Questões de EFAF Filosofia
844 Questões
Questão 5 10243194
CMBH 1° ano prova de Língua portuguesa 2015TEXTO 1
O PODER DA GENTILEZA
1. Como você se inspirou para escrever “O Poder da Gentileza”?
Rosana Braga: Eu já tratava, desde 2003, do tema “Inteligência Afetiva”, que tem muito a ver com
essa capacidade de se relacionar harmoniosamente com as pessoas, sempre buscando compreender
melhor como se comunicar, de que forma ser claro e impor limites sem precisar ultrapassar os limites
[5] da boa convivência. Sempre busquei, inclusive, mostrar o quanto a afetividade tem a ver com o
desenvolvimento da inteligência humana e de que forma isso contribui para nossa realização pessoal,
profissional e amorosa. Certo dia, pensando em como abordar esse tema de uma forma ainda mais
fácil, me veio uma percepção muito clara: o quanto temos “desaprendido” a acolher o outro, a ter
paciência, a compreender que cada um tem suas dificuldades, mas que todos nós desejamos apenas ser
[10] felizes... e a palavra GENTILEZA me veio na hora! Comecei a pesquisar sobre o tema e fui
encontrando dados surpreendentes, o que me empolgou cada vez mais. Saí de “férias” por uns dias,
como sempre faço quando vou escrever, e o resultado foi este – o livro “O Poder da Gentileza”.
2. Para você, o que é gentileza?
Rosana Braga: Segundo minhas pesquisas e estudos, e também em minha opinião enquanto
[15] consultora em relacionamentos, gentileza é um modo de agir, um jeito de ser, uma maneira de enxergar
o mundo. Ser gentil, portanto, é um atributo muito mais sofisticado e profundo que ser educado e
meramente cumprir regras de etiqueta, porque, embora possamos (e devamos) aprender a ser gentil,
trata-se de uma característica diretamente relacionada com caráter, valores e ética; sobretudo, tem a ver
com o desejo de contribuir com um mundo mais humano e eficiente para todos. Ou seja, para se tornar
[20] uma pessoa mais gentil, é preciso que cada um reflita sobre o modo como tem se relacionado consigo
mesmo, com as pessoas e com o mundo.
3. Por que nos esquecemos de ser gentis?
Rosana Braga: A rotina nos cega, costumo dizer. Pressionados por ideias equivocadas, que nos
pressionam a ter sempre mais, a cumprir prazos sem nos respeitarmos, a atingir metas que, muitas
[25] vezes, não fazem parte de nossa missão de vida e daquilo em que acreditamos, tornamo-nos mais e
mais insensíveis. E nesta insensibilidade, vamos agindo e nos relacionando com as pessoas – mesmo
com aquelas que amamos – de forma menos gentil, mais apressada e mais automatizada, sem nos
darmos conta disso. É por isso, que a meu ver, ser gentil não pode depender do outro, não pode ser uma
moeda de troca, tem de ser uma escolha pessoal, um entendimento de que podemos fazer a nossa parte
[30] e contribuir sim para um mundo melhor. Leonardo Boff tem uma frase maravilhosa que resume bem o
que quero dizer: “Não serão nossos gritos a fazer a diferença e sim a força contida em nossas mais
delicadas e íntegras ações”.
4. Que benefícios a gentileza nos traz?
Rosana Braga: Ser gentil é extremamente benéfico quando se entende que a gentileza abre portas,
[35] muda o rumo dos conflitos, facilita negociações, transforma humores, melhora as relações, enfim,
propicia inúmeras vantagens tanto na vida de quem é gentil quanto na de quem se permite receber
gentilezas. No ambiente de trabalho, por exemplo, é fato que as empresas têm preferido, cada vez mais,
profissionais dispostos a solucionar problemas e favorecer as conciliações. Afinal de contas,
competência técnica é oferecida em universidades de todo o país, mas habilidades humanas como a
[40] gentileza são características escassas e muito benquistas no mundo atual.
