Questões de EFAF Filosofia - Temática
744 Questões
Questão 14 10734399
COLÉGIO SÓLIDO* 1° Ano 2016O locutor do texto afirma que falhamos “em sermos solidários”.
Todas essas asserções retiradas do texto corroboram a afirmação acima, EXCETO:
Questão 13 10734398
COLÉGIO SÓLIDO* 1° Ano 2016Usar o sapato alheio diante da dor do outro
Por Heloisa Fernandes Câmara em 22/09/2015
Foi montada em Londres uma instalação à beira do rio Tâmisa chamada Museu da Empatia. O funcionamento do museu é simples. Ao chegar ao local, solicita-se o número do sapato do visitante, o qual pode escolher algumas opções de sapato e, ao calçá-lo, percorre a região enquanto ouve a história do dono ou dona do calçado.
A proposta é desenvolver a empatia, entendida como a capacidade de se pôr no lugar do outro. Daí a ideia da instalação usar a expressão "put yourself in someone’s shoes" de forma literal, pois a expressão significa colocar-se no lugar do outro, ou, “colocar-se no sapato do outro”. Proposta parecida tem o Museu da Pessoa em São Paulo, que conta a história de pessoas anônimas, mostrando a riqueza da vida de pessoas comuns. Também o projeto Seven Billion Others (Sete Bilhões de Outros) nos apresenta a diversidade de experiências de vida. Se o fio condutor destas narrativas é a construção da empatia, o que nos faz falhar em sermos solidários?
[...]
Há poucos dias a triste imagem de uma criança morta na praia, que depois soubemos que se chamava Aylan e morreu em uma travessia fugindo da Síria, correu o mundo e gerou uma onda de comoção e também de questionamento sobre a moralidade ou imoralidade de publicação da foto da criança na imprensa mundial, tornando a questão da empatia também a questão de (e como) mostrar a dor alheia.
As crianças invisíveis, as outras, as sem voz

Assim sendo, é impossível escapar das provocações plantadas por Susan Sontag no livro Diante da Dor dos Outros, cujo objeto é a reflexão sobre o uso de fotografias para mostrar o horror da guerra. Para Sontag, inicialmente a imagem não oferece uma explicação imediata, podendo ser usada por todos os lados do conflito para pleitear sua narrativa de tragédia. E ainda que se saiba o contexto em que a imagem ocorreu, é impossível que os leitores dos jornais e das revistas sintam o que significa estar em uma guerra (...).
Voltando à foto de Aylan, a resposta dada pelos meios de comunicação em geral foi no sentido da necessidade de publicar a imagem forte para informar e tornar possível que cenas como essa não se repitam. É esta percepção que faz com que tantos repórteres fotográficos arrisquem suas vidas para fazer cobertura em catástrofes e conflitos armados, pois mostrar o que ocorre seria o primeiro passopara mudar a situação. Entretanto, se assumirmos que Sontag esteja correta, a questão complexifica-se, pois para além do aspecto chocante da imagem, teremos que pensar por que, das diversas imagens tristes que vemos com frequência assustadora, poucas conseguem promover uma comoção nessas proporções.
E aqui é impossível não citar o magistral artigo escrito por Gabriel Zacarias que analisa que o impacto da foto de Aylan é justamente porque não o vemos. Ao menos não o vemos como Aylan, um menino nascido em um conflito que começou antes de sua tão breve vida, mas que obrigou e obriga diversas famílias a procurar um local seguro longe de casa. Vemos uma criança que parece dormir (e parece ser nosso filho, irmão, sobrinho, primo etc.). Ou seja, a foto não mostra nossa empatia com o cruel destino de uma família destruída; mostra somente nosso sofrimento conosco mesmo. Não pretendo desqualificar as manifestações de repúdio da situação a que os migrantes são submetidos, e tampouco a comoção que veio após a divulgação da fotografia – efetivamente, é bom que tenhamos saído do imobilismo. Mas por quê não esboçamos nenhuma (nenhuma!) reação aos genocídios atuais que ocorrem com crianças negras e índias no nosso país? Por que não gritamos quando meninos negros são mortos pela polícia enquanto brincam na rua? E aqui a questão não é a falta de uma imagem. Não vemos porque não as reconhecemos e não as reconhecemos porque não calçamos os sapatos delas. Não temos empatia, e elas são apenas as outras, as invisíveis, as sem voz. Sem verdadeiramente reconhecê-las eticamente, ou ao menos nos reconhecermos nelas, a nossa inação perpetua-se, e não somente testemunha, mas nos torna cúmplices da destruição dessas vidas.
