Questões de EFAF Filosofia
844 Questões
Questão 2 10734386
COLÉGIO SÓLIDO* 1° Ano 2016No lugar do outro
Rosely Sayão

Crianças e adolescentes têm aprendido com a nossa dificuldade em conviver com as diferenças
Estamos vivendo uma crise intensa: a das relações humanas. Todos os dias testemunhamos ou protagonizamos, tanto na vida presencial quanto na virtual, comportamentos e atitudes que vão do ódio declarado ou sutil ao desdém em relação ao outro. As relações humanas, sempre tão complexas, exigem, no entanto, delicadeza, atenção e compromisso social. Tem sido difícil manter a saúde mental e a qualidade de vida no contexto atual.
Crianças e adolescentes já dão sinais claros de que têm aprendido muito com nossa dificuldade em conviver com as diferenças e de respeitá-las; de tentar colocar-se no lugar do outro para compreender suas posições e atitudes; de ter compaixão; de conflitar em vez de confrontar; de agir com doçura, por exemplo. Conseguir fazer isso é ter empatia com o outro.
Pais e professores têm reclamado de comportamentos provocativos, desrespeitosos, desafiadores e desobedientes dos mais novos. Entretanto, se pudéssemos nos dedicar por alguns momentos à auto-observação, constataríamos essas características também em nós, adultos.
Mas são os mais novos que levam a pior nessa história: crianças e adolescentes que desobedecem, desafiam e têm comportamentos considerados agressivos, como os nossos, podem receber diagnósticos e orientação para tratamento. Conheço famílias com filhos diagnosticados com "Transtorno Desafiador Opositivo", porque têm comportamentos típicos da idade.
Há uma grande preocupação global com a nossa atual falta de empatia. Um sinal disso foi a inauguração, em Londres, do primeiro Museu da Empatia.
Nele, os visitantes são convocados a experimentar/enxergar o mundo pelo olhar de um outro – não próximo ou conhecido, mas um outro com quem eles não têm qualquer relação. A expressão que deu sentido ao museu é a expressão inglesa "in your shoes" (em seus sapatos), que em língua portuguesa significa "em seu lugar".
Os visitantes se deparam, na entrada, com uma caixa com diferentes pares de sapatos usados. Escolhem um de seu número para calçar e recebem um áudio que conta uma parte da história da pessoa que foi dona daquele par.
Desenvolver a empatia é uma condição absolutamente necessária para ensiná-la aos mais novos. Aliás, eles podem tê-la mais facilmente do que nós. Um pai me contou, comovido, que conversava com um amigo a respeito da situação de muitos refugiados de países em guerra e que comentou que não adiantava a busca por outro local, já que a crise de empregos era mundial. Seu filho, de sete anos, que estava por perto, perguntou de imediato: "Pai, se tivesse guerra aqui, você preferiria que eu morresse?". Ele mudou de ideia.
Estacionar o carro em vaga de idosos, grávidas e portadores de deficiência é mais do que contravenção: é falta de empatia. Reclamar da lentidão dos velhos é mais do que desrespeito: é falta de empatia. Agredir ostensivamente o outro por suas posições é mais do que dificuldade em lidar com as diferenças: é falta de empatia. Do mesmo modo, reclamar do comportamento dos mais novos é falta de empatia.
A empatia pode provocar uma grande mudança social, diz Roman Krznari, estudioso do tema. Vamos desenvolvê-la para ensiná-la?
Folha de S. Paulo, 22 de setembro de 2015
O título “No lugar do outro” já sintetiza a temática abordada pela autora em seu texto.
Assinale a alternativa que apresenta um maior diálogo com o título, dentre as estratégias a que a autora recorre para a construção do texto.
Questão 5 10703629
OBRL 6° Ano - 2° Fase (Sem Gabarito) 2016No quadro abaixo as quatro linhas de palavras, estão ligadas por uma relação, ou seja, pertencem a uma mesma classe.

