" ou "quanto posso gastar".
Os pais de crianças e adolescentes, em um mundo como o nosso, sofrem ainda mais porque capacidade dos jovens de viver o estoicismo ou de lerem Bauman é, digamos, menor do que o desejado Coincidem, na adolescência, dois desejo complementares: a estabilidade é dada pela aceitação do grupo; esta depende dos códigos comuns de consumo. Da mesma forma, existe pouca reflexão sobre o custo da obtenção do dinheiro aos 15 anos. Um adolescente que recusa os padrões vigentes de consumo é possível, mas e tão estranho quanto uma criança que exige brócolis em detrimento do brigadeiro. Viver imune aos apelos do consumo é complexo para o adulto e quase intransponível para o jovem.
Consumir é ser. Comprar possibilita assunto, bem como afirmação social. O tênis da moda é item existencial isso atinge o rico que pode satisfazer o desejo, o pobre que não pode e até o criminoso que insiste em poder por vias tortuosas.
Creia-me, minha cara senhora e meu estimado senhor, existem tênis que podem custar um automóvel. O preço absurdo de alguns itens é uma prova de sua distância do comum e, por consequência, de aumento do potencial de ser que o produto traga.
É preciso dissociar ser de consumir. Os adultos podem aumentar sua capacidade ao lerem livros como o de Bauman, restabelecendo, assim, um projeto de felicidade sem endividamento permanente. Consumir pode ser bom se o produto for alavanca simples para melhoram nossa visão de mundo. Jamais devemos deixar de pensam no desafio de um país em que tanta gente não tem o básico; outros, que podem ter, ficam endividados porque acreditaram em miragens.
Está na hora de colocar as coisas no seu patamar de coisas. Eu tenho a pretensão de viver assim. É uma luta. Escrevi esse texto para mim também, para minha esperança de "ser mais" do que "ter mais".
KARNAL, Leandro. Compro e vivo, O Estado de S.Paulo, São Paulo, 09 out. 2022. Cultura e comportamento, C12-Adaptado. Zygmunt Bauman - Sociólogo, pensador, professor e escritor polonês. Estoicismo - Doutrina filosófica (fundada por Zenão no séc. III a.C.) qu prega a rigidez moral e a serenidade diante das dificuldades.
Assinale a opção que classifica corretamente o termo destacado em "[..] ideia de mostrar ao mundo 'o que eu tenho' [...]" (6°§).
Questão 50 15440538
IFAM Administração 2022Os processos psicológicos básicos são de grande ajuda para entender como os consumidores tomam suas decisões de compra. Estudiosos do marketing desenvolveram modelos para o processo de decisão de compras.
Numere as principais fases apresentadas por Kotler e Armstrong (1999), segundo sua ordem gradual.
( ) Comportamento pós-compra, entendido pelo momento após a compra; se perceber certos aspectos inquietantes ou favoráveis sobre outras marcas, o consumidor pode experimentar alguma dissonância cognitiva.
( ) Decisão de compra, entendida pelo momento em que o consumidor cria preferências entre as marcas do conjunto de escolha e, também, forma a intenção de comprar as marcas preferidas.
( ) Avaliação de alternativas, entendida pelo momento em que o consumidor processa as informações de cada marca concorrente.
( ) Reconhecimento do problema, entendido pelo processo de compra que começa quando o comprador reconhece um problema ou uma necessidade.
( ) Busca de informações, entendida pelo momento em que o consumidor interessado tende a buscar mais informações.
A sequência correta dessa ordenação é
Questão 45 15440497
IFAM Administração 2022Considerando-se os três tipos de abordagens de recursos humanos concebidos por Barbosa (2005, p. 124), associe corretamente a abordagem ao seu respectivo conceito.
ABORDAGENS
I - Comportamental
II - Funcional
III - Reflexivo/Critica
CONCEITOS
( ) enxerga a gestão de recursos humanos com forte ênfase no indivíduo e nos grupos e suas relações interpessoais visando o desempenho da organização. É marcada pelas seguintes práticas: liderança, motivação, qualidade de vida, estresse.
( ) proporciona uma leitura que incorpora elementos “novos” na análise sobre gestão de recursos humanos, notadamente aqueles relacionados aos atores sociais em suas interações, e como se avaliam os embates ou controvérsias de interesses dentro de uma perspectiva mais subjetiva. É marcada pelas seguintes práticas: relações de trabalho, negociação coletiva, poder, conflitos, relações sindicais.
( ) pode ser entendida a partir das diferentes atividades que compõem a prática cotidiana de recursos humanos em uma organização no que se refere às diretrizes previamente definidas para atuação tática ou estratégica. É marcada pelas seguintes práticas: cargos e salários, desempenho, treinamento, desenvolvimento, carreiras etc..
A sequência correta da associação é
06
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