Heloisa Fernandes Câmara é doutoranda em Direito na UFPR e professora de Direito Constitucional e Direitos Humanos Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br/a-tragedia-dos-refugiados/usar-o-sapato-alheio-diante-da-dor do-outro/
Podemos inferir das ideias do texto que todas estas atitudes deveriam pautar as relações humanas, EXCETO
Questão 12 10734396
COLÉGIO SÓLIDO* 1° Ano 2016Usar o sapato alheio diante da dor do outro
Por Heloisa Fernandes Câmara em 22/09/2015
Foi montada em Londres uma instalação à beira do rio Tâmisa chamada Museu da Empatia. O funcionamento do museu é simples. Ao chegar ao local, solicita-se o número do sapato do visitante, o qual pode escolher algumas opções de sapato e, ao calçá-lo, percorre a região enquanto ouve a história do dono ou dona do calçado.
A proposta é desenvolver a empatia, entendida como a capacidade de se pôr no lugar do outro. Daí a ideia da instalação usar a expressão "put yourself in someone’s shoes" de forma literal, pois a expressão significa colocar-se no lugar do outro, ou, “colocar-se no sapato do outro”. Proposta parecida tem o Museu da Pessoa em São Paulo, que conta a história de pessoas anônimas, mostrando a riqueza da vida de pessoas comuns. Também o projeto Seven Billion Others (Sete Bilhões de Outros) nos apresenta a diversidade de experiências de vida. Se o fio condutor destas narrativas é a construção da empatia, o que nos faz falhar em sermos solidários?
[...]
Há poucos dias a triste imagem de uma criança morta na praia, que depois soubemos que se chamava Aylan e morreu em uma travessia fugindo da Síria, correu o mundo e gerou uma onda de comoção e também de questionamento sobre a moralidade ou imoralidade de publicação da foto da criança na imprensa mundial, tornando a questão da empatia também a questão de (e como) mostrar a dor alheia.
As crianças invisíveis, as outras, as sem voz

Assim sendo, é impossível escapar das provocações plantadas por Susan Sontag no livro Diante da Dor dos Outros, cujo objeto é a reflexão sobre o uso de fotografias para mostrar o horror da guerra. Para Sontag, inicialmente a imagem não oferece uma explicação imediata, podendo ser usada por todos os lados do conflito para pleitear sua narrativa de tragédia. E ainda que se saiba o contexto em que a imagem ocorreu, é impossível que os leitores dos jornais e das revistas sintam o que significa estar em uma guerra (...).
Voltando à foto de Aylan, a resposta dada pelos meios de comunicação em geral foi no sentido da necessidade de publicar a imagem forte para informar e tornar possível que cenas como essa não se repitam. É esta percepção que faz com que tantos repórteres fotográficos arrisquem suas vidas para fazer cobertura em catástrofes e conflitos armados, pois mostrar o que ocorre seria o primeiro passopara mudar a situação. Entretanto, se assumirmos que Sontag esteja correta, a questão complexifica-se, pois para além do aspecto chocante da imagem, teremos que pensar por que, das diversas imagens tristes que vemos com frequência assustadora, poucas conseguem promover uma comoção nessas proporções.
E aqui é impossível não citar o magistral artigo escrito por Gabriel Zacarias que analisa que o impacto da foto de Aylan é justamente porque não o vemos. Ao menos não o vemos como Aylan, um menino nascido em um conflito que começou antes de sua tão breve vida, mas que obrigou e obriga diversas famílias a procurar um local seguro longe de casa. Vemos uma criança que parece dormir (e parece ser nosso filho, irmão, sobrinho, primo etc.). Ou seja, a foto não mostra nossa empatia com o cruel destino de uma família destruída; mostra somente nosso sofrimento conosco mesmo. Não pretendo desqualificar as manifestações de repúdio da situação a que os migrantes são submetidos, e tampouco a comoção que veio após a divulgação da fotografia – efetivamente, é bom que tenhamos saído do imobilismo. Mas por quê não esboçamos nenhuma (nenhuma!) reação aos genocídios atuais que ocorrem com crianças negras e índias no nosso país? Por que não gritamos quando meninos negros são mortos pela polícia enquanto brincam na rua? E aqui a questão não é a falta de uma imagem. Não vemos porque não as reconhecemos e não as reconhecemos porque não calçamos os sapatos delas. Não temos empatia, e elas são apenas as outras, as invisíveis, as sem voz. Sem verdadeiramente reconhecê-las eticamente, ou ao menos nos reconhecermos nelas, a nossa inação perpetua-se, e não somente testemunha, mas nos torna cúmplices da destruição dessas vidas.
