Questões de EFAF Filosofia - Temática
744 Questões
Questão 13 10151483
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2015Leia o texto a seguir e assinale a única resposta correta em cada questão.
TEXTO
O direito de ser diferente
Por Cidinei Bogo Chat
Quando perdemos o direito de ser diferentes, perdemos o privilégio de ser livres.
Charles Evans Hughes
Nenhum ser humano é igual ao seu semelhante. Cada pessoa tem sua própria
singularidade que a distingue como ser humano individual, em face de gosto, antipatia, talento,
sexo, cultura, língua, religião e nacionalidade. Entretanto, as diferenças sempre alimentaram
discórdias entre as pessoas e grupos sociais.
[5] Aliás, sob tal perspectiva, urge ressaltar que a humanidade tem presenciado ao longo de sua
história uma sequência de intolerância à diferença. Ser rotulado de diferente sempre foi visto como
sinônimo de inferioridade, de indesejável, de separado do grupo. Basta à pessoa ser considerada
diferente para os tidos padrões “normais” para que todos passem a desprezá-la, considerando-a
como um ser de outro mundo.
[10] Nesse sentido, um dos problemas que deve ser enfrentado por toda a humanidade é a
tendência existente de definir as pessoas diferentes em termos negativos, de ver essas pessoas e o
grupo ao qual pertencem como inferiores e não merecedores de respeito.
Isso se deve à prática de classificar as pessoas em grupos distintos e homogêneos, com
base em critérios de cor, língua, cultura, nacionalidade, preferência sexual e religião. Sob esse
[I5] “aspecto, os grupos são classificados em desejáveis ou indesejáveis, advindo daí o desrespeito ao
direito de ser diferente.
Historicamente, os diferentes sempre foram vítimas de perseguições injustificadas. Cite-se
como exemplo a perseguição aos judeus durante toda a história da humanidade e, mais
recentemente, durante a Segunda Guerra Mundial, quando o ódio ao semelhante levou a
[20] atrocidades sem precedentes, fato que ficou mundialmente conhecido como Holocausto.
Se não bastasse, as mulheres têm menos direitos que os homens; as pessoas portadoras de
deficiência ainda enfrentam dificuldades em ver seus direitos efetivamente implantados e os
homossexuais ainda sofrem discriminação em face de suas preferências sexuais.
Atrocidades cometidas no Sudão e Ruanda demonstram até onde os seres humanos estão
[25] prontos a ir para negar aos outros seus direitos; tornamo-nos uma sociedade que não respeita o
direito de o ser humano ser diferente.
Diante desse quadro, a empreitada aqui proposta consiste em expor e defender a ideia de
que, na sociedade moderna e nos estados democráticos de direito, não existe mais espaço para a
discriminação, para a intolerância e o desrespeito ao próximo.
[30] Com efeito, não é permitido adotar qualquer tipo de distinção em razão de sexo, origem,
idade, cor, raça, estado civil, crença religiosa, convicção filosófica ou política, situação familiar,
condição e saúde física sensorial e mental ou orientação sexual.
A pretensão de eliminar por completo qualquer forma de discriminação certamente não é
uma tarefa fácil. Contudo, urge ressaltar que são atitudes positivas que levarão toda sociedade a
[35] respeitar o direito à diferença.
Em suma, impor atitudes de reconhecimento dos direitos das pessoas diferentes é promover
justiça e equidade. Numa sociedade dita “democrática”, há que prevalecer a diversidade natural e
cultural entre as pessoas.
Disponível em: http://deficienteciente.com.br/2011/12/0-direito-de-ser-diferente-parte-1.html Acesso em 22/09/2015.
Texto adaptado.
Vocabulário:
Advir: ocorrer, acontecer.
Empreitada: tarefa.
Equidade: disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um.
Singularidade: particularidade, o que torna o ser único.
Urgir: ser urgente.
...tornamo-nos uma sociedade que não respeita o direito de o ser humano ser diferente” (linhas 25 e 26, texto – O direito de ser diferente).