5. Como a gentileza interfere no nosso dia a dia? Nas relações de trabalho, no amor, na família?
Rosana Braga: Como disse anteriormente, a gentileza facilita as relações. No livro, conto a
comovente história de vida do Profeta Gentileza, que viveu na cidade do Rio de Janeiro pregando a paz
entre as pessoas. Ele tinha uma frase que ilustra muito bem o que chamo de “poder” da gentileza:
[45] GENTILEZA gera GENTILEZA. Do mesmo modo, o contrário também é verdadeiro. Ou seja,
grosserias geram grosserias e a gente sabe que ninguém gosta de ser tratado de forma grosseira. Em
minha palestra (com o mesmo título do livro), abordo os malefícios que a falta de gentileza causa em
nossa saúde física, emocional e mental. Para se ter uma ideia do quanto a gentileza interfere em nosso
dia a dia, basta notar: pessoas intolerantes, briguentas e pouco ou nada gentis geralmente sofrem de
[50] enxaqueca, de gastrite, de ansiedade, de cansaço, de falta de criatividade, entre outras limitações.
Sendo assim, o que podemos fazer de mais inteligente é tratar de praticar a gentileza quanto mais
conseguirmos. E isso é uma escolha antes de mais nada.
(Disponível em: www.rosanabraga.com.br/ Acesso em: 15/19/2015).
TEXTO 2
PROJETO REGISTRA GESTOS DE GENTILEZA DA POPULAÇÃO DE BELO HORIZONTE
Cada vez mais, com a correria do dia a dia, o tempo e a vontade de praticar a gentileza parecem gestos
em extinção. Mas não estão!
Para provar isso, foi conduzida uma matéria em Minas Gerais que percorreu diversos bairros em busca de
exemplos de gentileza e encontrou muita gente amável com o próximo sem esperar nada em troca.
[5] Após constatar isso, o site Estado Mineiro resolveu iniciar uma série sobre gentileza urbana, como parte
do concurso “Prêmio Jornal na Escola” que vai agraciar os autores das três melhores redações sobre
gentileza urbana.
São histórias como da artista plástica Estella Cruzmel, de 65, que molha as plantas e retira ervas daninhas
do gramado diariamente. Inspiradas pelo gesto da vizinha, a funcionária pública Célia Ribeiro, de 72, e
[10] Sônia Arantes, de 56, passaram a ajudá-la.
“Resolvemos ajudar, porque ela sozinha não dava conta de cuidar da praça”, diz Célia.
A artista também deixa livros sobre os bancos para quem quiser ler e, até mesmo, levar para casa. “Todos
os dias venho aqui passear e aproveito para ler.”, conta a diarista Cássia Ferreira, de 30 anos.
Outra história incrível é a do lanterneiro Odilon Rodrigues da Silva, de 50, que cultiva uma horta urbana.
[15] “Ele planta uma sementinha do bem e não espera nada em troca”, diz Wilson Fernandes, de 58. É
possível colher pés de alface, couve, cana-caiana, laranja, mamão, tomates e manjericão frescos.
Aos 93 anos, Padre Augusto Padrão faz questão de parar para conversar com as pessoas. Dá atenção
especial às crianças. “Procuro ser gentil, e a maioria retribui”, diz.
O microempreendedor Carlos Henrique Barbosa, de 44, ajuda idosos e crianças a atravessar o
[20] cruzamento entre Cristina e Viçosa. “Gentileza gera gentileza”, aposta.
Outra história maravilhosa é a das garis Creuza Ramos e Ana Xavier, que, depois de limpar as ruas do
entorno do Fórum Lafayette, oferecem café a quem passa no ponto de varrição da rua Guajajaras.
#BHmaisgentil
Os Diários Associados iniciam uma campanha de mobilização social. A meta é fazer de Belo Horizonte a
[25] capital mais gentil do Brasil, sugerindo ações simples como distribuir sorrisos, não jogar lixo na rua,
desligar celulares nos cinemas, entre outras. Para isso basta usar a #BHmaisgentil.
“Gentileza urbana é um tema muito explorado na atualidade, mas queremos, de fato, enfatizar que essa
atitude vai além da cordialidade no trânsito e da civilidade nas ações. Queremos propor uma
[30] transformação social. A escrita é o melhor meio para gerar esse processo, pois é pensando que
escrevemos e geramos conteúdo. E nada melhor que começar com os jovens, que são a grande mola
transformadora da sociedade”, diz Helivane Evangelista, diretora UniBH.