Heloisa Fernandes Câmara é doutoranda em Direito na UFPR e professora de Direito Constitucional e Direitos Humanos Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br/a-tragedia-dos-refugiados/usar-o-sapato-alheio-diante-da-dor do-outro/
Com base na leitura do texto é INCORRETO afirmar que
Questão 11 10734395
COLÉGIO SÓLIDO* 1° Ano 2016Usar o sapato alheio diante da dor do outro
Por Heloisa Fernandes Câmara em 22/09/2015
Foi montada em Londres uma instalação à beira do rio Tâmisa chamada Museu da Empatia. O funcionamento do museu é simples. Ao chegar ao local, solicita-se o número do sapato do visitante, o qual pode escolher algumas opções de sapato e, ao calçá-lo, percorre a região enquanto ouve a história do dono ou dona do calçado.
A proposta é desenvolver a empatia, entendida como a capacidade de se pôr no lugar do outro. Daí a ideia da instalação usar a expressão "put yourself in someone’s shoes" de forma literal, pois a expressão significa colocar-se no lugar do outro, ou, “colocar-se no sapato do outro”. Proposta parecida tem o Museu da Pessoa em São Paulo, que conta a história de pessoas anônimas, mostrando a riqueza da vida de pessoas comuns. Também o projeto Seven Billion Others (Sete Bilhões de Outros) nos apresenta a diversidade de experiências de vida. Se o fio condutor destas narrativas é a construção da empatia, o que nos faz falhar em sermos solidários?
[...]
Há poucos dias a triste imagem de uma criança morta na praia, que depois soubemos que se chamava Aylan e morreu em uma travessia fugindo da Síria, correu o mundo e gerou uma onda de comoção e também de questionamento sobre a moralidade ou imoralidade de publicação da foto da criança na imprensa mundial, tornando a questão da empatia também a questão de (e como) mostrar a dor alheia.
As crianças invisíveis, as outras, as sem voz

Assim sendo, é impossível escapar das provocações plantadas por Susan Sontag no livro Diante da Dor dos Outros, cujo objeto é a reflexão sobre o uso de fotografias para mostrar o horror da guerra. Para Sontag, inicialmente a imagem não oferece uma explicação imediata, podendo ser usada por todos os lados do conflito para pleitear sua narrativa de tragédia. E ainda que se saiba o contexto em que a imagem ocorreu, é impossível que os leitores dos jornais e das revistas sintam o que significa estar em uma guerra (...).
Voltando à foto de Aylan, a resposta dada pelos meios de comunicação em geral foi no sentido da necessidade de publicar a imagem forte para informar e tornar possível que cenas como essa não se repitam. É esta percepção que faz com que tantos repórteres fotográficos arrisquem suas vidas para fazer cobertura em catástrofes e conflitos armados, pois mostrar o que ocorre seria o primeiro passopara mudar a situação. Entretanto, se assumirmos que Sontag esteja correta, a questão complexifica-se, pois para além do aspecto chocante da imagem, teremos que pensar por que, das diversas imagens tristes que vemos com frequência assustadora, poucas conseguem promover uma comoção nessas proporções.