O emprego da pessoa do discurso implícita no sujeito desinencial nesse fragmento sugere que:
Questão 12 10151461
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2015Leia o texto a seguir e assinale a única resposta correta em cada questão.
TEXTO
O direito de ser diferente
Por Cidinei Bogo Chat
Quando perdemos o direito de ser diferentes, perdemos o privilégio de ser livres.
Charles Evans Hughes
Nenhum ser humano é igual ao seu semelhante. Cada pessoa tem sua própria
singularidade que a distingue como ser humano individual, em face de gosto, antipatia, talento,
sexo, cultura, língua, religião e nacionalidade. Entretanto, as diferenças sempre alimentaram
discórdias entre as pessoas e grupos sociais.
[5] Aliás, sob tal perspectiva, urge ressaltar que a humanidade tem presenciado ao longo de sua
história uma sequência de intolerância à diferença. Ser rotulado de diferente sempre foi visto como
sinônimo de inferioridade, de indesejável, de separado do grupo. Basta à pessoa ser considerada
diferente para os tidos padrões “normais” para que todos passem a desprezá-la, considerando-a
como um ser de outro mundo.
[10] Nesse sentido, um dos problemas que deve ser enfrentado por toda a humanidade é a
tendência existente de definir as pessoas diferentes em termos negativos, de ver essas pessoas e o
grupo ao qual pertencem como inferiores e não merecedores de respeito.
Isso se deve à prática de classificar as pessoas em grupos distintos e homogêneos, com
base em critérios de cor, língua, cultura, nacionalidade, preferência sexual e religião. Sob esse
[I5] “aspecto, os grupos são classificados em desejáveis ou indesejáveis, advindo daí o desrespeito ao
direito de ser diferente.
Historicamente, os diferentes sempre foram vítimas de perseguições injustificadas. Cite-se
como exemplo a perseguição aos judeus durante toda a história da humanidade e, mais
recentemente, durante a Segunda Guerra Mundial, quando o ódio ao semelhante levou a
[20] atrocidades sem precedentes, fato que ficou mundialmente conhecido como Holocausto.
Se não bastasse, as mulheres têm menos direitos que os homens; as pessoas portadoras de
deficiência ainda enfrentam dificuldades em ver seus direitos efetivamente implantados e os
homossexuais ainda sofrem discriminação em face de suas preferências sexuais.
Atrocidades cometidas no Sudão e Ruanda demonstram até onde os seres humanos estão
[25] prontos a ir para negar aos outros seus direitos; tornamo-nos uma sociedade que não respeita o
direito de o ser humano ser diferente.
Diante desse quadro, a empreitada aqui proposta consiste em expor e defender a ideia de
que, na sociedade moderna e nos estados democráticos de direito, não existe mais espaço para a
discriminação, para a intolerância e o desrespeito ao próximo.
[30] Com efeito, não é permitido adotar qualquer tipo de distinção em razão de sexo, origem,
idade, cor, raça, estado civil, crença religiosa, convicção filosófica ou política, situação familiar,
condição e saúde física sensorial e mental ou orientação sexual.
A pretensão de eliminar por completo qualquer forma de discriminação certamente não é
uma tarefa fácil. Contudo, urge ressaltar que são atitudes positivas que levarão toda sociedade a
[35] respeitar o direito à diferença.
Em suma, impor atitudes de reconhecimento dos direitos das pessoas diferentes é promover
justiça e equidade. Numa sociedade dita “democrática”, há que prevalecer a diversidade natural e
cultural entre as pessoas.
Disponível em: http://deficienteciente.com.br/2011/12/0-direito-de-ser-diferente-parte-1.html Acesso em 22/09/2015.
Texto adaptado.
Vocabulário:
Advir: ocorrer, acontecer.
Empreitada: tarefa.
Equidade: disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um.
Singularidade: particularidade, o que torna o ser único.
Urgir: ser urgente.
Cada pessoa tem sua própria singularidade que a distingue como ser humano individual, em face de gosto, antipatia, talento, sexo, cultura, língua, religião e nacionalidade” (linhas 1, 2 e 3, texto– O direito de ser diferente).