Determine as palavras que substituem X, Y e Z respectivamente.
Questão 1 10703610
OBRL 6° Ano - 2° Fase (Sem Gabarito) 2016Na lógica sentencial, denomina-se proposição uma frase que pode ser julgada como verdadeira (V) ou falsa (F), mas não, como ambas. Assim, frases como “Quando irá chover?” e “Estou em dúvida se esta laranja é azeda” não são proposições porque a primeira é pergunta e a segunda não pode ser nem V nem F. As proposições são representadas simbolicamente por letras maiúsculas do alfabeto —A, B, C e tc. Uma proposição da forma “A ou B” é F se A e B forem F, caso contrário é V; e uma proposição da forma “Se A então B” é F se A for V e B for F, caso contrário é V. Considerando as informações contidas no texto acima, julgue o item subsequente.
Na lista de frases apresentadas a seguir, há exatamente duas proposições.
I. Vamos para praia imediatamente!
II. Adriana é Engenheira e Orlando é Fisioterapeuta.
III. Será que a primavera ocorrerá antes do inverno?
IV. Faça seu dever corretamente.
V. Axioma é uma verdade que é incontestável.
Em qual ou quais dos itens acima estão as duas proposições?
Questão 16 10697379
CMRJ 6° Ano - Português 2016Há vários tipos de escola, não é mesmo? Pior: também há falta delas. Mas todas as que existem talvez possam ser divididas em dois grandes grupos....
Gaiolas ou asas

[...] Há escolas que são gaiolas e há escolas que são
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode Ievá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre tem um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, Imo elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado
[...]
Rubem Alves, Gaiolas ou asas. Disponível em: http://contadoresdeestorias.wordpress.com. Acesso em 20/10/16. (fragmento)
Os alunos são comparados a pássaros na passagem "Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são as não amam pássaros engaiolados."
Nesse sentido, o texto sugere que
Questão 15 10697330
CMRJ 6° Ano - Português 2016Há vários tipos de escola, não é mesmo? Pior: também há falta delas. Mas todas as que existem talvez possam ser divididas em dois grandes grupos....
Gaiolas ou asas

[...] Há escolas que são gaiolas e há escolas que são
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode Ievá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre tem um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, Imo elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado
[...]
Rubem Alves, Gaiolas ou asas. Disponível em: http://contadoresdeestorias.wordpress.com. Acesso em 20/10/16. (fragmento)
Rubem Alves fez uma comparação entre "escolas que são gaiolas" e "escolas que são amas".
Nesse contexto, "gaiolas" e "asas" significam, respectivamente,
Questão 14 10619616
COTIL 1° Ano 2016Texto para a questão

Entra governo, sai governo, um escândalo atrás do outro, uma verdadeira afronta ao nível de inteligência humana, sem o menor pudor. Apesar de tudo, não existe culpado e quando alguém consegue encontrá-lo, são necessários muitos anos para fazer valer o senso de justiça que, aliás, anda escasso nos dias de hoje.
Pessoas com ausência de responsabilidade possuem as justificativas na ponta da língua. O discurso será colocado em prática ao menor sinal de perigo. Não é comigo, eu fiz a minha parte, o problema são os outros, aqui sempre foi assim, isso não muda, no próximo ano a gente vê como é que faz, culpa do governo, não há nada que eu possa fazer. Esses e outros jargões são típicos de quem não assume a responsabilidade, sequer entende o conceito.
Culturas organizacionais com nível reduzido ou nulo de responsabilidade fomentam o cinismo, a falta de confiança e o desperdício de energia vital com manobras políticas constantes na tentativa de se defender ou transferir a culpa. Nesse caso, perde-se o bom senso, a capacidade de aprendizagem, a esperança de se reverter o caos.
A falta de responsabilidade depende de vários fatores enraizados desde a mais tenra infância: cultura familiar, relacionamentos, influência de pais e amigos, história pessoal, experiências negativas vivenciadas no passado. Embora não seja difícil identificar os fatores, considero a “síndrome da vítima” o principal de todos.
Omitir-se, fazer-se de vítima, transferir a culpa são armas de defesa dos fracos de espírito.
Pessoas com baixo nível de responsabilidade preferem se sentir insignificantes, dissimular, zoar, encontrar alguém para culpar em vez de exercitar a capacidade de assumir o controle sobre si mesmo e sobre suas ações.
No fim da história, a culpa é da sociedade, do pedestre atropelado, do menino assassinado, do eleitor mal informado, do paciente inconformado, do aluno despreparado, do professor mal remunerado, do infeliz desavisado. A culpa só não é do culpado, portanto, quando o chefe inescrupuloso estiver do seu lado, cuidado, você pode ser o próximo culpado. Independentemente da idade, cultura, nível de instrução e do meio onde você vive, jamais tente esquivar-se da parte que lhe cabe no mundo. Assumir a responsabilidade e aprender com os erros é coisa para gente grande, evoluída, capaz de dar a volta por cima e disposta a entender que os erros são parte integrante do crescimento pessoal e profissional.
Pense nisso e seja feliz!
http://www.jeronimomendes.com.br/o-que-e-responsabilidade/#sthash.ndB7tPUY.dpuf
Assinale a resposta incorreta.
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)