E aqui é impossível não citar o magistral artigo escrito por Gabriel Zacarias que analisa que o impacto da foto de Aylan é justamente porque não o vemos. Ao menos não o vemos como Aylan, um menino nascido em um conflito que começou antes de sua tão breve vida, mas que obrigou e obriga diversas famílias a procurar um local seguro longe de casa. Vemos uma criança que parece dormir (e parece ser nosso filho, irmão, sobrinho, primo etc.). Ou seja, a foto não mostra nossa empatia com o cruel destino de uma família destruída; mostra somente nosso sofrimento conosco mesmo. Não pretendo desqualificar as manifestações de repúdio da situação a que os migrantes são submetidos, e tampouco a comoção que veio após a divulgação da fotografia – efetivamente, é bom que tenhamos saído do imobilismo. Mas por quê não esboçamos nenhuma (nenhuma!) reação aos genocídios atuais que ocorrem com crianças negras e índias no nosso país? Por que não gritamos quando meninos negros são mortos pela polícia enquanto brincam na rua? E aqui a questão não é a falta de uma imagem. Não vemos porque não as reconhecemos e não as reconhecemos porque não calçamos os sapatos delas. Não temos empatia, e elas são apenas as outras, as invisíveis, as sem voz. Sem verdadeiramente reconhecê-las eticamente, ou ao menos nos reconhecermos nelas, a nossa inação perpetua-se, e não somente testemunha, mas nos torna cúmplices da destruição dessas vidas.
Heloisa Fernandes Câmara é doutoranda em Direito na UFPR e professora de Direito Constitucional e Direitos Humanos Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br/a-tragedia-dos-refugiados/usar-o-sapato-alheio-diante-da-dor do-outro/
Ao estruturar seu texto, a autora usou os seguintes recursos, EXCETO
Questão 9 10734393
COLÉGIO SÓLIDO* 1° Ano 2016Leia o texto para responder à questão.
Museu da Empatia permite que as pessoas se coloquem no lugar das outras

POR PHILIPPE LADVOCAT04/09/201
O primeiro Museu da Empatia do mundo abre em Londres no dia 4 de Setembro como parte do Thames Festival, que vai trazer atrações diversas para a capital inglesa. Nesse museu, uma exposição itinerante que vai viajar internacionalmente depois daqui, os visitantes encontram um espaço onde poderão se colocar no lugar de outras pessoas e ver o mundo através dos olhos delas. O objetivo é desenvolver a empatia e criar uma revolução global através das relações humanas. Uma pesquisa científica revelou que 98% das pessoas têm a habilidade de criar empatia, mas são poucas as que conseguem alcançar o potencial completo. Funciona assim: o visitante diz o tamanho do sapato ou pede uma sugestão de história para os organizadores. A pessoa então precisa vestir os calçados dessa pessoa, disponíveis em uma estante (em uma alusão à expressão inglesa in your shoes que literalmente significa "nos seus sapatos", mas cujo significado real é estar no lugar de alguém) e andar por uma milha neles (pouco mais de um quilômetro e meio). E enquanto caminha nos pés de outra pessoa, o visitante escutará um áudio em um pequeno ipod shuffle com a história dela, como se fosse uma conversa com alguém que não está lá e vai descrever o mundo segundo a própria visão.
Quando visitei o espaço, os sapatos do meu tamanho, bem enlamaçados, pertenciam a um arqueólogo que explicou muitas curiosidades sobre o rio Tâmisa e que revelou ter decidido estudar história porque tinha sido adotado e sentia falta de ter uma história própria. Pedi para escutar outras e em um par bem acima do meu número descobri uma história incrível de um homem que sofreu um golpe e foi preso por tráfico de heroína - e depois de sair da cadeia e ser inocentado só pensava em vingança. Mas ele então fez um curso de arte e decidiu se dedicar a isso para canalizar a sua raiva e acabou levando outros ex-presidiários a fazer o mesmo. Um deles era um tipo durão e agressivo que acabou revelando uma paixão por desenhar personagens da Disney. Em outra surpresa, um par de salto altos pertence na verdade a um homem que faz um bingo semanal como drag queen. E o mais interessante de tudo: a seleção é feita dentro de uma caixa de sapatos gigante.
Considerando que a incapacidade das pessoas de enxergar o ponto de vista alheio e de considerar as experiências e sentimentos dos outros é a raiz do preconceito, conflitos sociais e desigualdade, os criadores do projeto consideram que empatia é o antídoto perfeito. Baseado nas ideias do pensador cultural Roman Krznaric, o museu quer transformar a forma como as pessoas olham para mundo e para si mesmas, através de vídeos que também serão disponibilizados em uma versão digital online do lugar. O espaço virtual vai também incluir críticas de filmes e livros que ajudam as pessoas a enxergar outras experiências e abrir a mente para a empatia, de crianças que crescem no Teerã até alguém que nasceu cego ou um soldado lutando em uma guerra.