Das paráfrases desse fragmento encontradas abaixo, aquela que possui aposto resumitivo é:
Questão 10 10151424
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2015TEXTO I
O direito de ser diferente
Por Cidinei Bogo Chat
Quando perdemos o direito de ser diferentes, perdemos o privilégio de ser livres.
Charles Evans Hughes
Nenhum ser humano é igual ao seu semelhante. Cada pessoa tem sua própria
singularidade que a distingue como ser humano individual, em face de gosto, antipatia, talento,
sexo, cultura, língua, religião e nacionalidade. Entretanto, as diferenças sempre alimentaram
discórdias entre as pessoas e grupos sociais.
[5] Aliás, sob tal perspectiva, urge ressaltar que a humanidade tem presenciado ao longo de sua
história uma sequência de intolerância à diferença. Ser rotulado de diferente sempre foi visto como
sinônimo de inferioridade, de indesejável, de separado do grupo. Basta à pessoa ser considerada
diferente para os tidos padrões “normais” para que todos passem a desprezá-la, considerando-a
como um ser de outro mundo.
[10] Nesse sentido, um dos problemas que deve ser enfrentado por toda a humanidade é a
tendência existente de definir as pessoas diferentes em termos negativos, de ver essas pessoas e o
grupo ao qual pertencem como inferiores e não merecedores de respeito.
Isso se deve à prática de classificar as pessoas em grupos distintos e homogêneos, com
base em critérios de cor, língua, cultura, nacionalidade, preferência sexual e religião. Sob esse
[I5] “aspecto, os grupos são classificados em desejáveis ou indesejáveis, advindo daí o desrespeito ao
direito de ser diferente.
Historicamente, os diferentes sempre foram vítimas de perseguições injustificadas. Cite-se
como exemplo a perseguição aos judeus durante toda a história da humanidade e, mais
recentemente, durante a Segunda Guerra Mundial, quando o ódio ao semelhante levou a
[20] atrocidades sem precedentes, fato que ficou mundialmente conhecido como Holocausto.
Se não bastasse, as mulheres têm menos direitos que os homens; as pessoas portadoras de
deficiência ainda enfrentam dificuldades em ver seus direitos efetivamente implantados e os
homossexuais ainda sofrem discriminação em face de suas preferências sexuais.
Atrocidades cometidas no Sudão e Ruanda demonstram até onde os seres humanos estão
[25] prontos a ir para negar aos outros seus direitos; tornamo-nos uma sociedade que não respeita o
direito de o ser humano ser diferente.
Diante desse quadro, a empreitada aqui proposta consiste em expor e defender a ideia de
que, na sociedade moderna e nos estados democráticos de direito, não existe mais espaço para a
discriminação, para a intolerância e o desrespeito ao próximo.
[30] Com efeito, não é permitido adotar qualquer tipo de distinção em razão de sexo, origem,
idade, cor, raça, estado civil, crença religiosa, convicção filosófica ou política, situação familiar,
condição e saúde física sensorial e mental ou orientação sexual.
A pretensão de eliminar por completo qualquer forma de discriminação certamente não é
uma tarefa fácil. Contudo, urge ressaltar que são atitudes positivas que levarão toda sociedade a
[35] respeitar o direito à diferença.
Em suma, impor atitudes de reconhecimento dos direitos das pessoas diferentes é promover
justiça e equidade. Numa sociedade dita “democrática”, há que prevalecer a diversidade natural e
cultural entre as pessoas.
Disponível em: http://deficienteciente.com.br/2011/12/0-direito-de-ser-diferente-parte-1.html Acesso em 22/09/2015.
Texto adaptado.
Vocabulário:
Advir: ocorrer, acontecer.
Empreitada: tarefa.
Equidade: disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um.
Singularidade: particularidade, o que torna o ser único.
TEXTO II
De Damasco a Bodrum: a viagem fatal do menino sírio que chocou o mundo
Por Joel Gunther
Dias após a foto do corpo do menino Alan Kurdi, que tinha 3 anos, ter provocado reações
emocionadas em diversos países, a família revelou a cadeia de eventos que levou ao afogamento
na travessia da Turquia para a Grécia.