(Disponível em: http://razoesparaacreditar.com/ser/projeto-registra-gestos-de-gentileza-da-populacao-de-bh Acesso 15/09/2015.)
Observe :

(Disponível em: www.gabrielamariamonteiro.blogspot.com /Acesso em 25/09/2015).
Entre as opções a seguir, fragmentos retirados dos Textos 1 e 2, encontre aquela que resume as ideias contidas nesse manual:
Questão 4 10243169
CMBH 1° ano prova de Língua portuguesa 2015TEXTO
O PODER DA GENTILEZA
1. Como você se inspirou para escrever “O Poder da Gentileza”?
Rosana Braga: Eu já tratava, desde 2003, do tema “Inteligência Afetiva”, que tem muito a ver com
essa capacidade de se relacionar harmoniosamente com as pessoas, sempre buscando compreender
melhor como se comunicar, de que forma ser claro e impor limites sem precisar ultrapassar os limites
[5] da boa convivência. Sempre busquei, inclusive, mostrar o quanto a afetividade tem a ver com o
desenvolvimento da inteligência humana e de que forma isso contribui para nossa realização pessoal,
profissional e amorosa. Certo dia, pensando em como abordar esse tema de uma forma ainda mais
fácil, me veio uma percepção muito clara: o quanto temos “desaprendido” a acolher o outro, a ter
paciência, a compreender que cada um tem suas dificuldades, mas que todos nós desejamos apenas ser
[10] felizes... e a palavra GENTILEZA me veio na hora! Comecei a pesquisar sobre o tema e fui
encontrando dados surpreendentes, o que me empolgou cada vez mais. Saí de “férias” por uns dias,
como sempre faço quando vou escrever, e o resultado foi este – o livro “O Poder da Gentileza”.
2. Para você, o que é gentileza?
Rosana Braga: Segundo minhas pesquisas e estudos, e também em minha opinião enquanto
[15] consultora em relacionamentos, gentileza é um modo de agir, um jeito de ser, uma maneira de enxergar
o mundo. Ser gentil, portanto, é um atributo muito mais sofisticado e profundo que ser educado e
meramente cumprir regras de etiqueta, porque, embora possamos (e devamos) aprender a ser gentil,
trata-se de uma característica diretamente relacionada com caráter, valores e ética; sobretudo, tem a ver
com o desejo de contribuir com um mundo mais humano e eficiente para todos. Ou seja, para se tornar
[20] uma pessoa mais gentil, é preciso que cada um reflita sobre o modo como tem se relacionado consigo
mesmo, com as pessoas e com o mundo.
3. Por que nos esquecemos de ser gentis?
Rosana Braga: A rotina nos cega, costumo dizer. Pressionados por ideias equivocadas, que nos
pressionam a ter sempre mais, a cumprir prazos sem nos respeitarmos, a atingir metas que, muitas
[25] vezes, não fazem parte de nossa missão de vida e daquilo em que acreditamos, tornamo-nos mais e
mais insensíveis. E nesta insensibilidade, vamos agindo e nos relacionando com as pessoas – mesmo
com aquelas que amamos – de forma menos gentil, mais apressada e mais automatizada, sem nos
darmos conta disso. É por isso, que a meu ver, ser gentil não pode depender do outro, não pode ser uma
moeda de troca, tem de ser uma escolha pessoal, um entendimento de que podemos fazer a nossa parte
[30] e contribuir sim para um mundo melhor. Leonardo Boff tem uma frase maravilhosa que resume bem o
que quero dizer: “Não serão nossos gritos a fazer a diferença e sim a força contida em nossas mais
delicadas e íntegras ações”.
4. Que benefícios a gentileza nos traz?
Rosana Braga: Ser gentil é extremamente benéfico quando se entende que a gentileza abre portas,
[35] muda o rumo dos conflitos, facilita negociações, transforma humores, melhora as relações, enfim,
propicia inúmeras vantagens tanto na vida de quem é gentil quanto na de quem se permite receber
gentilezas. No ambiente de trabalho, por exemplo, é fato que as empresas têm preferido, cada vez mais,
profissionais dispostos a solucionar problemas e favorecer as conciliações. Afinal de contas,
competência técnica é oferecida em universidades de todo o país, mas habilidades humanas como a
[40] gentileza são características escassas e muito benquistas no mundo atual.
