Questões de EFAF Filosofia - Temática
744 Questões
Questão 5 10205943
IFCE* 1° Ano 2014/2O MERCADO MANDA MESMO?
Quem se dedicar hoje a ler todos os livros, manuais e artigos sobre o que é ser um ''bom profissional'' certamente
vai desistir de tentar qualquer emprego. Em primeiro lugar, as descrições que encontramos são sempre de ''super-
homens'', que nunca têm estresse, não se cansam, são capazes de infinitas adaptações, nunca brigam com a família...
Ou seja, não é descrição de gente.
[5] Em segundo lugar, o conjunto dessas fórmulas é francamente contraditório. O que uns dizem que é bom outros
acham que não. É como se cada autor, cada consultor, cada articulista pegasse uma ideia, transformasse em regra e
quisesse aplicá-la a todos os seres humanos, de qualquer sexo e de qualquer cultura.
Não é preciso muita sociologia para perceber que esse emaranhado todo, ao pretender indicar o bom caminho
para o profissional, desenha uma espécie de ''tipo ideal'' de trabalhador para as necessidades do mercado. E como o
[10] próprio mercado é todo cheio de ambiguidades e necessidades que são contrárias umas às outras, o que sobra para nós
é uma grande perplexidade.
Então que tal parar um pouco de pensar no mercado e pensar em você mesmo? Qual é o ''algo a mais'' que você,
com sua personalidade, suas aptidões, seu jeito de ser, qual é esse ''algo'' que você pode desenvolver? É preciso saber
que formação é a mais adequada para você, não a formação mais adequada para o mercado.
[15] As diferentes cartilhas, as diversas teorias, as fórmulas mágicas servem apenas para tentar conduzir todo mundo
para o mesmo lugar. O desafio é sair desse lugar e se tornar alguém incomum, de acordo com seus desejos e
interesses. Então, não será apenas uma questão de ''empregabilidade'', como dizem, mas de vida.
Pode até não parecer, mas nós somos seres humanos, com dignidade. No mercado, há obviamente mercadorias,
simplesmente com preço. E fazer o melhor por si mesmo, e não pelo mercado, é algo que não tem preço.
(In: FOLHA DE SÃO PAULO - Especial: Empregos, 22 de abril de 2001 - p.10 - texto adaptado)
Ao utilizar o termo "super-homens" (linhas 2 e 3), o autor do presente texto:
Questão 4 10205930
IFCE* 1° Ano 2014/2O MERCADO MANDA MESMO?
Quem se dedicar hoje a ler todos os livros, manuais e artigos sobre o que é ser um ''bom profissional'' certamente
vai desistir de tentar qualquer emprego. Em primeiro lugar, as descrições que encontramos são sempre de ''super-
homens'', que nunca têm estresse, não se cansam, são capazes de infinitas adaptações, nunca brigam com a família...
Ou seja, não é descrição de gente.
[5] Em segundo lugar, o conjunto dessas fórmulas é francamente contraditório. O que uns dizem que é bom outros
acham que não. É como se cada autor, cada consultor, cada articulista pegasse uma ideia, transformasse em regra e
quisesse aplicá-la a todos os seres humanos, de qualquer sexo e de qualquer cultura.
Não é preciso muita sociologia para perceber que esse emaranhado todo, ao pretender indicar o bom caminho
para o profissional, desenha uma espécie de ''tipo ideal'' de trabalhador para as necessidades do mercado. E como o
[10] próprio mercado é todo cheio de ambiguidades e necessidades que são contrárias umas às outras, o que sobra para nós
é uma grande perplexidade.
Então que tal parar um pouco de pensar no mercado e pensar em você mesmo? Qual é o ''algo a mais'' que você,
com sua personalidade, suas aptidões, seu jeito de ser, qual é esse ''algo'' que você pode desenvolver? É preciso saber
que formação é a mais adequada para você, não a formação mais adequada para o mercado.
[15] As diferentes cartilhas, as diversas teorias, as fórmulas mágicas servem apenas para tentar conduzir todo mundo
para o mesmo lugar. O desafio é sair desse lugar e se tornar alguém incomum, de acordo com seus desejos e
interesses. Então, não será apenas uma questão de ''empregabilidade'', como dizem, mas de vida.
Pode até não parecer, mas nós somos seres humanos, com dignidade. No mercado, há obviamente mercadorias,
simplesmente com preço. E fazer o melhor por si mesmo, e não pelo mercado, é algo que não tem preço.
(In: FOLHA DE SÃO PAULO - Especial: Empregos, 22 de abril de 2001 - p.10 - texto adaptado)
"Em segundo lugar, o conjunto dessas fórmulas é francamente contraditório" (linha 5).
O termo em destaque refere-se a:
Questão 3 10205925
IFCE* 1° Ano 2014/2O MERCADO MANDA MESMO?
Quem se dedicar hoje a ler todos os livros, manuais e artigos sobre o que é ser um ''bom profissional'' certamente
vai desistir de tentar qualquer emprego. Em primeiro lugar, as descrições que encontramos são sempre de ''super-
homens'', que nunca têm estresse, não se cansam, são capazes de infinitas adaptações, nunca brigam com a família...