Alan deixou a cidade de Bodrum, na Turquia, rumo à ilha grega de Kos, na quarta-feira de .
[5] madrugada, ao lado do pai, Abdullah, da mãe, Rehanna, e do irmão Ghalib, dois anos mais velho.
O objetivo final da família Kurdi era Vancouver, no Canadá, onde a irmã de Abdullah, Tima,
trabalha como cabeleireira.
Com um pequeno grupo de refugiados, eles embarcaram em dois botes para cruzar os 20
quilômetros que separam Bodrum de Kos.
[10] Da praia, Abdullah enviou um SMS para Tima.
"Passei o recado para o nosso pai, na Síria, e para todos: 'Abdullah está partindo agora,
rezem por sua segurança”, disse Tima.
Mas as preces não foram ouvidas. As embarcações foram atingidas por ondas altas pouco
depois da partida. O capitão abandonou o navio.
[15] Em questão de minutos, Abdullah Kurdi se encontrou na água, tentando salvar a vida de
seus dois filhos. Dos 23 integrantes do grupo de refugiados, acredita-se que 14 tenham morrido,
incluindo a mulher de Abdullah e seus meninos.
Versão turca
O número não impressiona diante das mortes em massa registradas no Mediterrâneo nos
[20] últimos meses, mas as fotos do pequeno Alan de bruços na beira da praia transformaram o
episódio em um divisor de águas.
O nome dele chegou a ser grafado como "Aylan" por alguns meios de comunicação, entre
eles, a BBC. Mas a tia que vive no Canadá, Tima, esclareceu que aquela era a versão turca do
nome, dada às autoridades da Turquia. O nome original, curdo, era Alan.
[25] Como sírios de origem curda, as chances de conseguir asilo no Canadá diminuíram no
momento em que os Kurdi deixaram a Síria rumo à Turquia.
Durante anos, a Síria negou cidadania à sua população de origem curda. Os curdos eram
considerados apátridas pelas autoridades.
Em 2011, um decreto autorizou que alguns deles entrassem com pedidos de cidadania,
[30] mas outros permaneceram sem o direito. Muitos foram forçados a fugir do país antes mesmo que
pudessem dar entrada no processo.
Os Kurdi moravam em Damasco no início do conflito na Síria, no fim de 2011. Quando a
violência na cidade se agravou, a família se mudou para o seu vilarejo-natal, Makhari, a 25
quilômetros da cidade portuária de Kobane.
[35] No entanto, quando Kobane se tornou um foco de luta entre combatentes curdos e
militantes do chamado Estady Islâmico, no fim de 2014, a família voltou a fugir, desta vez para a
Turquia, ao lado de milhares de outros refugiados.
A Turquia lhes ofereceu abrigo, mas não lhes ofereceu cidadania.
'lrregulares'
[40] Entre os vizinhos da Síria, a Turquia foi o primeiro a reagir formalmente à crise dos
refugiados, declarando proteção temporária em outubro de 2011, garantindo que não iria repatriar
qualquer refugiado sírio.
A medida garante a portadores de passaportes sírios um visto de residência de um ano e
liberdade de movimentos no país. Mas aqueles que não apresentarem documentos são obrigados
[45] a se registrarem um campo de refugiados e lá permanecer. Caso contrário, são considerados
“irregulares”.
Essa era a situação dos Kurdi, que se encontravam em Istambul, mas estavam
desesperados para deixar a Turquia. No entanto, não podiam obter vistos de saída da Turquia,
porque não tinham passaportes, e não podiam pedir asilo em outros países, porque não tinham
[50] vistos de saída da Síria.
Tima Kurdi já estava "patrocinando" o processo de asilo da família de outro irmão dela,
Mohammad, mas dificuldades financeiras e a complexidade do processo a obrigaram a dar entrada
em um processo de cada vez. Mohammad foi escolhido primeiro, porque os filhos dele já estão em
idade escolar.