5. Como a gentileza interfere no nosso dia a dia? Nas relações de trabalho, no amor, na família?
Rosana Braga: Como disse anteriormente, a gentileza facilita as relações. No livro, conto a
comovente história de vida do Profeta Gentileza, que viveu na cidade do Rio de Janeiro pregando a paz
entre as pessoas. Ele tinha uma frase que ilustra muito bem o que chamo de “poder” da gentileza:
[45] GENTILEZA gera GENTILEZA. Do mesmo modo, o contrário também é verdadeiro. Ou seja,
grosserias geram grosserias e a gente sabe que ninguém gosta de ser tratado de forma grosseira. Em
minha palestra (com o mesmo título do livro), abordo os malefícios que a falta de gentileza causa em
nossa saúde física, emocional e mental. Para se ter uma ideia do quanto a gentileza interfere em nosso
dia a dia, basta notar: pessoas intolerantes, briguentas e pouco ou nada gentis geralmente sofrem de
[50] enxaqueca, de gastrite, de ansiedade, de cansaço, de falta de criatividade, entre outras limitações.
Sendo assim, o que podemos fazer de mais inteligente é tratar de praticar a gentileza quanto mais
conseguirmos. E isso é uma escolha antes de mais nada.
(Disponível em: www.rosanabraga.com.br/ Acesso em: 15/19/2015).
“Diga muito obrigado e receba um sorriso de volta.”
Essa reciprocidade que a gentileza propicia está exemplificada na seguinte passagem do Texto:
Questão 1 10237387
CMBH 1° ano prova de Língua portuguesa 2015TEXTO 1
O PODER DA GENTILEZA
1. Como você se inspirou para escrever “O Poder da Gentileza”?
Rosana Braga: Eu já tratava, desde 2003, do tema “Inteligência Afetiva”, que tem muito a ver com
essa capacidade de se relacionar harmoniosamente com as pessoas, sempre buscando compreender
melhor como se comunicar, de que forma ser claro e impor limites sem precisar ultrapassar os limites
[5] da boa convivência. Sempre busquei, inclusive, mostrar o quanto a afetividade tem a ver com o
desenvolvimento da inteligência humana e de que forma isso contribui para nossa realização pessoal,
profissional e amorosa. Certo dia, pensando em como abordar esse tema de uma forma ainda mais
fácil, me veio uma percepção muito clara: o quanto temos “desaprendido” a acolher o outro, a ter
paciência, a compreender que cada um tem suas dificuldades, mas que todos nós desejamos apenas ser
[10] felizes... e a palavra GENTILEZA me veio na hora! Comecei a pesquisar sobre o tema e fui
encontrando dados surpreendentes, o que me empolgou cada vez mais. Saí de “férias” por uns dias,
como sempre faço quando vou escrever, e o resultado foi este – o livro “O Poder da Gentileza”.
2. Para você, o que é gentileza?
Rosana Braga: Segundo minhas pesquisas e estudos, e também em minha opinião enquanto
[15] consultora em relacionamentos, gentileza é um modo de agir, um jeito de ser, uma maneira de enxergar
o mundo. Ser gentil, portanto, é um atributo muito mais sofisticado e profundo que ser educado e
meramente cumprir regras de etiqueta, porque, embora possamos (e devamos) aprender a ser gentil,
trata-se de uma característica diretamente relacionada com caráter, valores e ética; sobretudo, tem a ver
com o desejo de contribuir com um mundo mais humano e eficiente para todos. Ou seja, para se tornar
[20] uma pessoa mais gentil, é preciso que cada um reflita sobre o modo como tem se relacionado consigo
mesmo, com as pessoas e com o mundo.