Ou seja, não é descrição de gente.
[5] Em segundo lugar, o conjunto dessas fórmulas é francamente contraditório. O que uns dizem que é bom outros
acham que não. É como se cada autor, cada consultor, cada articulista pegasse uma ideia, transformasse em regra e
quisesse aplicá-la a todos os seres humanos, de qualquer sexo e de qualquer cultura.
Não é preciso muita sociologia para perceber que esse emaranhado todo, ao pretender indicar o bom caminho
para o profissional, desenha uma espécie de ''tipo ideal'' de trabalhador para as necessidades do mercado. E como o
[10] próprio mercado é todo cheio de ambiguidades e necessidades que são contrárias umas às outras, o que sobra para nós
é uma grande perplexidade.
Então que tal parar um pouco de pensar no mercado e pensar em você mesmo? Qual é o ''algo a mais'' que você,
com sua personalidade, suas aptidões, seu jeito de ser, qual é esse ''algo'' que você pode desenvolver? É preciso saber
que formação é a mais adequada para você, não a formação mais adequada para o mercado.
[15] As diferentes cartilhas, as diversas teorias, as fórmulas mágicas servem apenas para tentar conduzir todo mundo
para o mesmo lugar. O desafio é sair desse lugar e se tornar alguém incomum, de acordo com seus desejos e
interesses. Então, não será apenas uma questão de ''empregabilidade'', como dizem, mas de vida.
Pode até não parecer, mas nós somos seres humanos, com dignidade. No mercado, há obviamente mercadorias,
simplesmente com preço. E fazer o melhor por si mesmo, e não pelo mercado, é algo que não tem preço.
(In: FOLHA DE SÃO PAULO - Especial: Empregos, 22 de abril de 2001 - p.10 - texto adaptado)
A principal relação de ideias que o autor utiliza ao longo de todo o texto é de:
Questão 1 10205877
IFCE* 1° Ano 2014/2O MERCADO MANDA MESMO?
Quem se dedicar hoje a ler todos os livros, manuais e artigos sobre o que é ser um ''bom profissional'' certamente
vai desistir de tentar qualquer emprego. Em primeiro lugar, as descrições que encontramos são sempre de ''super-
homens'', que nunca têm estresse, não se cansam, são capazes de infinitas adaptações, nunca brigam com a família...
Ou seja, não é descrição de gente.
[5] Em segundo lugar, o conjunto dessas fórmulas é francamente contraditório. O que uns dizem que é bom outros
acham que não. É como se cada autor, cada consultor, cada articulista pegasse uma ideia, transformasse em regra e
quisesse aplicá-la a todos os seres humanos, de qualquer sexo e de qualquer cultura.
Não é preciso muita sociologia para perceber que esse emaranhado todo, ao pretender indicar o bom caminho
para o profissional, desenha uma espécie de ''tipo ideal'' de trabalhador para as necessidades do mercado. E como o
[10] próprio mercado é todo cheio de ambiguidades e necessidades que são contrárias umas às outras, o que sobra para nós
é uma grande perplexidade.
Então que tal parar um pouco de pensar no mercado e pensar em você mesmo? Qual é o ''algo a mais'' que você,
com sua personalidade, suas aptidões, seu jeito de ser, qual é esse ''algo'' que você pode desenvolver? É preciso saber
que formação é a mais adequada para você, não a formação mais adequada para o mercado.
[15] As diferentes cartilhas, as diversas teorias, as fórmulas mágicas servem apenas para tentar conduzir todo mundo
para o mesmo lugar. O desafio é sair desse lugar e se tornar alguém incomum, de acordo com seus desejos e
interesses. Então, não será apenas uma questão de ''empregabilidade'', como dizem, mas de vida.
Pode até não parecer, mas nós somos seres humanos, com dignidade. No mercado, há obviamente mercadorias,
simplesmente com preço. E fazer o melhor por si mesmo, e não pelo mercado, é algo que não tem preço.
(In: FOLHA DE SÃO PAULO - Especial: Empregos, 22 de abril de 2001 - p.10 - texto adaptado)
Na passagem "Quem se dedicar hoje a ler todos os livros, manuais e artigos sobre o que é ser um ''bom profissional'' certamente vai desistir de tentar qualquer emprego" (linhas 1 e 2), há uma relação de:
Questão 12 10156979
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2014TEXTO
A ÁGUIA QUE (QUASE) VIROU GALINHA
Por: Rubem Alves
1 Era uma vez uma águia que foi criada num galinheiro. Cresceu pensando que era galinha.
Era uma galinha estranha (o que a fazia sofrer). Que tristeza quando se via refletida nos espelhos das
poças d'água tão diferente! O bico era grande demais, adunco, impróprio para catar milho, como todas as
outras faziam. Seus olhos tinham um ar feroz, diferente do olhar amedrontado das galinhas, tão ao sabor
do amor do galo.
2 Era muito grande em relação as outras, era atlética. Com certeza sofria de alguma doença. E ela queria uma coisa só: ser uma galinha comum, como todas as outras.