[55] No entanto, o pedido de asilo foi rejeitado pelo Canadá. O departamento de Imigração e
Cidadania disse à BBC que o processo estava “incompleto porque não reunia os requisitos
necessários para comprovar o reconhecimento da situação de refugiado”.
A razão para a rejeição foi simples, segundo Tima: os Kurdi não têm passaporte e nem
vistos de trabalho turcos, documentos que não podiam obter.
[60] Papelada
Quando o primeiro pedido de asilo foi rejeitado, em junho, “não havia esperanças de que
Abdullah e sua família obtivessem a papelada correta para um processo bem-sucedido”, afirmou
Tima. Por isso, eles embarcaram ilegalmente rumo à Grécia.
Os Kurdi já tinham tentado deixar a Turquia três vezes anteriormente. Todas sem sucesso.
[65] Na última e fatal, parentes contaram que eles conheceram pessoas em Izmir que prometeram levá-
los até a costa e de lá para Kos, de barco.
Acredita-se que eles tenham pagado o equivalente a R$ 16,5 mil pela travessia. Muito mais
do que custariam as passagens aéreas para toda a família chegar ao Canadá.
Ainda no escuro, o bote com a família foi empurrado mar adentro. Abdullah descreveu o
[70] momento em que a sua família se afogou em detalhes.
"Tentei segurar as crianças e a minha mulher, mas não adiantou. Um por um, eles
morreram. Tentei timonear o barco, mas veio outra onda grande e o virou”, afirmou. “Foi aí que o
pior aconteceu."
"As minhas crianças eram as mais bonitas do mundo. Será que existe alguém no mundo,
[75] — para quem os próprios filhos não sejam a coisa mais preciosa?”
"Eles eram incríveis. Me acordavam todos os dias para brincar.”
"Adoraria me sentar ao lado do túmulo da minha família agora e aliviar a minha dor.”
Ele afirmou que pretende levar os corpos de volta a Istambul e de lá para Kobane, onde
quer enterrá-los.
[80] "É tarde demais para salvar a família de Abdullah", disse Tima. "Por favor, vamos usar a
nossa voz coletiva para mudar e exigir que os líderes do mundo tomem decisões agora para
aprovar medidas de emergência para refugiados. Vamos pôr fim a esse sofrimento. Os nossos
corações estão partidos.”
Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150904 siria familia ebc
Acesso em 22/09/2015
Texto adaptado
Vocabulário:
Apátrida: indivíduo sem nacionalidade.
Timonear: dirigir embarcação.
“Como sírios de origem curda, as chances de conseguir asilo no Canadá diminuíram no momento em que os Kurdi deixaram a Síria rumo à Turquia” (linhas 25 e 26, texto II – De Damasco a Bodrum: a viagem fatal do menino sírio que chocou o mundo).
O trecho sublinhado estabelece com o restante do período a mesma relação semântica que pode ser averiguada no trecho do texto I – O direito de ser diferente – destacado em:
Questão 8 10151389
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2015TEXTO I
O direito de ser diferente
Por Cidinei Bogo Chat
Quando perdemos o direito de ser diferentes, perdemos o privilégio de ser livres.
Charles Evans Hughes
Nenhum ser humano é igual ao seu semelhante. Cada pessoa tem sua própria
singularidade que a distingue como ser humano individual, em face de gosto, antipatia, talento,
sexo, cultura, língua, religião e nacionalidade. Entretanto, as diferenças sempre alimentaram
discórdias entre as pessoas e grupos sociais.
[5] Aliás, sob tal perspectiva, urge ressaltar que a humanidade tem presenciado ao longo de sua
história uma sequência de intolerância à diferença. Ser rotulado de diferente sempre foi visto como
sinônimo de inferioridade, de indesejável, de separado do grupo. Basta à pessoa ser considerada
diferente para os tidos padrões “normais” para que todos passem a desprezá-la, considerando-a
como um ser de outro mundo.
[10] Nesse sentido, um dos problemas que deve ser enfrentado por toda a humanidade é a
tendência existente de definir as pessoas diferentes em termos negativos, de ver essas pessoas e o
grupo ao qual pertencem como inferiores e não merecedores de respeito.