3. Por que nos esquecemos de ser gentis?
Rosana Braga: A rotina nos cega, costumo dizer. Pressionados por ideias equivocadas, que nos
pressionam a ter sempre mais, a cumprir prazos sem nos respeitarmos, a atingir metas que, muitas
[25] vezes, não fazem parte de nossa missão de vida e daquilo em que acreditamos, tornamo-nos mais e
mais insensíveis. E nesta insensibilidade, vamos agindo e nos relacionando com as pessoas – mesmo
com aquelas que amamos – de forma menos gentil, mais apressada e mais automatizada, sem nos
darmos conta disso. É por isso, que a meu ver, ser gentil não pode depender do outro, não pode ser uma
moeda de troca, tem de ser uma escolha pessoal, um entendimento de que podemos fazer a nossa parte
[30] e contribuir sim para um mundo melhor. Leonardo Boff tem uma frase maravilhosa que resume bem o
que quero dizer: “Não serão nossos gritos a fazer a diferença e sim a força contida em nossas mais
delicadas e íntegras ações”.
4. Que benefícios a gentileza nos traz?
Rosana Braga: Ser gentil é extremamente benéfico quando se entende que a gentileza abre portas,
[35] muda o rumo dos conflitos, facilita negociações, transforma humores, melhora as relações, enfim,
propicia inúmeras vantagens tanto na vida de quem é gentil quanto na de quem se permite receber
gentilezas. No ambiente de trabalho, por exemplo, é fato que as empresas têm preferido, cada vez mais,
profissionais dispostos a solucionar problemas e favorecer as conciliações. Afinal de contas,
competência técnica é oferecida em universidades de todo o país, mas habilidades humanas como a
[40] gentileza são características escassas e muito benquistas no mundo atual.
5. Como a gentileza interfere no nosso dia a dia? Nas relações de trabalho, no amor, na família?
Rosana Braga: Como disse anteriormente, a gentileza facilita as relações. No livro, conto a
comovente história de vida do Profeta Gentileza, que viveu na cidade do Rio de Janeiro pregando a paz
entre as pessoas. Ele tinha uma frase que ilustra muito bem o que chamo de “poder” da gentileza:
[45] GENTILEZA gera GENTILEZA. Do mesmo modo, o contrário também é verdadeiro. Ou seja,
grosserias geram grosserias e a gente sabe que ninguém gosta de ser tratado de forma grosseira. Em
minha palestra (com o mesmo título do livro), abordo os malefícios que a falta de gentileza causa em
nossa saúde física, emocional e mental. Para se ter uma ideia do quanto a gentileza interfere em nosso
dia a dia, basta notar: pessoas intolerantes, briguentas e pouco ou nada gentis geralmente sofrem de
[50] enxaqueca, de gastrite, de ansiedade, de cansaço, de falta de criatividade, entre outras limitações.
Sendo assim, o que podemos fazer de mais inteligente é tratar de praticar a gentileza quanto mais
conseguirmos. E isso é uma escolha antes de mais nada.
(Disponível em: www.rosanabraga.com.br/ Acesso em: 15/19/2015).
TEXTO 2
PROJETO REGISTRA GESTOS DE GENTILEZA DA POPULAÇÃO DE BELO HORIZONTE
Cada vez mais, com a correria do dia a dia, o tempo e a vontade de praticar a gentileza parecem gestos
em extinção. Mas não estão!
Para provar isso, foi conduzida uma matéria em Minas Gerais que percorreu diversos bairros em busca de
exemplos de gentileza e encontrou muita gente amável com o próximo sem esperar nada em troca.
[5] Após constatar isso, o site Estado Mineiro resolveu iniciar uma série sobre gentileza urbana, como parte
do concurso “Prêmio Jornal na Escola” que vai agraciar os autores das três melhores redações sobre
gentileza urbana.
São histórias como da artista plástica Estella Cruzmel, de 65, que molha as plantas e retira ervas daninhas
do gramado diariamente. Inspiradas pelo gesto da vizinha, a funcionária pública Célia Ribeiro, de 72, e
[10] Sônia Arantes, de 56, passaram a ajudá-la.
“Resolvemos ajudar, porque ela sozinha não dava conta de cuidar da praça”, diz Célia.
A artista também deixa livros sobre os bancos para quem quiser ler e, até mesmo, levar para casa. “Todos
os dias venho aqui passear e aproveito para ler.”, conta a diarista Cássia Ferreira, de 30 anos.
Outra história incrível é a do lanterneiro Odilon Rodrigues da Silva, de 50, que cultiva uma horta urbana.