O Museu da Empatia ficará nos jardins do Southbank de quarta a domingo de meio-dia às 6 da tarde entre os dias 4 e 27 de Setembro.
Disponível em: http://blogs.oglobo.globo.com/molho-ingles/post/museu-da-empatia-permite-que-visitantes-vejam-o-mundo-pelo-olhar-de outras-pessoas.html
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que
Questão 2 10734386
COLÉGIO SÓLIDO* 1° Ano 2016No lugar do outro
Rosely Sayão

Crianças e adolescentes têm aprendido com a nossa dificuldade em conviver com as diferenças
Estamos vivendo uma crise intensa: a das relações humanas. Todos os dias testemunhamos ou protagonizamos, tanto na vida presencial quanto na virtual, comportamentos e atitudes que vão do ódio declarado ou sutil ao desdém em relação ao outro. As relações humanas, sempre tão complexas, exigem, no entanto, delicadeza, atenção e compromisso social. Tem sido difícil manter a saúde mental e a qualidade de vida no contexto atual.
Crianças e adolescentes já dão sinais claros de que têm aprendido muito com nossa dificuldade em conviver com as diferenças e de respeitá-las; de tentar colocar-se no lugar do outro para compreender suas posições e atitudes; de ter compaixão; de conflitar em vez de confrontar; de agir com doçura, por exemplo. Conseguir fazer isso é ter empatia com o outro.
Pais e professores têm reclamado de comportamentos provocativos, desrespeitosos, desafiadores e desobedientes dos mais novos. Entretanto, se pudéssemos nos dedicar por alguns momentos à auto-observação, constataríamos essas características também em nós, adultos.
Mas são os mais novos que levam a pior nessa história: crianças e adolescentes que desobedecem, desafiam e têm comportamentos considerados agressivos, como os nossos, podem receber diagnósticos e orientação para tratamento. Conheço famílias com filhos diagnosticados com "Transtorno Desafiador Opositivo", porque têm comportamentos típicos da idade.
Há uma grande preocupação global com a nossa atual falta de empatia. Um sinal disso foi a inauguração, em Londres, do primeiro Museu da Empatia.
Nele, os visitantes são convocados a experimentar/enxergar o mundo pelo olhar de um outro – não próximo ou conhecido, mas um outro com quem eles não têm qualquer relação. A expressão que deu sentido ao museu é a expressão inglesa "in your shoes" (em seus sapatos), que em língua portuguesa significa "em seu lugar".
Os visitantes se deparam, na entrada, com uma caixa com diferentes pares de sapatos usados. Escolhem um de seu número para calçar e recebem um áudio que conta uma parte da história da pessoa que foi dona daquele par.
Desenvolver a empatia é uma condição absolutamente necessária para ensiná-la aos mais novos. Aliás, eles podem tê-la mais facilmente do que nós. Um pai me contou, comovido, que conversava com um amigo a respeito da situação de muitos refugiados de países em guerra e que comentou que não adiantava a busca por outro local, já que a crise de empregos era mundial. Seu filho, de sete anos, que estava por perto, perguntou de imediato: "Pai, se tivesse guerra aqui, você preferiria que eu morresse?". Ele mudou de ideia.
Estacionar o carro em vaga de idosos, grávidas e portadores de deficiência é mais do que contravenção: é falta de empatia. Reclamar da lentidão dos velhos é mais do que desrespeito: é falta de empatia. Agredir ostensivamente o outro por suas posições é mais do que dificuldade em lidar com as diferenças: é falta de empatia. Do mesmo modo, reclamar do comportamento dos mais novos é falta de empatia.
A empatia pode provocar uma grande mudança social, diz Roman Krznari, estudioso do tema. Vamos desenvolvê-la para ensiná-la?
Folha de S. Paulo, 22 de setembro de 2015
O título “No lugar do outro” já sintetiza a temática abordada pela autora em seu texto.
Assinale a alternativa que apresenta um maior diálogo com o título, dentre as estratégias a que a autora recorre para a construção do texto.
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)