Isso se deve à prática de classificar as pessoas em grupos distintos e homogêneos, com
base em critérios de cor, língua, cultura, nacionalidade, preferência sexual e religião. Sob esse
[I5] “aspecto, os grupos são classificados em desejáveis ou indesejáveis, advindo daí o desrespeito ao
direito de ser diferente.
Historicamente, os diferentes sempre foram vítimas de perseguições injustificadas. Cite-se
como exemplo a perseguição aos judeus durante toda a história da humanidade e, mais
recentemente, durante a Segunda Guerra Mundial, quando o ódio ao semelhante levou a
[20] atrocidades sem precedentes, fato que ficou mundialmente conhecido como Holocausto.
Se não bastasse, as mulheres têm menos direitos que os homens; as pessoas portadoras de
deficiência ainda enfrentam dificuldades em ver seus direitos efetivamente implantados e os
homossexuais ainda sofrem discriminação em face de suas preferências sexuais.
Atrocidades cometidas no Sudão e Ruanda demonstram até onde os seres humanos estão
[25] prontos a ir para negar aos outros seus direitos; tornamo-nos uma sociedade que não respeita o
direito de o ser humano ser diferente.
Diante desse quadro, a empreitada aqui proposta consiste em expor e defender a ideia de
que, na sociedade moderna e nos estados democráticos de direito, não existe mais espaço para a
discriminação, para a intolerância e o desrespeito ao próximo.
[30] Com efeito, não é permitido adotar qualquer tipo de distinção em razão de sexo, origem,
idade, cor, raça, estado civil, crença religiosa, convicção filosófica ou política, situação familiar,
condição e saúde física sensorial e mental ou orientação sexual.
A pretensão de eliminar por completo qualquer forma de discriminação certamente não é
uma tarefa fácil. Contudo, urge ressaltar que são atitudes positivas que levarão toda sociedade a
[35] respeitar o direito à diferença.
Em suma, impor atitudes de reconhecimento dos direitos das pessoas diferentes é promover
justiça e equidade. Numa sociedade dita “democrática”, há que prevalecer a diversidade natural e
cultural entre as pessoas.
Disponível em: http://deficienteciente.com.br/2011/12/0-direito-de-ser-diferente-parte-1.html Acesso em 22/09/2015.
Texto adaptado.
Vocabulário:
Advir: ocorrer, acontecer.
Empreitada: tarefa.
Equidade: disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um.
Singularidade: particularidade, o que torna o ser único.
Urgir: ser urgente.
TEXTO II
Igual-Desigual
Por Carlos Drummond de Andrade
Eu desconfiava:
todas as histórias em quadrinhos são iguais.
Todos os filmes norte-americanos são iguais.
Todos os filmes de todos os países são iguais.
[5] Todos os best-sellers são iguais.
Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são iguais.
Todos os partidos políticos são iguais.
Todas as mulheres que andam na moda são iguais.
Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais
[10] e todos, todos
os poemas em verso livre são enfadonhamente iguais.
Todas as guerras do mundo são iguais.
Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais, iguais, iguais.
[15] Iguais todos os rompimentos.
A morte é igualíssima.
Todas as criações da natureza são iguais.
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais.
Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou coisa.
[20] Ninguém é igual a ninguém.
Todo o ser humano é um estranho
impar.
ANDRADE, C.D. '/A Paixão Medida' In: Nova Reunião
Vocabulário:
Best-seller: livro campeão de venda.
Gazel: poesia amorosa ou báquica, uma espécie de ode.
Rondó: composição poética com refrão constante.
Sextina: composição poética de seis versos.
Soneto: composição poética de catorze versos, distribuídos em dois quartetos e dois tercetos.
Virelai: forma poética e musical francesa muito popular entre os séculos XIll e XV.
“Nenhum ser humano é igual ao seu semelhante” (linha 1, texto I – O direito de ser diferente). “Todo ser humano é um estranho/ ímpar” (v.21 e 22, texto II – Igual-desigual).