[15] “Ele planta uma sementinha do bem e não espera nada em troca”, diz Wilson Fernandes, de 58. É
possível colher pés de alface, couve, cana-caiana, laranja, mamão, tomates e manjericão frescos.
Aos 93 anos, Padre Augusto Padrão faz questão de parar para conversar com as pessoas. Dá atenção
especial às crianças. “Procuro ser gentil, e a maioria retribui”, diz.
O microempreendedor Carlos Henrique Barbosa, de 44, ajuda idosos e crianças a atravessar o
[20] cruzamento entre Cristina e Viçosa. “Gentileza gera gentileza”, aposta.
Outra história maravilhosa é a das garis Creuza Ramos e Ana Xavier, que, depois de limpar as ruas do
entorno do Fórum Lafayette, oferecem café a quem passa no ponto de varrição da rua Guajajaras.
#BHmaisgentil
Os Diários Associados iniciam uma campanha de mobilização social. A meta é fazer de Belo Horizonte a
[25] capital mais gentil do Brasil, sugerindo ações simples como distribuir sorrisos, não jogar lixo na rua,
desligar celulares nos cinemas, entre outras. Para isso basta usar a #BHmaisgentil.
“Gentileza urbana é um tema muito explorado na atualidade, mas queremos, de fato, enfatizar que essa
atitude vai além da cordialidade no trânsito e da civilidade nas ações. Queremos propor uma
[30] transformação social. A escrita é o melhor meio para gerar esse processo, pois é pensando que
escrevemos e geramos conteúdo. E nada melhor que começar com os jovens, que são a grande mola
transformadora da sociedade”, diz Helivane Evangelista, diretora UniBH.

(Disponível em: http://razoesparaacreditar.com/ser/projeto-registra-gestos-de-gentileza-da-populacao-de-bh Acesso 15/09/2015.)
Leia o trecho: “É por isso, que a meu ver, ser gentil não pode depender do outro, não pode ser uma moeda de troca [...]” (Texto 1 - l. 28 e 29).
Essa passagem está bem exemplificada, no Texto 2, no seguinte relato:
Questão 18 10223426
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2015TEXTO

http://familialacerda.blogspot.com.br/2010_11_01_archive.html
Assinale o item que apresenta o tema principal do texto.
Questão 5 10222801
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2015TEXTO
O medo de errar
Martha Medeiros
“A gente é a soma das nossas decisões.”É uma frase da qual sempre
gostei, mas lembrei-me dela outro dia num local inusitado: dentro do super.
Comprar maionese, band-aid e iogurte, por exemplo, hoje requer expertise. Tem
maionese tradicional, light, premium, com leite, com ômega 3, com limão, com
[5] ovos “free range”. Band-aid, há de todos os formatos e tamanhos, nas versões:
transparente, extratransparente, colorido, temático, flexível.
É o melhor dos mundos: aumentou a diversificação. E com ela, o medo de
errar.
Assim como antes era mais fácil fazer compras, também era mais fácil
[10] viver. Para ser feliz, bastava estudar (magistério para as moças), fazer uma
faculdade (Medicina, Engenharia ou Direito para os rapazes), casar (com o sexo
oposto), ter filhos (no mínimo dois) e manter a família estruturada até o fim dos
dias. Era a maionese tradicional.
Hoje, existem várias “marcas” de felicidade. (...) Fazer intercâmbio, abrir o
[15] próprio negócio, tentar um concurso público, entrar para a faculdade. Mas estudar
o quê? Só de cursos técnicos, profissionalizantes e universitários, há centenas.
Computação Gráfica ou Informática Biomédica? Editoração ou Ciências
Moleculares? Moda, Geofísica ou Engenharia de Petróleo?
A vida padronizada podia ser menos estimulante, mas oferecia mais
[20] segurança, era fácil “acertar” e se sentir um adulto. Já a expansão de ofertas
tornou tudo mais empolgante, só que incentivou a infantilização: sem saber ao
certo o que é melhor para si, surgiu o medo de crescer.
Todos parecem ter 10 anos menos. Quem tem 17, age como se tivesse 7.