3 Fazia um esforço enorme para isso. Treinava ciscar com bamboleio próprio. Andava meio agachada, para não se destacar pela altura. Tomava lições de cacarejo.
4 O que mais queria: que seu cocô tivesse o mesmo “cheiro familiar e acolhedor do cocô das galinhas. O seu era “diferente, inconfundível. Todos sabiam onde ela tinha estado e riam.
5 Sua luta para ser igual a levava a extremos de dedicação política. Participava de todas as causas. Quando havia greve por rações de milho mais abundantes, ela estava sempre na frente. Fazia discursos inflamados contra as péssimas condições de segurança do galinheiro, pois a tela precisava ser arrumada, estava cheia de buracos (nunca lhe passava pela cabeça aproveitar-se dos furos para fugir, porque o que ela queria não era a liberdade, era ser igual às outras, mesmo dentro do galinheiro).
6 Pregava a necessidade de uma revolução no galinheiro. Acabar com o dono que se apossava do trabalho das galinhas. O galinheiro precisava de uma nova administração galinácea. (Acabar com o galinheiro, derrubar as cercas, isso era coisa impensável. O que se desejava era um galinheiro que fosse bom, protegido, onde ninguém pudesse entrar — muito embora o reverso fosse “de onde ninguém pudesse sair”).
7 Aconteceu que, um dia, um alpinista que se dirigia para o cume das montanhas passou por ali. Alpinistas são pessoas que gostam de ser águias. Não podendo, fazem aquilo que chega mais perto. Sobem a pés e mãos, até as alturas onde elas vivem e voam. E ficam lá, olhando para baixo, imaginando que seria muito bom se fossem águias e pudessem voar.
8 O alpinista viu a águia no galinheiro e se assustou.
9 — O que você, águia, está fazendo no meio das galinhas? Ele perguntou.
10 Ela pensou que estava sendo caçoada e ficou brava.
11 — Não me goza. Águia é a vovozinha. Sou galinha de corpo e alma, embora não pareça.
12 — Galinha coisa nenhuma, replicou o alpinista. Você tem bico de águia, olhar de águia, rabo de águia, cocô de águia. É ÁGUIA! Deveria estar voando... E apontou para minúsculos pontos no céu, muito longe, águias que voam perto dos picos das montanhas.
13 — Deus me livre! Tenho vertigem das alturas. Me dá tonteira. O máximo, para mim, é o segundo degrau do poleiro, ela respondeu.
14 O alpinista percebeu que a discussão não iria a lugar nenhum. Suspeitou que a águia até gostava de ser galinha. Coisa que acontece frequentemente. Voar é excitante, mas dá calafrios. O galinheiro pode ser chato, mas é tranquilo. A segurança atrai mais que a liberdade.
15 Assim, fim de papo. Agarrou a águia e enfiou dentro de um saco. E continuou sua marcha para o alto da montanha.
16 Chegando lá, escolheu o abismo mais fundo, abriu o saco e sacudiu a águia no vazio. Ela caiu. Aterrorizada, debateu-se furiosamente, procurando algo a que se agarrar. Mas não havia nada. Só lhe sobravam as asas.
17 E foi então que algo novo aconteceu. Do fundo de seu corpo galináceo, uma águia, há muito tempo adormecida e esquecida, acordou, se apossou das asas e, de repente, ela voou.
18 “Lá de cima olhou o vale onde vivera. Visto das alturas, ele era muito mais bonito. Que pena que há tantos animais que só podem ver os limites do galinheiro!”
Disponivel em: www .biblipage.com/aquia. html
Acesso em 02/10/2014,
Texto adaptado.
Vocabulário:
Adunco: recurvado, curvo (1° parágrafo)
Os termos sublinhados e numerados em “Pregava a necessidade(1) de uma revolução(2) no galinheiro.” (texto, 6° parágrafo) representam, do ponto de vista sintático, as seguintes funções,
Questão 8 11132643
Concursos P. santana do ipanema 2013A questão referem-se ao texto seguinte.
[...] Independentemente da tecnologia usada para manter as amizades, tanto os relacionamentos da vida real quanto da virtual exigem dedicação e doação – de tempo, disponibilidade e afeto. “As redes sociais são o fast-food da amizade”, diz a filósofa americana Shannon Vallor, que estuda as implicações éticas das novas tecnologias na Universidade Santa Clara. “Assim como sabemos que a comida feita em casa é mais nutritiva, mas escolhemos o fast-food porque é mais rápido e conveniente, muitos apostam nas novas mídias como uma maneira menos trabalhosa de desfrutar as amizades. Esse tipo de relacionamento pode distorcer o entendimento sobre amizades verdadeiras e como mantê-las.” A internet trouxe até a nossa vida uma imensa coleção de possíveis amigos. Cabe a nós fazer as amizades florescer.
(ÉPOCA, 1/10/12. Comportamento: Como fazer amigos de verdade em tempos de facebook, por Marcela Buscato, Luíza Karam e Isabella Ayub. Fragmento).
As aspas estão empregadas no texto com a seguinte função:
06
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