Os vocábulos sublinhados nos trechos acima, adjuntos adnominais, funcionam nos fragmentos como:
Questão 4 10151272
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2015Leia o texto a seguir e assinale a única resposta correta em cada questão.
TEXTO
O direito de ser diferente
Por Cidinei Bogo Chat
Quando perdemos o direito de ser diferentes, perdemos o privilégio de ser livres.
Charles Evans Hughes
Nenhum ser humano é igual ao seu semelhante. Cada pessoa tem sua própria
singularidade que a distingue como ser humano individual, em face de gosto, antipatia, talento,
sexo, cultura, língua, religião e nacionalidade. Entretanto, as diferenças sempre alimentaram
discórdias entre as pessoas e grupos sociais.
[5] Aliás, sob tal perspectiva, urge ressaltar que a humanidade tem presenciado ao longo de sua
história uma sequência de intolerância à diferença. Ser rotulado de diferente sempre foi visto como
sinônimo de inferioridade, de indesejável, de separado do grupo. Basta à pessoa ser considerada
diferente para os tidos padrões “normais” para que todos passem a desprezá-la, considerando-a
como um ser de outro mundo.
[10] Nesse sentido, um dos problemas que deve ser enfrentado por toda a humanidade é a
tendência existente de definir as pessoas diferentes em termos negativos, de ver essas pessoas e o
grupo ao qual pertencem como inferiores e não merecedores de respeito.
Isso se deve à prática de classificar as pessoas em grupos distintos e homogêneos, com
base em critérios de cor, língua, cultura, nacionalidade, preferência sexual e religião. Sob esse
[I5] “aspecto, os grupos são classificados em desejáveis ou indesejáveis, advindo daí o desrespeito ao
direito de ser diferente.
Historicamente, os diferentes sempre foram vítimas de perseguições injustificadas. Cite-se
como exemplo a perseguição aos judeus durante toda a história da humanidade e, mais
recentemente, durante a Segunda Guerra Mundial, quando o ódio ao semelhante levou a
[20] atrocidades sem precedentes, fato que ficou mundialmente conhecido como Holocausto.
Se não bastasse, as mulheres têm menos direitos que os homens; as pessoas portadoras de
deficiência ainda enfrentam dificuldades em ver seus direitos efetivamente implantados e os
homossexuais ainda sofrem discriminação em face de suas preferências sexuais.
Atrocidades cometidas no Sudão e Ruanda demonstram até onde os seres humanos estão
[25] prontos a ir para negar aos outros seus direitos; tornamo-nos uma sociedade que não respeita o
direito de o ser humano ser diferente.
Diante desse quadro, a empreitada aqui proposta consiste em expor e defender a ideia de
que, na sociedade moderna e nos estados democráticos de direito, não existe mais espaço para a
discriminação, para a intolerância e o desrespeito ao próximo.
[30] Com efeito, não é permitido adotar qualquer tipo de distinção em razão de sexo, origem,
idade, cor, raça, estado civil, crença religiosa, convicção filosófica ou política, situação familiar,
condição e saúde física sensorial e mental ou orientação sexual.
A pretensão de eliminar por completo qualquer forma de discriminação certamente não é
uma tarefa fácil. Contudo, urge ressaltar que são atitudes positivas que levarão toda sociedade a
[35] respeitar o direito à diferença.
Em suma, impor atitudes de reconhecimento dos direitos das pessoas diferentes é promover
justiça e equidade. Numa sociedade dita “democrática”, há que prevalecer a diversidade natural e
cultural entre as pessoas.
Disponível em: http://deficienteciente.com.br/2011/12/0-direito-de-ser-diferente-parte-1.html Acesso em 22/09/2015.
Texto adaptado.
Vocabulário:
Advir: ocorrer, acontecer.
Empreitada: tarefa.
Equidade: disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um.
Singularidade: particularidade, o que torna o ser único.
Urgir: ser urgente.
“Quando perdemos o direito de ser diferentes, perdemos o privilégio de ser livres” (Texto – O direito de ser diferente).
A epígrafe de Charles Evan Hughes é:
Questão 10 10136136
CMM 1°ano - Língua de Português 2015TEXTO

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