Quem tem 28, parece ter 18. Quem tem 39, vive como se fosse 29. Quem tem
[25] 40, 50, 60, mesma coisa. Por um lado, é ótimo ter um espírito jovial e a aparência
idem, mas até quando se pode adiar a maturidade?
Só nos tornamos verdadeiramente adultos quando perdemos o medo de
errar. Não somos apenas a soma das nossas escolhas, mas também das nossas
renúncias. Crescer é tomar decisões e, depois, conviver pacificamente com a
[30] dúvida. Como querem ter certeza absoluta, adolescentes prorrogam suas
escolhas – errar lhes parece a morte.
Adultos sabem que nunca terão certeza absoluta de nada, e sabem também
que só a morte física é definitiva. Já “morreram” diante de fracassos e
frustrações, e voltaram pra vida. Ao entender que é normal morrer várias vezes
[35] numa única existência, perdemos o medo – e finalmente crescemos.
Zero Hora – 25/09/2011. http:www.avarandablogspot.com . Acesso: 17/08/2015(com adaptações)
Com base na leitura do texto, marque o item em que se apresenta a afirmativa correta a respeito da concordância verbal aplicada.
Questão 4 10222748
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2015TEXTO
O medo de errar
Martha Medeiros
“A gente é a soma das nossas decisões.”É uma frase da qual sempre
gostei, mas lembrei-me dela outro dia num local inusitado: dentro do super.
Comprar maionese, band-aid e iogurte, por exemplo, hoje requer expertise. Tem
maionese tradicional, light, premium, com leite, com ômega 3, com limão, com
[5] ovos “free range”. Band-aid, há de todos os formatos e tamanhos, nas versões:
transparente, extratransparente, colorido, temático, flexível.
É o melhor dos mundos: aumentou a diversificação. E com ela, o medo de
errar.
Assim como antes era mais fácil fazer compras, também era mais fácil
[10] viver. Para ser feliz, bastava estudar (magistério para as moças), fazer uma
faculdade (Medicina, Engenharia ou Direito para os rapazes), casar (com o sexo
oposto), ter filhos (no mínimo dois) e manter a família estruturada até o fim dos
dias. Era a maionese tradicional.
Hoje, existem várias “marcas” de felicidade. (...) Fazer intercâmbio, abrir o
[15] próprio negócio, tentar um concurso público, entrar para a faculdade. Mas estudar
o quê? Só de cursos técnicos, profissionalizantes e universitários, há centenas.
Computação Gráfica ou Informática Biomédica? Editoração ou Ciências
Moleculares? Moda, Geofísica ou Engenharia de Petróleo?
A vida padronizada podia ser menos estimulante, mas oferecia mais
[20] segurança, era fácil “acertar” e se sentir um adulto. Já a expansão de ofertas
tornou tudo mais empolgante, só que incentivou a infantilização: sem saber ao
certo o que é melhor para si, surgiu o medo de crescer.
Todos parecem ter 10 anos menos. Quem tem 17, age como se tivesse 7.
Quem tem 28, parece ter 18. Quem tem 39, vive como se fosse 29. Quem tem
[25] 40, 50, 60, mesma coisa. Por um lado, é ótimo ter um espírito jovial e a aparência
idem, mas até quando se pode adiar a maturidade?
Só nos tornamos verdadeiramente adultos quando perdemos o medo de
errar. Não somos apenas a soma das nossas escolhas, mas também das nossas
renúncias. Crescer é tomar decisões e, depois, conviver pacificamente com a
[30] dúvida. Como querem ter certeza absoluta, adolescentes prorrogam suas
escolhas – errar lhes parece a morte.
Adultos sabem que nunca terão certeza absoluta de nada, e sabem também
que só a morte física é definitiva. Já “morreram” diante de fracassos e
frustrações, e voltaram pra vida. Ao entender que é normal morrer várias vezes
[35] numa única existência, perdemos o medo – e finalmente crescemos.
Zero Hora – 25/09/2011. http:www.avarandablogspot.com . Acesso: 17/08/2015(com adaptações)
A respeito das relações de sentido indicadas pelas palavras ou expressões destacadas nos trechos do texto, marque o item em que se observa uma relação de causa e consequência entre as estruturas.
06
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